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Sul do país tem potencial para abastecer 2,6 milhões de casas com eletricidade gerada com biogás

O Oeste paranaense e catarinense, e o Noroeste rio grandense, concentram os maiores volumes de produção de biogás

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Divulgação/CIBiogás

Conforme consta no relatório sobre o “Potencial de produção de biogás no Sul do Brasil”, os estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul concentram 36% das plantas de biogás no Brasil. O estudo aponta que a agroindústria sul brasileira produz cerca de 89 mil metros cúbicos de biogás por dia, e que o potencial de ampliação deste volume é de 99%. Ou seja, com esse hipotético aumento, o biogás seria capaz de abastecer com eletricidade cerca de 2,6 milhões de casas populares por dia, se considerarmos o consumo médio de 220 kWh.

O estudo foi lançado por pesquisadores do projeto de “Aplicações do Biogás na Agroindústria Brasileira”, uma iniciativa do Fundo Global para Meio Ambiente (em inglês, GEF), em parceria com o Centro Internacional de Energias Renováveis – o CIBiogás. O objetivo é reduzir emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) e a dependência de combustíveis fósseis, utilizando como fonte alternativa a energia de biogás tanto para gerar eletricidade, quanto para produção de biometano – combustível para veículos.

De acordo com Daiana Gotardo, membro do projeto GEF, os dados são referentes ao potencial de seis atividades: resíduos da bovinocultura, suinocultura, avicultura, laticínios, fecularias e abatedouros. A pesquisadora afirma que resíduos de cervejarias e de vitiniculturas (cultura de uvas para produção de vinho), entre outras atividades da agroindústria também serão mapeadas na próxima atualização do estudo. “Esse potencial de produção do Sul vai aumentar”, prevê.

As atividades que mais produzem biogás no Sul

A atividade da bovinocultura lidera no Sul, com 51% do total de produção de biogás, seguido pela suinocultura com 27% e avicultura com 10%. Os abatedouros, o processamento de mandioca e o setor de laticínios produzem respectivamente, 6%, 4% e 2% desta produção. O Oeste paranaense e catarinense, e o Noroeste rio grandense, são os maiores destaques em relação ao potencial de produção de biogás da região Sul.

Agronegócio mais sustentável

Para o diretor presidente do CIBiogás, Rafael González, é fundamental que o relatório alcance produtores rurais, investidores e fornecedores da cadeia de biogás do Brasil. “Para ter mais segurança e competitividade na tomada de decisão sobre investimentos e decisões estratégicas”. González explica que é possível tornar o agronegócio mais sustentável do ponto de vista econômico, com geração de renda e com redução de GEE por meio do tratamento dos resíduos. “É uma forma de estimular e fortalecer o agronegócio, partindo para uma economia limpa, uma forma de geração sustentável e redução de emissões”, afirma.

Fonte: Assessoria
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Notícias Covid-19

ABPA lança hotsite da campanha Alimente a Esperança

Campanha reforça a mensagem de “união” e o “alimento do amor pela vida” do setor na luta contra a pandemia da Covid-19

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Divulgação

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) lança nesta semana o hotsite da campanha “Alimente a Esperança”, que mostra o trabalho dos setores de aves, suínos e ovos para garantir o abastecimento de alimentos e preservar a saúde dos colaboradores das agroindústrias. O hotsite pode ser conferido nesse link.

Desenvolvida pela Agência Capella, a campanha reforça a mensagem de “união” e o “alimento do amor pela vida” do setor na luta contra a pandemia da Covid-19, que assola o mundo. O conceito da mensagem reforça o comprometimento do setor com os colaboradores e com a oferta de alimentos.

Neste sentido, o hotsite destaca as ações sociais (doações de alimentos e recursos, entre outros) e os cuidados com os colaboradores de empresas do setor ao longo deste período. São vídeos e notícias de um intenso trabalho setorial solidário, de apoio às famílias e comunidades em todo o país.

A campanha “Alimente a Esperança” também contará com a produção de vídeos em redes sociais e peças para rádio e impressos. “O difícil momento que todos enfrentamos gera medo e apreensão na sociedade. Neste momento, queremos reforçar a preocupação do setor com a pessoas, as famílias, os consumidores e os produtores. Estamos todos juntos nesta luta contra o inimigo invisível”, destaca o presidente da ABPA, Francisco Turra.

Comprometidas em garantir alimentos para milhões de famílias no Brasil e em mais de 150 países, as agroindústrias têm investido milhões de reais em equipamentos e outras iniciativas voltadas para a saúde dos colaboradores, implantando protocolos validados por instituições de renome, como o Hospital Albert Einstein.

“Avançamos um importante passo para harmonizar entendimentos na estratégia de prevenção à Covid-19 nas indústrias de alimento. Como é destacada na campanha, precisamos mais do nunca do amor pela vida e do comprometimento de cada um para alimentar a esperança de todos nós”, finaliza Turra.

Fonte: ABPA
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Notícias Mercado

Desvalorização internacional e queda do dólar pressionam valores da soja no Brasil

Esse cenário afastou produtores das vendas, reduzindo, assim, a liquidez no mercado interno

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Divulgação/MAPA

As desvalorizações do dólar e dos contratos futuros negociados na CME Group (Bolsa de Chicago) pressionaram os valores domésticos da soja e seus derivados nos últimos dias. Esse cenário afastou produtores das vendas, reduzindo, assim, a liquidez no mercado interno.

Segundo pesquisadores do Cepea, a queda externa está relacionada às condições climáticas favoráveis ao cultivo da oleaginosa nos Estados Unidos, o que eleva expectativas de boa safra no país. Por outro lado, esse cenário somado aos estoques elevados e à baixa demanda externa resultam em pressão sobre os valores norte-americanos.

Assim, entre 15 e 22 de maio, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa da soja Paranaguá (PR) caiu 5,2%, fechando a R$ 109,84/saca de 60 kg na sexta-feira (22). O Indicador CEPEA/ESALQ Paraná recuou 4,1% no mesmo período, a R$ 103,11/sc de 60 kg na sexta-feira (22).

Fonte: Cepea
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Notícias Mercado

Com diferentes condições de mercado, preços do milho são distintos dentre regiões

Cenário se deve às diferentes condições de mercado dentre as praças pesquisadas, como oferta, demanda e, principalmente, clima

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Arquivo/OP Rural

Os valores do milho têm registrado comportamentos opostos dentre as regiões acompanhadas pelo Cepea. Enquanto no interior do Paraná os preços sobem, em algumas praças paulistas e do Centro-Oeste as cotações registram leves quedas. Segundo colaboradores do Cepea, esse cenário se deve às diferentes condições de mercado dentre as praças pesquisadas, como oferta, demanda e, principalmente, clima.

No Paraná, a disputa por milho está mais acirrada no interior do estado, o que tem mantido os valores acima dos observados no mercado disponível do porto de Paranaguá (PR). Em São Paulo e no norte do PR, agricultores temem que a falta de chuva prejudique o potencial produtivo das lavouras e, com isso, muitos estão retraídos das vendas. Apesar disso, a pressão compradora e a oferta de milho de outros estados têm resultado em leves desvalorizações.

No Centro-Oeste, o clima tem sido mais favorável aos trabalhos de campo e ao desenvolvimento das lavouras. Com isso, as perspectivas são de produtividade elevada, o que tem resultado em queda nos preços em algumas regiões, como em Rondonópolis. No Nordeste, boas expectativas para a safra seguem pressionando as cotações. Na região de Campinas (SP), o Indicador ESALQ/BM&FBovespa caiu leve 0,16% entre 15 e 22 de maio, fechando a R$ 50,49/sc na sexta-feira, 22.

Fonte: Cepea
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