Suínos
Suínos de Guarapuava para o eixo Rio-São Paulo
O clima quente na maior parte do ano, aliado à produção de milho e soja, favorecem a atividade suinícola na região
O Oeste do Paraná responde por mais de 63% da suinocultura do Estado, com movimento de R$ 2,8 bilhões no Valor Bruto da Produção (VBP) em 2015. O clima quente na maior parte do ano, aliado à produção de milho e soja, favorecem a atividade suinícola na região. Mas, mesmo em regiões tradicionalmente mais frias, que ampliam os desafios para a atividade suinícola, o desempenho tem aumentado. Em Guarapuava, no Centro-Sul, as temperaturas baixas não desanimaram os empresários do Grupo Leh’5, que apostam na atividade para agregar valor ao plantio de soja e milho, além de trigo, cevada e aveia. Em 22 anos, passaram de uma para 15 granjas, com produção anual que chega a 7,5 mil toneladas, toda destinada para o consumo no eixo Rio-São Paulo.
O médico veterinário Thiago Wrege, gerente de Produção de Suínos do grupo, recebeu a Reportagem de O Presente Rural na Fazenda Noricum, onde está uma das granjas de ciclo completo do grupo. Ele explica que os animais são abatidos com peso cerca de 20% menor que suínos dos sistemas convencionais de integração para agradar o seu mercado consumidor. “Criamos os suínos até a fase de abate, quando ele está com o peso entre 97 e cem quilos. É um pouco menor do que os suínos tradicionais porque a carne é destinada para o eixo Rio-São Paulo. O padrão de consumo desses consumidores é por um suíno mais enxuto e menor”, afirma. Os animais são vendidos vivos para o abate.
De acordo com Wrege, as fazendas do grupo na região de Guarapuava contam com 2,7 mil matrizes, que produzem 6,5 mil suínos por mês, o que representa algo em torno de 630 toneladas. Os 250 hectares de milho plantados na safra de verão são suficientes para 1/3 do ano. “O milho representa 65% do volume das rações. Colhemos cerca de 3,3 mil toneladas, suficientes para quatro meses. O restante a gente compra de fora”, conta o médico veterinário. As rações são produzidas na sede do grupo e distribuídas para outras propriedades.
Pré-Creche
São 15 unidades de produção de suínos, algumas de ciclo completo, incluindo a fase de pré-creche, que não é necessária em regiões mais quentes. Na pré-creche, os animais ficam em um local com piso e ambiente aquecidos, teto rebaixado e densidade maior para não sofrer estresse térmico (frio) e perder desempenho. Para o gerente de Produção, o frio é um problema, mas que pode ser resolvido com manejo adequado, sem prejuízos zootécnicos e econômicos para a propriedade.
“Na nossa região, precisamos dividir a creche em duas. Na pré-creche, o animal fica dos 21 aos 42 dias de vida. Nesse espaço, a densidade é maior para que o calor do próprio animal os mantenha aquecidos. São cinco suínos por metro quadrado, enquanto na creche essa densidade é de três suínos por metro quadrado. Além disso, ambiente e pisos são aquecidos e temos o teto rebaixado. Temos um inverno muito longo e por isso temos que fazer esse manejo para evitar o estresse térmico”, revela Wrege.
Granjas-Núcleo
Até o fim de 2015, o grupo adquiria leitoas ou avós, mas investiu em duas granjas-núcleo para controlar sua própria genética. “Em novembro de 2015 o grupo adquiriu dois núcleos, um com 300 e outra com 200 matrizes. Agora também produzimos avós para a venda e machos para as centrais de inseminação. O custo de introdução de uma leitoa ficou bem menor, o que viabilizou economicamente o investimento”, comenta Wrege.
Mais informações você encontra no Anuário do Agronegócio Paranaense de 2016.
Fonte: O Presente Rural

Suínos
Dia do Suinocultor celebra protagonismo de quem impulsiona setor de R$ 63,1 bilhões
Com 5,6 milhões de toneladas produzidas e US$ 3,6 bilhões em exportações, cadeia reforça a importância dos produtores para a competitividade da proteína animal brasileira.

Celebrado nesta sexta-feira (24), o Dia Nacional do Suinocultor destaca o protagonismo dos produtores que, diariamente, sustentam a evolução de uma das cadeias mais competitivas do agronegócio brasileiro.
Em 2025, a produção brasileira de carne suína alcançou 5,592 milhões de toneladas, consolidando o país como o quarto maior produtor mundial. O Valor Bruto da Produção (VBP) do setor chegou a R$ 63,1 bilhões, movimentando economias regionais, gerando renda e impulsionando uma ampla cadeia formada por produtores de grãos, empresas de genética, nutrição e saúde animal, transportadores, cooperativas, agroindústrias e outros segmentos.

Foto: Shutterstock
A presença internacional também ganhou força. No ano passado, o Brasil exportou 1,510 milhão de toneladas de carne suína para 94 países, gerando receita cambial de US$ 3,6 bilhões. Com esse desempenho, o país manteve-se como o terceiro maior exportador mundial. Do total produzido, 27,01% foi destinado ao mercado externo.
Ao mesmo tempo, o mercado brasileiro permaneceu como o principal destino da produção nacional. O consumo per capita atingiu 19,1 quilos por habitante em 2025, refletindo a crescente presença da carne suína na mesa dos brasileiros e a ampliação da variedade de cortes e produtos disponíveis no varejo e na alimentação fora do lar.
Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), esses resultados começam dentro das propriedades rurais. São os suinocultores que transformam avanços em genética, nutrição, manejo, sanidade, biosseguridade, bem-estar animal e sustentabilidade em ganhos efetivos de produtividade, qualidade e segurança dos alimentos. “Cada tonelada

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “Cada tonelada produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor” – Foto: Mario Castello
produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor. É dentro das granjas que os compromissos do setor com a sanidade, a eficiência, a qualidade e a sustentabilidade se transformam em prática. O suinocultor é o grande protagonista de uma cadeia que gera desenvolvimento para o Brasil e ajuda a garantir segurança alimentar para consumidores brasileiros e de dezenas de países”, destaca Ricardo Santin, presidente da ABPA.
Presentes em diferentes modelos de produção, sejam integrados, cooperados ou independentes, os suinocultores também desempenham papel decisivo na geração de oportunidades no interior do país. A atividade fortalece municípios, mantém renda nas comunidades e estimula investimentos em tecnologia, infraestrutura e qualificação profissional. “A competitividade da suinocultura brasileira não foi construída por acaso. Ela é resultado da capacidade de adaptação, do investimento e da dedicação de milhares de produtores. Celebrar o Dia do Suinocultor é reconhecer quem está na base de um setor que movimenta bilhões, abastece o mercado interno e leva a qualidade da proteína animal brasileira para o mundo”, conclui Santin.
Suínos
Mercado integrado paga mais pelo suíno vivo que o independente em julho
Cepea registra movimento atípico em algumas regiões do Sul, onde a elevada oferta e a demanda enfraquecida pressionam as cotações do mercado spot.
Suínos
Rentabilidade da suinocultura preocupa produtores de Mato Grosso
Apesar do avanço da produção e das exportações brasileiras, preços em queda e margens apertadas desafiam o setor no Estado.





