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Suínos: Farmabase aperfeiçoa conhecimentos em granjas do Centro Oeste

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A Farmabase promoveu no final de outubro dois programas de atualização técnica, dirigidos aos colaboradores de granjas de Goiás e do Distrito Federal. O comando das palestras coube ao coordenador técnico de suinocultura da Farmabase, Gladison Carioni, que tratou dos aspectos práticos de medicação via água de bebida para suínos e das questões referentes à limpeza e desinfecção das granjas. 
O primeiro treinamento foi realizado em Brasília, na Granja Baixada, dos empresários Rubens Valentini e Juvenil Cencijos, no dia 23 de outubro, e reuniu quinze funcionários, com os respectivos gerentes, que atuam na própria Baixada, na Granja Umburana, além de trabalhadores da Fazenda Miunça. Eles atuam com um plantel de 3.800 matrizes no total e receberam orientações bem práticas de como manejar a medicação, o tempo mínimo e máximo de tratamento e como fazer adequadamente a diluição do medicamento na pré-mistura. “Também fizemos questão de frisar alguns quesitos importantes para melhor solubilidade dos princípios ativos, como o aquecimento da água na pré-mistura, entre outras práticas. Outro fator importante citado é não realizar a medicação no período noturno, pois não há um monitoramento da solução medicada por parte dos funcionários”, reforça Gladison Carioni. 
O gestor das granjas da Fazenda Miunça, Wilson Aparecido da Silva, aprovou a visita dos técnicos da Farmabase. “O treinamento foi ótimo. Pudemos perceber que a utilização da água na administração de medicação aos animais é o futuro. A equipe da Farmabase soube passar as informações de uma forma dinâmica e interessante. As técnicas informadas nas palestras já estão sendo utilizadas por nossa equipe, que percebi estar muito satisfeita com essa forma de trabalho”, afirma. 
O gerente de negócios suínos e aves da Tecnomerc Tecnologia Animal, distribuidora dos produtos Farmabase no Centro Oeste, Carmos  Triacca, que acompanhou os dois programas, explica que vem crescendo a necessidade de atualização dos conhecimentos nesta área pelas vantagens do processo de medicação via água de bebida. “A tendência é usar menos injetável e reduzir o número de drogas em ração. Com a água é melhor, tudo é ministrado bem na hora de atacar a doença. É dose certa e com resposta mais rápida. Mas o conhecimento vai propiciar o uso certo, profissional, eficiente”, reforça.
Dois dias depois, a atualização técnica foi realizada na Granja Fama, pertencente ao Grupo Grão Dourado, e localizada em Senador Canedo. Os funcionários e a gerência da unidade manejam diretamente um plantel de 650 matrizes, mas o grupo possui, no total, três mil reprodutoras. “Em Senador Canedo, tratamos de limpeza e desinfecção dentro das unidades. Novamente, focamos nas questões básicas e procuramos aliar as informações técnicas com as tarefas rotineiras do dia a dia da granja. Assim, os cuidados necessários vão ganhar a importância devida”, esclarece Gladison Carioni. As instruções envolveram a qualidade da desinfecção, o monitoramento, o estabelecimento de um padrão para determinadas unidades, a quantidade de detergente e desinfetante usada e o volume de calda por metro quadrado.  “E para reforçar, ainda batemos nas questões da biosseguridade. Como controlar e evitar as doenças dentro do sistema de produção”, acrescenta Gladison.
O gestor da suinocultura do grupo Grão Dourado, Lúcio Laudares, considera muito satisfatórias as parceiras firmadas com empresas como a Farmabase, pois colocar a parte sanitária das granjas em ordem, com um programa de desinfecção, significa fazer uma poupança. “É não precisar apostar em alta dosagem de remédios para conseguir resultados. A grande vantagem do programa é a redução de custo lá na frente. A suinocultura muitas vezes não permite uma rentabilidade boa, existem os períodos de vacas magras. E gastar com desinfecção é investimento”, ratifica Lúcio Laudares. Ele também reforça que a palestra foi ótima e que conseguiu até uma nova ferramenta de gestão. “Consigo saber melhor o que está sendo feito dentro da granja neste setor. Tenho a metragem das áreas de produção e vou poder verificar o gasto com os materiais, conferindo de perto o que está sendo feito pelos integrantes das equipes”, comemora.

Fonte: Ass. Imprensa da Farmabase

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Fertilizantes nitrogenados e fosfatados seguem com preços pressionados

Conflito no Oriente Médio e custos elevados mantêm mercado ajustado e volátil, enquanto potássio apresenta maior estabilidade.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

O mercado de fertilizantes no Brasil e no mundo segue atento à escalada do conflito no Oriente Médio, que afeta principalmente nitrogenados e fosfatados, mantendo os preços pressionados. Por outro lado, os fertilizantes potássicos apresentam maior estabilidade, com preços sustentados e menor volatilidade no curto prazo, de acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA.

Nos últimos dias, os fertilizantes nitrogenados, como ureia e amônia, registraram forte volatilidade. A situação na região do Golfo Pérsico comprometeu parte da produção e logística desses produtos, elevando também os custos com frete, seguros e energia.

A interrupção parcial das exportações internacionais veio justamente antes do pico de demanda do Hemisfério Norte e do avanço do calendário de compras no Brasil. No país, a ureia subiu 40% em apenas duas semanas, chegando a USD 660 por tonelada CFR.

Analista do Itaú BBA apontam que, enquanto não houver maior clareza sobre a duração do conflito e a normalização dos fluxos logísticos globais, os preços devem se manter firmes e com ajustes frequentes.

Foto: Claudio Neves

O mercado de fosfatados também enfrenta tensão. A região do Oriente Médio é estratégica para o fornecimento global de enxofre, essencial na produção desses fertilizantes. No Brasil, os preços subiram 7% nas últimas duas semanas, atingindo US$ 795 por tonelada CFR. A oferta restrita e a incerteza geopolítica combinadas ao aumento do custo de energia sustentam os preços elevados, mesmo com a demanda agrícola crescendo de forma gradual.

Já o mercado de fertilizantes potássicos apresenta maior equilíbrio. Rússia e Belarus continuam fornecendo volumes relevantes ao mercado internacional, o que ajuda a manter os preços estáveis, apesar dos impactos do cenário geopolítico e dos custos logísticos. No curto prazo, a demanda deve crescer gradualmente, acompanhando o calendário de compras do Hemisfério Norte e a reposição de estoques no Brasil, com preços sustentados e menos flutuações.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
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Embrapa inaugura Unidade Mista de Pesquisa e Inovação em Mato Grosso

Psicultura e horticultura estarão entre as prioridades do trabalho.

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Foto: Divulgação/APS

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) vai inaugurou no último sábado (21) uma nova unidade em Nossa Senhora do Livramento, na Baixada Cuiabana, para impulsionar o desenvolvimento das comunidades rurais do Mato Grosso.

A Unidade Mista de Pesquisa e Inovação (Umipi) foi instalada em uma área da União onde funcionou a estação experimental de piscicultura da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer).

A Embrapa da Baixada Cuiabana atuará em pesquisa e transferência de tecnologia voltadas para uma região com características desafiadoras para a agropecuária, como as condições de solo, a baixa altitude e as altas temperaturas durante todo o ano.

Segurança alimentar

O foco será em atividades como fruticultura, mandiocultura, piscicultura e horticultura, além de sistemas produtivos agroflorestais e da integração lavoura-pecuária-floresta.

A chefe-geral da Embrapa Agrossilvipastoril, Laurimar Vendrusculo, explica que essa unidade vai auxiliar uma população que corresponde a 30% do Mato Grosso, em uma região habitada por comunidades quilombolas e indígenas. Com a atuação, espera-se um aumento da produção local de hortifrutis e piscicultura para prover segurança alimentar.

“A Baixada Cuiabana abarca cidades com IDH (índice de desenvolvimento humano) muito baixo. Estimular as Pancs [plantas alimentícias não convencionais] e hortas comunitárias é o nosso objetivo no sentido de capacitar nossos produtores e fortalecer as cooperativas”, disse.

Fonte: Agência Brasil
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Mapeamento revela expansão geográfica das startups agropecuárias

Levantamento do Radar Agtech Brasil aponta crescimento proporcional das agtechs no Norte, Nordeste e Centro-Oeste, mostrando expansão além das regiões Sudeste e Sul.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

O crescimento no número de empresas emergentes de base tecnológica no setor agropecuário desacelera e a concentração geográfica começa a diminuir com o avanço em regiões importantes da produção. Essas são algumas das conclusões da sexta edição do Radar Agtech Brasil. O levantamento feito pela Embrapa, SP Ventures e Homo Ludens referente ao ano de 2025 retrata o ecossistema de inovação no agro, com foco em ambientes de inovação, startups e investidores.

Os dados mostram que o Sul ultrapassou o Sudeste, tornando-se a região com maior número de ambientes de inovação. Dos 390 ambientes mapeados no País, 37,18% estão no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, e 32,82% em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

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Fotos: Shutterstock

O destaque é o Rio Grande do Sul, com um aumento expressivo no número de incubadoras. De acordo com o coordenador do Radar Agtech e analista da Embrapa Aurélio Favarin, os dados mostram uma clara atuação do governo estadual em incentivo à inovação. “Incubadoras trabalham na fase inicial do processo de inovação. Faz sentido que um estado, pensando no desenvolvimento de um ecossistema, comece pelas incubadoras. A maior parte está vinculada às universidades estaduais. Há um planejamento para isso, para criar condições para que as startups iniciem”, analisa Favarin.

A Região Sudeste possui maior número de hubs, aceleradoras e ecossistemas com governança, o que mostra uma fase mais avançada de maturidade em relação à Região Sul. Enquanto uma está focada na aceleração e no desenvolvimento de negócios, a outra enfoca as etapas iniciais da formação das startups.

Desaceleração e maturidade

Em relação ao número, o levantamento contabilizou 2.075 agtechs em 2025 no Brasil, 5% a mais do que no ano anterior. O número indica uma desaceleração no crescimento quando comparada com a série histórica iniciada em 2019. De acordo com os autores do levantamento, o crescimento moderado indica maior maturidade do ecossistema e consolidação de modelos de negócio.

“Entre 2019 e 2021 houve um boom de ambientes de inovação e fundos de investimento, o que contribuiu para um grande aumento na quantidade de agtechs. Com o tempo essas iniciativas vão se acomodando, com permanência daquelas mais bem estruturadas. O ecossistema continua relevante, mas com um crescimento menos expressivo. É um comportamento esperado e que mostra a maturidade do ecossistema de inovação”, analisa o pesquisador da Embrapa Vitor Mondo.

As regiões Sudeste e Sul concentram 79% das agtechs, com 55,2% e 23,7%, respectivamente. Porém, os dados mostram que, apesar da concentração histórica, há crescimento proporcional das agtechs nas Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, em uma gradual expansão geográfica do ecossistema, aproximando-se de áreas importantes para a produção agropecuária. Em 2019, as Regiões Norte e Nordeste juntas tinham apenas 5% das agtechs. Atualmente a Região Norte tem 7,6% e a Nordeste 6,5%. A Região Centro-Oeste tem 7,1%.

De acordo com os dados, em 2025 o estado do Amazonas conta com 17 agtechs, Goiás com 15 e Mato Grosso com 14. Minas Gerais e Rondônia, que respectivamente dispõem de 13, foram os estados que mais ganharam agtechs. Registraram redução no número de agtechs Rio Grande do Sul (menos 27), Tocantins e Distrito Federal (menos 7) e São Paulo (menos 6).

“Essa tendência ocorre ao mesmo tempo em que cresce a proporção das agtechs atuando dentro das fazendas. Isso é um sinal positivo, de que as empresas estão em um nível de maturidade no qual já conseguem acessar diretamente o produtor rural”, avalia Mondo.

Áreas de atuação

As agtechs brasileiras estão predominantemente nos segmentos dentro da fazenda (41,1%) e depois da fazenda (40,5%). A categoria “Alimentos inovadores e novas tendências alimentares” lidera o ranking das áreas de atuação, com 15% das agtechs. “Sistemas de gestão da propriedade rural” vem em segundo lugar com 8%, e “Plataformas integradoras de sistemas, soluções e dados” aparece em terceiro com 7,5% das startups analisadas.

A inteligência artificial é amplamente disseminada entre as agtechs — 83% das empresas utilizam IA em seus processos ou produtos, e 35% delas têm a IA como núcleo da proposta de valor. “Esse dado sinaliza que a tecnologia digital deixou de ser diferencial pontual e passou a constituir camada estrutural do modelo de negócio”, afirma Aurélio Favarin.

Inovação aberta

Além de trazer os dados do levantamento sobre os ambientes de inovação, agtechs e investidores, o Radar Agtech Brasil elenca casos de inovação aberta no setor agropecuário com atuação da Embrapa e uma experiência no Espírito Santo como exemplo de ação do poder público no incentivo local à inovação.

Neste ano, pela primeira vez, a versão em inglês será lançada junto à edição em português. Outra novidade é a disponibilização do conteúdo também em espanhol.

Todo o material pode ser acessado gratuitamente em radaragtech.com.br/

Fonte: Assessoria Embrapa Agricultura Digital
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