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Tecnologia específica e com princípios ativos sinérgicos ajudam reduzir coccidiose após retirada de antibióticos

Blend de óleos funcionais modula o sistema imune do hospedeiro para que o mesmo elimine o parasita, sendo demonstrada sua eficácia pela menor excreção de oocistos

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O consumidor de produtos de origem animal está cada vez mais preocupado com os aditivos utilizados na nutrição animal. Após a adoção do chamado princípio de precaução pela União Europeia, banindo a utilização de antibióticos como promotor de crescimento, essa prática tornou-se uma tendência global irreversível. Essa é a opinião das pesquisadoras Priscila de Oliveira Moraes (UFSC) e Andréa Machado Leal Ribeiro (UFRGS).

Para elas, este movimento aumentou a busca por aditivos zootécnicos que proporcionem uma melhor saúde intestinal para os animais de produção, visto que ela é um fator decisivo para melhorar os índices produtivos na granja de frangos de corte. “Os óleos funcionais têm sido definidos como aqueles óleos que possuem atividades além do seu conteúdo energético, como o óleo de mamona e o líquido da casca de castanha do caju. Essa mistura tem comprovada eficiência em melhorar o desempenho de frangos por sua atuação na microbiota e no sistema imune dos animais”, garante Priscila. “Além disso, são ingredientes naturais, fato que contribui para o conceito de Saúde Única (“One Health”), que é a soma de vários esforços locais e globais com o objetivo de manter os animais saudáveis e produtivos, a fim de nutrir uma população saudável e crescente, reduzindo os impactos nos recursos naturais gerados”, amplia Andréa.

De acordo com as estudiosas, entre as numerosas ameaças à saúde intestinal dos frangos, a coccidiose é um dos principais motivos de preocupação, pois acarreta perdas econômicas de milhões de dólares a cada ano. “É uma doença causada por protozoários do gênero Eimeria. Em frangos de corte as espécies principais são E. acervulina, E.máximae E. tenella, sendo que cada espécie de Eimeria possui características próprias quanto à prevalência, local de infecção, patogenicidade e imunogenicidade. No entanto, alta mortalidade com coccidiose clínica não é comum. Na maioria dos casos ocorre a infecção subclínica, o que dificulta o diagnóstico da doença em um tempo hábil para começar um tratamento antes que ocorra a perda de desempenho”, alertam.

E seguem: “A Eimerias spp. possui um grande potencial reprodutivo. A ingestão de um único oocisto esporulado pode desencadear a eliminação de milhares de oocistos na cama e, consequentemente, reduzir o desempenho animal, piorando a digestão e absorção de nutrientes, em virtude das lesões no trato gastrointestinal. Além disso, o desafio por coccidiose pode mudar drasticamente a comunidade bacteriana no intestino, diminuindo a diversidade microbiana e criando um ambiente favorável para disseminação de outros patógenos, como a bactéria gram-positiva Clostridium perfringens”, emendam.

As pesquisadoras explicam que o C. perfringens faz parte da microbiota normal do ceco das aves, portanto, sua presença nem sempre causa enterite necrótica. Para que isso aconteça, ele precisa expressar fatores de virulência e estar em um ambiente favorável para sua instalação e multiplicação. “Entre esses fatores estão condições de estresse, imunossupressão e lesões causadas por coccidiose. A retirada dos antibióticos como promotores de crescimento tem sido acompanhada pelo aumento da incidência e severidade da enterite necrótica causada pelo C.perfringens”, citam.

Óleo de mamona e líquido da casca de castanha de caju

Elas contam que “o blend de óleos funcionais atua proporcionando ao hospedeiro uma melhor resposta imune, aumentando a produção de algumas citocinas pró-inflamatórias, como o interferon gama (IFN-γ) e fator de necrose tumoral (TNF-α), que estão intimamente relacionadas com a imunidade contra o parasita, tornando o hospedeiro mais apto para combater o parasita ou outras infecções causadas por bactérias oportunistas”. Por outro lado, lembram, reduz IL-1 e cicloxigenase2 (COX-2), direcionando a resposta contra o parasita.

“Embora a infecção por Eimeria spp. induza uma resposta imune complexa ao hospedeiro, em função do parasita apresentar um ciclo de vida extracelular e intracelular, estudos com as principais espécies de Eimeria revelaram que o sistema imune inato e o mediado por células têm um papel essencial tanto pela produção de citocinas como por ataque citotóxico direto nas células afetadas. O IFN-γ é uma peça chave contra Eimeria, o qual entre outras funções, estimula os macrófagos a produzirem óxido nítrico, que inibe a replicação do parasita no interior das células hospedeiras”, mencionam Priscila e Andréa.

De acordo com elas, uma menor excreção de oocistos pode ser observada em frangos que receberam o blend de óleos funcionais ou monensina quando comparados com animais que não receberam nenhum dos dois. “Isso porque o blend de óleos funcionais modula o sistema imune do hospedeiro para que o mesmo elimine o parasita, sendo demonstrada sua eficácia pela menor excreção de oocistos. Ao contrário, a monensina é um ionóforo que mata o parasita, prejudicando o equilíbrio osmótico, ao causar o rompimento da membrana intestinal”, relacionam.

Como agem

Elas explicam que há prevenção do aumento de bactérias patogênicas gram positivas durante o desafio, sem alterar o número total de bactérias. “Ou seja, há uma modulação da microbiota intestinal utilizando o blend de óleos funcionais, mantendo o número de bactérias benéficas como Lactobacillus ssp. e reduzindo bactérias patogênicas oportunistas, como C.perfringens e Staphylococcus aureus”, citam, apontando duas as explicações para essas respostas: “primeiro, o sistema imune dos animais desafiados que recebem este blend está mais preparado, não permitindo que bactérias oportunistas se reproduzam, ao incentivar o próprio hospedeiro a atuar contra elas. Segundo, os compostos presente no blend, como o ácido ricinoleico, principal componente do óleo de mamona, tem ação antimicrobiana através dos seus derivados de ésteres, rompendo ligações glicosídicas dos peptideoglicanos presentes na parede das bactérias gram-positivas. Há também o cardanol e o cardol, principais componentes do líquido da casca de castanha do caju, que apresentam terpenóides e compostos fenólicos que causam danos à parede celular dessas mesmas bactérias”, orientam. O blend, porém, não é efetivo contra bactérias gram negativas, como Escherichia coli.

Elas citam o melhor desempenho de frangos desafiados por Eimeria spp. após 14 dias do desafio utilizando o blend de óleos funcionais. “Embora sete dias após o desafio se observe uma redução no desempenho, isso acontece porque há uma ativação maior do sistema imune que demanda um grande gasto de nutrientes. No entanto, essa ativação é de grande importância para a eliminação do parasita e para manter uma microbiota equilibrada durante o processo infeccioso. A conclusão é que por mecanismos de ações diferentes, tanto a monensina como blend de óleos funcionais reduzem o impacto causado pelo desafio da coccidiose, melhorando o desempenho animal ao final dos 42 dias”, garantem.

Para as pesquisadoras, a retirada dos antibióticos como promotores de crescimento faz com que a indústria busque cada vez mais aditivos eficazes para superar os efeitos negativos causados por problemas intestinais, como a coccidiose. “O blend de óleos funcionais possui potencial para ser utilizado como um promotor de crescimento natural, apresentando resultado de desempenho semelhante ao ionóforo monensina”, destacam como alternativa.

Mais informações você encontra na edição de Aves de setembro/outubro de 2018 ou online.

Fonte: O Presente Rural

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Avicultura Saúde Animal

As principais diferenças entre as fontes de ácido butírico

Para driblar os fatores limitantes e se beneficiar de tais resultados, o ácido butírico é usualmente disponibilizado para os animais em duas diferentes formas

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Arquivo/OP Rural

Artigo escrito por Rodrigo Slembarski, médico veterinário e gerente de Produtos Aves de corte da Auster; e Cassio Oura, médico veterinário e trainee Aves de Corte São Paulo da Auster

Os ácidos orgânicos são utilizados como melhoradores de desempenho na produção animal, buscando eficiência similar aos antibióticos promotores de crescimento de modo a não provocar resistência microbiana. Sua ação possui como principais características o controle da carga microbiana no trato digestório, inibição do crescimento de bactérias patogênicas e efeito redutor do pH gástrico, resultando em maior proteólise e consequente melhor digestão de proteínas e aminoácidos.

Entretanto, nem todos apresentam atividade antimicrobiana, sendo restrita aos ácidos de cadeia curta (C1 – C7). Como representante desta classe, o ácido butírico (C4H8O2) é derivado da fermentação microbiana de carboidratos. Por ser utilizado pelas células do epitélio intestinal como fonte de energia para diferenciação e multiplicação e se enquadrar nas características citadas, este é amplamente empregado nas criações animais. Porém, em suas primeiras utilizações nas rações foram encontrados fatores limitantes: o mau cheiro e caráter corrosivo, que dificultava sua utilização em fábricas; e a rápida absorção no estomago, que reduzia a quantidade de produto que chegava ao intestino, limitando sua atividade.

Desta forma os benefícios associados à sua utilização; como a influência no crescimento e saúde intestinal, melhor aproveitamento de cálcio e fósforo da dieta e melhor desempenho animal não eram alcançados. Para driblar os fatores limitantes e se beneficiar de tais resultados, o ácido butírico é usualmente disponibilizado para os animais em duas diferentes formas: sais microencapsulados (butirato de sódio e butirato de cálcio) e em forma de ésteres, podendo os últimos serem disponibilizados na conformação de mono-, di- e tributirina.

O butirato de sódio consiste em um produto seco por pulverização, produzido após a neutralização completa do ácido butírico com NaOH, resultando em concentrações muito baixas do ácido butírico livre. O butirato de cálcio é constituído a partir da neutralização do ácido butírico com CaC03 ou Ca (OH) 2. Sendo o processo de neutralização incompleto, resultando em níveis mais altos de ácido butírico livre. As butirinas, (mono-, di- e tributirinas) são produtos da esterificação do ácido butirico com o glicerol, onde o hidrogênio (H) do ácido butírico reage com o grupo hidroxila (OH) do glicerol, formando uma molécula de água e a ligação covalente entre o oxigênio do ácido butírico e o carbono do glicerol. Processo que forma moléculas estáveis, que são dissociados apenas por lipases pancreáticas liberando o butirato e glicerol no lúmen intestinal.

Cheiro

O cheiro é proporcionalmente relacionado com o nível de ácido butírico livre, que é uma molécula extremamente volátil e corrosiva. O butirato de sódio consiste em um produto mais estável e menos odoroso que o ácido butírico, característica importante para o uso do produto em fábricas de pré-mistura de alimentos para animais. O butirato de cálcio possui odor mais típico e característico do ácido, dificultando sua utilização. Já os ésteres não possuem relatos de problemas com o odor do produto.

Peso molecular e efeito antibacteriano

Os ácidos orgânicos com maior peso molecular possuem menor capacidade de difusão, portanto, menor facilidade em atravessar as membranas celulares e exercer efeitos anti-bacterianos. O peso molecular do butirato de sódio é de 111 g/mol, sendo o peso molecular do butirato de cálcio 214,28 g/mol, o que é aproximadamente o dobro. Já os ésteres possuem o peso molecular de 162,18 g/mol (monobutirina), 232, 37 g/mol (dibutirina) e 302,36 g/mol para a tributirina.

Solubilidade

Se o ácido butírico se encontra em forma de sais (butirato de sódio ou cálcio), é necessário que esse produto tenha alta solubilidade para que o butirato se libere do cátion (Na ou Ca) e seja utilizado ou transformado em ácido butírico (dependendo do pH). In vitro, o butirato de sódio se apresenta mais solúvel em água comparado ao butirato de cálcio. Para os ésteres, há relato apenas da solubilidade da monobutirina, citando a possível solubilidade da mesma em água atribuindo o fato ao glicerol. Porém, no caso da monobutirina, para o ácido butirico se dissociar do glicerol é necessário a ação da lipase, ineficiente neste caso, pois normalmente quebra as ligações éster de moléculas com grandes diferenças de polaridade, como triglicerídeos com cadeias de 16 carbonos ou mais, não sendo facilmente reconhecida pela enzima. Não há relatos quanto a solubilidade da dibutirina e tributirina, sendo mínimos os dados de características físico-químicas dos produtos. Porém, como citado anteriormente, as ligações entre as moléculas obtidas durante o processo de esterificação não se desfazem no estomago, sendo estas liberadas apenas com a ação da lipase intestinal. Desse modo não há disponibilização de ácido butírico livre no estomago, comprometendo a redução do pH gástrico e melhor aproveitamento de proteínas e aminoácidos. Pois com a redução do pH há a maior ativação de pepsina (enzima proteolítica) no estômago e menor secreção do suco gástrico, tendo menor diluição do bolo alimentar. Passos cruciais para o controle microbiano, uma vez que, com menos substratos proteicos há menor desenvolvimento de bactérias patogênicas no intestino. Etapa disponível somente para os sais de ácido butírico, resultando em menor velocidade de esvaziamento gástrico e redução da taxa de passagem do alimento, melhorando assim sua digestibilidade.

Outras notícias você encontra na edição de Aves de setembro/outubro de 2020 ou online.

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura Avicultura

Uso de Inlets em galpões de postura comercial traz benefícios financeiros e zootécnicos

Inlets são ferramentas que nos auxiliam no controle do ingresso do ar nos modos de Ventilação Mínima e Transição

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Foto: O Presente Rural e Cargill

Artigo escrito por Henrique Rosa Baltazar de Souza, zootecnista e assistente Técnico Comercial Avicultura da Cargill Nutrição Animal

O uso dos inlets em galpões de ventilação por pressão negativa, seja na criação de aves em piso ou em gaiolas, é de fundamental importância para que consigamos dar a correta dinâmica ao ar que entra no galpão, promovendo a melhor qualidade ambiental possível e garantindo o bem estar e desempenho das aves.

Os inlets (aberturas nas paredes laterais) são as ferramentas que nos auxiliam no controle do ingresso do ar nos modos de Ventilação Mínima e Transição. Nestes dois modos, nosso foco está na renovação do ar sem a necessidade de que se gere correntes de vento com altas velocidades.

A renovação do ar pelo modo Ventilação Mínima sempre ocorre quando a temperatura externa está menor do que a temperatura que desejamos internamente no galpão. Neste modo de ventilação, os exaustores trabalham em modo cíclico ficando uma parte do ciclo ligados e outra desligados.

Para entendermos porque os inlets são fundamentais neste modo, precisamos primeiro entender o porque precisamos renovar o ar dentro do galpão. O foco durante a Ventilação Mínima é manter a umidade relativa (UR%) do ar dentro do galpão em níveis adequados e o tempo ligado/desligado do ciclo deve ser ajustado baseado nesta variável. Um benefício indireto em se manter os níveis de umidade relativa controlados é que os níveis dos principais gases tóxicos produzidos dentro do galpão também estarão controlados. A umidade relativa tem uma forte correlação com a concentração de CO2 e amônia, ou seja, quanto maior a umidade relativa do ar dentro do galpão maior será a concentração destes gases.

Porém, apenas trazer o ar externo para dentro do galpão muitas vezes não é o ideal. Nos horários mais frios do dia ou em dias de alta umidade, simplesmente trazer esse ar mais úmido para dentro não nos auxiliará no controle da umidade relativa, muito pelo contrário. É por isso que precisamos condicionar esse ar para que chegue até as aves da melhor forma possível. Entra em cena então o papel fundamental dos inlets. Estes equipamentos são os responsáveis por direcionar o ar para que ele percorra todo o caminho até o centro do galpão o mais próximo possível do forro. É neste local que se encontra o ar mais quente, o qual é mais leve e se acumula no ponto mais alto da estrutura, que no nosso caso é a forração. A troca de calor entre o ar de dentro do galpão com o de fora faz com que o ar externo se aqueça e diminua sua umidade relativa (Figura 1). Quanto maior a temperatura do ar, maior é sua capacidade em reter vapor de água.

Figura 1 – Condicionamento do ar externo.

Para conseguirmos esse condicionamento do ar, precisamos que haja um espaço mínimo entre o topo das baterias e a forração de pelo menos 1,5 metro. Outro ponto importante é de que não haja obstáculos que alterem a trajetória do ar até o centro do galpão, como eletrocalhas ou vigas por exemplo. Caso estes pré requisitos não sejam atendidos o processo fica comprometido e criaremos problemas para a circulação de ar dentro do galpão, que pode ficar preso nas baterias laterais fazendo com que a umidade seja maior naquele ponto e a temperatura mais baixa do que no centro, criando microclimas diferentes dentro do aviário. (Figura 2)

Figura 2 – Espaço insuficiente entre a forração e gaiolas gerando uma zona morta de ventilação no meio do galpão.

Outro papel desempenhado no galpão pelos inlets é durante a Ventilação de Transição. Utilizamos este modo quando a temperatura externa está ligeiramente acima do que desejamos internamente e os exaustores, por este motivo, já trabalham em modo contínuo. Durante a Ventilação de Transição volumes grandes de ar são trocados dentro do galpão através dos inlets. Este modo de ventilação é o preferencial das aves, já que as mantém em uma zona de conforto térmico sem que seja necessário usar altas velocidades de ar diretamente sobre as aves para isso.

Como todo equipamento, o funcionamento ideal dos inlets depende de alguns fatores: seu correto dimensionamento, instalação e operação. Aspectos construtivos dos galpões, como a vedação por exemplo, também afetam diretamente a eficiência destes equipamentos. Cada projeto deve ser minuciosamente estudado levando-se em consideração as condições climáticas históricas da região onde estão localizados ou serão construídos os galpões, modelos de equipamento, assistência técnica disponíveis e o correto treinamento e acompanhamento dos responsáveis pela sua operação para que seja extraído o seu máximo potencial, trazendo os benefícios financeiros e zootécnicos esperados.

Fonte: Assessoria
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Avicultura Mercado

México abre mercados para ovos do Brasil

Maior consumo de ovos autorizou importação para produtos processados

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Divulgação/AENPr

Nas prévias da Semana do Ovo, com produção e consumo recordes no mercado interno, o setor de ovos do país ganhará um novo impulso comercial nos próximos dias. O México, maior consumidor de ovos do mundo, abriu seu mercado para as importações de ovos produzidos no Brasil, conforme informação repassada à Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

A autorização foi emitida na última semana pelo Serviço Nacional de Sanidade, Inocuidade e Qualidade (SENASICA) do Governo Mexicano, e é válida para produtos processados em território brasileiro – um segmento que tem ganhado expressividade no segmento produtivo brasileiro.

Maior consumidor per capita de ovos do mundo, com 378 unidades anuais (no Brasil, o consumo é de 230 unidades), o México importou 20 mil toneladas de ovos em 2019, segundo dados da União Nacional de Avicultores (associação local).

“A abertura do México, conquistada com os esforços da Adidância Agrícola, Ministério da Agricultura e Ministério das Relações Exteriores, e apoiados pela ABPA, é estratégica para o setor produtivo brasileiro, que aposta no fortalecimento do mercado internacional. Não apenas pela força deste mercado, mas pela chancela que esta autorização representa em termos de reconhecimento sanitário. A qualidade e o status sanitário fizeram a diferença para inserirmos nosso produto nesse mercado altamente competitivo, com um produto de maior valor agregado”, avalia Ricardo Santin, presidente da ABPA.

Em 2019, o Brasil exportou 7,6 mil toneladas de ovos. A produção total do país alcançou 49 bilhões de unidades no ano passado, e deve chegar a 53 bilhões em 2020.

Fonte: Assessoria ABPA
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