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Notícias Durante 7º Fórum Sul Brasileiro

Tecnologias para valorização de resíduos reforçam papel estratégico do biogás

Pesquisadores da Embrapa, Unesp e UFSM discutirem soluções como estruvita, codigestão e aplicação de dejetos na agricultura com foco em sustentabilidade e economia circular.

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Foto: Divulgação/FSBBB

O segundo painel do 7º Fórum Sul Brasileiro Biogás e Biometano teve como tema “Recuperação de Nutrientes: Tecnologias e Estratégias”. Realizado na última terça-feira (08), em Bento Gonçalves (RS), o painel contou com a moderação do pesquisador Rodrigo Nicoloso, da Embrapa, junto aos painelistas Fabiane Goldschmidt Antes, da Embrapa, do professor Jorge de Lucas, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e do professor Gustavo Brunetto, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

Quem iniciou as apresentações foi a analista da Embrapa Suínos e Aves, Fabiane Goldschmidt Antes, que abordou o tópico “Valorização do digestato através da recuperação de nutrientes por processos químicos”. Ela reforçou como o assunto é relevante dentro de pesquisas da instituição. “Na Embrapa, nós estamos atentos a este tema, com soluções já desenvolvidas e sempre pautadas na sustentabilidade, tanto de aves, quanto na agroindústria. Nosso centro de pesquisa fica em Concórdia, em Santa Catarina, mas olhamos para todo o país, mirando em soluções que estão na fronteira do conhecimento”, explica.

O digestato deve ser tratado quando não há área agrícola disponível como fertilizante, de acordo com Fabiane. “Um exemplo claro é, por exemplo, uma granja de suínos de grande porte, gado de corte ou bovinocultura de leite em confinamento, em agroindústrias”, cita.

A forma de recuperação de nutrientes do digestato, conforme explica Fabiane, pode contemplar dois formatos. Um deles envolve processos físico-químicos, com separação sólido líquido (desague) ou tecnologia de membranas. Por outro lado, está a forma de recuperação por processos químicos, que passam por Precipitação com Ca (P), Estruvita (N e P), K-estruvita (K e P), Precipitação com Fe, AI (P), entre outros.  Em sua apresentação, Fabiane também reforçou o potencial da estruvita como fertilizante de liberação lenta para o manejo sustentável de fósforo na agricultura brasileira. Um dos atuais desafios dos estudos, completa Fabiane, é descobrir as formas comerciais do aproveitamento da Estruvita, ou seja, qual é sua viabilidade no mercado.

Professor da UNESP, Jorge de Lucas abordou tópicos como codigestão anaeróbia, com um case de produção de biogás com adição de batata doce. “Acho importante ressaltar também que, quando se fala em aproveitar o digestato, é bom que a gente pense que existem leis e instruções normativas dentro deste tema, que acabam sendo uma série de caminhos legais”, explica.

“Resíduos Orgânicos na Agricultura: Desafios e oportunidades” foi o tema escolhido pelo professor Gustavo Brunetto, do departamento de solos da UFSM. De acordo com o docente, o Brasil tem alta qualidade e expertise na produção de vários animais para confinamento como bovinos, suínos e aves. Os dados apresentados pelo professor (datados de 2024) confirmam a relevância da atividade: são 238 milhões de cabeças bovinas, 1,6 bilhão de cabeças de galináceos e 46,3 milhões de cabeça suínas – além disso, estima-se que 72% do rebanho de suínos está concentrado na região sul do Brasil. “Isso gera, portanto, uma estimativa de 169 milhões de litros de dejetos por dia, e esse material tem algumas possibilidade de destinos, como adicionado diretamente na agricultura como fonte de nutriente, como compostagem ou como biodigestor”, explicou.

Brunetto explicou os benefícios da aplicação dos dejetos na agricultura, listando itens como a melhoria na fertilização do solo, o incremento de matéria orgânica, o incentivo à atividade microbiana do solo, o aumento na produção agrícola e a redução do uso e da dependência de fertilizantes. Em contraponto aos benefícios, ele citou as consequências do descarte inadequado dos resíduos, ocasionando danos ambientais e passando por pontos como contaminação de solos e águas, perdas de elementos por erosão, perdas de solo e elementos por desastres climáticos e contaminação e eutrofização dos cursos de água.

Como estratégias para melhorar o uso de resíduos orgânicos, Brunetto explicou sobre o processamento para aumentar a concentração de nutrientes, também sobre tecnologias de secagem e peletização e a recuperação e reutilização de nutrientes, passando também pela temática da estruvita, que é o fosfato de magnésio e amônio. A avaliação do desempenho da estruvita em solos tropicais e subtropicais foi citada por Brunetto como uma das demandas futuras e oportunidades do segmento, bem como o incentivo a adoção de biofertilizantes, o desenvolvimento de tecnologias para recuperação de nutrientes e de políticas de incentivo à economia circular na agricultura.

Ao final da programação, foram apresentados ao público os cases da Brasuma, por Kai Oosterheert, e da Volgesang, por Drausio Lima.

O 7º Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano teve como instituições realizadoras a Universidade de Caxias do Sul (UCS), de Caxias do Sul (RS), a Embrapa Suínos e Aves, de Concórdia (SC) e o Centro Internacional de Energias Renováveis (CIBiogás), de Foz do Iguaçu (PR). A organização é da Sociedade Brasileira dos Especialistas em Resíduos das Produções Agropecuária e Agroindústria (SBERA).

Fonte: Assessoria FSBBB

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Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade começa formação prática em Toledo

Capacitação organizada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná treina equipes municipais para readequação de estradas rurais, conservação de solo e recuperação de nascentes.

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Foto: Divulgação/IDR-Paraná

O Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade inicia nesta quinta-feira (16), às 14 horas, em Toledo, a etapa prática de formação de técnicos municipais que atuam no meio rural. O curso será realizado no Centro de Eventos Ismael Sperafico e marca o início das atividades após o lançamento institucional ocorrido em dezembro, em Curitiba (PR).

Foto: Divulgação/IDR-Paraná

A formação é direcionada principalmente a profissionais das prefeituras envolvidos na operação de máquinas da chamada “linha amarela” e na readequação de estradas rurais. A proposta combina orientação técnica para manejo de solo e drenagem com ações de recuperação de nascentes e educação ambiental.

A coordenação geral do projeto está a cargo de Altair Bertonha. A organização do curso foi estruturada pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), que indicaram articuladores locais.

De acordo com o engenheiro agrônomo Samuel Mokfa, o objetivo é alinhar práticas de conservação ambiental às rotinas operacionais das prefeituras. “A proposta é qualificar tecnicamente as equipes municipais para que as intervenções em estradas rurais considerem critérios de conservação do solo, da água e da paisagem”, afirma.

O evento também marca o lançamento de dois materiais didáticos que serão utilizados no curso: um Manual de Boas Práticas e uma

Foto: Divulgação/IDR-Paraná

história em quadrinhos voltada à educação ambiental. A intenção, conforme a organização, é alcançar tanto técnicos quanto estudantes da rede escolar. “Os materiais foram pensados para traduzir conceitos técnicos em linguagem acessível e apoiar as ações nas comunidades”, menciona Mokfa.

A equipe de instrutores reúne engenheiros agrônomos, agrícolas, ambientais e de produção, além de biólogos, geógrafos e economistas. A abordagem é interdisciplinar e inclui aspectos produtivos, ambientais, sociais e de planejamento público.

O projeto prevê ainda a produção de trabalhos acadêmicos e a criação de uma plataforma digital para registro de demandas dos municípios, com foco na organização das informações sobre intervenções em estradas e pontos críticos de erosão e drenagem.

A cerimônia contará com representantes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI), além de lideranças municipais e instituições de ensino superior.

Além da programação presencial, o evento também será transmitido de forma remota pelo link https://meet.google.com/iam-oxvj-bmu, ampliando o acesso e permitindo a participação de interessados de diferentes regiões.

Fonte: Assessoria IDR-Paraná
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Mapa e CVM firmam acordo para ampliar financiamento do agro via mercado de capitais

Parceria prevê compartilhamento técnico e ações para facilitar acesso de produtores a instrumentos financeiros fora do crédito tradicional.

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Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Comissão de Valores Mobiliários formalizaram um Acordo de Cooperação Técnica com foco na ampliação do financiamento ao setor agropecuário por meio do mercado de capitais.

A iniciativa ocorre em um contexto em que uma parcela relevante dos recursos destinados ao agro já tem origem em operações com títulos e valores mobiliários, como instrumentos de securitização e crédito privado. A parceria busca aprofundar esse movimento, ampliando o uso dessas ferramentas no financiamento da produção.

O convênio prevê o compartilhamento de conhecimento técnico entre as instituições, além do desenvolvimento de diagnósticos, estudos e análises voltadas ao aprimoramento do ambiente de financiamento do setor. Também estão previstas ações para promover o acesso de produtores e empresas agropecuárias ao mercado de capitais.

A coordenação ficará sob responsabilidade da Secretaria de Política Agrícola do ministério, com apoio do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, e da área de securitização e agronegócio da CVM.

O acordo tem vigência inicial de dois anos, contados a partir da publicação no Diário Oficial da União, com possibilidade de prorrogação. A expectativa é que a cooperação contribua para diversificar as fontes de recursos do agro e reduzir a dependência exclusiva das linhas tradicionais de crédito rural.

Fonte: Assessoria Mapa
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Milho se mantém em R$ 69/sc com mercado travado por compradores retraídos

Cotações recuam pontualmente diante de estoques nas mãos da demanda e expectativa de novas quedas.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Os preços do milho se mantiveram próximos de R$ 69,00 por saca de 60 kg ao longo deste mês, apesar de recuos pontuais recentes no mercado interno. Levantamento do Cepea indica que o movimento de baixa está associado, principalmente, à postura cautelosa dos compradores.

Foto: Shutterstock

Do lado da demanda, parte dos agentes relata estoques confortáveis e adota estratégia de espera, apostando em desvalorizações mais acentuadas no curto prazo. Esse comportamento tem reduzido a liquidez e limitado a sustentação das cotações.

Na ponta vendedora, há maior disposição para negociar. Diante do enfraquecimento da demanda, produtores e detentores de milho chegaram, em alguns momentos, a flexibilizar os preços pedidos para viabilizar negócios.

Ainda conforme o Cepea, o ambiente de pressão sobre os preços também reflete a valorização do real frente ao dólar, que diminui a paridade de exportação, o avanço da colheita da safra de verão e a melhora das condições climáticas em regiões produtoras da segunda safra, com o retorno das chuvas favorecendo o desenvolvimento das lavouras.

Fonte: O Presente Rural
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