Bovinos / Grãos / Máquinas
Suplementação múltipla na dieta reduz pela metade idade de abate
Trabalhando com estratégias suplementares para alcançar ganhos elevados, Universidade pesquisa suplementação que diminui para 18 meses a idade de abate, metade da média nacional, segundo estudo
Produzir mais em menos tempo. Esse é o objetivo dos pecuaristas de todo o mundo. E adotar tecnologias ou formas de manejo que permitam isso faz com que a atividade cresça e mais produtores passem a apostar no gado de corte. Alunos e professores da Universidade Estadual Oeste do Paraná (Unioeste), campus de Marechal Cândido Rondon, têm trabalhado para criar novilhos que estejam prontos mais novos para o abate. Com uma unidade experimental no município de Entre Rios do Oeste, os pesquisadores estão agora no segundo lote da produção destes novilhos precoces em pastagem. De acordo com a média nacional, o tempo de abate cai pela metade, segundo os estudiosos.
O professor doutor da Unioeste, zootecnista Eriton Valente, que coordena o projeto, explica que a questão do precoce está relacionada à idade em que o animal vai ser abatido. “Embora isso não haja um consenso, até que idade é precoce, temos aqui que o nosso objetivo é que os animais atinjam o abate em torno dos 18 meses”, explica. Para ele, isso já é uma evolução muito grande, considerando que hoje a média de abate do Brasil é de 36 meses. “Conseguimos reduzir bastante esse tempo”, afirma.
Valente comenta que a produção de animais precoces é o objetivo de diversos produtores, que buscam maior rentabilidade na propriedade, produzir mais na mesma área, ter rotatividade, conseguir que o investimento retorne mais cedo, além de oferecer ao consumidor final uma carne de melhor qualidade. “O principal fator relacionado à qualidade da carne é a idade de abate do animal. Então, conseguir fazer com que ele seja abatido mais jovem vai produzir uma carne de melhor qualidade, principalmente em termos de maciez, que é uma das características que o produtor mais deseja”, conta.
Pastagem
Para alcançar esse objetivo, o professor explica que é necessária uma série de manejos que devem ser realizada pelo pecuarista. “E todos devem estar relacionados a um bom planejamento, porque esses manejos estão relacionados a uma preparação prévia. Começando desde a pastagem, que embora o objetivo final é a produção animal, se não tivermos uma idealização, todo um projeto de como vamos desenvolver ao longo da vida deste animal, atuar sobre a produção de alimento dele, não vamos conseguir essa resposta final”, antecipa.
O professor explica que o que é preconizado na unidade experimental para que esta produção precoce dê certo são os cuidados em relação ao manejo de pastagem. “Estamos em uma região de solo bastante fértil, mas temos que tomar cuidado para que isso realmente se reflita em uma maior produção de pastagem, que vai ser, consequentemente, de alimento do animal. É bem comum a gente ver propriedades em que este manejo acaba sendo deficiente”, comenta. Para Valente, esse manejo exige bastante cuidado com a maneira de trabalhar em determinadas épocas do ano. “No verão temos que ter cuidados diferentes do que temos no inverno. No verão temos condições mais favoráveis para o crescimento da planta, então ela vai produzir muito mais. Mas, se eu quero produzir um animal jovem eu não posso pensar somente em produzir quantidade, mas também preciso pensar em produzir qualidade”, diz.
O professor comenta que dessa forma será feito o manejo dessa pastagem para que ela tenha o máximo de qualidade possível no verão. “Então, eu não posso deixar, por exemplo, ela crescer demais. Porque quando chega o inverno a situação é diferente, e o grande desafio é ter alimento disponível. E para conseguir este alimento também tenho que ter trabalhado ainda no verão”, conta. Ele afirma que dessa forma, em determinadas épocas do verão é preciso preconizar uma maneira de deixar uma reserva de alimento para estes animais. E nesse sentido, Valente diz que é preciso ainda tomar cuidado para que este alimento que vai ser utilizado no inverno não tenho baixa qualidade. “Embora não será a mesma (qualidade do alimento) do verão, não podemos deixar cair muito”, argumenta.
Para alcançar estes resultados, o professor comenta que utiliza algumas estratégias para que o animal venha a ter uma quantidade de alimento adequada no período de inverno. “É muito comum que esta qualidade mínima ainda não seja o suficiente para manter esses animais com taxas mais elevadas. E é o que nós trabalhamos aqui, utilizando estratégias suplementares, buscando ganhos elevados”, explica. Valente conta que na unidade experimental é trabalhado com os animais uma linha chamada de suplementação múltipla. “Então, tentamos, seja no verão ou inverno, além de conseguir explorar ao máximo a pastagem, tentar ainda trabalhar a dieta para que esse ganho dos animais ainda seja mais elevado”, conta.
O professor conta que trabalham então com a suplementação mineral e energética proteica para os animais. “Esses tipos de suplementação juntas é o que chamamos de suplementação múltipla. Então, conseguimos corrigir o desbalanço de pasto, deficiências e também complementar a dieta. Com isso, conseguimos manter ganhos elevado o ano inteiro”, afirma.
Produção
Este é o segundo ano em que a Universidade está fazendo as pesquisas com este tipo de manejo e suplementação para conseguir alcançar os resultados esperados na unidade experimental. O primeiro lote feito, que produziu de outubro de 2016 a abril de 2017, foi trabalhado com animais nelore. Eram 26 animais, que renderam uma produção em torno de mil quilos por hectare, de ganho por animal. “Medimos somente eles vivos, no abate perde um pouco deste valor”, explica Valente.
Neste segundo lote, a produção é com 36 animais do cruzamento de nelore com angus. “Optamos por esta raça pelo fato desse cruzamento ter um potencial genético um pouco maior”, justifica o professor. De acordo com ele, o que a Universidade busca é conseguir animais que tenham potencial de ganho maior para que seja possível trabalhar, do ponto de vista nutricional, atingindo metas ainda maiores. “No lote anterior já conseguimos ganhos bastante elevados, mesmo sendo nosso primeiro ano de funcionamento. E com este segundo lote iniciamos com genética melhor e ainda tentando explorar de forma ainda melhor o pasto para conseguir ganhos ainda maiores”, comenta.
Adubação e Manejo
Porém, Valente comenta que a quantidade de animais em que o produtor pode trabalhar nesta forma de manejo vai depender de quanto ele está disposto a investir, principalmente em termos de adubação. “Eu consigo aumentar a produção do pasto por manejo, mas também por adubação e mais ainda se fizer os dois de maneira adequada. Somente com manejo correto eu consigo aumentar, e muito, a minha produção. Se associo o uso de alguns adubos ainda consigo aumentar mais. Ajustando os dois, tenho um aumento muito grande”, afirma.
O professor conta que também passarão a trabalhar, para garantir melhor ganhos, com o sistema de pastejo rotacionado, sendo um pouco mais intensivo. “Antes trabalhávamos com sistema de pastejo em lotação contínua, que era manter os animais sempre na mesma área. Agora vamos trabalhar com ele mudando de área, no sistema de pastejo rotacionado. Somente por fazer isso, já vamos conseguir aumentar bastante a nossa capacidade produtiva”, conta.
Pesquisas
Para cuidar desta produção e manejo há um técnico da Universidade. Porém, a parte da pesquisa é feita por alunos da graduação e, principalmente, pós-graduação, de mestrado e doutorado. “Conduzimos toda a área que trabalhamos com pesquisa. Temos vários grupos, áreas divididas em diversas subáreas, para que possamos fazer diferentes testes”, explica. O professor ainda acrescenta que, atualmente, o principal ponto de pesquisa é na área de suplementação múltipla, porque o objetivo da unidade experimental é acelerar o ganho de peso do animal e, consequentemente, a produtividade dele em todas as épocas do ano, não somente nas mais favoráveis. “Somente assim vamos conseguir que o animal seja abatido jovem. Não podemos nos dar ao luxo de aceitar ganhos mais elevados quando a época é mais favorável, e em um período menos favorável o animal ter ganhos mais baixos ou perda de peso”, argumenta Valente.
O professor expõe que se pensar, por exemplo, no local em que se encontra a unidade experimental, que possui um solo muito fértil e terras valorizadas, a única maneira de competir com outras atividades, conseguindo uma boa remuneração, é fazendo uma pecuária de forma bastante produtiva, utilizando tecnologias que estão disponíveis e sistemas de produção de pastagens para então conseguir ter índices de produtividade altos e, assim, ter também uma rentabilidade interessante.
Bem-Estar Animal
Outra preocupação para alcançar uma produção precoce e com bons rendimento, Valente explica que existe a preocupação com o manejo dos animais, para que seja feito, principalmente, com bem-estar animal. “O manejo que fazemos é para otimizar a mão de obra, mas também nos preocupamos, porque o Brasil é bastante cobrado para isso, com o mínimo estresse do animal, e assim conseguirmos alcançar o bem-estar”, conta o professor. Valente ainda argumenta que uma parte, muitas vezes complicada, é levar o animal até o curral, seja para aplicação de vacina ou controle de parasitas. “Quando esse manejo é feito, é interessante termos estrutura onde este animal não sofra tanto estresse e tenha baixo risco de acidentes e lesões. Por isso, é importante termos estruturas de currais condizentes. E nós investimos numa estrutura anti-estresse”, conta.
A importância de se preocupar com esta questão é por conta do produtor entender que esse sistema também traz resposta em retorno para ele. “Não somente minimiza o estresse do animal, que já é um ganho importante, mas este animal menos estressado, onde o rebanho de forma geral tenha risco menor de estresse, reflete em uma produção maior”, explica Valente. Dessa forma, a produção mais elevada compensa o investimento que o produtor fará para ter um curral que garanta o bem-estar dos seus animais. “Um manejo mal feito traz riscos de acidentes, tanto para os animais quanto para os funcionários. E mesmo que acidentes não aconteçam, um animal estressado vai ficar por vários dias sem se alimentar adequadamente, vai ganhar menos peso e trazer prejuízos ao produtor”, comenta.
Mais informações você encontra na edição de Bovinos, Grãos e Máquinas de agosto/setembro de 2017 ou online.
Fonte: O Presente Rural

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Pecuária brasileira investe em rastreabilidade e práticas sustentáveis para modernizar o setor
Programa da Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável orienta produtores sobre recuperação de pastagens, formalização e monitoramento da cadeia para aumentar eficiência e atender exigências ambientais e comerciais.

Pressionada por novas exigências ambientais, regras comerciais mais rigorosas e pela necessidade de ampliar a produção sem expandir área, e ao mesmo tempo impulsionada pelos avanços produtivos que vêm transformando o setor, a pecuária brasileira atravessa um momento decisivo. Ao mesmo tempo em que enfrenta questionamentos sobre emissões e desmatamento, o setor reúne condições técnicas e práticas sustentáveis para liderar uma transição baseada em tecnologia, eficiência, recuperação de áreas já abertas e maior integração dos produtores à cadeia formal.
Nesse cenário, a Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável tem reforçado sua atuação como articuladora de propostas estruturantes e como referência técnica para o debate público. A entidade sustenta que a competitividade da carne brasileira dependerá da capacidade de transformar o momento atual em ativos estratégicos.

Presidente da Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável, Ana Doralina Menezes: “O Brasil tem a oportunidade de demonstrar que é possível produzir mais utilizando melhor o que já existe” – Foto: Clever Freitas
Um dos pilares dessa agenda é a recuperação de pastagens degradadas, apontada como eixo central do Caminho Verde, política pública defendida pela instituição para impulsionar a intensificação sustentável da atividade. A estratégia parte de um diagnóstico claro: “o Brasil possui um volume importante de áreas consideradas de baixa produtividade. Requalificá-las, por meio de manejo adequado, melhoria do solo, tecnologias e integração de sistemas, permite elevar a produção por hectare, reduzir emissões relativas e otimizar a produção”, explica a presidente, Ana Doralina Menezes.
De acordo com a profissional, o programa representa uma solução pragmática e alinhada às demandas globais. “O Brasil tem a oportunidade de demonstrar que é possível produzir mais utilizando melhor o que já existe. Recuperar pastagens é aumentar eficiência, melhorar renda no campo e responder de forma concreta aos compromissos climáticos”, afirma.
A transformação, porém, não se limita à dimensão produtiva. Parte relevante do desafio está na reinserção de pecuaristas na cadeia formal. A informalidade restringe acesso a crédito, assistência técnica, mercados que exigem comprovação socioambiental, além de fragilizar a imagem do setor como um todo, por isso é imprescindível que o pecuarista esteja alinhado e de acordo com o Código Florestal vigente.

Foto: Breno Lobato
Para o vice-presidente da Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável, Lisandro Inakake de Souza, a inclusão é condição para que a transição seja efetiva. “Quando o produtor está regularizado, ele tem acesso a financiamento, pode investir em tecnologia e atender às exigências de mercado. A formalização precisa ser vista como instrumento de fortalecimento econômico e não apenas como obrigação”, destaca.
A ampliação da rastreabilidade também integra esse movimento, uma vez que ela se apresenta como infraestrutura que conecta sanidade, ambiente e gestão. Em relação ao mercado, com compradores cada vez mais atentos à origem e à conformidade ambiental, sistemas consistentes de monitoramento tornam-se fator determinante para manutenção e novas aberturas. Por isso, como reforça a Mesa, transparência é elemento estruturante da competitividade. “Rastreabilidade é credibilidade. Ela protege quem produz corretamente e permite que o Brasil apresente dados sólidos sobre sua cadeia”, frisa Lisandro.
Ao articular recuperação de pastagens no âmbito do Caminho Verde, inclusão produtiva e avanço da rastreabilidade, a instituição busca incentivar o setor de forma propositiva diante das transformações regulatórias e comerciais em curso. “Mais do que reagir a pressões externas, a estratégia é demonstrar que produtividade, responsabilidade socioambiental e inserção competitiva podem avançar de forma integrada, incentivando o produtor a atuar como centro da solução”, complementa Ana Doralina.
Uma agenda conectada ao campo

Lisandro Inakake de Souza, vice-presidente da Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável: “Quando o produtor está regularizado, ele tem acesso a financiamento, pode investir em tecnologia e atender às exigências de mercado” – Foto: Mesa Brasileira de Pecuária Sustentável
Para apoiar o pecuarista nos temas estratégicos que vêm moldando o futuro da atividade, a Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável iniciou 2026 com uma programação propositiva de webinars voltados à qualificação e à disseminação de informação técnica.
No dia 29, foi realizado o segundo encontro dedicado à reinserção de produtores na cadeia formal. Em 26 de fevereiro, o foco esteve na rastreabilidade, aprofundando desafios e caminhos para ampliar transparência e conformidade. Um terceiro webinar sobre reinserção está previsto para maio, dando continuidade às discussões.
Todos os conteúdos já disponibilizados podem ser acessados no canal oficial da instituição no YouTube, ampliando o alcance das orientações e fortalecendo o diálogo com produtores, técnicos e demais elos da cadeia.
“Nosso compromisso é transformar temas complexos em orientação prática para quem está no campo. Quando promovemos debates sobre recuperação de pastagens, reinserção na cadeia formal e rastreabilidade, estamos oferecendo instrumentos concretos para que o produtor tome decisões mais seguras, amplie sua competitividade e participe de forma ativa dessa nova etapa da pecuária brasileira”, finaliza a presidente.
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Sistema Faep assume coordenação da Aliança Láctea Sul Brasileira no biênio 2026/27
Fórum reúne entidades e produtores para discutir estratégias de competitividade e desenvolvimento da cadeia do leite.

O Sistema Faep está à frente da coordenação geral da Aliança Láctea Sul Brasileira para o biênio 2026/27. O comando é rotativo entre os Estados participantes e, neste novo ciclo, ficará sob responsabilidade do Paraná, representado pelo Sistema Faep. Mais recentemente, o Mato Grosso do Sul passou a integrar a iniciativa, ampliando a articulação regional em torno do fortalecimento da produção e da competitividade do leite brasileiro.

Ronei Volpi, coordenador geral da Aliança Láctea, em sua propriedade – Foto: Divulgação/Sistema Faep
“A Aliança contribui para a integração entre os Estados e a construção de estratégias conjuntas voltadas à cadeia do leite. O Sistema Faep seguirá trabalhando ao lado das entidades do setor para avançar em pautas que ampliem a competitividade e as oportunidades para a produção”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.
Criada em 2014, a Aliança Láctea Sul Brasileira é um fórum público-privado que reúne representantes do setor produtivo e de instituições dos estados da região Sul. O grupo discute ações voltadas à cadeia leiteira e busca alinhar iniciativas nas áreas de produção, indústria e comercialização de leite e derivados, com foco nos mercados interno e externo. No ciclo 2026/27, a coordenação será exercida pelo consultor do Sistema Faep, Ronei Volpi, produtor rural com atuação há décadas na cadeia leiteira e participação em discussões voltadas ao desenvolvimento do setor.
A agenda de trabalho da Aliança para 2026 começou recentemente. No início de março, o Sistema Faep foi anfitrião da primeira reunião do ano, quando foram apresentados o Plano de Incentivo à Exportação de Lácteos e o plano de trabalho voltado à sanidade na cadeia leiteira, iniciativas que buscam fortalecer a competitividade do setor e ampliar oportunidades de mercado para os produtores da região.
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Demanda externa impulsiona exportações brasileiras de carne bovina
Volume embarcado supera 267 mil toneladas em fevereiro, com crescimento expressivo em mercados como Rússia, México e Chile.

As exportações brasileiras de carne bovina totalizaram 267.319 mil toneladas em fevereiro de 2026, com receita de US$ 1,44 bilhão, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC).
Na comparação com fevereiro de 2025, o resultado representa crescimento de 21,6% no volume embarcado e de 38,2% na receita, refletindo a ampliação da demanda internacional pela proteína brasileira. O desempenho também supera levemente o registrado em janeiro de 2026, quando as exportações somaram US$ 1,404 bilhão e 264 mil toneladas, consolidando o melhor resultado já registrado para um mês de fevereiro na série histórica.

No acumulado de janeiro e fevereiro de 2026, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 531.298 toneladas, com receita de US$ 2,84 bilhões, avanço de 23,8% em volume e 39,2% em valor em relação ao mesmo período do ano passado.
A carne bovina in natura segue como principal produto exportado, com 235.890 toneladas embarcadas em fevereiro, o equivalente a 88,2% do volume total exportado e 92,2% da receita obtida no mês.
Entre os destinos, a China permanece como principal mercado, com 106.702 toneladas importadas em fevereiro, seguida pelos Estados Unidos, com 39.440 toneladas, além de Rússia (15.762 t), Chile (13.857 t) e União Europeia (9.084 t) entre os principais compradores da carne bovina brasileira.

Foto: Divulgação/Porto de Santos
Entre os mercados relevantes, Rússia, México e Chile apresentaram crescimento expressivo nas compras em relação ao mês anterior, com altas de 111,6%, 132% e 37,6%, respectivamente, enquanto as exportações para a União Europeia avançaram 21,2% no período.
Para o presidente da ABIEC, Roberto Perosa, os números reforçam a presença da carne bovina brasileira no comércio internacional. “O Brasil segue ampliando sua presença nos mercados internacionais com regularidade de oferta, qualidade do produto e diversificação de destinos, fatores que sustentam o crescimento das exportações de carne bovina”, conclui.
