Suínos
Tecnologia e inovação invadem a suinocultura de SC
Famílias, cooperativas e indústrias combinam tradição e inovação, usando tecnologia, automação e pesquisa para manter Santa Catarina como referência na produção de carne suína.

Se no passado a suinocultura catarinense foi marcada pela persistência das famílias no campo, hoje ela é moldada pela tecnologia. O terceiro episódio da série Expedição Suinocultura: Rotas do Brasil mostra como inovação e modernidade não são apenas conceitos distantes, mas parte da rotina diária de granjas, cooperativas e indústrias do estado.
Santa Catarina, que já se consolidou como maior produtor e exportador de carne suína do Brasil, entende que manter esse posto exige mais do que tradição. A falta de mão de obra, a competitividade global e as novas demandas dos consumidores impõem transformações profundas. E a resposta tem vindo em forma de máquinas, softwares, genética, automação e inteligência aplicada ao campo.
O vazio que pede resposta
O episódio abre com a voz emocionada dos irmãos Scalco, que dedicaram mais de sete décadas à criação de suínos em Guaraciaba. Cansados e sem sucessores para continuar a lida, viram os galpões esvaziarem. “Quando passo lá dentro e vejo vazio, me dá tristeza, porque a gente amava o suíno”, desabafam.
A história deles é a síntese de um dilema: a atividade cresceu em escala, produtividade e resultados, mas perdeu muitos produtores no caminho, em parte pela dificuldade de encontrar quem queira viver o dia a dia exigente da granja. É nesse vazio que a tecnologia surge não como substituta do amor pelo ofício, mas como aliada para que ele não precise mais acabar por falta de mãos.
Da enxada ao computador
As granjas catarinenses vivem hoje uma revolução. Sistemas automatizados de alimentação, ventilação e climatização garantem conforto e desempenho. Monitoramentos digitais permitem que cada lote seja acompanhado em tempo real pelo smartphone, antecipando riscos e ajustando manejos.
A genética, resultado de décadas de pesquisa, trouxe suínos mais eficientes, saudáveis e adaptados às exigências do mercado. O que antes era conduzido apenas pelo olhar atento do produtor, agora é apoiado por sensores, softwares e inteligência de dados. Mas nada disso dispensa a essência humana: como lembra um dos entrevistados, a dedicação das pessoas continua sendo o coração que move a atividade.
Famílias que inovam
No Oeste e no Sul do estado, famílias tradicionais têm mostrado que inovação também é herança. Os Marin destacam a adoção de energia solar, compostagem acelerada e fertirrigação como exemplos de soluções sustentáveis que tornam a granja mais eficiente e alinhada às exigências ambientais.
Já os Serafin reforçam que biosseguridade e modernização são parte da rotina, com protocolos rígidos de manejo e decisões rápidas, facilitadas pela gestão familiar. A mensagem é clara: tecnologia não está apenas nas grandes corporações, mas também na porta de pequenas e médias propriedades que ousaram modernizar sem perder identidade.
Indústria e ciência de mãos dadas
O futuro da suinocultura catarinense também é traçado fora da granja. A Master Agroindustrial, com seu projeto de expansão em Videira, mostra a força da indústria em consolidar mercados internacionais. A Embrapa Suínos e Aves, em Concórdia, segue como referência mundial em pesquisas que transformam desafios em soluções, como nos protocolos de bem-estar animal e na busca por sistemas mais sustentáveis.
Produtores, cooperativas, indústrias e pesquisadores caminham lado a lado, conectados pela mesma certeza: só é possível manter Santa Catarina no topo se a inovação for constante.
Uma tradição em movimento
Ao final, o episódio deixa clara uma mensagem: a suinocultura catarinense não é estática. O passado, representado por histórias de dedicação e sacrifício, convive com um presente cada vez mais tecnológico e um futuro que se desenha entre algoritmos, sensores e inteligência artificial.
O que não muda é o elo invisível que conecta gerações. O amor pelo suíno, que moveu pioneiros, segue vivo – agora potencializado pela inovação. E é desse encontro entre tradição e tecnologia que nasce a confiança de que Santa Catarina continuará sendo referência mundial em produção de carne suína.
Confira o terceiro episódio da Expedição Suinocultura: Rotas do Brasil- Santa Catarina, clicando aqui.

Suínos
Faturamento da suinocultura alcança R$ 61,7 bilhões em 2025
Com esse avanço, os suínos passam a responder por 4,37% de todo o VBP do agro brasileiro em 2025, mantendo posição estratégica em meio à cadeia de proteínas animais e reforçando o protagonismo das regiões Sul e Sudeste na produção nacional.

A suinocultura brasileira deve encerrar 2025 com faturamento de R$ 61,7 bilhões no Valor Bruto da Produção (VBP), segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), divulgados em 21 de novembro. O resultado representa um crescimento expressivo frente aos R$ 55,7 bilhões estimados para 2024, ampliando em quase R$ 6 bilhões a renda gerada pela atividade no país.
Com esse avanço, os suínos passam a responder por 4,37% de todo o VBP do agro brasileiro em 2025, mantendo posição estratégica em meio à cadeia de proteínas animais e reforçando o protagonismo das regiões Sul e Sudeste na produção nacional. A tendência confirma a força exportadora do setor e a capacidade das agroindústrias de ampliar oferta, produtividade e eficiência em um ambiente competitivo.
O ranking dos estados revela a concentração típica da atividade. Santa Catarina se mantém como líder absoluto da suinocultura brasileira, com VBP estimado de R$ 16,36 bilhões em 2025, bem acima dos R$ 12,87 bilhões registrados no ano anterior. Na segunda posição aparece o Paraná, que cresce de R$ 11,73 bilhões para R$ 13,29 bilhões, impulsionado pela expansão das integrações, investimento em genética e aumento da capacidade industrial.

O Rio Grande do Sul segue como terceira principal região produtora, alcançando R$ 11,01 bilhões em 2025, contra R$ 9,78 bilhões em 2024, resultado que reflete a recuperação gradual após desafios sanitários e climáticos enfrentados nos últimos anos. Minas Gerais e São Paulo completam o grupo de maiores faturamentos, mantendo estabilidade e contribuição relevante ao VBP nacional.
Resiliência
Além do crescimento nominal, os números da suinocultura acompanham uma trajetória de evolução contínua registrada desde 2018, conforme mostra o histórico do VBP. O setor apresenta tendência de ampliação sustentada pelo avanço tecnológico, por sistemas de produção mais eficientes e pela sustentabilidade nutricional e sanitária exigida pelas indústrias exportadoras.
A variação positiva de 2025 reforça o bom momento da cadeia, que responde não apenas ao mercado interno, mas sobretudo ao ritmo das exportações, fator decisivo para sustentar preços, garantir e ampliar margens e diversificar destinos internacionais. A estrutura industrial integrada, característica das regiões Sul e Sudeste, segue como base do desempenho crescente.
Com crescimento sólido e presença estratégica no VBP nacional, a suinocultura consolida sua importância como uma das cadeias mais dinâmicas do agronegócio brasileiro.
A edição de 2025 figura não apenas como um retrato do maior VBP da história, mas como um guia essencial para compreender os caminhos e desafios do agronegócio brasileiro no curto e médio prazo. Confira a versão digital clicando aqui.
Suínos
Exportações recordes sustentam mercado do suíno no início de 2026
Em meio à estabilidade das cotações internas, vendas externas de carne suína alcançam volumes e receitas históricas, impulsionadas pela forte demanda internacional.

As cotações do suíno vivo registram estabilidade neste começo de ano. Na praça SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), o animal vivo posto na indústria foi negociado a R$ 8,87/kg na terça-feira (06), com ligeira queda de 0,3% em relação ao encerramento de 2025.
No front externo, o Brasil encerrou 2025 com novos recordes no volume e na receita com as exportações de carne suína. Em dezembro, inclusive, a quantidade escoada foi a maior para o mês e a quarta maior de toda a série histórica da Secex, iniciada em 1997, evidenciando, segundo apontam pesquisadores do Cepea, uma aceleração da demanda internacional pela carne brasileira no período.
De janeiro a dezembro de 2025, foram embarcadas 1,5 milhão de toneladas de carne, o maior volume escoado pelo Brasil em um ano, com crescimento de 11,6% frente ao de 2024, dados da Secex.
Em dezembro, foram exportadas 136,1 mil toneladas, quantidade 29,4% acima da registrada em novembro/25 e 26,2% maior que a de dezembro/25. Com a intensificação nas vendas, a receita do setor também atingiu recorde em 2025.
No total do ano, foram obtidos cerca de R$ 3,6 bilhões, 19% a mais que no ano anterior e o maior valor da série histórica da Secex. Em dezembro, o valor obtido com as vendas externas foi de R$ 322 milhões, fortes altas de 30% na comparação mensal e de 25% na anual.
Suínos
Primeiro lote de inscrições ao Sinsui 2026 encerra em 15 de janeiro
Evento acontece entre os dias 19 e 21 de maio, no Centro de Eventos da PUCRS, em Porto Alegre (RS). o Simpósio chega à sua 18ª edição consolidado como um espaço técnico de discussão sobre produção, reprodução e sanidade suína, em um momento de crescente complexidade para a cadeia produtiva.






