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Tanques de PVC permitem dobrar produção de peixe

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Dobrar a produção de peixes agora é possível mesmo para quem tem pouco espaço e até pouca água. A solução que vem sendo aplicada por muitos piscicultores são os tanques de laminado flexível de PVC reforçado, indicado para a produção de organismos aquáticos. O conceito é baseado em produção intensiva e com alta densidade de peixes, com a utilização de menor volume de água. “O tanque de PVC é a solução para quem tem pouco espaço e pouca água, que passa a ter capacidade de produzir mais peixe em um local pequeno, em um tanque menor do que os açudes convencionais”, expõe o engenheiro agronômico da Sansuy, Marcelo Carrão Castagnolli. Segundo ele, nos tanques, que podem ter de cinco a 100 mil litros, a reposição de água só é feita em caso de evaporação e quando perde-se água com o manejo de coleta dos sólidos, na separação das fezes do peixe. 
Questionado de como manter uma boa produtividade com alta densidade e menos água, o engenheiro explica que a maior parte das espécies de peixe tolera a produção de alta densidade com manejo intensivo. Poucas espécies presentes no sistema de produção nacional ainda são intolerantes ao sistema. São espécies novas dentro da piscicultura de produção, algumas que, inclusive, podem ser consideradas selvagens e por esse motivo não toleram a alta densidade. “A maior parte do que é produzido no Brasil já vive em cardume. Este hábito de viver agregado permite trabalhar em alta densidade, que pode ser de 50 a 100 kg por metro cúbico no tanque de PVC”, explica. 
Aumento de produção
Conforme o profissional da Sansuy, o piscicultor tradicional, que já atua com açude utilizando manejos intensivo ou semi-intensivo pode dobrar a sua produção a partir da implantação de um tanque de PVC. Isto é possível com a divisão da engorda do peixe por fases. A primeira fase acontece no tanque de PVC e a outra no açude. Assim que o produtor transfere o peixe do tanque para o açude, já pode iniciar um novo lote com o alojamento no tanque. “Assim, a propriedade de um mesmo tamanho pode dobrar a capacidade de produção ao longo do ano, quando passa a ter duas unidades de operação. Uma com peixe pequeno que precisa de muito cuidado e, portanto, é mais fácil fazer o manejo intensivo em um espaço pequeno com alta densidade de peixes; e a outra quando estiver na fase juvenil, que pode ser levado para o açude, dobrando a capacidade de produção”, expõe.
Este modelo de produção pode ser aplicado não apenas com peixes. No Nordeste, o manejo já é executado com camarão. Na primeira fase, o crustáceo fica 20 dias no tanque PVC e depois é transferido para ficar mais 20 dias no tanque escavado.
Leia matéria completa na edição de SUÍNOS & PEIXES do O PRESENTE RURAL, que começa a circular amanhã

Fonte: O Presente Rural

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Relação de troca da soja melhora com recuo do MAP e do KCl

Custos em sacas por tonelada de fertilizante cedem em 2025 enquanto a soja mantém patamar elevado no mercado internacional e em Mato Grosso.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

 relação de troca para o produtor de soja entra em 2026 em condição mais favorável do que a observada ao longo de 2025. Após um ano em que o custo dos fertilizantes consumiu parte relevante do poder de compra do produtor, os primeiros meses de 2026 mostram recuo consistente do MAP e do KCl medidos em sacas por tonelada, ao mesmo tempo em que a soja mantém patamar elevado de preço no mercado internacional e no físico em Mato Grosso. Os dados são da Consultoria Agro do Itaú BBA.

Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Em 2025, o MAP chegou a superar 35 sacas de soja por tonelada em diversos momentos, muito acima da média histórica. No início de 2026, o indicador recua para a faixa de 27 a 29 sacas, retornando para níveis próximos do intervalo de longo prazo e reduzindo a pressão sobre o custo de implantação da lavoura.

O KCl apresenta comportamento semelhante. Ao longo do ano passado, o custo chegou a operar acima de 15 sacas por tonelada. Agora, gira entre 12 e 13 sacas, melhora relevante para um insumo que compõe a adubação de base da cultura.

Do lado da receita, a soja preserva valor. Os contratos na CBOT permanecem majoritariamente acima de US$ 10 por bushel e, em diversos momentos, se aproximam de US$ 12.

Foto: Wenderson Araujo/Trilux

No mercado físico de Sorriso, referência para Mato Grosso, os preços em reais por saca seguem sustentados mesmo com a acomodação recente do câmbio.

Na prática, no início de 2026 o produtor precisa de menos soja para adquirir a mesma quantidade de MAP e KCl do que precisou em 2025.

A melhora da relação de troca ocorre no momento de definição das compras de fertilizantes e das estratégias de comercialização da próxima safra, alterando o cálculo de custo da lavoura.

Fonte: O Presente Rural
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SIAVS 2026 abre inscrições para programação técnica

Evento reúne especialistas do Brasil e do exterior para debater desafios e tendências das proteínas animais.

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Foto: Alf Ribeiro

Estão abertas as inscrições para participação na programação de palestras do Salão Internacional de Proteína Animal (SIAVS), maior evento das cadeias produtivas das proteínas animais do Brasil, que será realizado entre os dias 04 e 06 de agosto, no Distrito Anhembi, em São Paulo (SP).

A programação reunirá especialistas nacionais e internacionais em uma agenda abrangente de conteúdos voltados aos principais desafios e tendências das proteínas animais, além de temas transversais estratégicos para a produção.

Entre os destaques da grade estão painéis sobre sanidade e biosseguridade, com foco na prevenção e controle de enfermidades; sustentabilidade e ESG, incluindo eficiência produtiva, bem-estar animal e redução de impactos ambientais; inovação e tecnologia, com aplicações em automação, digitalização e inteligência de dados; nutrição animal e insumos, com análises de custos e eficiência; além de debates sobre mercado e comércio internacional, geopolítica, acesso a mercados e segurança alimentar.

A programação foi estruturada para oferecer conteúdo técnico de alto nível, com aplicabilidade prática para produtores, agroindústrias e profissionais da cadeia produtiva.

O SIAVS 2026 já nasce como um marco histórico para a proteína animal brasileira e mundial. Maior edição de todos os tempos, a feira ocupará 45 mil metros quadrados – um salto de 65% em relação a 2024 – e se posiciona definitivamente entre os maiores encontros globais do setor, com a participação confirmada de empresas e visitantes de mais de 60 países.

Realizado pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o evento reúne milhares de visitantes de todas as regiões do Brasil e do exterior, incluindo lideranças políticas, autoridades, compradores internacionais, formadores de opinião e profissionais de toda a cadeia produtiva.

A nova edição evidencia o avanço da internacionalização do evento. Pela primeira vez, estarão presentes grandes líderes globais em equipamentos de linhas industriais, como Marel, Meyn, Foodmate e Mayekawa, reforçando o perfil inovador e tecnológico do SIAVS.

Outro destaque é a expansão da participação do setor de bovinos, que triplicou sua presença, passando de 280 metros quadrados em 2024 para mais de 620 metros em 2026, um crescimento superior a 120%.

No destaque da feira, mais de 5 mil metros quadrados estarão dedicados às principais agroindústrias de aves, suínos,bovinos, peixes, ovos e genética – segmentos em que o Brasil é referência mundial em produção sustentável e competitiva. Ao lado delas, empresas de genética, equipamentos de granja, insumos biológicos e farmacêuticos completarão a vitrine internacional de soluções para toda a cadeia produtiva.

Para o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o crescimento do evento reflete o papel estratégico do Brasil no cenário global. _“O SIAVS se consolida como um espaço global de articulação, onde conhecimento, negócios e cooperação se encontram. É neste ambiente que o Brasil reafirma seu papel como referência em segurança alimentar e como parceiro confiável e estratégico para o futuro da proteína animal_”, destaca.

Paralelamente à feira, a programação técnica do SIAVS consolida-se como um dos principais fóruns de conteúdo do setor, integrando conhecimento, inovação e visão estratégica em um ambiente de alto nível.

As inscrições e informações completas do evento podem ser obtidas clicando aqui.

Fonte: Assessoria ABPA
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Relação de troca do milho melhora no início de 2026 após pico de custo dos fertilizantes

Queda do MAP, KCl e ureia em sacas por tonelada coincide com recuperação das cotações do cereal na Bolsa de Chicago e na B3.

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Foto: Shutterstock

A relação de troca para o produtor de milho entra em 2026 em condição mais favorável do que a observada ao longo de 2025. Depois de um ano marcado por forte pressão dos fertilizantes sobre o custo da lavoura, os primeiros meses de 2026 registram recuo relevante do MAP, do KCl e da ureia medidos em sacas por tonelada, ao mesmo tempo em que o milho apresenta recuperação de preços nos mercados internacional e doméstico. Os dados são da Consultoria Agro do Itaú BBA.

Foto: Divulgação/Pixabay

Em 2025, o MAP chegou a exigir mais de 70 sacas de milho por tonelada em vários momentos do ano, patamar muito acima da média histórica. No início de 2026, esse indicador recua para a faixa de 50 a 55 sacas, retornando para níveis mais próximos do intervalo histórico e reduzindo a pressão sobre a adubação de base.

O KCl apresenta movimento semelhante. Ao longo de 2025, o custo superou 35 sacas por tonelada. Agora, opera entre 25 e 30 sacas, devolvendo capacidade de compra ao produtor em um nutriente com peso relevante na adubação do cereal.

A ureia, essencial na cobertura nitrogenada, foi outro ponto crítico no ano passado, quando chegou a demandar mais

Foto: Divulgação/SAA-SP

de 50 sacas por tonelada. Neste começo de 2026, o custo recua para cerca de 30 a 35 sacas, mudança significativa para o manejo nutricional do milho de alta produtividade.

Do lado da receita, o milho mostra reação. Os contratos na Bolsa de Chicago voltam a trabalhar próximos de US$ 4,50 a US$ 5,00 por bushel após o período de maior fraqueza em 2025. No Brasil, os contratos futuros na B3 e os preços físicos em Sorriso também registram recuperação em reais por saca, mesmo com a acomodação do câmbio.

A diferença prática é direta: no início de 2026, o produtor precisa de menos milho para comprar a mesma quantidade de MAP, KCl e ureia do que precisou ao longo de 2025.

A melhora da relação de troca ocorre justamente no momento de planejamento da safra e altera o cálculo de custo da lavoura, segundo a análise da Consultoria Agro do Itaú BBA.

Fonte: O Presente Rural
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