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Notícias Piscicultura

Tecnologias da Embrapa aproximam aquicultura do mercado internacional

É possível conferir, de forma remota, qualidade da água de viveiros

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Divulgação/Opan/Adriano Gambarini

Projetos inovadores desenvolvidos pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) para monitoramento de água em tempo real e realização de análises genéticas de peixes receberam apoio financeiro não reembolsável do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no montante de R$ 45 milhões.

A tecnologia permite conferir de forma remota, pelo celular, a qualidade de água de viveiros ou reservatórios destinados ao cultivo de organismos aquáticos, como peixes e crustáceos, com capacidade de medição de 12 parâmetros, entre os quais oxigênio dissolvido, pH (nível de acidez) e temperatura.

O sistema envia também as informações em tempo real para tablets e computadores e pode ser aplicado nos biomas Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica, Caatinga, Pampa e Pantanal. A Sonda Acqua Probe, por exemplo, foi desenvolvida no Brasil pelo projeto BRS Aqua, da Embrapa, e é apoiada pelo Fundo de Desenvolvimento Técnico-Científico – BNDES Apoio à Inovação (BNDES Funtec). O projeto conta também com recursos financeiros da Secretaria de Aquicultura e Pesca do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e da própria Embrapa. Os focos principais do estudo são criações em cativeiro de tilápia, tambaqui, camarão marinho e garoupa.

O BRS Aqua da Embrapa desenvolveu também outro produto inovador, que é a análise genética Tambaplus, que dará ao setor produtivo análises de pureza e de parentesco de matrizes de tambaqui. O BNDES informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que essas análises não têm concorrente no mercado e indicam, com taxa de acerto de até 99,9%, se tais matrizes são puras ou híbridas, isto é, se resultam de cruzamento com outra espécie, e se possuem grau de parentesco entre si. “Esse conjunto de informações permite o planejamento racional de cruzamentos e, consequentemente, a redução de perdas de produtividade”, explicou o banco, em nota.

Protagonismo

O BNDES estima que as iniciativas devem levar o Brasil a assumir seu protagonismo na aquicultura mundial. O superintendente da Área de Indústria, Serviços e Comércio Exterior do BNDES, Marcos Rossi, destacou que o Brasil já é líder mundial na maioria das cadeias de proteína animal, como na produção de aves, suínos e bovinos. “Contudo, com relação à aquicultura, setor responsável pela proteína mais consumida no mundo, o Brasil ainda está muito aquém do seu potencial”, disse. Rossi observou ainda que embora disponha de corpos hídricos e oferta competitiva de grãos como soja e milho, usados na formulação da ração, o Brasil carece de mais conhecimento e tecnologias produtivas na aquicultura. “Acreditamos que o BRS Aqua, uma vez finalizado, vai preencher justamente essa lacuna que falta para o Brasil assumir seu protagonismo também na aquicultura mundial”.

O projeto visa a fortalecer a infraestrutura de pesquisa, além de gerar e transferir tecnologias que promovam o desenvolvimento da aquicultura brasileira com foco primordial na inovação. A ideia é contribuir para o aumento da produção e da competitividade, bem como da sustentabilidade da cadeia nacional do pescado. A coordenação do projeto em rede cabe à Embrapa Pesca e Aquicultura. Mais de 60 parceiros públicos e privados participam também do projeto.

O BRS Aqua se divide em vários projetos técnicos. São eles reprodução e melhoramento genético; nutrição e alimentação; sanidade; tecnologia do pescado; e manejo produtivo e gestão ambiental. Há ainda projetos transversais, que envolvem economia transferência de tecnologia e gestão.

Impactos

A coordenadora-geral do BRS Aqua e pesquisadora da Embrapa Pesca e Aquicultura, Lícia Lundstedt, adiantou que estão previstos mais de uma centena de produtos tecnológicos a serem disponibilizados ao setor aquícola. Outros produtos já estão disponíveis e contribuem em diferentes aspectos ao setor aquaviário. Lícia destacou entre eles o regime aduaneiro especial drawback (suspensão ou eliminação de tributos incidentes sobre a aquisição de insumos utilizados na produção de bens a serem exportados) para exportação de tilápia; o Centro de Inteligência e Mercado da Aquicultura; óculos de realidade virtual; e materiais de referência para análises químicas de filé e ração de tilápia.

A coordenadora lembrou que o conjunto de inovações que será desenvolvido pelo BRS Aqua produzirá impactos diversos na cadeia da aquicultura, com resultados sobre o aumento da capacidade produtiva do setor, melhoria da qualidade do pescado, aumento da sustentabilidade ambiental da produção, incremento da gama de novos produtos aquícolas, apoio a políticas públicas e expansão dos mercados, inclusive internacional.

Internamente, espera-se uma aproximação em rede dos pesquisadores da área da aquicultura e modernização e expansão da infraestrutura de pesquisa nesse campo da Embrapa, fortalecendo a empresa como instituição de pesquisa competitiva e atrativa para trabalhos com demais instituições públicas e privadas, ressaltou o BNDES.

Em termos de mercado, o BRS Aqua tem apoiado a expansão da cadeia aquícola por meio do desenvolvimento de produtos para novos mercados, com fins alimentares e não alimentares. Entres eles, os destaques são para patê e salsicha de tilápia, colágeno para uso farmacêutico, pele de tambaqui para indústria de vestuário, gelatinas, hidrogéis, nanoemulsões e nanocompósitos, acrescentou Manoel Pedroza, líder das pesquisas em economia da Embrapa.

Fonte: Agência Brasil
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Paraná encerra missão comercial com encontro com representante de fundo árabe

Durante a reunião, representantes do Paraná apresentaram ao fundo as principais oportunidades do Estado, assim como as empresas que estiveram presentes na missão comercial. Também foi levantada a possibilidade de receber uma comitiva no início de 2022.

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Foto: AEN

A missão técnico-comercial do Paraná em Dubai foi encerrada neste final de semana com o encontro de representantes do Estado e mais um fundo de investimento árabe. O sheik Jasim Hassan Juma, presidente do conselho da JMM Investment, recebeu o presidente da Invest Paraná, Eduardo Bekin, para conhecer as potencialidades do Paraná.

A agenda é complementar à Expo Dubai 2020 e ao Paraná Business Experience, eventos que, durante a última semana, apresentaram o Paraná ao mundo com o objetivo de atrair investimentos, promover novos negócios e fomentar o turismo.

Durante a reunião, Bekin apresentou ao sheik as principais oportunidades do Estado, assim como as empresas que estiveram presentes na missão comercial. Os representantes também conversaram sobre a possibilidade de o Paraná receber uma comitiva árabe no início de 2022 para fortalecer as conexões e fechar novas parcerias.

“Concluímos essa viagem com chave de ouro. O sheik se mostrou muito interessado no nosso agronegócio e em importar para os Emirados Árabes Unidos algum tipo de alimento ou proteína”, disse Bekin.

Durante o Paraná Business Experience, os paranaenses apresentaram, a potenciais investidores, empresas nos segmentos de madeira, papel e celulose, agronegócio, indústria de alimentos e bebidas, bem-estar, tecnologia, infraestrutura e indústria automotiva.

O encontro com o sheik se soma a uma série de outras agendas que o governador Carlos Massa Ratinho Junior realizou, na última semana, com outros fundos soberanos árabes. Para Bekin, tais reuniões abriram as portas do Estado. “São fundos fortes, com regras rígidas para investimento. É uma conversa inicial, que pode prosperar. Mostramos a marca Paraná e eles gostaram bastante do que viram”, afirmou.

 

Fonte: AEN
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Notícias

Exportadores de aves, suínos e ovos projetam US$ 490,2 milhões em negócios após a Anuga 2021

No espaço exclusivo das agroindústrias de suínos, aves e ovos do Brasil — viabilizada pela parceria ABPA & Apex-Brasil —, foram gerados US$ 34,8 milhões em negócios durante os cinco dias de evento

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Fotos: Divulgação ABPA

Terminou bem-sucedida a primeira grande ação realizada no mercado europeu desde o início da pandemia pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Foi durante a Anuga, maior feira de alimentos do Mundo, que atraiu importadores e potenciais clientes entre os dias 9 e 13 de outubro, em Colônia, na Alemanha.

No espaço exclusivo das agroindústrias de suínos, aves e ovos do Brasil — viabilizada pela parceria ABPA & Apex-Brasil —, foram gerados US$ 34,8 milhões em negócios durante os cinco dias de evento. E as expectativas são ainda mais otimistas para os próximos 12 meses. De acordo com os exportadores participantes no evento — entre eles Bello Alimentos, Ecofrigo, Copacol, Lar, Vibra, Pif Paf, Seara, Somave e Jaguafrangos —, as projeções de negócios gerados a partir da feira alcançam US$ 490,2 milhões, com cerca de 840 contatos realizados.

Para organizar a ação, a ABPA contou com uma área exclusiva de mais de 270 metros quadrados no centro de exposições da Koelnmesse, que abrigou espaços para reuniões e uma grande área gastronômica comandada pelo Chef Marcelo Bortolon. Pratos tradicionais, como frango com polenta, foram servidos aos importadores e potenciais clientes.

Reforçando a estratégia das marcas internacionais da avicultura e da suinocultura do Brasil — Brazilian Chicken, Brazilian Egg, Brazilian Breeders, Brazilian Duck e Brazilian Pork — foram distribuídos materiais promocionais com informações sobre a cadeia produtiva do Brasil, como folders impressos e digitais (distribuídos por QRCode).

“Como nossa primeira ação desde a pandemia no mercado europeu, superamos todas as expectativas que tínhamos para o primeiro grande evento. Além das expectativas positivas de negócios, foi um marco importante institucional, com forte presença política em nosso espaço, além do restabelecimento presencial das relações com stakeholders, importadores e outros elos do mercado, que gerou, só nos nove primeiros meses deste ano, US$ 310 milhões em exportações”, ressalta Ricardo Santin, presidente da ABPA, que liderou a ação na Alemanha.

Fonte: ABPA
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Notícias Comércio Exterior

Encontro reúne adidos agrícolas para discutir estratégias de promoção comercial

O evento, que acontece até o dia 29 de outubro, servirá para o alinhamento de informações e a discussão sobre estratégias para negociações internacionais, promoção comercial, atração de investimentos e internacionalização do setor agropecuário brasileiro. A ministra Tereza Cristina participou da abertura do evento, e destacou os desafios da atuação dos adidos.

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Divulgação/Mapa

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, participou nesta segunda-feira (18), da abertura do 3º Encontro dos Adidos Agrícolas, realizado em parceria com a Apex-Brasil. O evento, que acontece até o dia 29 de outubro, servirá para o alinhamento de informações e a discussão sobre estratégias para negociações internacionais, promoção comercial, atração de investimentos e internacionalização do setor agropecuário brasileiro.

Tereza Cristina lembrou a importância dos adidos agrícolas na promoção do comércio exterior brasileiro. “Vocês hoje têm o desafio de representar, nos quatro cantos do mundo, o agro brasileiro moderno, sustentável e pujante. Essa tarefa, se bem executada, trará êxitos e significativos retornos econômico-sociais para nosso país”, disse a ministra, lembrando que, desde o início de 2019 o Brasil conquistou 167 aberturas de mercado, com o apoio dos adidos.

A ministra também destacou os desafios que ainda se impõem à diplomacia brasileira do agronegócio, como o protecionismo de muitos países e a necessidade de diversificar a pauta de exportações do Brasil.

Ela também mencionou a questão ambiental, lembrando que, apesar dos problemas ainda existentes, a agricultura brasileira é uma das mais sustentáveis do mundo. “Mas isso não se reflete na nossa imagem lá fora. Devemos, portanto, seguir buscando os diversos caminhos para nos firmarmos de fato como uma potência agroambiental. E, mais do que isso, sermos efetivamente reconhecidos como tal”, disse.

Também participaram da abertura do Encontro o presidente da Apex-Brasil, Augusto Pestana, o secretário de Comércio Exterior e Assuntos Econômicos do Ministério das Relações Exteriores, Embaixador Sarquis José Buainain Sarquis e o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Embaixador Orlando Leite Ribeiro.

Fonte: Mapa
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CONBRASUL/ASGAV

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