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Tecnologia da Embrapa Pesca e Aquicultura e Amazônia Ocidental é a campeã do 3º Prêmio Inovação Aquícola
Ao todo, 22 trabalhos foram inscritos. A entrega dos troféus aconteceu durante Aquishow Brasil.

Na última quinta-feira (25) foi uma noite de festa na Aquishow Brasil 2023, em São José do Rio Preto (SP). Uma tecnologia desenvolvida pelas Unidades Embrapa Pesca e Aquicultura (Palmas/TO) e Amazônia Ocidental (Manaus-/AM) foi a grande vencedora do 3º Prêmio Inovação Aquícola, na categoria Produção. O “Serviço de sexagem molecular para identificação sexual dos peixes nativos da Amazônia”, que ficou em 1º lugar, é um trabalho realizado pelos pesquisadores Eduardo Varela, Fernanda O’Sullivan e Gilvan Ferreira da Silva. “O Prêmio Inovação Aquícola é como um Oscar para o setor, pois reconhecemos os trabalhos mais inovadores em várias áreas da cadeia produtiva de pescados”, explica Marilsa Fernandes, uma das organizadoras do evento.
Na categoria Produção também concorreram as tecnologias “Aquicultura 4.0” e “Produção orgânica de camarões”. Além dessa categoria, o 3º Prêmio Inovação Aquícola também contemplou as categorias Academia, Beneficiamento e Políticas Institucionais. Ao todo, 22 trabalhos foram inscritos. A entrega dos troféus aconteceu no último dia da Aquishow Brasil.
Para Fernanda, o prêmio foi importante para sinalizar que a equipe está no caminho certo no desenvolvimento de tecnologias que tenham impacto na aquicultura. “A Embrapa existe para isso! Trabalhamos e nos esforçamos para isso. Geramos uma boa tecnologia que vai ajudar o setor produtivo. É a realização de um sonho desenvolver uma tecnologia de impacto. Eu me cobrava muito por isso”, comenta ela. Já seu colega, Eduardo Varela, sente uma sensação de dever cumprido. “É uma sensação de dever cumprido na Embrapa, reconhecimento do trabalho no setor produtivo, orgulho, alívio e principalmente um combustível renovado para fornecer novas entregas e benefícios a aquicultura no Brasil”, afirma.
A chefe-geral Danielle de Bem também destaca a importância da ciência voltada para o setor produtivo. “O prêmio consolida o alinhamento da Embrapa às demandas do setor produtivo com mais uma entrega significativa para a ciência e a utilização comercial de nossas espécies nativas”, sublinha ela.
Não é a primeira vez que a Embrapa Pesca e Aquicultura é uma das finalistas do prêmio. Ano passado, a tecnologia do Entreposto Móvel de Pescado (EMP), da pesquisadora Patrícia Chicrala, foi vice-campeã na categoria Beneficiamento e Produto Final. Em 2019 foi a vez do pesquisador Lucas Torati levar o terceiro lugar na categoria Academia, com sua pesquisa sobre Reprodução de Pirarucu.
As tecnologias inscritas passaram pelo crivo de uma comissão de notáveis. Eles utilizaram o Manual de Inovação de Oslo como um dos critérios de seleção. O Prêmio Inovação Aquícola visa reconhecer iniciativas capazes de provocar mudanças em toda a cadeia produtiva da aquicultura brasileira e aproximar o setor produtivo da pesquisa. “Buscamos valorizar de forma direta os projetos que contribuem com a evolução de toda a cadeia da aquicultura no Brasil, principalmente as apresentadas pelos produtores, que muitas vezes criam e desenvolvem soluções práticas para problemas e situações do cotidiano da atividade”, conclui Marilsa.

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Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade começa formação prática em Toledo
Capacitação organizada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná treina equipes municipais para readequação de estradas rurais, conservação de solo e recuperação de nascentes.

O Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade inicia nesta quinta-feira (16), às 14 horas, em Toledo, a etapa prática de formação de técnicos municipais que atuam no meio rural. O curso será realizado no Centro de Eventos Ismael Sperafico e marca o início das atividades após o lançamento institucional ocorrido em dezembro, em Curitiba (PR).

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
A formação é direcionada principalmente a profissionais das prefeituras envolvidos na operação de máquinas da chamada “linha amarela” e na readequação de estradas rurais. A proposta combina orientação técnica para manejo de solo e drenagem com ações de recuperação de nascentes e educação ambiental.
A coordenação geral do projeto está a cargo de Altair Bertonha. A organização do curso foi estruturada pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), que indicaram articuladores locais.
De acordo com o engenheiro agrônomo Samuel Mokfa, o objetivo é alinhar práticas de conservação ambiental às rotinas operacionais das prefeituras. “A proposta é qualificar tecnicamente as equipes municipais para que as intervenções em estradas rurais considerem critérios de conservação do solo, da água e da paisagem”, afirma.
O evento também marca o lançamento de dois materiais didáticos que serão utilizados no curso: um Manual de Boas Práticas e uma

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
história em quadrinhos voltada à educação ambiental. A intenção, conforme a organização, é alcançar tanto técnicos quanto estudantes da rede escolar. “Os materiais foram pensados para traduzir conceitos técnicos em linguagem acessível e apoiar as ações nas comunidades”, menciona Mokfa.
A equipe de instrutores reúne engenheiros agrônomos, agrícolas, ambientais e de produção, além de biólogos, geógrafos e economistas. A abordagem é interdisciplinar e inclui aspectos produtivos, ambientais, sociais e de planejamento público.
O projeto prevê ainda a produção de trabalhos acadêmicos e a criação de uma plataforma digital para registro de demandas dos municípios, com foco na organização das informações sobre intervenções em estradas e pontos críticos de erosão e drenagem.
A cerimônia contará com representantes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI), além de lideranças municipais e instituições de ensino superior.
Além da programação presencial, o evento também será transmitido de forma remota pelo link https://meet.google.com/iam-oxvj-bmu, ampliando o acesso e permitindo a participação de interessados de diferentes regiões.
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Mapa e CVM firmam acordo para ampliar financiamento do agro via mercado de capitais
Parceria prevê compartilhamento técnico e ações para facilitar acesso de produtores a instrumentos financeiros fora do crédito tradicional.

O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Comissão de Valores Mobiliários formalizaram um Acordo de Cooperação Técnica com foco na ampliação do financiamento ao setor agropecuário por meio do mercado de capitais.
A iniciativa ocorre em um contexto em que uma parcela relevante dos recursos destinados ao agro já tem origem em operações com títulos e valores mobiliários, como instrumentos de securitização e crédito privado. A parceria busca aprofundar esse movimento, ampliando o uso dessas ferramentas no financiamento da produção.
O convênio prevê o compartilhamento de conhecimento técnico entre as instituições, além do desenvolvimento de diagnósticos, estudos e análises voltadas ao aprimoramento do ambiente de financiamento do setor. Também estão previstas ações para promover o acesso de produtores e empresas agropecuárias ao mercado de capitais.
A coordenação ficará sob responsabilidade da Secretaria de Política Agrícola do ministério, com apoio do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, e da área de securitização e agronegócio da CVM.
O acordo tem vigência inicial de dois anos, contados a partir da publicação no Diário Oficial da União, com possibilidade de prorrogação. A expectativa é que a cooperação contribua para diversificar as fontes de recursos do agro e reduzir a dependência exclusiva das linhas tradicionais de crédito rural.
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Milho se mantém em R$ 69/sc com mercado travado por compradores retraídos
Cotações recuam pontualmente diante de estoques nas mãos da demanda e expectativa de novas quedas.





