Suínos
Tecnologias para o aproveitamento econômico dos resíduos de suínos
O uso racional de dejetos, além de não causar impactos negativos, pode ser economicamente muito interessante, pois o agricultor poderá reduzir os custos com aquisição de fertilizantes químicos, considerando que o dejeto de suíno possui os mesmo nut
O engenheiro agrônomo Evandro Barros é um dos palestrantes confirmados para o 42º Dia Estadual do Porco. Analista da Embrapa Suínos e Aves, Barros vai abordar o tema Tecnologias para o aproveitamento econômico dos resíduos de suínos. “A suinocultura nacional está crescendo constantemente de maneira a atender a demanda por proteína animal. Esse aumento na produção de suínos vem acompanhada da maior concentração de animais na mesma granja e isso automaticamente gera grande produção de dejetos. O que fazer com eles?”, questiona Evandro. “Sabemos que o dejeto de suíno pode causar impactos negativos no ambiente, poluindo mananciais de água e causando eutrofização. O uso racional desses dejetos, além de não causar impactos negativos, pode ser economicamente muito interessante, pois o agricultor poderá reduzir os custos com aquisição de fertilizantes químicos, considerando que o dejeto de suíno possui os mesmo nutrientes dos fertilizantes minerais. Além de reduzir custos, o produtor resolve o problema ambiental do dejeto, pois esse destino é adequado”, explica o engenheiro agrônomo.
Barros é pós-graduado em Agronomia pela Universidade Federal de Pelotas e mestre em Fisiologia Vegetal pela mesma instituição. Atualmente é analista da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), atuando em gestão ambiental em granjas de suínos e aves, capacitação de multiplicadores e transferência de tecnologia. Tem experiência em sistemas de produção de grandes culturas, produção de sementes e ecofisiologia vegetal.
O 42º Dia Estadual do Porco acontece no dia 12 de agosto, em Rondinha (RS). Tem à frente a Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul – ACSURS e Prefeitura de Rondinha. Conta com o apoio da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa), Sindicato das Indústrias de Produtores de Suínos (Sips/RS) e Emater/RS. São patrocinadoras do evento a Agroceres Multimix, Agromarau GSI, Alltech, Bayer, Biomix/Vittaltech do Brasil, Choice Genetics, De Heus, Elber, Ki Grãos, Machado Agropecuária, Mig-PLUS, Minitube, Nutrifarma/Nuscience, Topigs Norsvin, Vetoquinol, Suinocultura Gobbi e Sicredi.
SERVIÇO
42º Dia Estadual do Porco
Onde: Salão Paroquial Santo Antônio, em Rondinha (RS)
Data: 12 de agosto de 2016
Início: 7h30min
Informações: 51 3712-1014 ou 54 3365-1188.
Fonte: Ass. de Imprensa da ACSURS

Suínos
Dia do Suinocultor celebra protagonismo de quem impulsiona setor de R$ 63,1 bilhões
Com 5,6 milhões de toneladas produzidas e US$ 3,6 bilhões em exportações, cadeia reforça a importância dos produtores para a competitividade da proteína animal brasileira.

Celebrado nesta sexta-feira (24), o Dia Nacional do Suinocultor destaca o protagonismo dos produtores que, diariamente, sustentam a evolução de uma das cadeias mais competitivas do agronegócio brasileiro.
Em 2025, a produção brasileira de carne suína alcançou 5,592 milhões de toneladas, consolidando o país como o quarto maior produtor mundial. O Valor Bruto da Produção (VBP) do setor chegou a R$ 63,1 bilhões, movimentando economias regionais, gerando renda e impulsionando uma ampla cadeia formada por produtores de grãos, empresas de genética, nutrição e saúde animal, transportadores, cooperativas, agroindústrias e outros segmentos.

Foto: Shutterstock
A presença internacional também ganhou força. No ano passado, o Brasil exportou 1,510 milhão de toneladas de carne suína para 94 países, gerando receita cambial de US$ 3,6 bilhões. Com esse desempenho, o país manteve-se como o terceiro maior exportador mundial. Do total produzido, 27,01% foi destinado ao mercado externo.
Ao mesmo tempo, o mercado brasileiro permaneceu como o principal destino da produção nacional. O consumo per capita atingiu 19,1 quilos por habitante em 2025, refletindo a crescente presença da carne suína na mesa dos brasileiros e a ampliação da variedade de cortes e produtos disponíveis no varejo e na alimentação fora do lar.
Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), esses resultados começam dentro das propriedades rurais. São os suinocultores que transformam avanços em genética, nutrição, manejo, sanidade, biosseguridade, bem-estar animal e sustentabilidade em ganhos efetivos de produtividade, qualidade e segurança dos alimentos. “Cada tonelada

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “Cada tonelada produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor” – Foto: Mario Castello
produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor. É dentro das granjas que os compromissos do setor com a sanidade, a eficiência, a qualidade e a sustentabilidade se transformam em prática. O suinocultor é o grande protagonista de uma cadeia que gera desenvolvimento para o Brasil e ajuda a garantir segurança alimentar para consumidores brasileiros e de dezenas de países”, destaca Ricardo Santin, presidente da ABPA.
Presentes em diferentes modelos de produção, sejam integrados, cooperados ou independentes, os suinocultores também desempenham papel decisivo na geração de oportunidades no interior do país. A atividade fortalece municípios, mantém renda nas comunidades e estimula investimentos em tecnologia, infraestrutura e qualificação profissional. “A competitividade da suinocultura brasileira não foi construída por acaso. Ela é resultado da capacidade de adaptação, do investimento e da dedicação de milhares de produtores. Celebrar o Dia do Suinocultor é reconhecer quem está na base de um setor que movimenta bilhões, abastece o mercado interno e leva a qualidade da proteína animal brasileira para o mundo”, conclui Santin.
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