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Tecnologia inédita de inoculantes para silagem chega ao Brasil
Novidade foi desenvolvida a partir da seleção de cepa brasileira identificada pela UFLA em conjunto com a Lallemand Animal Nutrition e será comercializada no País pela Biogénesis Bagó

Uma tecnologia inédita de inoculantes para silagem acaba de chegar ao Brasil. A Universidade Federal de Lavras (UFLA), em conjunto com a Lallemand Animal Nutrition selecionou uma nova cepa de bactéria heterolática – L. hilgardii CNCM I-4785 e, em combinação com a já conhecida L. buchneri NCIMB 40788 – deu origem a uma inovação para a inoculação de silagens. A linha Magniva chega ao Brasil e será comercializada pela Biogénesis Bagó.
A motivação para o desenvolvimento dessa nova tecnologia veio a partir de um cenário de clima cada vez mais imprevisível, necessidade de melhorar a qualidade da silagem para ter mais controle nos custos de alimentação, atingir estabilidade aeróbia mais rapidamente e reduzir as perdas de matéria seca na fermentação.
“Iniciamos o processo de desenvolvimento em 2009 até chegarmos a uma combinação inédita de bactérias que assegura alimento estável, de elevada qualidade, de forma consistente ano após ano e de alto potencial de ingestão. Isso garante uma dieta equilibrada para bovinos de corte e leite, ajudando o produtor a controlar a sua qualidade e os custos de produção. É um lançamento que vai revolucionar o mercado de inoculantes para silagem no Brasil”, destaca o Diretor Executivo da Lallemand Animal Nutrition América do Sul, Paulo Soeiro.
A nova tecnologia já vem sendo utilizada com sucesso em países, como Austrália República Checa, Portugal, Espanha, Hungria e Itália e começa a ser comercializada no Brasil, Alemanha, França e Japão. “A linha Magniva trouxe flexibilidade na produção de silagens, pois as soluções oferecidas permitem direcionar especificamente para cada necessidade dos nossos clientes, além de trazer a inovadora combinação do L. hilgardii CNCM I-4785 com L. buchneri NCIMB 40788, permitindo que a silagem possa ser aberta com apenas 15 dias de fermentada e com garantia de estabilidade aeróbia”, comenta o gerente de produtos de inoculantes de silagem da Lallemand Animal Nutrition, Rafael Amaral.
Para levar essa novidade aos produtores brasileiros, a Lallemand Animal Nutrition e a Biogénesis Bagó, uma das empresas de saúde animal que mais cresce no Brasil e no mundo, uniram as forças de seus times no que vem sendo chamada de “Seleção Magniva”.
“Na busca por novos modelos de negócios e inovações, a Biogénesis Bagó e a Lallemand Animal Nutrition uniram seus times, formando uma seleção de peso para trazer ao mercado todo o conhecimento das áreas de saúde e nutrição animal e com ferramentas que de fato ajudam o pecuarista brasileiro a produzir mais e melhor, além de aumentar a lucratividade de nossos parceiros revendas e cooperativas agropecuárias”, salienta o Country Manager da Biogénesis Bagó Brasil, Marcelo Bulman.
Campanha Seleção Magniva
Com o mote de convocação dos stakeholders para a formação de uma seleção, a campanha de comunicação da distribuição da linha Magniva foi baseada em uma Seleção Verde e Amarela, uma alusão à brasilidade da cepa L. hilgardii, selecionada no Brasil pela Universidade Federal de Lavras em conjunto com a Lallemand Animal Nutrition e que hoje está sendo comercializada em todo o mundo. O evento de lançamento ao mercado contou com a participação do comentarista, apresentador de TV e narrador esportivo Alex Escobar.
“Essa Seleção será formada por vários craques do agronegócio brasileiro. Em um momento de grandes oportunidades para a agropecuária, as lojas e cooperativas têm papel fundamental na distribuição de insumos e de novas tecnologias que garantam cada vez mais produtividade e lucratividade para o negócio do produtor brasileiro. Além disso, nosso objetivo é oferecer novos produtos que permitam cada vez mais rentabilidade para o negócio do revendedor e do produtor”, afirma o Gerente Nacional de Marketing da Biogénesis Bagó, Carlos Godoy.
Linha Magniva
A nova linha de inoculantes para silagem é composta pelos produtos Magniva Basic, Magniva Classic, Magniva Steel e Magniva Platinum 1.
Magniva Basic está disponível em sachês de 100 gramas, que trata 50 toneladas de forragem fresca.
Magniva Classic é formada por um conjunto de quatro bactérias especificamente selecionadas e numericamente balanceadas para conduzir a fermentação durante todas as fases do processo fermentativo, com o objetivo de reduzir as perdas de matéria seca (MS). Cada bactéria atua em sua faixa ótima de pH para competir de forma eficiente com os microrganismos nativos em todas as etapas do processo de fermentação. Conta também com quatro enzinas, que auxiliam na liberação de açúcares da forragem, assegurando rápida fermentação e aumento da digestibilidade da forragem. Está disponível em sachês de 100 gramas para tratamento de 25 a 50 toneladas de forragem fresca.
Magniva Steel conduz a fermentação, produzindo uma silagem que não é apenas bem preservada, mas também estável na abertura. Disponível em sachês de 50 gramas para tratamento de 50 toneladas de forragem fresca.
Magniva Platinum 1 traz a combinação do L. hilgardii CNCM I-4785 e do L. buchneri NCIMB 40788, que melhoram a estabilidade aeróbia da silagem com apenas 15 dias de fermentação. É especialmente recomendado quando o estoque de silagem está baixo e o silo necessita ter sua abertura antecipada. Comparado às tecnologias de mercado, a associação dessas bactérias garante maior estabilidade aeróbia a longo prazo, como resposta à redução do crescimento de leveduras e fungos filamentosos. Disponível em sachês de 50 gramas, que trata 50 toneladas de forragem fresca.

Empresas Reforço de equipe
Alivira reforça atuação na América Latina com novo Gerente Técnico Comercial
Com mais de 25 anos de experiência em nutrição de monogástricos, Jorge Pacheco chega para fortalecer a estratégia técnica e comercial da companhia na região

A Alivira anuncia a chegada de Jorge Pacheco como seu novo Gerente Técnico Comercial para a América Latina, reforçando sua estratégia de crescimento e proximidade com o mercado na região.
Médico-veterinário de formação, o executivo construiu uma sólida trajetória de 26 anos na área de nutrição de monogástricos, acumulando experiência em desenvolvimento de negócios e liderança técnica. Ao longo de sua carreira, atuou em empresas de referência do setor, como Agroceres Nutrição (Multimix), Guabi, In Vivo, Sumitomo Chemical e Agrifirm.
A chegada de Pacheco está alinhada ao movimento da Alivira de ampliar sua presença na América Latina, agregando expertise técnica e visão estratégica para atender às demandas do mercado de proteína animal.
Empresa global de saúde e nutrição animal, a Alivira integra o grupo Sequent Scientific e está entre as principais companhias do setor no mundo, com operações em mais de 100 países e unidades produtivas em diferentes continentes.
No Brasil, a empresa atua desde 2016 com foco na fabricação e distribuição de medicamentos veterinários e soluções nutricionais para animais de produção e companhia, incluindo antimicrobianos, anticoccidianos, antiparasitários, aditivos e suplementos.
Com estratégia multiespecializada e forte investimento em pesquisa e desenvolvimento, a companhia busca oferecer soluções que promovam saúde, bem-estar e produtividade animal, atendendo às necessidades de veterinários, produtores e indústria.
A contratação de Jorge Pacheco reforça o compromisso da Alivira com a excelência técnica, a inovação e o fortalecimento de parcerias no mercado latino-americano.
Empresas
Frísia anuncia entreposto em Pium (TO) e projeta investimento de cerca de R$ 100 milhões
Nova unidade vai ampliar capacidade de recepção e beneficiamento de grãos na região e gerar cerca de 20 empregos diretos, além de mais de 200 postos durante as obras

No ano em que comemora dez anos no Tocantins, a Frísia Cooperativa Agroindustrial anuncia a construção de um novo entreposto no estado, no município de Pium, como parte de sua estratégia de expansão e fortalecimento da atuação no estado. O projeto prevê investimento de aproximadamente R$ 100 milhões e geração de cerca de 20 empregos diretos após o início das operações, além de mobilizar mais de 200 trabalhadores durante o período de obras.
A construção da unidade está prevista para começar em junho de 2026, com conclusão estimada para janeiro de 2028. A estrutura foi planejada para atender o crescimento da produção agrícola na região e ampliar o suporte aos cooperados.
A decisão de investir no novo entreposto foi resultado de um processo de análise estratégica e da expansão da atividade agrícola na região. “Mesmo diante de um cenário desafiador, a cooperativa segue crescendo no Tocantins. A região de Pium é uma das que mais têm se desenvolvido nos últimos anos e, após três anos de estudos aprofundados, decidimos realizar esse investimento para atender às necessidades dos cooperados”, afirma o presidente do Conselho de Administração da Frísia, Geraldo Slob.
O novo entreposto tem capacidade operacional prevista de recepção de até 600 toneladas por hora, linha de beneficiamento de 240 toneladas por hora e armazenagem total de 42 mil toneladas de grãos. A unidade também terá um armazém para insumos.
Segundo o gerente-executivo da Frísia no Tocantins, Marcelo Cavazotti, a escolha de Pium como sede da nova unidade levou em conta o potencial produtivo da região e a presença crescente de cooperados. “Trata-se de uma região bastante próspera, com alto potencial agrícola e uma área já consolidada de produção de nossos cooperados”, explica.
Crescimento
O investimento também está alinhado ao planejamento estratégico da cooperativa para os próximos anos. “Dentro do nosso ciclo de planejamento estratégico, que vai de 2025 a 2030, temos como meta crescer no Tocantins de forma sustentável e agregar valor ao negócio dos cooperados. Esse entreposto vai ao encontro desse objetivo”, destaca o gerente-executivo.
Para os produtores, a nova estrutura vai trazer ganhos logísticos e operacionais importantes. “Na prática, o cooperado terá maior agilidade na recepção e no beneficiamento de grãos, economia com fretes e mais proximidade no acesso a insumos, além de segurança no abastecimento”, completa Cavazotti.
A área cultivada de soja no Tocantins saltou de 14,7 mil hectares da safra 2020/2021 para 40,4 mil hectares na de 2024/2025, com produtividade média de 3.771 kg/ha na última safra, acima das 3.057 kg/ha de 20/21.
A Frísia está presente no Tocantins desde 2016, completando, em 2026, uma década de atuação no estado. Atualmente, a cooperativa conta com 110 cooperados e 60 colaboradores na região, com unidades em Paraíso do Tocantins e Dois Irmãos do Tocantins, além de um escritório administrativo em Palmas.
Nos últimos anos, a cooperativa vem realizando diversos investimentos em suas unidades, com o objetivo de acompanhar o crescimento da produção agrícola na região.
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JBS aponta demanda por nutrição funcional como vetor de crescimento do setor de alimentos
CEO da companhia afirma que mudança no padrão de consumo, com foco em saúde e bem-estar, sustenta expansão e abre espaço para proteínas de maior valor agregado

O Brasil deve assumir um papel central na expansão global do consumo de proteína nos próximos anos, sustentado por escala produtiva, ganhos de eficiência e avanços tecnológicos no campo. A avaliação é do CEO global da JBS, Gilberto Tomazoni, feita nesta terça-feira (7), durante o 12º Brazil Investment Forum, promovido pelo Bradesco BBI, em São Paulo.
Segundo o executivo, o crescimento da demanda por proteína deixou de ser uma tendência conjuntural e passou a refletir uma mudança estrutural, impulsionada por fatores como segurança alimentar, mudanças demográficas e a crescente busca por alimentos com maior valor nutricional. “Estamos diante de uma transformação consistente no padrão de consumo, com mais foco em saúde, energia e qualidade de vida”, afirmou.
A declaração foi feita no painel “Leading Brazil’s Protein Industry: Perspectives from the Companies That Feed the World”, que reuniu lideranças do setor para discutir perspectivas para a indústria de proteínas do Brasil e seu papel no abastecimento global.
O CEO da JBS destacou que a segurança alimentar ganhou centralidade na estratégia de diversos países, impulsionando investimentos em produção local, especialmente no Oriente Médio. Para ele, esse movimento, no entanto, não reduz a relevância do Brasil como fornecedor global competitivo e essencial para complementar o abastecimento internacional. “A produção local é uma realidade. Mas isso não elimina o papel do Brasil, porque você nunca fecha a equação produzindo exatamente tudo o que o mercado quer”, disse.
Ao falar sobre a competitividade brasileira, Tomazoni destacou que o país conta com uma vantagem estrutural rara no setor de proteína animal. Além de deter o maior rebanho comercial bovino do mundo, o Brasil ainda apresenta espaço significativo para elevar sua produtividade, sobretudo a partir do avanço em genética, nutrição e manejo. “O Brasil vai dar as cartas na carne bovina, porque tem rebanho, porque tem área e porque ainda há uma oportunidade muito grande de ganho de produtividade.”
Para o executivo, esse avanço produtivo será decisivo para atender a uma demanda global que tende a crescer de forma consistente nos próximos anos. Na avaliação de Tomazoni, o consumo de proteína deixou de ser somente uma tendência de mercado e passou a refletir uma transformação estrutural nos hábitos alimentares, impulsionada por uma mudança geracional e pela busca crescente por saúde, energia e qualidade de vida.
Nesse cenário, Tomazoni apontou uma nova avenida de crescimento para a indústria: o desenvolvimento das chamadas superproteínas, com aplicações voltadas à nutrição funcional, ao bem-estar e à saúde de longo prazo. Segundo ele, a JBS acredita no avanço de soluções baseadas tanto na proteína natural como em rotas de biotecnologia capazes de customizar compostos com funções específicas.
Um exemplo do investimento da Companhia nessa frente é a recente inauguração da JBS Biotech, em Florianópolis (SC). Esse centro de biotecnologia avançada é dedicado ao desenvolvimento de ciência aplicada à cadeia produtiva, para criar e agregar valor à produção de alimentos. “A gente acha que existem dois caminhos: o caminho da proteína natural, com aumento de produtividade, e o caminho da proteína funcional”, explicou o executivo.
Ao encerrar sua participação, Tomazoni reforçou que a diversificação entre geografias, proteínas e ciclos produtivos segue como um dos principais diferenciais estratégicos da JBS diante de um ambiente global mais volátil.



