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Suplementação de peixes e camarões com probióticos

O custo com dieta na produção animal representa de 60 a 80% dos custos totais de produção aquícola. Dietas com ingredientes mais digestíveis e com aditivos nutricionais como probióticos apresentam um aumento entre 3 e 8% no valor do quilo da ração.

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Arquivo OP Rural

A suplementação de peixes e camarões com aditivos probióticos tem como objetivo a melhoria de resultados zootécnicos. O custo com dieta na produção animal representa de 60 a 80% dos custos totais de produção aquícola. Diante desses dados, os produtores muitas vezes optam por dietas com valores reduzidos. Via de regra, dietas com ingredientes mais digestíveis e com aditivos nutricionais como probióticos, apresentam um aumento entre 3 e 8% no valor do Kg da ração.

No entanto o produtor deve ter como fator de decisão o ROI (retorno sobre investimento) das dietas que farão parte da nutrição de seus animais estocados. Nesse contexto a suplementação de dietas tem como objetivo melhorar o valor nutricional dos alimentos, utilizando pequenas dosagens de aditivos que aumentarão os aspectos desejáveis dos alimentos.

Trabalhos realizados com probióticos na dieta mostram que seus benefícios vão além, apresentando boa resposta profilática frente a patógenos, mudanças fisiológicas nas vilosidades intestinais e aumento do número células caliciformes no epitélio. Esses benefícios proporcionam um equilíbrio sanitário aos animais nos mais diversos sistemas de cultivos.

Com a expansão da aquicultura as operações passaram a ser baseadas em cultivos cada vez mais intensivos, aumentando a exposição dos animais às condições severas de estresse, comprometendo o sistema imunológico e fazendo com que se tornem alvos de patógenos. A utilização de probióticos tem se mostrado promissora na prevenção de doenças na aquicultura, auxiliando no estabelecimento de uma microbiota benéfica no epitélio intestinal ao impedir a fixação de bactérias e substâncias nocivas no intestino do hospedeiro.

Com a redução na quantidade de patógenos ligados no intestino, há um desenvolvimento da estrutura epitelial e aumento no número de células produtoras de muco que auxiliam a absorção de nutrientes e a lubrificação do epitélio, sendo um importante componente na barreira contra a invasão microbiana. A interação de microrganismos com o epitélio intestinal também influencia diretamente o sistema imunológico do hospedeiro. A modulação da resposta imune promovida pelos probióticos tem sido um dos benefícios mais destacados na literatura. Portanto a utilização de probióticos na dieta tem contribuído de maneira significativa no desempenho produtivo de peixes e na sanidade dos animais frente aos desafios de produção.

A adição de probióticos na dieta pode vir diretamente da indústria ou adicionado na própria fazenda.  Quando adicionados na indústria, é de extrema importância que haja um monitoramento da viabilidade dessas bactérias na dieta. Esse monitoramento pode ser feito diretamente com o laboratório fornecedor do aditivo, bem como em laboratórios de análises microbiológicas. Além disso, a recuperação de unidades formadoras de colônia (UFC) na dieta, essa avaliação pode representar mais que a adição de microrganismos, pode mostrar se o sistema de mistura da indústria está eficiente, entregando uma dieta com maior qualidade ao produtor.

Unidades formadores de colônia mal homogeneizada em gordura de frango antes de aplicação nas dietas

 

Unidades formadores de colônia bem homogeneizada em gordura de frango antes de aplicação nas dietas

Outra maneira de utilização de probióticos na dieta é adicionando na própria fazenda, através de misturadores ou manualmente. Após a homogeneização é recomendado que a dieta seja recoberta por um veículo, ou aglutinante, como carboximetilcelulose, evitando a lixiviação rápida do aditivo.

Misturador de sementes utilizado para homogeneizar probiótico na dieta. – Foto: Divulgação/Trevisan

Os resultados obtidos com a utilização regular de probióticos na dieta são consistentes, como aumento no ganho de peso, redução de fator de conversão alimentar, maior taxa de crescimento específico e eficiência alimentar. Em experimento realizado em um Centro de Aquicultura o ganho de peso das tilápias que se alimentaram com probiótico foi 12% maior em relação aos animais do grupo controle. Todos os resultados obtidos no projeto estão representados na tabela 1.

Tabela 1. Dados de peso final, FCA, taxa de crescimento específico e eficiência alimentar de animais suplementados com probiótico e animais não suplementados com probióticos.

A utilização de probióticos é extremamente técnica e deve ser orientada da forma mais adequada por técnicos que darão todo suporte aos clientes.

As referências bibliográficas estão com o autor. Contato via: thais.milena@imeve.com.br

Fonte: Por Renato de Almeida, biólogo, mestre e doutor em Aquicultura e gerente de produtos de aquicultura da Imeve

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Primeiro lote de inscrições ao Sinsui 2026 encerra em 15 de janeiro

Evento acontece entre os dias 19 e 21 de maio, no Centro de Eventos da PUCRS, em Porto Alegre (RS). o Simpósio chega à sua 18ª edição consolidado como um espaço técnico de discussão sobre produção, reprodução e sanidade suína, em um momento de crescente complexidade para a cadeia produtiva.

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Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural

A suinocultura brasileira e internacional tem encontro marcado em maio, na Capital gaúcha, com a realização do Simpósio Internacional de Suinocultura (Sinsui). O evento ocorre de 19 a 21 de maio, no Centro de Eventos da PUCRS, e chega à sua 18ª edição consolidado como um espaço técnico de discussão sobre produção, reprodução e sanidade suína, em um momento de crescente complexidade para a cadeia produtiva. O Jornal O Presente Rural é mais uma vez parceiro de mídia do Simpósio e toda a cobertura você pode acompanhar pelas nossas redes sociais.

Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural

Faltando pouco mais de quatro meses para a abertura do simpósio, a organização avança em etapas-chave da preparação. A programação científica será divulgada a partir de fevereiro, mas já está em andamento o processo de submissão de trabalhos, um dos pilares do evento. Pesquisadores, técnicos e profissionais do setor têm até 23 de março para inscrever estudos científicos ou casos clínicos, que deverão se enquadrar em uma das áreas temáticas definidas pela comissão organizadora: sanidade, nutrição, reprodução, produção e manejo, One Health e casos clínicos.

A estrutura temática reflete desafios centrais da suinocultura contemporânea, como a integração entre saúde animal, saúde humana e meio ambiente, além da busca por eficiência produtiva em um cenário de custos elevados e maior pressão por biosseguridade. As normas para redação e envio dos trabalhos estão disponíveis no site oficial do evento, o que indica uma preocupação com padronização científica e qualidade técnica das contribuições.

Inscrições no evento

No campo das inscrições, o Sinsui mantém valores diferenciados por perfil de público. Até 15 de janeiro, profissionais podem se inscrever por R$ 650, enquanto estudantes de graduação em Medicina Veterinária, Zootecnia e Agronomia, além de pós-graduandos stricto sensu nessas áreas, pagam R$ 300. Há ainda modalidades específicas para visitantes e para acesso à feira. A inscrição dá direito a material de apoio, certificado, crachá e acesso à programação.

A política de descontos reforça o foco em participação coletiva, especialmente de empresas e instituições de ensino. Grupos de estudantes

Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural

ou profissionais vinculados a empresas patrocinadoras têm condições mais vantajosas a partir de dez inscritos, enquanto demais empresas obtêm desconto para grupos acima de vinte participantes. Em ambos os casos, o modelo prevê a emissão de recibo único e a concessão de um código adicional de inscrição.

A organização também detalhou a política de cancelamento, com percentuais de reembolso decrescentes conforme a proximidade do evento, e ressalva para situações de força maior, nas quais o simpósio poderá ser transferido de data sem cancelamento das inscrições.

Termômetro

Ao reunir produção científica, debates técnicos e interação entre diferentes elos da cadeia, o Sinsui 2026 se posiciona como um termômetro dos rumos da suinocultura. Em um setor cada vez mais pressionado por exigências sanitárias, sustentabilidade e competitividade internacional, o simpósio tende a funcionar não apenas como espaço de atualização, mas como arena de construção de consensos técnicos e estratégicos.

Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail contato@sinsui.com.br ou pelos telefones (51) 3093-2777 e (51) 99257-9047.

Fonte: O Presente Rural
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Piauí decreta emergência zoossanitária para prevenção da peste suína clássica

Entre as principais medidas está o controle rigoroso da movimentação de animais e de produtos considerados de risco.

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Foto: Ari Dias/AEN

O governador Rafael Fonteles decretou estado de emergência zoossanitária em todo o território do Piauí, para prevenção e controle da Peste Suína Clássica (PSC). A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) na terça-feira (06), e tem validade de 180 dias. Entre as principais medidas está o controle rigoroso da movimentação de animais e de produtos considerados de risco.

O decreto foi motivado pela confirmação de um foco da doença no município de Porto. A decisão considera laudos do Laboratório Federal de Defesa Agropecuária, vinculado ao Ministério da Agricultura, que confirmaram a ocorrência do vírus.

Ao justificar a medida, o documento destaca a necessidade de resposta imediata para evitar a disseminação da doença. “A movimentação de animais e de produtos de risco deverá observar normas e procedimentos estabelecidos pela equipe técnica, com vistas à contenção e à eliminação do agente viral”, diz o texto publicado no DOE.

O trânsito de animais só poderá ocorrer conforme normas definidas pela equipe técnica responsável pelas operações de campo, com foco na contenção e eliminação do agente viral.

O decreto também autoriza a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Piauí (Adapi) a expedir diretrizes sanitárias, adotar manejo integrado da doença e utilizar produtos já registrados no país, além de seguir recomendações técnicas de pesquisas nacionais.

Cabe ainda à Adapi a aquisição dos insumos necessários às ações de prevenção, controle e erradicação da PSC durante o período de emergência.

Fonte: Assessoria Governo do Piauí
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Exportações de carne suína batem recorde em 2025 e Brasil deve superar Canadá

Embarques somam 1,51 milhão de toneladas no ano, com alta de 11,9%, e colocam o Brasil como provável terceiro maior exportador mundial. Filipinas assumem liderança entre os destinos.

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Foto: Shutterstock

Levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram os embarques brasileiros de carne suína totalizaram 1,510 milhão de toneladas ao longo de 2025 (recorde histórico para as exportações do setor), volume 11,6% superior ao registrado em 2024, com 1,352 milhão de toneladas. Com isto, o Brasil deverá superar o Canadá, assumindo o terceiro lugar entre os maiores exportadores mundiais de carne suína.

Foto: Shutterstock

O resultado anual foi influenciado positivamente pelo bom desempenho registrado no mês de dezembro, com os embarques de 137,8 mil toneladas de carne suína, volume 25,8% superior ao registrado em dezembro de 2024, quando os embarques somaram 109,5 mil toneladas.

Em receita, as exportações brasileiras de carne suína totalizaram US$ 3,619 bilhões em 2025, número 19,3% maior em relação ao obtido em 2024, com US$ 3,033 bilhões. Apenas em dezembro, a receita somou US$ 324,5 milhões, avanço de 25,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, com US$ 258,4 milhões.

Principal destino da carne suína brasileira em 2025, as Filipinas importaram 392,9 mil toneladas, crescimento de 54,5% em relação a 2024.

Em seguida aparecem China, com 159,2 mil toneladas (-33%), Chile, com 118,6 mil toneladas (+4,9%), Japão, com 114,4 mil toneladas (+22,4%), e Hong Kong, com 110,9 mil toneladas (+3,7%). “Houve uma mudança significativa no tabuleiro dos destinos de exportação. As Filipinas se consolidaram como maior importadora da carne suína do Brasil, e outros mercados, como Japão e Chile, assumiram protagonismo entre os cinco maiores importadores. Isso demonstra a efetividade do processo de diversificação dos destinos da carne suína brasileira, o que reduz riscos, amplia oportunidades e reforça a presença do Brasil no mercado internacional, dando sustentação às expectativas positivas para este ano”, ressalta o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Fonte: Assessoria ABPA
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