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Bovinos / Grãos / Máquinas 1º Dia do Leite O Presente Rural/Frimesa

Tecnologia e sanidade podem projetar cadeia leiteira para novos mercados, aponta Ortigara

Presente em 95% dos municípios brasileiros, a pecuária leiteira apresenta um crescimento médio anual de 2,85%. Os três Estados sulistas produzem juntos 13,5 bilhões de litros de leite em média por ano, o que representa 38% da produção nacional. Esse volume é maior que o produzido no Sudeste brasileiro e do Uruguai e da Argentina juntos.

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Fotos: Jaqueline Galvão/OP Rural

A pujança do Paraná no agronegócio tornou o Estado um dos principais produtores de alimentos do Brasil, com expressiva participação na produção de grãos e de proteína animal. Entre os líderes de produção está a pecuária leiteira. Com um rebanho de mais de três milhões de vacas, são produzidos ao ano cerca de 4,4 bilhões de litros de leite, o que corresponde a 13,6% do volume nacional, despontando como segundo maior produtor do país.

Secretário de Agricultura e Abastecimento do Paraná, Norberto Ortigara, durante o Dia do Leite O Presente Rural/Frimesa: “Vivemos o esforço de mostrar produtos inócuos, alimento seguro e com rastreabilidade, para fazer do leite uma cadeia vencedora no mercado mundial”

A partir de tecnologia, planejamento e sanidade, a bovinocultura leiteira paranaense poderá entrar em novos mercados, evidenciou o secretário de Agricultura e Abastecimento do Paraná (Seab), Norberto Ortigara, durante sua participação no 1º Dia do Leite O Presente Rural/Frimesa. O evento em alusão ao Dia Internacional do Leite foi realizado em Marechal Cândido Rondon (PR), no formato híbrido, em 1º de junho, e contou com um público superior a sete mil pessoas, entre presencial, on-line ou que assistiram o evento nos canais digitais de O Presente Rural.

O Paraná acaba de completar um ano do reconhecimento internacional como área livre de febre aftosa sem vacinação. Esse reconhecimento, além de beneficiar a exportação de bovinos e suínos, também auxilia os produtores de frango, peixe e outros produtos, como os lácteos, com vistas a atingir, entre outros, os mercados mexicano, sul-coreano e japonês. “Vivemos o esforço de mostrar produtos inócuos, alimento seguro e com rastreabilidade, para fazer do leite uma cadeia vencedora no mercado mundial”, destacou Ortigara.

Presente em 95% dos municípios brasileiros, a pecuária leiteira apresenta um crescimento médio anual de 2,85%. Os três Estados sulistas produzem juntos 13,5 bilhões de litros de leite em média por ano, o que representa 38% da produção nacional. Esse volume é maior que o produzido no Sudeste brasileiro e do Uruguai e da Argentina juntos. “Graças ao esforço de trazer genética de fora, somado ao programa de inseminação artificial, investimento em estrutura e equipamentos, melhores condições de produção, sistema de alimentação, manejo dos animais e sanidade, o Oeste e Sudeste paranaense junto com o Oeste catarinense e o Noroeste gaúcho se tornaram hoje os maiores produtores de leite do Brasil”, destaca Ortigara.

Para dar vazão a essa produção, Ortigara reforça que a cadeia precisa se preparar e redobrar os cuidados sanitários. “Devemos ter uma visão com elevados conceitos de qualidade, entre os quais sanitários, porque precisamos estar preparados para transformarmos o setor, que é o nosso ganha pão. E para que, em algum momento, com preços competitivos possamos entrar em novos mercados, senão daqui a pouco vai sobrar leite no Sul do Brasil”, aponta o secretário estadual.

Segundo Ortigara, a cadeia do leite será vitoriosa quando souber mostrar ao mundo a sanidade de excelência e quando refinar ainda mais a visão estratégica para olhar e aproveitar as oportunidades que o mundo oferece. “Poucos ou quase nenhum setor tem a capacidade de mostrar o Brasil competente e competitivo no mundo, que não o agropecuário. Abocanhar uma fatia maior do mercado de leite e de alimentos em geral depende de todos e de cada um”.

Estratégias em conjunto

De acordo com o secretário, é necessário estabelecer estratégias em conjunto – produtores e indústria – para que a produção e a renda individuais se mantenham em equilíbrio, ainda que as influências externas tendam a fazer com que penda para um ou outro lado. “E é preciso, também, fortalecer a união para garantir força de pressão quando, por conveniência ou inconveniência, importações inoportunas atrapalharem os negócios. Para isso, o Estado faz valer a expertise e as boas condições de criação, com forragens de qualidade superior, sobretudo nas regiões dos Campos Gerais, Oeste e Sudoeste. A moderna tecnologia está chegando ao campo e, onde já é aplicada, os produtores conseguem produtividade média comparada a de grandes produtores mundiais. Onde ainda não chegou, é preciso caminhar rápido, pois o mercado acabará excluindo quem não tiver profissionalismo”, expõe.

Melhores pastagens, medições de temperatura inteligentes, umidade controlada, internet das coisas aplicada ao campo estão no limite entre a sustentabilidade do negócio e a competitividade no mercado ou a paralisação no tempo e o sucateamento. “As técnicas de manejo foram aperfeiçoadas ao longo do tempo e hoje possibilitam, inclusive, que se tenha rastreabilidade total, que vai desde o conhecimento profundo da saúde do animal até a entrega ao consumidor na gôndola do mercado”, salienta Ortigara.

O secretário estadual diz que, cada vez mais, o conceito de conforto e bem-estar animal tem recebido a atenção dos pecuaristas, o que também proporciona um leite de melhor qualidade. Ele também destacou a necessidade de investimento em equipamentos mais modernos e que reduzam os custos de produção, como o uso de energia renovável ou sistemas de irrigação, além da atualização das normas sanitárias de acordo com os modernos conhecimentos.

Confiança

A confiabilidade que o Estado transmite é retribuída na forma de investimentos. Um deles, segundo o secretário, é o aporte de R$ 500 milhões em uma moderna indústria de queijo pelas cooperativas Frisia, Capal e Castrolanda nas proximidades de Ponta Grossa. “Nas regiões Oeste e Sudoeste, várias agroindústrias de transformação do leite também estão se instalando ou expandindo, como a maior fábrica de queijos do país em São Jorge D´Oeste, muitas delas com o auxílio fundamental do Estado”, enfatiza.

Esse cenário propicia aumento de geração de empregos, em mais salários e em mais pessoas em condições de consumidor. “É preciso agregar valor e vender pelo preço justo, que é aquele que cobre os custos e dá margem de investimento e de vida digna a quem produz”, pontua Ortigara.

Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo no setor de bovinocultura, commodities e maquinários agrícolas acesse gratuitamente a edição digital Bovinos, Grãos e Máquinas.

Fonte: O Presente Rural

Bovinos / Grãos / Máquinas

Pecuária de Mato Grosso deve gerar R$ 42,1 bilhões e atingir 20,2% do VBP estadual em 2026

Abate recorde de 1,8 milhão de bovinos no primeiro trimestre e retenção de fêmeas indicam oferta mais ajustada e sustentação da arroba ao longo do ano.

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Foto: Divulgação/Imac

A produção pecuária de Mato Grosso deve movimentar R$ 42,1 bilhões em 2026, crescimento de 6,8% em relação a 2025, segundo estimativa do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Com o avanço, a atividade tende a ampliar sua participação dentro do agronegócio estadual e responder por cerca de 20,2% do Valor Bruto da Produção (VBP).

Foto: Shutterstock

No total, o VBP da agropecuária de Mato Grosso está projetado em R$ 208,3 bilhões neste ano, com a pecuária ganhando relevância em um cenário de menor desempenho da agricultura.

Parte desse movimento já é observada no campo. No primeiro trimestre de 2026, o estado registrou o abate de 1,8 milhão de cabeças de bovinos, o maior volume já contabilizado para o período, com alta de 6,7% em relação ao mesmo intervalo do ano passado.

O resultado reforça a capacidade produtiva de Mato Grosso e consolida o estado como um dos principais polos da pecuária brasileira, com produção voltada tanto ao abastecimento interno quanto ao mercado internacional. “A pecuária mostra sua força ao crescer mesmo em um cenário de retração econômica. Isso acontece porque o setor está mais eficiente, mais tecnificado e conectado às demandas do mercado, seja ele interno ou externo”, avalia o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade.

Foto: Thais Rodrigues de Sousa

O desempenho positivo da atividade é sustentado, principalmente, pela valorização da arroba do boi gordo e pela demanda firme por animais terminados, tanto no mercado doméstico quanto nas exportações.

Ao mesmo tempo, o setor já apresenta sinais de mudança no ciclo produtivo. A retenção de fêmeas no campo, estratégia adotada pelos produtores, indica uma possível redução gradual da oferta de animais ao longo do ano, o que tende a dar sustentação aos preços. “A retenção de fêmeas e a valorização da arroba indicam um ambiente favorável para os próximos meses. O produtor que estiver alinhado com eficiência e qualidade tende a aproveitar melhor esse momento de mercado”, destaca o diretor de Projetos do Imac.

Fonte: Assessoria Imac
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Mundial do Queijo do Brasil concentra programação técnica do Via Láctea

Atividade paralela nos dias 17 e 18 de abril reúne conferências e masterclasses sobre defeitos de fabricação, indicações geográficas, legislação, leite cru e pesquisas científicas para a cadeia láctea.

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A edição do Mundial do Queijo do Brasil promove nos dias 17 e 18 de abril, no Teatro B32, o Programa Via Láctea, atividade que reúne conferências, debates e masterclasses. A proposta é promover a troca de conhecimento para produtores, queijistas, pesquisadores, técnicos e profissionais da cadeia láctea, discutimos temas ligados à cultura queijeira.

Foto: Divulgação

A programação ocorre em três salas simultâneas e inclui temas como defeitos na produção de queijos, indicações geográficas, legislação, pesquisas científicas, leite cru,análise sensorial e o papel dos queijistas na cadeia produtiva.

Para participar, é necessário adquirir um passaporte no valor de R$ 100, que dá acesso a todas as conferências e atividades da programação, respeitando a capacidade das salas. As vagas são preenchidas por ordem de chegada, com limite de 50 participantes por sala. Ao fim de cada atividade, os participantes recebem por e-mail certificados individuais de participação. As master classes têm cobrança adicional de R$ 260 por atividade.

Na sexta-feira (17), a programação começa com a master class “Defeitos mais comuns dos queijos”, com Múcio Mansur Furtado, na Sala 1. Ainda no primeiro dia, a abertura oficial da Via Láctea reúne Cláudia Mendonça, diretora-geral da SerTãoBras; Juliana Jensen, presidente do Club Brasil de la Guilde Internationale des Fromagers; e Luís Augusto Nero, professor da Universidade Federal de Viçosa. Em seguida, a conferência “Queijos no mundo e no Brasil” será conduzida por Antônio Fernandes e convidados internacionais.

Foto: Divulgação

Também na sexta, o público poderá acompanhar o Painel Sebrae, na Sala 2, com discussões sobre indicação geográfica, gestão e sustentabilidade, além da palestra “Como dominar seu processo e parar de adivinhar o queijo”, com Rodrigo Magalhães. Já a Sala 3 concentra debates sobre DOP e IGP italianas, indicações geográficas de Minas Gerais, o uso de leite cru e a produção de queijo em assentamentos, com foco em trabalho cooperativo e autonomia de mulheres no campo.

No sábado (18), um dos destaques da programação é o painel “Legislações de queijos do Brasil”, que reúne representantes de diferentes estados e do Ministério da Agricultura para discutir os avanços e os desafios regulatórios dos queijos artesanais no país. A tarde, a Sala 1 recebe o debate “Estado da arte da Brucelose e Tuberculose no Brasil”, com especialistas do setor público, entidades de assistência técnica e produtores rurais.

A Sala 2 concentra apresentações de pesquisas sobre o queijo artesanal, microbiologia, conservação e coagulantes vegetais, além de

Foto: Divulgação

pôsteres científicos e discussões sobre análise sensorial e a formação do queijista. Entre os participantes estão pesquisadores da USP, UFV e Unicamp. No mesmo dia, a Sala 3 recebe a master class “Queijos Autorais”, com Delphine Luhring, da escola francesa ENILEA, além de mesas sobre caprinos e ovinos, queijistas e produção com leite de búfala.

Segundo a organização, o Programa Via Láctea foi estruturado como espaço de formação e articulação entre os diferentes elos da cadeia do queijo, em paralelo às demais atividades do Mundial do Queijo do Brasil 2026. As inscrições estão disponíveis no site oficial do evento.

Sobre o Mundial do Queijo Brasil

Criado em 2019, o Mundial do Queijo Brasil é um evento internacional realizado a cada dois anos, com o objetivo de promover o empreendedorismo do queijo brasileiro nos mercados nacional e internacional. A iniciativa integra concursos técnicos de alcance global, feira gastronômica, salão profissional, conferências especializadas e programação cultural, unindo queijo, tradição, tecnologia, arte e negócios no coração econômico do país.

Ao longo das edições, o evento consolidou-se como plataforma estratégica para projeção de produtores artesanais e industriais, geração de negócios, qualificação técnica e fortalecimento da cadeia láctea. Reunindo milhares de visitantes e especialistas de diversas origens, o Mundial do Queijo Brasil posiciona São Paulo no circuito internacional dos grandes encontros dedicados à excelência queijeira.

O Mundial é realizado em parceria entre a SerTãoBras, que une produtores, queijistas, pesquisadores, chefs e entusiastas do queijo de 20 estados do Brasil, e a Guilde Internationale des Fromagers, sediada na França, com mais de 10 mil membros em 42 países, que envia uma comitiva internacional para o evento.

Fonte: Assessoria
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Exportação recorde de carne bovina no 1º trimestre sustenta preços do boi gordo no Brasil

Embarques somam 701,6 mil toneladas até março, alta de 19,7% sobre 2025, enquanto preço médio externo chega a US$ 5,8 mil por tonelada.

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Foto: Shutterstock

O ritmo intenso das exportações de carne bovina in natura observado ao longo de 2025 se mantém no início de 2026 e alcança patamar recorde para o primeiro trimestre. Dados da Secex indicam que, entre janeiro e março deste ano, o Brasil exportou 701,662 mil toneladas de carne bovina in natura.

Foto: Shutterstock

O volume representa alta de 19,7% em relação ao mesmo período de 2025 e avanço de 36,6% sobre 2024, consolidando o maior resultado já registrado para um primeiro trimestre na série histórica.

Além do aumento no volume embarcado, pesquisadores do Cepea destacam a valorização da carne brasileira no mercado internacional. Em março, o preço médio pago pela tonelada exportada foi de US$ 5.814,80, elevação de 3,1% frente a fevereiro e de 18,7% em comparação a março de 2025.

Esse ambiente externo mais favorável tem impacto direto na formação de preços no mercado interno. Segundo o Cepea, a demanda internacional contribuiu para sustentar as cotações do boi gordo ao longo de março.

No início de abril, essa dinâmica se mantém. Os preços do boi gordo, do bezerro e da carne seguem em trajetória de alta, sustentados pela combinação entre demanda externa aquecida e oferta restrita de animais prontos para abate.

Fonte: O Presente Rural
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