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Notícias IA entra no campo

Tecnologia paranaense automatiza análise de grãos

Criada em Curitiba, a startup Neosilos transforma o processo de classificação de soja e milho com o uso de algoritmos e visão computacional.

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Fotos: SEIA-PR

Pensada para resolver demandas do setor agro, a startup curitibana Neosilos está usando inteligência artificial para desenvolver um equipamento capaz de classificar e analisar grãos por meio de imagens. A empresa recebe apoio do programa de fomento a startups Paraná Anjo Inovador, do Governo do Estado, por meio da Secretaria da Inovação e Inteligência Artificial (Seia), que destina até R$ 250 mil para projetos inovadores.

A ideia surgiu em 2021 dentro de hackatons voltados ao agronegócio, quando os sócios Ian Cavalcante, Daniel Ruiz, Rene Gagliano e Davi Krieger perceberam a falta de mão de obra para a classificação de grãos de forma manual, processo importante para a garantia de qualidade na comercialização.

Com uma equipe multidisciplinar formada por engenheiros e técnicos das áreas de mecatrônica, agronomia, ciência da computação e engenharia mecânica, a Neosilos desenvolveu o NVisio, uma máquina que utiliza imagens e algoritmos para a classificação automática de grãos como soja e milho, substituindo o processo manual.

Para o secretário estadual da Inovação e Inteligência Artificial, Alex Canziani, o programa Paraná Anjo Inovador tem mostrado na prática o poder transformador da inovação. “Iniciativas como a que a Neosilos vem desenvolvendo mostram como o investimento em tecnologia e inteligência artificial pode gerar impacto econômico real, criar empregos e fortalecer o agro paranaense. É um exemplo claro de que apostar na inovação é garantir um futuro mais competitivo e sustentável para o Paraná”, afirmou.

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Segundo o sócio Ian Cavalcante, o processo traz mais transparência e confiabilidade no processo de análise dos insumos, garantindo uma maior governança de dados. “Hoje esse processo é feito manualmente de forma muito subjetiva a olho nu. Então o equipamento vem para padronizar e livrar de subjetividade esse processo”, disse.

No equipamento, as amostras de grãos são colocadas num recipiente e em poucos segundos avaliadas. Por fim, o NVisio emite um relatório sobre a qualidade, detectando porcentagem de grãos sadios e avariados. Dessa forma, o equipamento não só otimiza a classificação de grãos, mas aumenta a transparência na comercialização, e fortalece a confiança entre produtores agrícolas e compradores, que têm dados mais concretos na hora de comprar os insumos.

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Com os recursos do Paraná Anjo Inovador, a empresa conseguiu avançar no desenvolvimento de protótipos e realizou testes com cooperativas em diferentes regiões do Paraná. “O apoio do Governo do Estado foi fundamental porque deu um fôlego financeiro para a startup, o que possibilitou que a nossa equipe trabalhasse totalmente focada nesse projeto”, afirmou Cavalcante.

Durante o período de participação no Paraná Anjo Inovador, a Neosilos dobrou o número de funcionários, passando de sete para 14 pessoas na equipe. O crescimento da empresa também se refletiu nos reconhecimento adquiridos nos últimos meses, como a contemplação no edital da Fundação Araucária, Tecnova e o Prêmio Inova Maringá, em que a empresa junto da cooperativa Cocamar ganhou na categoria “Inovação em Processos”.

Agora, a Neosilos quer se tornar referência em classificação digital de grãos no Brasil, oferecendo uma alternativa mais precisa, rápida e acessível a produtores rurais e empresas do setor. Além de validar a tecnologia no campo, a equipe também aproveitou o suporte do Paraná Anjo Inovador para difundir a solução em todo o Estado, ampliando a visibilidade do produto e preparando o terreno para expansão comercial no resto do Brasil.

Para Cavalcante, a iniciativa do Governo do Estado consolida o Paraná como um dos terrenos mais férteis do Brasil para a criação de startups. “O programa divide o risco do desenvolvimento tecnológico com o empreendedor, que sabemos que é alto, além de mapear para o setor produtivo soluções que estão na iminência de estarem prontas. No fim do dia, o Estado ganha com a geração de empregos qualificados e um setor produtivo mais competitivo”, disse.

Fonte: AEN-PR

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Cooperativismo ganha destaque em meio a incertezas políticas

Modelo é apontado como alternativa para gerar renda fortalecer cadeias produtivas e promover desenvolvimento.

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Foto: Shutterstock

O cenário eleitoral brasileiro, em especial no atual ciclo, revela um ambiente de incerteza que ultrapassa o natural dinamismo da democracia e adentra um terreno de inquietação institucional e econômica. A ausência de propostas consistentes, aliada à superficialidade dos debates, fragiliza a capacidade do eleitor de exercer uma escolha plenamente consciente. Em meio a narrativas muitas vezes desconectadas da realidade fiscal do País, temas estruturantes, como as reformas administrativa, tributária e previdenciária, permanecem relegados a um plano secundário, quando deveriam ocupar posição central no debate público.

A condução responsável da gestão pública exige coragem para enfrentar questões impopulares, porém indispensáveis. O Estado brasileiro, marcado por elevado custo e baixa eficiência, tornou-se insustentável diante das demandas da sociedade. A racionalização da máquina pública, o controle rigoroso dos gastos e a avaliação de desempenho no setor público são medidas inadiáveis para conter a trajetória crescente das despesas e restabelecer o equilíbrio fiscal. Sem isso, compromete-se não apenas o presente, mas sobretudo as perspectivas de desenvolvimento das futuras gerações.

Artigo escrito por Vanir Zanatta, presidente do Sistema Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (OCESC).

Paralelamente, a necessidade de uma reforma administrativa, política e previdenciária ampla e racional se impõe como condição essencial para estimular o ambiente produtivo. A reforma tributária que está em fase de implementação não equacionou nem a carga excessiva, nem a complexidade, inibindo a geração de empregos e reduzindo a competitividade da economia brasileira. A defesa do setor produtivo passa, inevitavelmente, pela simplificação tributária e pela rejeição de qualquer tentativa de ampliação de impostos, medida que apenas agravaria o já oneroso cenário enfrentado por trabalhadores e empreendedores.

Nesse contexto, o cooperativismo brasileiro reafirma sua relevância como modelo econômico e social capaz de promover desenvolvimento com inclusão. Fundamentado na gestão democrática, na participação coletiva e na distribuição equitativa de resultados, o cooperativismo oferece uma alternativa sólida frente às instabilidades do ambiente político e econômico. Ao fortalecer cadeias produtivas, nos meios rural e urbano, contribui diretamente para a geração de renda, a fixação do homem no campo e o desenvolvimento regional sustentável.

O setor primário, em particular, depende de políticas públicas consistentes e de investimentos em infraestrutura para alcançar seu pleno potencial. As deficiências logísticas, localizadas fora da porteira, comprometem a competitividade do agronegócio brasileiro e reduzem a eficiência de um dos segmentos mais dinâmicos da economia nacional. Nesse sentido, é fundamental que os candidatos assumam compromissos claros com o fortalecimento da agricultura e com a melhoria das condições estruturais do País.

Além dos desafios econômicos, o processo eleitoral exige maturidade democrática. O respeito às instituições, às regras do jogo e à diversidade de opiniões é condição indispensável para a estabilidade social. O enfraquecimento dos partidos políticos, a infidelidade partidária e a prevalência de interesses circunstanciais evidenciam fragilidades históricas da democracia brasileira que precisam ser enfrentadas com responsabilidade e compromisso ético.

Superado o período eleitoral, a realidade se impõe de forma incontornável. O futuro governante terá diante de si a necessidade de abandonar discursos e enfrentar, com pragmatismo, a complexa situação fiscal do País. As reformas estruturais deixarão de ser uma opção e passarão a ser uma exigência para garantir a governabilidade e a retomada do crescimento econômico.

Diante desse cenário, o cooperativismo segue como um pilar de equilíbrio, capaz de contribuir para a construção de um Brasil mais justo, eficiente e sustentável. Ao promover a união de esforços em torno de objetivos comuns, reafirma valores essenciais para o fortalecimento da democracia e para o desenvolvimento econômico e social do País.

Fonte: Artigo escrito por Vanir Zanatta, presidente do Sistema Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (OCESC).
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Mapa define regras para credenciamento de empresas em monitoramento de grãos

Instituições devem apresentar metodologia detalhada com uso de inteligência artificial para participar dos testes.

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Foto: Geraldo Bubniak/AEN

As instituições que prestam serviços em sistemas de verificação agrícola, monitoramento e conformidade de grãos, e que desejam se credenciar conforme a Portaria SDI/MAPA nº 739, devem submeter, previamente, a metodologia detalhada a ser utilizada no teste de bancada para a classificação de culturas e cálculo de produtividade. A metodologia será analisada pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Foto: Secom

A metodologia, que deve ser enviada por e-mail em língua portuguesa, precisa incluir uma descrição com todos os passos de processamento nos quais os arquivos passarão, desde a entrada até a saída com os resultados. Além disso, deverão ser adicionados diagramas que ilustrem detalhadamente o fluxo de infraestrutura do ambiente utilizado, bem como um relatório de acurácia dos modelos de inteligência artificial, com os seguintes indicadores: R² (coeficiente de determinação) e Score CV (pontuação de validação cruzada).

O documento cadastrado deverá ser assinado pelo responsável legal da empresa, acompanhado de uma declaração de responsabilidade, referente a utilização do mesmo processo detalhado durante o teste de bancada. Vale ressaltar que não serão permitidas alterações na metodologia após a sua submissão.

Os testes poderão ser agendados para ocorrerem no período de 22 de abril a 22 de maio de 2026. A documentação necessária para os testes de prova de conceito e dúvidas deverão ser enviadas para o e-mail infraestrutura.VMG@agro.gov.br até o dia 15 de maio de 2026.

Fonte: Assessoria Mapa
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SIAVS 2026 destaca nutrição animal como motor da eficiência no agro

Evento reúne empresas com tecnologias voltadas à produtividade custo e qualidade na produção de proteínas.

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Foto: Divulgação

O Salão Internacional de Proteína Animal (SIAVS 2026), que será realizado de 04 a 06 de agosto, no Distrito Anhembi, em São Paulo (SP), destacará o papel estratégico da nutrição animal na evolução da cadeia produtiva. Em um cenário cada vez mais orientado por eficiência e precisão, o segmento chega ao evento com soluções que impactam diretamente produtividade, custo e qualidade dos alimentos.

Apenas do segmento de nutrição animal são quase 40 empresas, incluindo fabricantes de rações, premixes, núcleos, aditivos e ingredientes. O grupo reúne empresas com atuação nacional e internacional, apresentando tecnologias aplicadas à produção de aves, suínos, bovinos e outras proteínas.

As soluções refletem uma nova etapa da produção animal, mais orientada por dados, controle e desempenho. Entre os destaques estão formulações de alta precisão, aditivos funcionais, estratégias para ganho de conversão alimentar e ferramentas que ampliam a eficiência nutricional em diferentes sistemas produtivos.

Presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin: “A nutrição animal é um dos pilares da eficiência produtiva” – Foto: Divulgação/Alimenta

Mais do que um insumo, a nutrição se consolida como vetor de competitividade. No SIAVS, essas tecnologias estarão inseridas em um ambiente que integra toda a cadeia produtiva, permitindo que produtores e agroindústrias visualizem, de forma prática, como a nutrição se conecta ao resultado final.

Essa integração fortalece o posicionamento do evento como espaço de negócios e de atualização técnica, ao aproximar empresas de nutrição de seus clientes diretos, produtores, cooperativas e agroindústrias, em busca de soluções aplicáveis ao dia a dia da produção. “A nutrição animal é um dos pilares da eficiência produtiva. O SIAVS reúne essas soluções em um ambiente que favorece a troca de conhecimento e a geração de negócios”, destaca o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

A programação técnica do evento também abordará temas relacionados ao segmento, com discussões sobre inovação, eficiência produtiva, sustentabilidade e tendências de mercado.

O SIAVS 2026 ocupará 45 mil metros quadrados, crescimento de 65% em relação à edição anterior, e deverá reunir centenas de empresas expositoras e visitantes de mais de 60 países.

Fonte: Assessoria ABPA
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