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Suínos

Sul concentra 89,9% das exportações brasileiras de carne suína

Santa Catarina lidera os embarques nacionais, seguida por Rio Grande do Sul e Paraná, aponta relatório da ABPA.

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Foto: Shutterstock

As exportações brasileiras de carne suína seguem concentradas na região Sul em 2026. De acordo com dados do Relatório Anual da ABPA, referentes ao acumulado do ano até maio, os três estados sulistas responderam por 89,9% dos embarques nacionais do produto.

Santa Catarina lidera as exportações, com participação de 50,69% do total brasileiro, equivalente a 756.699 toneladas. Na sequência aparecem o Rio Grande do Sul, com 23,35% e 348.615 toneladas embarcadas, e o Paraná, responsável por 15,88% das exportações, com volume de 237.115 toneladas.

Fora da região Sul, Minas Gerais participa com 2,51% das exportações, somando 37.513 toneladas, enquanto Mato Grosso responde por 2,56%, com 38.267 toneladas embarcadas.

Os demais estados brasileiros representam juntos 4,99% das exportações nacionais de carne suína em 2026, totalizando 74.516 toneladas.

Fonte: O Presente Rural com Relatório Anual da ABPA

Suínos Em Santa Catarina

Embrapa destaca potencial dos dejetos suínos para substituir parte da adubação mineral

Palestra técnica durante assembleia do Sindicato Rural de Joaçaba mostrou como o uso correto dos dejetos melhora a fertilidade do solo, aumenta a produtividade agrícola e fortalece a sustentabilidade das propriedades.

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Foto: Lucas Scherer

O Sindicato Rural de Joaçaba (SC) reuniu produtores rurais, lideranças do setor, técnicos e representantes de entidades parceiras em sua Assembleia de Prestação de Contas. Além de apresentar o balanço das ações desenvolvidas pela entidade, o encontro promoveu uma discussão técnica sobre o aproveitamento agronômico dos dejetos de suínos e reforçou a importância da atuação conjunta em defesa do agronegócio regional.

Foto: Divulgação

A programação incluiu a palestra “Potencial Agronômico dos Dejetos de Suínos”, ministrada pelo pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Evandro Carlos Barros. Durante a apresentação, o especialista abordou o uso dos dejetos como fonte de nutrientes para a agricultura, destacando seu potencial para elevar a produtividade das lavouras, otimizar o aproveitamento dos recursos disponíveis nas propriedades e contribuir para a sustentabilidade ambiental.

Na assembleia, a diretoria do Sindicato Rural de Joaçaba também apresentou um balanço das atividades desenvolvidas, além dos projetos e das ações previstos para os próximos meses.

O presidente da entidade, Clemerson Argenton Pedrozo, ressaltou que a iniciativa buscou aliar a prestação de contas à atualização técnica dos produtores. “Realizamos uma assembleia de prestação de contas e, juntamente com ela, trouxemos um palestrante da Embrapa, sempre uma grande parceira, com muito conhecimento técnico, engrandecendo o nosso evento. Fizemos uma grande assembleia, apresentamos as novidades do Sindicato Rural de Joaçaba, conversamos sobre as nossas ações e sobre o que pretendemos ainda para o futuro”, afirmou.

Foto: Lucas Scherer

Pedrozo também destacou a atuação das instituições parceiras no fortalecimento do setor agropecuário. Segundo ele, o apoio do Sistema Faesc/Senar, do Icasa, da Cidasc, da Epagri e de outras entidades tem sido fundamental para ampliar o acesso dos produtores à assistência técnica e à capacitação. “É importante agradecer a parceria do Sistema Faesc/Senar, que tem nos apoiado e trazido os recursos necessários para aplicarmos em benefício dos produtores rurais. Também agradecemos ao Icasa, à Cidasc, à Epagri e a todas as entidades que trabalham em conjunto com o nosso Sindicato, levando conhecimento e defendendo o produtor rural”, destacou.

De acordo com o dirigente, o trabalho integrado fortalece a representatividade da categoria e amplia a oferta de conhecimento aos produtores. “O objetivo do Sindicato é fazer a defesa do produtor rural e, por meio da parceria com o Senar/SC, levar conhecimento ao nosso público”, completou.

O presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, ressaltou o papel dos sindicatos rurais na organização do setor e na aproximação dos produtores de informações estratégicas, assistência técnica e oportunidades de desenvolvimento.

Fonte: Assessoria Senar/SC
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Suínos No Oeste do Paraná

Produtores de suínos recebem orientações sobre descarte correto de carcaças

Encontro abordou exigências legais, medidas de biosseguridade e procedimentos para reduzir riscos sanitários e ambientais na suinocultura.

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Foto: Divulgação/Assuinoeste

Produtores de suínos de Pato Bragado, no Oeste do Paraná participaram, na quinta-feira (26), de um encontro técnico voltado ao descarte adequado de carcaças de animais. A iniciativa, promovida pela Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Meio Ambiente em parceria com a Associação Regional de Suinocultores do Oeste (Assuinoeste), reuniu suinocultores, representantes da entidade e de empresa parceira para discutir procedimentos previstos na legislação e medidas de biosseguridade nas propriedades.

Foto: Divulgação/Assuinoeste

A programação destacou a importância da destinação correta das carcaças como parte das ações de prevenção sanitária da atividade. Além de atender às exigências legais, o manejo adequado contribui para reduzir riscos de contaminação ambiental e minimizar a possibilidade de disseminação de agentes causadores de doenças que podem comprometer os rebanhos.

Durante o encontro, os participantes receberam orientações técnicas sobre os procedimentos recomendados para o descarte de carcaças e esclareceram dúvidas relacionadas à legislação e às práticas adotadas nas propriedades.

Segundo os organizadores, a proposta foi ampliar o acesso dos produtores a informações técnicas que auxiliem na adoção de medidas de biosseguridade e reforcem a conformidade das granjas com as normas sanitárias e ambientais.

A ação integra as atividades de orientação promovidas pela Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Meio Ambiente em parceria com a Assuinoeste, com foco na qualificação dos produtores e no fortalecimento das boas práticas de produção na suinocultura.

Fonte: Assessoria Assuinoeste
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Suínos

Tilvalosina e seus benefícios no controle das doenças respiratória em suínos

Estudos apontam que antibiótico combate Mycoplasma hyopneumoniae e ajuda a modular a resposta imunológica dos animais.

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Fotos: Divulgação/ECO Animal Health

Artigo escrito por José Lino Castro Jr., DVM, Swine Technical Services Manager, South and Southeast Asia, ECO Animal Health.

Para sobreviver na presença de patógenos nocivos, a natureza forneceu aos organismos vivos uma ferramenta especializada para se proteger, que a ciência denomina sistema imunológico (Fig. 1). O sistema imunológico é dividido em duas partes: o sistema imunológico inato e o sistema imunológico adaptativo.

O sistema imunológico inato é equipado com barreiras físicas e células de defesa residentes, incluindo macrófagos e neutrófilos. O sistema imunológico adaptativo é equipado com células T e células B. Quando um patógeno ultrapassa as barreiras físicas, ele aciona o sistema imunológico inato para ativar simultaneamente as células de defesa residentes para neutralizar o patógeno.

A ativação dessas células, particularmente macrófagos e neutrófilos, desencadeia a liberação de citocinas pró-inflamatórias (por exemplo, IL-1β, IL-6, IL-8, TNFα), levando à inflamação. Enquanto isso ocorre, o sistema imunológico adaptativo também é ativado por macrófagos e células dendríticas, que apresentam fragmentos do patógeno às células T.

As células T respondem de três maneiras: destroem as células infectadas (células T citotóxicas), ativam as células B para produzir anticorpos (células T auxiliares) e regulam a resposta imune adaptati­va geral (células T reguladoras).

Esses processos complexos e interligados continuam até que o patógeno seja eliminado. Uma vez eliminadas, as células T enviam sinais para desligar o sistema imunológico, permitindo que o corpo se cure e se recupere. No entanto, certas bactérias e vírus podem sobrecarregar o sistema imunológico, criando o pior cenário possível, do qual animal pode não se recuperar.

Nesse cenário, há liberação excessiva de citocinas pró-inflamatórias (tempestade de citocinas), desencadeando uma inflamação descontrolada, resultando em danos aos tecidos relacionados à inflamação.

Mycoplasma hyopneumoniae, assim como Actinobacillus pleuropneumoniae, PRRSV, coronavírus respiratório suíno e PCV2 são patógenos suínos capazes de alterar a resposta imune em detrimento do animal.

O Mycoplasma hyopneumoniae causa uma doença em suínos conhecida como Pneumonia En­zoótica. Ela afeta principalmente o trato respiratório, que se mani­festa clinicamente como tosse.

Sintomas

Esta doença é de importância econômica, pois está associada à redução do ganho de peso médio diário, diminuição da eficiência alimentar e aumento do custo com medicamentos. Estima-se que a doença custe US$ 0,84/suíno na terminação de rebanhos infec­tados. Afeta suínos de todas as idades e é comumente observada em suínos de terminação. Myco­plasma hyopneumoniae é um dos principais agentes do Complexo de Doenças Respiratórias dos Suínos, juntamente com outras bactérias e vírus.

Ele pode modular e/ou evadir a resposta imune. Portanto, as lesões pulmonares observadas durante a realização de necrop­sias podem, em parte, ser resulta­do de inflamação descontrolada, devido à capacidade dessa bac­téria de alterar a resposta imu­nológica. Além do manejo otimiza­do da granja e da vacinação, antibióticos com alegações li­cenciadas contra Mycoplasma hyopneumoniae são comumente necessários para controlar ou eliminar a doença.

Controle

Antibióticos adequados incluem macrolídeos, pleuromutilinas, fluoroquinolonas, lincosamidas, tetraciclinas, an­fenicóis e aminoglicosídeos. Esses antibióticos atuam inibindo ou eliminando bactérias. Além disso, alguns macrolídeos, incluindo a tilvalosina, apresentam atividade imunomoduladora e anti-inflamatória in vitro.

Imunomoduladores são substâncias naturais ou sintéticas que ajudam a regular ou normalizar o sistema imunológico. Estudos in vitro demonstram que a tilvalosina modula a liberação de citocinas pró-inflamatórias e reduz o recrutamento e a ativação de células inflamatórias. Um estudo in vitro2 também mostrou que a tilvalosina reduz o estresse oxidativo desencadeado pelo vírus da PRRS.

A tilvalosina também induz apoptose e eferocitose e promove a secreção de mediadores lipídicos pró-resolução (lipoxina e resolvina) que auxiliam no reparo e na cicatrização de tecidos.

No estudo in vivo mais recente realizado em leitões desafiados com Mycoplasma hyopneumoniae e PRRSV, a tilvalosina eliminou infecções pulmonares por Mycoplasma hyopneumoniae e reduziu as citocinas pró-inflamatórias locais e sistêmicas. Os pesquisadores também observaram aumento do IFNα sérico, geralmente suprimido pelo PRRSV, em suínos tratados com tilvalosina.

Esses achados indicam que a tilvalosina pode melhorar a saúde dos suínos, se usada criteriosamente em operações com infecções coexistentes por Mycoplasma hyopneumoniae e PRRSV.

Pontos Principais

  • O sistema imunológico é uma rede de processos complexos e interligados para ajudar o animal a sobreviver na presença de patógenos nocivos.

  • Alguns patógenos, incluindo Mycoplasma hyopneumoniae, alteram a resposta imune, causando danos teciduais relacionados à inflamação.

  • Além de seu efeito antimicrobi­ano, acredita-se que a imunomod­ulação seja um atributo importante de alguns antibióticos macrolídeos na melhoria dos resultados clínic­os.

  • In vitro, a tilvalosina auxilia na imunomodulação por meio de:

    • Modulação da liberação de cito­cinas.

    • Redução do estresse oxidativo.

    • Modulação do recrutamento e ativação de células inflamatórias.

    • Indução de apoptose e eferoci­tose.

    • Aumento da secreção de medi­adores lipídicos pró-resolução.

  • In vivo, a tilvalosina combate doenças respiratórias por meio de:

    • Redução da carga de micoplas­ma dos pulmões.

    • Redução de citocinas pró-in­flamatórias locais e sistêmicas.

As referências bibliográficas estão com o autor. Contato: [email protected]

A edição digital do jornal está disponível gratuitamente para leitura online no portal de O Presente Rural, acesse clicando aqui.

Fonte: O Presente Rural
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