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Tecnologia desenvolvida para monitorar pragas no campo vence Desafio de Inovação Holambra
Estudantes da Fatec Pompeia criam ferramenta para o agro e lideram ranking de soluções no desafio promovido pela cooperativa.

Promovida pela cooperativa agroindustrial Holambra, a terceira edição do Desafio de Inovação, programa que conecta alunos de graduação e pós-graduação para solucionar desafios reais, premiou na última semana um grupo de estudantes da Faculdade de Tecnologia de Pompeia “Shunji Nishimura” pela solução tecnológica criada por eles para melhorar a detecção e o monitoramento de pragas, doenças e plantas daninhas.

Fotos: Shutterstock
O grupo de alunos da Fatec participou da competição no eixo temático Gestão e Monitoramento de Pragas e Doenças, alcançando o primeiro lugar no ranking de soluções da categoria. A inovação criada por Willy Kevin Correa Da Rosa, Helen Albino Lopes e Arthur Acassio Lima Fabril, alunos do cursos de Mecanização em Agricultura de Precisão, se insere em um contexto em que pragas e doenças são responsáveis por prejuízos na R$ 11 bilhões, o equivalente a 1% do PIB agrícola do país, segundo dados da Embrapa.
Para o professor, pesquisador da Fatec Pompeia e especialista em Instrumentação Científica e Tecnologias de Sensoriamento Hannes Fischer, a conquista reflete a essência colaborativa que marca a história da Fatec Pompeia e da Fundação Shunji Nishimura de Tecnologia, ecossistema referência em educação e inovação. “A mensagem central que mais essa vitória transmite é o ensinamento do Shunji Nishimura: ninguém cresce sozinho. Os alunos buscaram apoio onde fosse necessário, inclusive junto ao pesquisador Fernando Salas, do Instituto Biológico, que teve um papel fundamental auxiliando no desenvolvimento da pesquisa. Isso mostra a importância de se construir redes de colaboração para que a inovação possa acontecer”, pontua.
A professora Renata Bruna dos Santos Coscolin Favan é orientadora do projeto e reforça que os resultados positivos são frutos de um ambiente educacional propício à pesquisa aplicada e ao desenvolvimento de soluções práticas para o campo. “O sucesso crescente dos nossos alunos se deve, sem dúvida, ao alinhamento entre seus interesses e o apoio institucional. A Fatec Pompeia tem como diferencial a ciência aplicada, e a Fundação Shunji Nishimura de Tecnologia cumpre um papel essencial ao oferecer a estrutura necessária, com laboratórios especializados, apoio técnico e financeiro, para que os jovens possam inovar. Nosso Laboratório de Monitoramento e Produção de Plantas (LMPP), por exemplo, é essencial na identificação e apoio a alunos com perfil voltado à pesquisa, inovação e empreendedorismo no setor agrícola”, destaca a docente.

Representando o grupo vencedor, o estudante Willy Kevin Correa Da Rosa conta que a preparação da equipe foi intensa e estratégica. “Nos organizamos ao longo de dois meses com reuniões técnicas e mentorias oferecidas pelos professores da Fatec Pompeia. Isso nos permitiu validar a ideia em campo e ajustar o projeto de forma contínua. A Fundação Shunji Nishimura de Tecnologia foi imprescindível nesse processo, oferecendo não só apoio econômico, mas também infraestrutura essencial para que conseguíssemos transformar a nossa proposta em uma solução robusta para Holambra“, afirma.
A vitória no Desafio de Inovação Holambra soma-se a uma série de conquistas recentes da Fatec Pompeia, que tem se destacado nacionalmente em diversas competições voltadas à tecnologia agrícola. Em 2024, alunos da faculdade de Pompeia venceram a 2ª edição do Desafio Holambra, conquista que se une a outras como: a 15ª Feira Tecnológica, do Centro Paula Souza (Feteps), o Hackathon da Agrishow e o Prêmio Jovens Inovadores 2024, do banco Sicredi.

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Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade começa formação prática em Toledo
Capacitação organizada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná treina equipes municipais para readequação de estradas rurais, conservação de solo e recuperação de nascentes.

O Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade inicia nesta quinta-feira (16), às 14 horas, em Toledo, a etapa prática de formação de técnicos municipais que atuam no meio rural. O curso será realizado no Centro de Eventos Ismael Sperafico e marca o início das atividades após o lançamento institucional ocorrido em dezembro, em Curitiba (PR).

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
A formação é direcionada principalmente a profissionais das prefeituras envolvidos na operação de máquinas da chamada “linha amarela” e na readequação de estradas rurais. A proposta combina orientação técnica para manejo de solo e drenagem com ações de recuperação de nascentes e educação ambiental.
A coordenação geral do projeto está a cargo de Altair Bertonha. A organização do curso foi estruturada pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), que indicaram articuladores locais.
De acordo com o engenheiro agrônomo Samuel Mokfa, o objetivo é alinhar práticas de conservação ambiental às rotinas operacionais das prefeituras. “A proposta é qualificar tecnicamente as equipes municipais para que as intervenções em estradas rurais considerem critérios de conservação do solo, da água e da paisagem”, afirma.
O evento também marca o lançamento de dois materiais didáticos que serão utilizados no curso: um Manual de Boas Práticas e uma

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
história em quadrinhos voltada à educação ambiental. A intenção, conforme a organização, é alcançar tanto técnicos quanto estudantes da rede escolar. “Os materiais foram pensados para traduzir conceitos técnicos em linguagem acessível e apoiar as ações nas comunidades”, menciona Mokfa.
A equipe de instrutores reúne engenheiros agrônomos, agrícolas, ambientais e de produção, além de biólogos, geógrafos e economistas. A abordagem é interdisciplinar e inclui aspectos produtivos, ambientais, sociais e de planejamento público.
O projeto prevê ainda a produção de trabalhos acadêmicos e a criação de uma plataforma digital para registro de demandas dos municípios, com foco na organização das informações sobre intervenções em estradas e pontos críticos de erosão e drenagem.
A cerimônia contará com representantes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI), além de lideranças municipais e instituições de ensino superior.
Além da programação presencial, o evento também será transmitido de forma remota pelo link https://meet.google.com/iam-oxvj-bmu, ampliando o acesso e permitindo a participação de interessados de diferentes regiões.
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Mapa e CVM firmam acordo para ampliar financiamento do agro via mercado de capitais
Parceria prevê compartilhamento técnico e ações para facilitar acesso de produtores a instrumentos financeiros fora do crédito tradicional.

O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Comissão de Valores Mobiliários formalizaram um Acordo de Cooperação Técnica com foco na ampliação do financiamento ao setor agropecuário por meio do mercado de capitais.
A iniciativa ocorre em um contexto em que uma parcela relevante dos recursos destinados ao agro já tem origem em operações com títulos e valores mobiliários, como instrumentos de securitização e crédito privado. A parceria busca aprofundar esse movimento, ampliando o uso dessas ferramentas no financiamento da produção.
O convênio prevê o compartilhamento de conhecimento técnico entre as instituições, além do desenvolvimento de diagnósticos, estudos e análises voltadas ao aprimoramento do ambiente de financiamento do setor. Também estão previstas ações para promover o acesso de produtores e empresas agropecuárias ao mercado de capitais.
A coordenação ficará sob responsabilidade da Secretaria de Política Agrícola do ministério, com apoio do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, e da área de securitização e agronegócio da CVM.
O acordo tem vigência inicial de dois anos, contados a partir da publicação no Diário Oficial da União, com possibilidade de prorrogação. A expectativa é que a cooperação contribua para diversificar as fontes de recursos do agro e reduzir a dependência exclusiva das linhas tradicionais de crédito rural.
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Milho se mantém em R$ 69/sc com mercado travado por compradores retraídos
Cotações recuam pontualmente diante de estoques nas mãos da demanda e expectativa de novas quedas.





