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Tecnologias da Embrapa mostram como soja ampliou produção poupando área agrícola
Demonstração no Show Rural evidencia avanço da produtividade e impacto do conceito Poupa-Terra ao longo das últimas décadas.

Para demonstrar o impacto da ciência na produção de soja, ao longo das décadas, a Embrapa irá demonstrar didaticamente o efeito Poupa-Terra – conjunto de tecnologias capazes de elevar a produção sem a necessidade de ampliar a área cultivada – no Show Rural Coopavel, a ser realizado em Cascavel (PR), de 9 a 13 de fevereiro.
De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), na década de 1970, por exemplo, a produtividade média da soja era de 1,487 quilos por hectare. A produtividade média da soja, em 1975, exigia 1 hectare para produzir 2 mil quilos. Na década de 1980, graças ao avanço tecnológico, a mesma quantidade passou a ser produzida em aproximadamente 0,86 hectare. Nos anos 1990, a área necessária caiu para 0,68 hectare. Já nos anos 2000, bastava menos de meio hectare, e na década de 2020, apenas 0,44 ha.
“Se considerarmos a produção atual de soja no Brasil ao redor de 170 milhões de toneladas, caso fosse mantida a produtividade média da década de 1970, seria necessária uma área de produção em torno de 115 milhões de hectares. Na safra passada, a área nacional de soja foi de 47,6 milhões de ha. Ou seja, cerca de 67 milhões de hectares foram poupados para se obter a mesma produção”, destaca o analista Rogério Borges, da Embrapa Soja.
Além de demonstrar a redução da área necessária para produzir os mesmos volumes, a Embrapa também irá apresentar a evolução da produtividade ao longo do tempo. “Para alcançar hoje a produtividade média da década de 1970, é necessário menos da metade da área utilizada naquele período”, ressalta Borges. A proposta da demonstração é reforçar a importância da tecnologia no crescimento sustentável da agricultura brasileira”, conclui.

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Resistência de produtores interrompe queda nos preços do milho
Menor pressão de fretes e ritmo das exportações ajudam a sustentar cotações, enquanto compradores aguardam maior oferta.

A queda nos preços do milho, verificada até o encerramento de janeiro em praticamente todas as regiões acompanhadas pelo Cepea, foi interrompida em praças onde produtores resistem à venda por valores menores.
A desvalorização do cereal também está limitada por conta do início da colheita de soja e a consequente diminuição de fretes para o milho.
Do lado da demanda, pesquisadores do Cepea indicam que a maior parte dos compradores está afastada, no aguardo de maior oferta diante dos trabalhos de campo e, consequentemente, da possibilidade de adquirir novos lotes a preços menores.
No front externo, em janeiro, as exportações de milho totalizaram 4,24 milhões de toneladas, 18% acima das do mesmo período de 2025, segundo a Secex. No acumulado da temporada 2024/25 (de fevereiro/25 a janeiro/26), os embarques somam 41,62 milhões de toneladas, 8% acima do exportado no mesmo período de 2023/24.
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Aurora Coop amplia resultados e reforça impacto econômico e social em 2025
Cooperativa registra faturamento de R$ 26,9 bilhões, gera 3,5 mil novos empregos e fortalece presença no mercado interno e externo.

Geração de milhares de empregos, contribuição ao desenvolvimento econômico regional de centenas de municípios brasileiros, melhoria da qualidade de vida das famílias rurais e atenção ao bem-estar animal estão entre os efeitos da atuação da Cooperativa Central Aurora Alimentos (Aurora Coop), ao lado de resultados superavitários, em 2025.
Os resultados obtidos nos ano passado foram apresentados pelo presidente Neivor Canton, pelo vice-presidente de agronegócios Marcos Antonio Zordan e pela diretora administrativa Marinei Zuffo Rocha.
Os dirigentes fizeram uma análise do Sistema Aurora Coop que une 14 cooperativas agropecuárias, 87 mil famílias rurais no campo e 50,4 mil colaboradores lotados nas fábricas e unidades comerciais, logísticas e administrativas responsáveis pela produção e processamento diário de 35 mil suínos, 1,4 milhão de aves e 1,6 milhão de litros de leite.
“Podemos afirmar que a Aurora Coop se tornou o maior paradigma brasileiro de intercooperação, pois aqui laboram mais de 150 mil famílias para fornecer alimentos de excelência para o Brasil e para mais de 80 países com um portfólio de mais de 850 produtos das marcas comerciais Aurora, Aurora Premium, Aurora Bem Leve, Nobre, Alegra e Gran Mestri, assinala Canton.
Contexto
Em 2025, diante de um ambiente econômico desafiador, marcado por inflação persistente de alimentos, instabilidades geopolíticas, pressões sanitárias e maior seletividade do consumo, a Aurora Coop demonstrou solidez estratégica de adaptação em suas operações comerciais. O ano exigiu decisões assertivas, disciplina operacional e leitura apurada do mercado, tanto no cenário nacional quanto internacional.
No mercado externo, a cooperativa enfrentou restrições relevantes, especialmente em função da influenza aviária, da doença de New Castle e do fechamento temporário de mercados estratégicos. Ainda assim, a Aurora Coop preservou resultados em faturamento, apoiada pela reorganização dos fluxos de exportação, pela valorização cambial e pela melhoria do mix de produtos, com destaque para suínos e processados. O avanço do processo de internacionalização ganhou um marco importante com a inauguração da primeira subsidiária internacional da cooperativa, em Xangai, fortalecendo a presença da Aurora Coop no mercado asiático e ampliando sua capacidade de relacionamento e inteligência comercial global.
No mercado interno, o ano foi caracterizado por um consumo mais racional, maior sensibilidade a preço e mudanças no comportamento do consumidor. Nesse contexto, a Aurora Coop avançou por meio do fortalecimento da segmentação de canais, da evolução dos canais digitais, da ampliação da atuação territorial e da evolução das rotinas de planejamento e atendimento. Os ganhos de participação de mercado em carnes congeladas e industrializadas refletem a consciência da estratégia comercial e o foco em rentabilidade e valor agregado.
Lançamentos em categorias estratégicas, a expansão da atuação em industrializados e a entrada em segmentos de maior valor agregado, como os queijos especiais com a incorporação da Gran Mestri, reforçaram a competitividade da Aurora Coop e ampliaram sua presença nos principais momentos de consumo.
Força para economia regional
Mais uma vez a empresa revelou-se uma grande fomentadora do mercado de trabalho. A Aurora Coop criou 3.591 novos empregos em 2025 e encerrou o ano com 50.437 colaboradores diretos. Os investimentos em remuneração e encargos somaram R$ 2,9 bilhões. Outros R$ 686,9 milhões foram investidos em benefícios, como alimentação, vale-alimentação, transporte, plano de saúde, previdência privada, prêmio por tempo de serviço, auxílio creche e seguro de vida.
Os investimentos gerais em colaboradores (incluídos salários/encargos, benefícios, segurança e saúde no trabalho, capacitação/desenvolvimento e auxílio-escola) totalizaram R$ 3,7 bilhões.
As atividades no campo, nas unidades industriais e no mercado geraram movimento econômico que irrigaram a economia dos municípios, especialmente em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso do Sul. Essa contribuição foi superior a R$ 27 bilhões, assim representados: geração de ICMS (R$ 3,0 bilhões), valor adicionado na atividade agropecuária “indireto” (R$ 12,3 bilhões), valor adicionado na atividade industrial e comercial (R$ 8,3 bilhões), remuneração e encargos sobre a folha de pagamento e benefícios (R$ 3,5 bilhões).
Ativos Biológicos
Por operar com imensos ativos biológicos, a Aurora Coop adotou o moderno conceito “saúde única” (one health), o qual reconhece a interdependência entre saúde animal, humana e ambiental e assume papel central na gestão moderna, orientando práticas que garantem sustentabilidade, biosseguridade e bem-estar em todas as etapas produtivas. Nessa mesma linha, o bem-estar animal (BEA) continuou na pauta de prioridades da empresa, que se tornou referência nacional em práticas sustentáveis e éticas na produção agropecuária. A Aurora Coop consolidou seu protagonismo no setor com investimentos que ultrapassam R$ 1,4 bilhão em melhorias nas áreas de suinocultura, avicultura e bovinocultura de leite.
A gestão ética, sustentável e humanitária dos ativos biológicos garante o suprimento das matérias-primas de origem animal para as indústrias. As 9 unidades industriais de processamento de aves têm capacidade instalada para o abate diário de 1,4 milhão de frangos. De outra parte, as 8 plantas das unidades industriais de suínos têm capacidade de abate de 35 mil suínos/dia. O planejamento do abate de suínos foi influenciado por fatores externos que exigiram adaptações estratégicas nas operações industriais.
Produção
As 8 plantas industriais de suínos da Aurora Coop abateram 8,2 milhões de cabeças em 2025, registrando crescimento de 2,6% em relação ao ano anterior.
As 9 plantas frigoríficas de aves processaram 347,9 milhões de frangos, um incremento de 1,4% em relação a totalidade do ano anterior.
No exercício de 2025, a Aurora Coop consolidou o setor de lácteos como um dos pilares estratégicos. A Aurora Coop adquiriu a Gran Mestri, de Guaraciaba (SC), tradicional marca brasileira de queijos especiais, reconhecida pelo seu portfólio de alto valor agregado e pela excelência na produção de queijos tipo grana, parmesão, pecorino, mascarpone, brie, gorgonzola, entre outros. A marca é uma das poucas no país autorizadas a utilizar a nomenclatura Grana Padano, legítimo queijo grana, símbolo de tradição e nobreza da queijaria italiana.
O volume de leite captado das cooperativas do Sistema Aurora Coop em 2025 atingiu 489 milhões de litros.
Desempenho econômico
Refletindo o esforço de todo o Sistema Aurora Coop, a receita operacional bruta de 2025 atingiu R$ 26,9 bilhões (uma elevação de 8,3%) e as sobras do exercício subiram para R$ 1,2 bilhão (aumento de 43,5% em comparação a 2024). O mercado interno deu origem a 65,8% do faturamento e, o mercado externo, a 34,2%.
As vendas no mercado interno evoluíram 13,5% e totalizaram R$ 15,6 bilhões, receita obtida com os segmentos de suínos (R$ 9,4 bilhões), aves (R$ 3,3 bilhões), lácteos (R$ 1,9 bilhão), massas (R$ 310 milhões), pescado (270 milhões), vegetais (R$ 230 milhões) e bovinos (R$ 72 milhões).
As vendas no mercado externo fecharam o ano em R$ 9,1 bilhões, contabilizando um crescimento de 2.2%. O segmento de carnes suínas contribuiu com R$ 4,3 bilhões, carnes de aves com R$ 4,8 bilhões e os lácteos com apenas R$ 5 milhões. A participação da Aurora Coop nas exportações brasileiras de carne suína é de 19,7% e, de carne de frango, 8,4%. Os principais destinos foram Oriente Médio, Japão, África, China, América Centro-Sul, Ásia, América do Norte, Hong Kong, Coreia do Sul, Cingapura, Eurásia e Europa. Destaca-se o incremento de volumes para Filipinas em contrapartida a redução de China e EUA.
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Show Rural evidencia parceria entre governo e setor produtivo, afirma Ratinho Júnior
Lideranças destacam obras estratégicas, crescimento do PIB estadual e consolidação do Paraná como potência na produção de alimentos.

O governador do Paraná, Ratinho Júnior, visitou na manhã desta segunda-feira (09), o 38º Show Rural Coopavel, reforçando a relevância do evento para o agronegócio brasileiro e destacando as transformações estruturais e econômicas vividas pelo Estado nos últimos anos. Em seu último ano de mandato, o governador afirmou que retornar ao evento com o mesmo entusiasmo da primeira participação simboliza o avanço contínuo do Show Rural e do próprio Paraná.
Ratinho ressaltou que o crescimento da feira acompanha o fortalecimento do setor produtivo e o planejamento adotado pelo governo estadual. Segundo ele, compromissos assumidos no início da gestão foram entregues, entre eles obras de infraestrutura como o Trevo Cataratas, duplicações rodoviárias, melhorias no aeroporto de Cascavel (hoje considerado o melhor do interior do País) e investimentos que ampliam a competitividade do agronegócio.
Alimentos

Foto: Divulgação/Coopavel
O governador também enfatizou o papel do Paraná como potência na produção de alimentos e na industrialização, destacando que o Estado se consolida como “o supermercado do mundo”. Outro ponto abordado foi a sustentabilidade: atualmente, cerca de 98% da energia paranaense é gerada por fontes renováveis, posicionando o Paraná como referência em energia limpa.
Ratinho ainda citou avanços na educação, com destaque para os colégios agrícolas e programas de intercâmbio, além da expansão da rede trifásica no meio rural e dos investimentos logísticos, como o Moegão, no Porto de Paranaguá, que deve ampliar significativamente a capacidade de escoamento da produção. “Enquanto o mundo briga, o Paraná trabalha. Esse é o segredo”, afirmou, ao celebrar o momento econômico do Estado e a parceria com o setor produtivo.
Força dos produtores
O presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, deu boas-vindas ao governador e ao secretariado, classificando o Show Rural como o maior evento do agronegócio brasileiro e fruto da força dos produtores rurais. Ele destacou a relação de diálogo entre o governo e o campo, lembrando que Ratinho Júnior também é empreendedor e pecuarista, o que facilita a compreensão das demandas do setor. Dilvo manifestou gratidão pelo trabalho realizado e desejou coragem ao governador para enfrentar os desafios futuros.
O prefeito de Cascavel, Renato Silva, ressaltou a importância da parceria institucional para o desenvolvimento regional e a ligação cada vez mais forte entre a cidade moderna e suas áreas de expansão. O secretário de Estado das Cidades, Guto Silva, afirmou que o Paraná deve encerrar o período com um PIB duas vezes maior do que o registrado oito anos atrás, resultado de um ambiente de estabilidade que favorece investimentos e gera prosperidade. Ele destacou que o agronegócio representa cerca de 35% das riquezas do Estado e que a combinação entre infraestrutura e qualificação da mão de obra sustenta o crescimento.
Já o secretário de Estado do Turismo e ex-prefeito de Cascavel, Leonaldo Paranhos, convidou o público a refletir sobre a velocidade das mudanças recentes. Ele lembrou que, há poucos anos, a cidade enfrentava dificuldades de acesso aéreo e rodoviário, realidade transformada por obras como a duplicação do Trevo Cataratas e a ampliação do aeroporto, que hoje conta com vários voos diários e conexão rápida a destinos internacionais. Paranhos também destacou o alcance do turismo paranaense, que se estende do litoral aos 399 municípios, gerando oportunidades e desenvolvimento.



