Conectado com

Notícias

Tabela de fretes aprofunda "desvantagem" de exportação de grãos do Brasil ante EUA, diz Anec

Brasil e EUA são os maiores exportadores globais de grãos, mas os norte-americanos levam vantagem em custos para embarques graças a uma infraestrutura logística eficiente

Publicado em

em

O tabelamento de fretes rodoviários elevou ainda mais os custos para se exportar grãos no Brasil, que agora está gastando 80 dólares a mais que os Estados Unidos para escoar a produção de soja e milho, disse na segunda-feira (06) o diretor-geral da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), Sérgio Mendes. “O Brasil já tinha uma desvantagem de US$ 60 por tonelada (para exportar grãos), em relação aos EUA, por causa da despesa logística. Com a tabela de fretes, isso aumentou em mais US$ 20”, comentou o dirigente no intervalo do Congresso Brasileiro do Agronegócio, promovido pela Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) e a bolsa paulista B3, em São Paulo.

Brasil e EUA são os maiores exportadores globais de grãos, mas os norte-americanos levam vantagem em custos para embarques graças a uma infraestrutura logística eficiente, envolvendo modais mais baratos, como ferrovias e hidrovias, ao passo que os sul-americanos ainda dependem fortemente de rodovias. “O ponto central do nosso setor, no Brasil, é a logística. É onde as empresas conseguem ganhar algum dinheiro. Com a tabela de fretes, isso acaba com a rentabilidade das companhias”, disse Mendes.

O Congresso Nacional aprovou no início do mês passado medida provisória assinada pelo presidente Michel Temer que cria política de preços mínimos para frete rodoviário. Conforme Mendes, empresas maiores já estão adquirindo frotas próprias para driblar o encarecimento do transporte com os fretes. Já companhias pequenas podem “não aguentar”. “Isso indica que podemos ter menos players no futuro disputando matéria-prima. E quem perde, outra vez, é o produtor”, afirmou.

A Anec estima exportação recorde de 74 milhões de toneladas de soja pelo Brasil neste ano, ao passo que as vendas de milho devem cair para 27 milhões de toneladas, com dificuldades para escoar em meio aos fretes mais caros.

Fonte: Reuters

Continue Lendo
Clique para comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

17 − 8 =

Notícias Mercado

Poder de compra do suinocultor frente a insumos de alimentação sobe pelo 5º mês

Preços do milho e do farelo de soja, importantes insumos de alimentação da suinocultura, seguem em alta

Publicado em

em

Arquivo/OP Rural

Os preços do milho e do farelo de soja, importantes insumos de alimentação da suinocultura, seguem em alta. Apesar disso, cálculos do Cepea mostram que o poder de compra do produtor do estado de São Paulo se mantém em elevação.

Segundo pesquisadores, esse movimento de avanço no poder de compra, inclusive, vem sendo observado há cinco meses e está atrelado à escalada de preços do suíno. A forte valorização do animal vivo no mercado independente, por sua vez, se deve à oferta reduzida de animais para abate e às aquecidas exportações da proteína nos últimos meses.

Na parcial de setembro, o preço médio do suíno negociado na região SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba) já subiu quase 10%.

Fonte: Cepea
Continue Lendo

Notícias Mercado Interno

Preços da arroba de boi e de carne se aproximam em setembro

Valores da arroba do boi gordo no mercado paulista têm subido de forma um pouco mais intensa que os da carne

Publicado em

em

Divulgação/AENPr

Os valores da arroba do boi gordo no mercado paulista têm subido de forma um pouco mais intensa que os da carne (carcaça casada, no atacado da Grande São Paulo). Diante disso, dados do Cepea mostram que, depois de a carcaça casada de boi registrar vantagem de 3,6 Reais/arroba sobre o boi gordo em agosto, essa diferença diminuiu para apenas 54 centavos de Real/arroba em setembro.

Ao longo deste ano, a maior vantagem da carne sobre o boi, de 12 Reais/arroba, foi observada em abril. Já em julho, a arroba do boi gordo foi negociada acima da carcaça casada, em 4,17 Reais – esse, ressalta-se, foi o único momento em 2020 em que o boi mostrou vantagem sobre a carne.

Fonte: Cepea
Continue Lendo

Notícias Segundo Cepea

Competitividade da carne de frango cresce pelo 4º mês seguido

Diferença entre os preços do frango inteiro e os das carcaças bovina e suína vem se ampliando de forma consecutiva há quatro meses

Publicado em

em

Arquivo/OP Rural

A diferença entre os preços do frango inteiro e os das carcaças bovina e suína vem se ampliando de forma consecutiva há quatro meses. Em setembro, dados do Cepea mostram que a diferença observada foi recorde, quando consideradas as séries mensais.

Esse contexto garante elevada competitividade à carne de frango frente às substitutas e, consequentemente, maior liquidez no mercado doméstico.

A demanda internacional também está aquecida, o que vem resultando em altas generalizadas nos preços dos produtos avícolas.

Fonte: Cepea
Continue Lendo
Biochem site – lateral

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.