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Tecnologias digitais contribuem para impulsionar sistemas integrados
Têm se destacado no Brasil pelas altas taxas de produtividade, pelo aumento da biodiversidade, da eficiência, da rentabilidade, da sustentabilidade e do bem-estar animal.

As áreas de integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) têm se destacado no Brasil pelas altas taxas de produtividade, pelo aumento da biodiversidade, da eficiência, da rentabilidade, da sustentabilidade e do bem-estar animal. A adoção de tecnologias digitais nesses modelos pode elevar ainda mais essas vantagens competitivas. Estima-se que atualmente existam mais de 17 milhões de hectares cultivados desses modelos no Brasil.
No livro Agricultura de Precisão: um novo olhar na era digital, da Embrapa, os sistemas integrados têm uma seção dedicada para apresentar soluções tecnológicas utilizadas nessas áreas e resultados de pesquisas de centros da Embrapa que atuam com essa linha.

De acordo com o pesquisador da Embrapa Pecuária Sudeste Alberto Bernardi, que também é um dos editores do livro, a seção 5 explora como a integração de diferentes sistemas pode aumentar a eficiência produtiva, reduzir custos e promover práticas mais sustentáveis e apresenta qual o papel da pecuária de precisão nesse contexto.
Os autores destacam como a tecnologia aplicada à pecuária pode otimizar a produção, criando sistemas mais eficientes e sustentáveis. Um dos exemplos de soluções digitais utilizadas é o monitoramento animal com sensores e IoT, com coleta de dados em tempo real sobre saúde, localização, temperatura e atividade dos animais, permitindo detecção precoce de doenças, identificação de cio para melhorar a reprodução e controle do bem-estar animal.
Para Bernardi, a pecuária de precisão está revolucionando os modelos de produção agropecuária. “Não é apenas uma tecnologia isolada, ela permite a sinergia entre animais, lavouras e florestas. Quando aplicamos sensores de monitoramento animal, georreferenciamento de pastagens e análise de dados em tempo real, estamos criando sistemas integrados verdadeiramente inteligentes. Isso resulta em solos mais férteis, maior sequestro de carbono e uma produção animal que dialoga diretamente com a agricultura sustentável”, observa o pesquisador.
As pesquisas comprovam que a integração de tecnologias digitais na pecuária, associada ao ILPF, aumenta a matéria orgânica do solo e sequestra mais carbono que modelos convencionais.
Bernardi acredita que até 2030, a pecuária de precisão será indispensável para qualquer propriedade que queira ser competitiva.
O livro é gratuito e está disponível para download aqui.

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Copercampos registra crescimento de 17% no faturamento em 2025
Assembleia em Campos Novos (SC) aprova destinação de sobras, destaca investimentos em armazéns e elege novo Conselho Fiscal para 2026.

A Copercampos realizou em na quinta-feira (19), na Associação Atlética Copercampos (AACC), em Campos Novos, a sua 55ª Assembleia Geral Ordinária (AGO), reunindo associados para apreciação do relatório de gestão, prestação de contas do exercício 2025, deliberação sobre destinação das sobras e eleição do novo Conselho Fiscal.
Durante a assembleia, o Conselho de Administração apresentou a análise dos negócios e os principais indicadores econômicos e sociais da cooperativa, reforçando a transparência e a participação dos associados nas decisões estratégicas da organização.
A cooperativa encerrou o exercício de 2025 com faturamento total de R$ 5,016 bilhões, crescimento de aproximadamente 17% em relação ao ano anterior. O setor de cereais permaneceu como principal atividade econômica da cooperativa, sendo seguida por comercialização de insumos, produção de sementes e produção de suínos.
A assembleia deliberou sobre o resultado do exercício, que foi superior a R$ 147 milhões. Deste valor, uma parte foi destinada aos fundos de investimento e à reserva legal. O montante de sobras à disposição da assembleia foi superior a R$ 81 milhões, ficando aprovada a capitalização de 90% das sobras — maisc de R$ 73,1 milhões —, proporcional ao movimento dos associados, enquanto 10% do valor será distribuído em dinheiro aos associados — mais de R$ 8 milhões.
Além destes valores de sobras, a Copercampos distribuiu no ano, R$ 32,8 milhões aos associados que participam dos programas de: Fidelidade, Bonificação de Sementes e Bonificação de Suínos.
A cooperativa fechou o ano com evolução no quadro social, alcançando 2.550 associados, inaugurando novas unidades e ampliando a sua atuação regional. Os maiores investimentos foram para construção de armazéns de grãos e sementes, além da Indústria de Etanol.
Conselho Fiscal eleito – Gestão 2026
Durante a AGO também ocorreu a eleição do Conselho Fiscal para a gestão 2026, ficando definido:
- Édio Rafael Franco – Agronômica/SC
- Givanildo Bombarda – Barracão/RS
- Marlon Andrigo Scarabotto – Campos Novos/SC
- Maurício Bruneto – Otacílio Costa/SC
- Jair Socolovski – Campos Novos/SC
- Lourdes Maria Berwig – Campos Novos/SC
“Nossa Assembleia Geral Ordinária reafirmou o modelo cooperativista da Copercampos, baseado na participação dos associados, na transparência da gestão e na distribuição dos resultados. Tivemos muitos desafios no ano, mas um bom resultado ao final do ciclo de 2025 e distribuímos um bom valor aos associados”, ressalta o Diretor Presidente Luiz Carlos Chiocca.
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China recebe primeira carga brasileira de insumo para ração feito de milho
Produto é coproduto da produção de etanol e teve 13 plantas habilitadas para exportação.

Como resultado do trabalho conduzido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), partiu no sábado (14) o primeiro navio carregado com DDG (Dried Distillers Grains), coproduto da produção de etanol de milho, com destino à China. A operação marca um avanço na pauta exportadora brasileira.
O cargueiro esteve atracado no Porto de Imbituba (SC), de onde saiu com aproximadamente 62 mil toneladas do produto – a primeira remessa enviada ao mercado chinês após a recente abertura comercial.
Após a assinatura do protocolo sanitário bilateral, o Mapa, por meio da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), iniciou o processo de registro, habilitação e inspeção das plantas produtoras interessadas em acessar o novo mercado. Ao todo, 13 estabelecimentos brasileiros foram oficialmente autorizados a exportar DDG para a China, após avaliações técnicas que verificaram boas práticas de fabricação, controles de segurança, rastreabilidade e demais requisitos exigidos pelas autoridades chinesas.
O DDG vem ganhando relevância no mercado internacional. O Brasil, terceiro maior produtor mundial de milho, exportou aproximadamente 791 mil toneladas do insumo em 2024. No mesmo ano, a China importou mais de US$ 66 milhões em produtos dessa natureza, destinados à alimentação animal.
Em 2025, o desempenho brasileiro foi ainda mais expressivo. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela União Nacional do Etanol de Milho (UNEM), o país exportou 879.358 toneladas de DDG e DDGS para 25 mercados, crescimento de 9,77% em relação a 2024. O resultado fortalece os chamados Brazilian Distillers Grains como importantes vetores de agregação de valor à cadeia do milho e da bioenergia.
O avanço está diretamente relacionado à expansão da indústria de etanol de milho, que projeta para a safra 2025/2026 a produção de quase 10 bilhões de litros de etanol, acompanhada do aumento na oferta de coprodutos derivados do processamento de grãos.
A combinação entre abertura de novos mercados e ampliação da capacidade produtiva reforça o papel do Brasil como fornecedor confiável e competitivo na cadeia global de nutrição animal e bioenergia.
O que é DDG?
DDG é a sigla em inglês para Distillers Dried Grains (grãos secos de destilaria). Trata-se de um coproduto obtido no processamento do milho para a produção de etanol. Após a fermentação e a destilação, os componentes não convertidos em álcool (como proteínas, fibras e lipídios) são concentrados e secos, resultando no DDG.
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Exportações crescem 20,7% em fevereiro e impulsionam saldo positivo
Apenas na segunda semana do mês, superávit foi de US$ 1,501 bilhão, com corrente de comércio de US$ 12,403 bilhões.

A balança comercial de janeiro à segunda semana de fevereiro registrou saldo positivo de US$ 5,136 bilhões e corrente de comercio de US$ 72,625 bilhões, resultado de US$ 38,88 bilhões em exportações e de US$ 33,744 bilhões em importações.
Os resultados da balança comercial preliminar foram divulgados na quinta-feira (19) pela Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
Balança Comercial Preliminar Parcial do Mês – 2ª Semana de fevereiro/2026
Apenas na 2ª semana de fevereiro de 2026, a balança registrou superávit de US$ 1,501 bilhão e corrente de comércio de US$ 12,403 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 6,952 bilhões e importações de US$ 5,451 bilhões. No mês, as exportações somam US$ 13,727 bilhões e as importações, US$ 12,934 bilhões, com saldo positivo de US$ 793 milhões e corrente de comércio de US$ 26,661 bilhões.
Nas exportações, comparadas as médias diárias até a 2ª semana de fevereiro/2026 (US$ 1,3 bi) com a de fevereiro/2025 (US$ 1,1 bi), houve crescimento de 20,7%. Em relação às importações, houve crescimento de 11,4% na comparação entre as médias até a 2ª semana de fevereiro/2026 (US$ 1,29 bi) com a do mês de fevereiro/2025 (US$ 1,16 bi).
Exportações e Importações por Setor
No acumulado até a 2ª semana do mês de fevereiro/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores, pela média diária, foi o seguinte: crescimento de US$ 121,93 milhões (57,2%) em Indústria Extrativa; crescimento de US$ 107,5 milhões (15,9%) em produtos da Indústria de Transformação; e crescimento de US$ 3,41 milhões (1,4%) em Agropecuária.
Já nas importações, no acumulado até a 2ª semana de fevereiro/2026, comparando com fevereiro do ano anterior, o desempenho dos setores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 9,49 milhões (20,0%) em Indústria Extrativa; crescimento de US$ 127,78 milhões (11,8%) em produtos da Indústria de Transformação; e queda de US$ 3,56 milhões (13,4%) em Agropecuária.



