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Tecnologia prevê infestações e doenças em lavouras

Usado por produtores no Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraguai, sistema de monitoramento das lavouras permite que produtor se antecipe e use menos defensivos para fazer as correções necessárias.

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Arquivo/OP Rural

Imagine um sistema que prevê o aparecimento de pragas e outras doenças nas lavouras. Com isso, produtores rurais em todo o país agiriam mais rapidamente, usariam menos defensivos para eliminar o problema e garantiriam maior produtividade. É o que um sistema preditivo de monitoramento de lavouras e solos, baseado em imagens aéreas, modelos matemáticos e inteligência artificial promete entregar a agricultores. Aliás, já está entregando.

Guilherme Neves, agrônomo e um dos idealizadores do vant que produz imagens, gera dados e ajuda o produtor a agir antes que pragas e doenças acometam as lavouras, expondo sua solução durante o Show Rural Coopavel, no Paraná – Foto: Giuliano De Luca/OP Rural

O sistema já é usado por produtores no Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraguai. “Criamos um sistema de monitoramento de solos e lavouras que previne as infestações de pragas, doenças e plantas daninhas, diminui os custos com defensivos agrícolas, utilizando apenas quando e onde for necessário”, explica o agrônomo e um dos idealizadores do sistema, Guilherme Neves.

“Utilizando um vant (veículo aéreo não tripulado) com hardware de captura de imagem e monitoramento exclusivo da NetWord Agro, é possível identificar áreas que estão sendo afetadas ou estão propensas a infestações. Com essas informações na mão, você não precisa seguir o manejo por calendário e pode decidir quando e onde pulverizar, economizando dinheiro e garantindo a qualidade da safra”, reforça Neves.

Os voos do vant são semanais. “Na cultura da soja, por exemplo, realizamos entre 16 e 20 voos no ciclo da cultura”. O vant voa a 120 metros de altura e captura imagem com pixel de 2,6 centímetros. “Tira-se as fotos, elas retornam, sobem na plataforma, sobem para o servidor, para ser feita geração de dados com modelo matemático e inteligência artificial. A entrega dos mapas e o nosso modelo matemático junto com nosso modelo artificial é tecnologia 100% brasileira e 100% de Palotina”, conta Guilherme, que expôs o sistema da empresa no Show Rural Coopavel, que aconteceu em fevereiro, em Cascavel, no Oeste do Paraná. O produtor paga por hectare monitorado, com, segundo ele, assertividade mínima de 95%.

Solos
Além das lavouras, eles fazem o monitoramento do solo, com assertividade mínima também de 95% e uma margem de erro de 5%. “Nós entregamos resultados de macro, micro, Ph, umidade, temperatura, sendo eles a real disponibilidade dos nutrientes. É entregue (nos mapas) o que a planta terá disponível para absorção”, destaca. “Nosso sensor de solo por condutividade elétrica é uma tecnologia própria, 100% brasileira, que permite identificar as reais necessidades do solo em cada talhão. Não trabalhamos com médias e resultados aproximados, mas sim com precisão e predição”, reforça o agrônomo e empresário.

Menos é mais

O jovem reforça a importância de usar tecnologia preditiva para se antecipar aos problemas, usar menos defensivos para conter desafios naturais das plantações, reduzindo custos e efeitos demasiados no meio ambiente. “O produtor recebe semanalmente esses mapas da lavoura, desde a germinação até a colheita. Com o monitoramento ele tem a tomada de ação, ele vai sair do período calendarizado e entrar com aplicação no melhor momento. A nossa tecnologia é preditiva porque nós entregamos mapas antes do dano ocorrer”, acentua.

Segundo ele, testes indicam redução de defensivos e aumento de produtividade. “Percebemos que o produtor tem um aumento de produtividade e 3 a 5% e uma redução de custo em defensivos de 30 a 40% por realizar a aplicação localizada”, destaca.

Guilherme conta que a empresa nasceu em 2014, mas foram quatro anos em pesquisas para o desenvolvimento da tecnologia. “Hoje nós estamos já em alguns estados do Brasil, como Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e também no Paraguai. Nós vemos que o sistema tem uma boa aceitação, é um pouco difícil entrar, porém depois que o produtor conhece a tecnologia ele tem interesse em usá-la”, destaca o agrônomo.

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Fonte: O Presente Rural

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Boi gordo enfrenta semanas de instabilidade e pressão nas cotações

Recuo de até R$ 13/@ reflete um mercado mais sensível antes do período de maior consumo.

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Foto: Ana Maio

A possibilidade de novas medidas protecionistas da China voltou a gerar incerteza no mercado pecuário brasileiro. O país asiático, principal destino da carne bovina do Brasil, estaria avaliando restringir a entrada do produto, mas não há qualquer confirmação oficial até o momento. Mesmo assim, os rumores foram suficientes para pressionar os contratos futuros do boi nas últimas semanas.

As especulações ganharam força no início de novembro, indicando que Pequim poderia retomar o movimento iniciado em 2024, quando alegou excesso de oferta interna para reduzir as importações. A decisão, que inicialmente seria tomada em agosto de 2025, foi adiada para novembro, ampliando a cautela dos agentes e intensificando a queda na curva futura: em duas semanas, os contratos recuaram entre R$ 10 e R$ 13 por arroba.

Foto: Gisele Rosso

Com a China respondendo por cerca de 50% das exportações brasileiras de carne bovina, qualquer redução nos embarques tende a impactar diretamente os preços do boi gordo, especialmente em um momento de forte ritmo de produção.

Apesar da tensão, o cenário de curto prazo permanece positivo. A demanda doméstica, reforçada pela sazonalidade do fim de ano, e o recente alívio nas barreiras impostas pelos Estados Unidos ajudam a sustentar as cotações. Caso os abates não avancem mais de 10% em novembro e dezembro, a disponibilidade interna deve ficar abaixo da registrada em outubro, movimento que favorece a recuperação dos preços da carne nos próximos 30 dias.

Para 2026, as projeções seguem otimistas para a pecuária brasileira. A expectativa é de menor oferta de animais terminados, custos de produção mais competitivos e demanda externa firme, em um contexto de queda da produção e das exportações de concorrentes, especialmente dos Estados Unidos. A principal atenção fica por conta do preço da reposição, que subiu de forma expressiva e exige valores mais ajustados na venda do boi gordo para assegurar a rentabilidade na terminação.

Fonte: O Presente Rural com informações Consultoria Agro Itaú BBA Agro
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Novo ciclo do projeto Mais Leite Saudável busca impulsionar produção de leite no Noroeste de Minas Gerais

Assistência técnica, pesquisa aplicada e melhorias genéticas a 150 propriedades familiares, com foco em produtividade, sustentabilidade e fortalecimento da cadeia leiteira no Noroeste mineiro até 2028.

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Foto: Carlos Eduardo Santos

O fortalecimento e a ampliação da produção de leite de produtores de Paracatu (MG), de forma sustentável, eficiente e de qualidade, ganharam impulso com o início do novo ciclo do projeto Mais Leite Saudável, desenvolvido em parceria entre a Embrapa Cerrados e a Cooperativa Agropecuária do Vale do Paracatu (Coopervap).

O projeto é desenvolvido no âmbito do Programa Mais Leite Saudável (PMLS) do MAPA desde 2020. O Programa Mais Leite Saudável é um incentivo fiscal que permite a laticínios e cooperativas obter até 50% de desconto (crédito presumido) no valor de PIS/Pasep e COFINS relativo à comercialização do leite cru utilizado como insumo, desde que desenvolvam projetos que fortaleçam e qualifiquem a cadeia produtiva por meio de ações diretas junto aos produtores.

O treinamento dos técnicos recém-selecionados foi realizado no fim de outubro, e as primeiras visitas às propriedades ocorreram no início de novembro. Essa é a terceira fase do projeto, que conta com o acompanhamento do pesquisador José Humberto Xavier e do analista de Transferência de Tecnologia da Embrapa Cerrados, Carlos Eduardo Santos.

O projeto articula as dimensões de assistência técnica e pesquisa e atuará nessa etapa com uma rede de 150 propriedades rurais familiares, que receberão acompanhamento de três veterinários e dois agrônomos, seguindo o modelo implantado em 2020. A equipe da Embrapa atua na capacitação técnica e metodológica dos técnicos e na condução de testes de validação participativa de tecnologias promissoras junto aos agricultores da rede.

A nova etapa, prevista para ser concluída em 2028, busca desenvolver alternativas para novos sistemas de cultivo com foco na agricultura de conservação, oferecer apoio técnico ao melhoramento genético dos animais de reposição com o uso de inseminação artificial e ampliar o alcance dos resultados já obtidos, beneficiando mais agricultores familiares e contribuindo para o desenvolvimento regional.

Segundo o pesquisador da Embrapa Cerrados, José Humberto Xavier, os sistemas de cultivo desenvolvidos até agora melhoraram o desempenho das lavouras destinadas à alimentação do rebanho, mas ainda são necessários ajustes para reduzir a perda de qualidade do solo causada pelo preparo convencional e pela elevada extração de nutrientes advinda da colheita da silagem, além de evitar problemas de compactação quando o solo está úmido. Ele destaca também os desafios de aumentar a produtividade e reduzir a penosidade do trabalho com mecanização adequada.

O analista Carlos Eduardo Santos ressaltou a importância de melhorar o padrão genético do rebanho. “A reposição das matrizes é, tradicionalmente, feita pela compra de animais de outros rebanhos. Isso gera riscos produtivos e sanitários, além de custos elevados. Por isso, a Coopervap pretende implementar um programa próprio de reposição, formulado com base nas experiências dos técnicos e produtores ao longo da parceria”, afirmou.

Fonte: Assessoria Embrapa Cerrados
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Curso gratuito da Embrapa ensina manejo correto de resíduos na pecuária leiteira

Capacitação on-line orienta produtores a adequar propriedades à legislação ambiental e transformar dejetos em insumo seguro e sustentável.

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Foto: Julio Palhares

Como fazer corretamente o manejo dos dejetos da propriedade leiteira e adequá-la à legislação e à segurança dos humanos, animais e meio ambiente? Agora, técnicos e produtores têm à disposição um curso on-line, disponível pela plataforma de capacitações a distância da Embrapa, o E-Campo, para aprender como realizar essa gestão. A capacitação “Manejo de resíduos na propriedade leiteira” é gratuita e deve ocupar uma carga horária de aproximadamente 24 horas do participante.

O treinamento fecha o ciclo de uma série de outros cursos relacionados ao manejo ambiental da atividade leiteira: conceitos básicos em manejo ambiental da propriedade leiteira e manejo hídrico da propriedade leiteira, também disponíveis na plataforma E-Campo.

De acordo com o pesquisador responsável, Julio Palhares, identificou-se uma carência de conhecimento sobre como manejar os resíduos da atividade leiteira para adequar a propriedade frente às determinações das agências ambientais. “O correto manejo é importante para dar qualidade de vida aos que vivem na propriedade e no seu entorno, bem como para garantir a qualidade ambiental da atividade e o uso dos resíduos como fertilizante”, explica Palhares.

A promoção do curso ainda contribui para os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU), como as metas 2 e 12. A 2 refere-se à promoção da agricultura sustentável de produção de alimentos e prevê práticas agropecuárias resilientes, manutenção dos ecossistemas, fortalecimento da capacidade de adaptação às mudanças climáticas, etc. O ODS 12 diz respeito ao consumo e produção responsáveis, principalmente no que diz respeito à gestão sustentável.

O treinamento tem oferta contínua, ou seja, o inscrito terá acesso por tempo indeterminado.

Fonte: Assessoria Embrapa Pecuária Sudeste
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