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Tecnologia e práticas sustentáveis são chaves para aumentar a exportação da pecuária brasileira

Todo esse esforço da pecuária nacional em buscar a preservação dos biomas precisa ser comunicado com assertividade para que não haja distorções

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Divulgação/Ana Maio

A adoção de tecnologia é um ponto fundamental para a pecuária brasileira mostrar as boas práticas de sustentabilidade, bem-estar animal, com as comunidades locais para os investidores, compradores internacionais e consumidores de um modo geral. Por meio dela, é possível gerenciar a propriedade rural, monitorar o gado e mensurar resultados numéricos e relatórios qualitativos que comprovam não apenas a qualidade da carne, mas também sua origem e o cumprimento todos esses aspectos considerados prioritários aos atores que determinam a compra do alimento.

Uma dessas tecnologias é o transponder, que são sensores instalados nos brincos dos bovinos, que permitem monitorar o animal quando ele vai ao coxo comer, beber água. Assim, o produtor rural pode contabilizar os horários e quantidades envolvidas no processo produtivo, melhorando a gestão de toda a propriedade rural. “Existe tecnologia para todo mundo. O mais importante é colher as informações necessárias para melhorar o negócio, ou seja, reverter o investimento em renda”, disse o engenheiro agrônomo Francisco Beduschi Neto, executivo da National Wildlife Federation (NWF).

Nesse sentido, a nova geração que, nos últimos anos, tem assumido as propriedades rurais de todos os portes, tem favorecido a aplicação de tecnologia por sua facilidade com as ferramentas. Além disso, ela também está mais preocupada em entender o consumidor e mais interessada em levar uma informação precisa a ele.

Para Beduschi, esse sentimento por parte dessa geração é muito importante porque o consumidor está mais exigente quanto as condições ambientais, sociais e de bem-estar animal das propriedades onde foi produzida aquela carne. Somado a esse público, há os investidores e o mercado internacional, que demandam cada vez mais sustentabilidade e rastreabilidade.

“O Brasil tem tecnologia e recursos para cumprir com as exigências desses três atores. São muitos exemplos em território nacional, sendo um deles a Integração Lavoura Pecuária Floresta (iLPF), desenvolvida pela Embrapa. Mas, é preciso mostrar de forma contundente o que vem sendo feito no país”, ressaltou Beduschi.

Para contribuir na formação da mensagem mais assertiva para o mercado, a NWF tem buscado exercer um papel de fazer a ponte entre o produtor rural e todos os atores da cadeia, a fim de levar informações essenciais de um lado para o outro e vice-versa. Por isso, conta com uma equipe multidisciplinar para conversar com todos os atores da pecuária. “Fazemos esses arranjos, objetivando construir uma cadeia de comunicação; esse é o ponto essencial em nossa avaliação”, disse Beduschi.

Outro benefício advindo da tecnologia é a possibilidade de ampliar a rastreabilidade em toda a cadeia de fornecimento. Sem dúvida, esse processo já é uma realidade no setor, com os frigoríficos e os invernistas. Mas, a expectativa da NWF é que haja um crescimento progressivo para outros elos, como por exemplo, os produtores que fornecem o bezerro para a engorda. “A rastreabilidade dá transparência e governança, que são aspectos fundamentais para que a pecuária brasileira mantenha sua competitividade global e consiga ampliar seus mercados”, disse.

A constatação de Beduschi, por meio de sua experiência nos arranjos com os elos da cadeia, é que compradores, consumidores e investidores não querem mais informações genéricas ou gerais, eles estão em busca de dados que comprovem as práticas ambientais na lupa da propriedade rural. Isso significa que ter métricas de avaliação da propriedade são vantagens competitivas. Uma das ferramentas que podem contribuir para estabelecer essas medições é o Guia de Indicadores do Grupo de Trabalho da Pecuária Sustentável (GTPS).

Por fim, o executivo da NWF salientou que todo esse esforço da pecuária nacional em buscar a preservação dos biomas precisa ser comunicado com assertividade para que não haja distorções. “O consumidor precisa ver realmente o está sendo feito e o que ainda será feito. A pecuária está em constante evolução e muitas vezes essa evolução não alcança a casa do consumidor. Desse modo, não pode haver falhas de comunicação, pois é importante que haja um fluxo contínuo e alinhado de informações para que a pecuária cumpra seu papel no fornecimento de carne de qualidade, com bem-estar animal e impactos sociais e ambientais positivos”.

Fonte: Assessoria
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Notícias

Aurora Coop Premia os destaques da suinocultura

Cooperativa Central Aurora Alimentos responde por 14,7% do abate nacional de suínos

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Coolacer conquistou o primeiro lugar como Cooperativa Destaque.- Fotos: Assessoria

Os produtores rurais que bateram recordes de produção e eficiência, técnicos e cooperativas filiadas foram homenageados, nesta semana, pela Cooperativa Central Aurora Alimentos. O evento, realizado anualmente, visa incentivar a melhoria da eficiência da cadeia de produção de suínos, buscando competitividade nos aspectos social, ambiental e econômico.

O ato, realizado na sede da Matriz em Chapecó, foi conduzido pelo diretor presidente Neivor Canton, pelo diretor vice-presidente de agronegócio Marcos Zordan, pelo gerente de suinocultura Luiz Carlos Giongo e pelo assessor de suinocultura Sandro Luiz Tremea. Participaram os empresários rurais homenageados, dirigentes cooperativistas, técnicos, supervisores e representantes das cooperativas filiadas e da Aurora Coop.

Marcos Zordan destacou o grande aperfeiçoamento que a suinocultura industrial experimentou nos últimos 10 anos em razão dos fortes investimentos realizados em duas frentes. De um lado, a permanente capacitação dos criadores e a oferta constante de treinamentos. De outro, os investimentos em instalações, genética, nutrição, manejo e equipamentos, entre outros aspectos.

A assistência técnica prestada aos produtores pela equipe de campo da Aurora Coop e das cooperativas filiadas foi essencial para a melhoria da atividade e a qualificação da produção. A busca da eficiência permitiu reduzir em 30 kg o volume de alimentação necessário para a terminação de um suíno. “Se considerarmos que a Aurora abate 27 mil animais por dia, teremos uma ideia do que significou esse avanço em termos de redução de custos totais”, apontou Zordan.

O diretor destacou, ainda, que a Cooperativa Central Aurora Alimentos responde por 14,7% do abate nacional de suínos, o que equivale também a 17,9% do abate da região sul do Brasil, 33% do abate de Santa Catarina, 13% do Rio Grande do Sul e 42% do Mato Grosso do Sul.

O diretor presidente Neivor Canton complementou que a Aurora Coop está em constante crescimento e evolução, preza por melhorias e aperfeiçoamento com os cuidados no campo. Segundo Canton, os resultados são conquistados a cada dia porque os desafios são enfrentados com união. “Grandes exemplos de toda essa evolução são os programas Propriedade Rural sustentável, Leitão Ideal e Suíno Ideal. Esses projetos são desenvolvidos com foco na melhoria contínua e na interação entre todo o sistema e envolvem profissionais capacitados, reconhecimento e assistência ao produtor. Os resultados são expressivos e, sem dúvida, são essenciais para que tenhamos uma suinocultura de excelência”.

 

CONHEÇA OS EMPRESÁRIOS RURAIS HOMENAGEADOS

Produtor Destaque Creche Aurora – Vandenir Scussel (Cooperalfa, Aratiba/RS)

Vandenir Scussel conquistou o Prêmio Produtor Destaque Creche Aurora.

 

Produtor Destaque Suicooper

1º lugar: Eder Antonio Mohr (Cooperalfa, Aratiba/RS)

2º lugar: Vilson Pedro Pompermaier (Cooperalfa de Xaxim SC)

3º lugar: Gilmar Antonio Demartini (Cooperalfa, Quilombo Santa Catarina)

 

Produtor Destaque Suicooper Mato Grosso Do Sul

Nelson de Carvalho ganhou o Prêmio como Produtor Destaque Suicooper Mato Grosso Do Sul.

 

CONHEÇA OS TÉCNICOS HOMENAGEADOS

Técnico Destaque dos Destaques – Elizeu Elias Padilha (Coolacer região de Lacerdópolis)

Técnico Destaque Creche Aurora – Henrique Burin  (Aurora RS)

 

Técnico Destaque Suicooper

1º lugar: Jeferson Casarotto (técnico Copérdia)

2º lugar: Tiago Dassoler (Aurora RS)

3º lugar: Marivaldo Capitanio (Cooperalfa, região de Santa Catarina)

 

CONHEÇA AS COOPERATIVAS DESTAQUES

1º lugar:  Coolacer

2º lugar: Cooperalfa

3º lugar: Coopervil

 

Cooperalfa foi reconhecida com o segundo lugar como Cooperativa Destaque.

Coopervil obteve o terceiro lugar na categoria Cooperativa Destaque.

 

Fonte: Assessoria
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Notícias Frango

Competitividade da carne de frango frente à suína cresce mais de 40%

Segundo pesquisadores do Cepea, a carne de frango se valorizou de forma consecutiva de maio a setembro deste ano

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Foto: O Presente Rural

Após três meses consecutivos registrando perda de competitividade, a vantagem da carne de frango frente à suína voltou a crescer em outubro. Esse cenário é resultado das recentes desvalorizações do frango e das altas nos preços da carcaça especial suína.

Segundo pesquisadores do Cepea, a carne de frango se valorizou de forma consecutiva de maio a setembro deste ano, o que acabou limitando a liquidez do produto agora em outubro, visto que os elevados patamares dos preços afastaram parte dos demandantes das compras.

Já para a carne suína, a maior demanda por novos lotes de animais para abate impulsionou os valores da proteína. Assim, a diferença entre os preços da carcaça especial suína e do frango resfriado ampliou-se de setembro para outubro, garantindo um expressivo aumento de 42,5% na competitividade da carne de frango frente à suína na parcial do mês.

Fonte: Fonte: Cepea
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Notícias Bovinocultura de Leite

Estratégias de manejo para reduzir estresse calórico será tema de palestra no SBSBL

Doutora em Biologia Animal, Grazyne Tresoldi, explanará sobre o assunto no dia 11 de novembro.

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Divulgação/Nucleovet

O estresse causado pelo calor em bovinos leiteiros tem influência na produtividade de leite e impactos econômicos relevantes. Para aliviar os efeitos do estresse calórico, podem ser utilizadas estratégias de manejo ambiental, como provisão de sombra, resfriamento pela água, ventilação e ar refrigerado em casos de confinamento total. As técnicas e tecnologias a serem adotadas devem levar em consideração o clima em cada região, sendo realizadas com adaptações para as condições de cada localidade, visando o bem-estar animal.

Esse tema será abordado na palestra “Estratégias de manejo ambiental para reduzir os impactos negativos do estresse calórico” pela doutora em Biologia Animal Grazyne Tresoldi no dia 11 de novembro, às 16h35, durante o 10º Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite (SBSBL), no Painel “Instalações e Ambiência”. O evento é promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet) e está programado para o período de 9 a 11 de novembro deste ano, com transmissão a partir de Chapecó (SC). Paralelamente ocorrerá a 5ª Brasil Sul Milk Fair virtual.

Grazyne Tresoldi é professora assistente em Ciência Animal na Escola de Agricultura da Universidade do Estado da Califórnia, no campus de Chico (California, State University, EUA), onde pesquisa temas relacionados ao bem-estar animal e sustentabilidade da indústria leiteira. É doutora em Biologia Animal pela Universidade da Califórnia, no campus de Davis (University of California, EUA), mestre em Agroecossistemas pela Universidade Federal de Santa Catarina e médica veterinária pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Além de pesquisar estratégias para mitigação de estresse por calor, atua como auditora de bem-estar de vacas leiteiras. É auditora certificada pela Professional Animal Auditor Certification Organization (PAACO).

O presidente da comissão científica do 10º SBSBL, Airton Vanderlinde, ressalta que a bovinocultura de leite está crescendo e o Simpósio contribui com conhecimento técnico. “Buscamos assuntos atuais que tenham impacto nas atividades práticas dos profissionais envolvidos com a cadeia de produção”, frisa, ao acrescentar que os temas das palestras acompanham a evolução do setor. “Instalações, ambiência e manejo sempre são aspectos importantes e que podem ser aprimorados para impulsionar a produção e contribuir para o bem-estar dos animais”.

Inscrições

A comercialização do primeiro lote dos ingressos encerra neste sábado (23). Os valores são: R$ 360 para profissionais; R$ 260 para estudantes; R$ 300 para agroindústrias e órgãos públicos; e R$ 250 para universidades. Os valores serão reajustados para inscrições do segundo lote (24 de outubro a 6 de novembro) e para o terceiro lote (7 a 13 de novembro). Pacotes – a partir de dez inscrições – têm o benefício de inscrições bonificadas, cujas regras podem ser consultadas no site.

As inscrições podem ser feitas no site https://nucleovet.com.br.

O 10º Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite tem apoio da Associação Paranaense de Criadores de Bovinos da Raça Holandesa, do Conselho Regional de Medicina Veterinária de SC (CRMV/SC), da Embrapa Gado de Leite, do Icasa, da Prefeitura de Chapecó, do Sindicato dos Produtores Rurais de Chapecó, do Sistema FAESC/SENAR-SC, do Sindirações, da Sociedade Catarinense de Medicina Veterinária (Somevesc) e da Unochapecó.

Fonte: Nucleovet
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CONBRASUL/ASGAV

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