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Suinocultura top manda boas notícias de Brasília

Granja Miunça, no Distrito Federal, completa 30 anos como uma das mais modernas e exemplares fazendas suinícolas do Brasil

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Era 6 de setembro de 1987. A Assembleia Constituinte liderada por Ulysses Guimarães estava criando a nova Constituição brasileira, enquanto o jovem presidente José Sarney se preparava para o desfile cívico programado para o dia seguinte. O Brasil vivia uma crise econômica e a inflação deteriorava o salário do trabalhador. Em meio a esse cenário turbulento, em 6 de setembro de 1987 uma porca paria seus primeiros filhotes, e o Distrito Federal via nascer o que, 30 anos mais tarde, se tornaria uma das mais modernas e exemplares granjas suinícolas do Brasil. Só mesmo o agronegócio para trazer boas notícias de Brasília.

Uma palavra define essas três décadas de história: tecnologia. O produtor Rubens Valentini usou todo seu conhecimento de engenheiro agrônomo PhD e professor da Universidade de São Paulo (USP) para conceber a Granja Miunça, uma das mais eficientes do Brasil. Foi precursor no país ao usar sistemas eletrônicos de alimentação em baias de gestação coletiva, em 2010.

“Completei trinta anos de suinocultura. O primeiro parto foi em 6 de setembro de 1987. São muitos anos, muitas fases diferentes. Acompanhei a tecnologia da suinocultura até onde foi possível, com variações de manejo, coisas que viraram moda, depois caíram de moda, depois vieram outra vez. É uma vida muito rica nessa atividade”, conta o produtor. “Eu sempre gostei muito de tecnologia porque eu acredito que acompanhar o desenvolvimento da tecnologia é uma forma de garantir a sustentabilidade econômica do negócio. Se você entra em um negócio e se amarra em uma tecnologia que fica pra trás, você acaba tendo menos produtividade do que aqueles que entraram depois ou se atualizaram. A atualização foi algo que sempre me atraiu muito e faço isso até hoje”, conta Valentini.

Pioneirismo

Em 2010, parte das quatro mil fêmeas suínas deixou as gaiolas para passar o período de gestação em baias coletivas. O modelo na época inédito no Brasil garante bem-estar às porcas, que podem expressar seus comportamentos naturais e mantém ou até melhoram os índices de produtividade. “Sempre acreditei que a gestação coletiva fosse a melhor alternativa. Havia muito medo de abortos, mas de fato o sistema se mostrou eficiente, mantendo ou até melhorando os índices de produtividade das porcas.

Hoje, de acordo com Valentini, a média é de 32 leitões/porca/ano, mas ele garante que os leitões deixam a creche com mais qualidade de carcaça e peso. “Não adianta você só observar o número de desmamados por fêmea, tem que analisar o peso desmamado. E nisso a nossa granja é muito eficiente”, pontua. “Eu introduzi a gestação coletiva com controle eletrônico de alimentação no Brasil. Sempre achei que seria melhor em diversas frentes. Não seria pior em índices de produtividade, o que de fato se comprovou com uma pesquisa feita na granja, e traz uma série de outras possibilidades que você não consegue com a alimentação convencional, como o controle individual da nutrição do animal e o acompanhamento das necessidades dele ao longo do período de gestação, importantes para uma boa leitegada, seja em número, peso ou qualidade dos leitões”, amplia.

Por isso, “seguimos a nutrição para cada porca, com os requerimentos nutricionais diferentes nas fases inicial, intermediária e final da gestação. “Nós podemos fazer alterações gradualmente, adicionando itens que são necessários em períodos diferentes da gestação. Quando no final da gestação aumenta o requerimento de lisina, sem necessariamente ter que aumentar o requerimento calórico ou proteico, a gente adiciona lisina e os componentes que a acompanham na forma específica para cada animal”, exemplifica. “Isso altera para melhor a qualidade dos leitões”, amplia.

Leitões na saída da creche vão superar 30 quilos, diz produtor

Valentini tem uma meta ousada com a nova tecnologia que está implementando na granja. A nova atualização é um sistema de alimentação que permite individualizar a ração por cocho dos animais, baseada nas necessidades de cada grupo. Com uma balança de precisão pesando quantidades próximas a 10 gramas, explica, ele pode formular dietas precisas, incluindo aditivos específicos para cada fase da criação. O sistema Spotmix, de alimentação multiface sem resíduos, é o primeiro a ser instalado no Brasil, e promete auxiliar na conversão alimentar e ganho de peso diário. “Hoje os leitões da creche saem com 22-23 quilos. Vamos produzir leitões com 30 quilos ou mais, no mesmo período de tempo”, sustenta.

“Estou instalando um equipamento de alimentação de leitões que me permite formular a ração ideal por cocho. São 96 cochos que podem receber diferentes rações, tudo administração por um computador. Essa ração vai do misturador ao cocho por meio pneumático, em fase seca, mantendo as linhas secas e limpas, e na descida para o cocho você pode adicionar a quantidade de água que quiser. Posso dar ração seca, úmida ou líquida. Isso nos dá uma flexibilidade fantástica, porque você pode oferecer a dieta diversas vezes por dia, estimulando os animais a comer, além de oferecer uma ração sempre fresca, que é muito importante”, destaca.

O sistema, de acordo com o produtor do Distrito Federal, vai melhorar em cerca de 30% o desempenho de ganho de peso na fase de creche. “A alimentação líquida muda dramaticamente o peso de saída de creche. Melhora o ganho de peso e a conversão alimentar. Esperamos produzir leitões com 30 quilos ou mais na saída de creche, no mesmo de alojamento”.

“Mini box é retrocesso”, alerta Valentini

Uma das alternativas para o bem-estar animal que surge no mercado é a criação de matrizes em gestação coletiva, mas sem os modelos eletrônicos de alimentação, conhecidos como mini box, que não individualizam a alimentação. Com o fim da gestação em gaiolas proposto pelas grandes empresas do setor, essa alternativa tem sido ventilada por algumas integradoras, que pretendem migrar para o mini box para melhorar o bem-estar das matrizes. O produtor e professor da USP, Rubens Valentini, garante que esse método é ineficaz, gera muita mão de obra e competição e brigas entre as fêmeas.

Algumas integradoras estão tentando usar o mini box em substituição aos sistemas eletrônicos, mas isso é um retrocesso. As empresas integradoras que optarem por isso estarão fazendo uma tremenda sacanagem com o produtor, porque vão limitar os resultados produtivos e vão impor um volume de mão de obra brutal para o resto da vida útil dessa granja. Há um tremendo custo operacional com o mini box”, dispara.

Ele garante que o bem-estar pretendido não é alcançado nesse sistema. “Além do mais, na medida em que você não alimenta adequadamente sua matriz, na medida que tem competição entre animais, que tem muita mordida de vulva, machucados, você está reduzindo o nível de bem-estar, você está perdendo o real sentido do bem-estar”, amplia. De acordo com o produtor e pesquisador, como a alimentação é coletiva, há muitos problemas sociais, algumas porcas podem comer em excesso, enquanto outras têm dificuldades em acessar o alimento, por exemplo.

2017 e 2018

O ano poderia ser melhor, não fosse, na opinião de Valentini, “a desastrosa Operação Carne Fraca”. “Perdemos 30% do preço em dez dias e demoramos 90 para voltar ao normal. O lado bom de 2017 é que o milho, que estava muito caro, melhorou (o preço). Isso facilitou para o suinocultor”, diz.

Para o próximo ano, Valentini demonstra preocupação com a produção de milho, principal insumo da alimentação dos suínos. “Estou muito confiante em 2018, embora eu acho que vai ter alguma dificuldade de oferta de milho. O cenário está pintando que vai se produzir menos milho no ano que vem”, pontua. “Mesmo assim, estou esperançoso porque estaremos com a produção em cima de uma nova tecnologia. Nos anos de 2016 e 2017 fizemos mudanças e adaptações. Vamos entrar prontos em 2018”, cita Valentini.

Tecnologia não adianta sem mão de obra qualificada

Porque depois de séculos as porcas foram colocadas em gaiolas? Questiona Valentini. Segundo ele, à época esse sistema foi criado para dar mais segurança a animais e trabalhadores e otimizar o espaço das fazendas. “Antes de 1970 a suinocultura era a pasto e dentro dos galpões. Depois, começou a ser produzido com as gaiolas. Em meados dessa década, o uso se generalizou. As razões da época para adoção de gaiolas de gestação tinham como base maior controle de alimentação das porcas gestantes e melhor utilização do espaço dos barracões. Com a redução da mobilidade haveria menor consumo de ração, além de reduzir o estresse social. As gaiolas também protegiam os operadores e permitem uma coleta mais fácil dos excrementos na parte de trás”, explica. Era quase tudo manual.

As novas tecnologias, destaca, dependem de pessoal qualificado para serem implementadas com sucesso. De acordo com ele, falhas na implantação de sistemas eletrônicos de alimentação causaram dúvidas ao produtor brasileiro sobre a eficiência desse modelo. “A mudança para a adoção de eletrônica para garantir eficiência em nutrição individual teve uma tradicional resistência. O sucesso na granja Muinça gerou curiosidade. Como a pressão mercadológica pela gestação coletiva induziu as grandes empresas a assumir compromissos públicos, como BRF, JBS e Aurora, isso obviamente gerou um movimento comercial importante. Porém, houve um descuido muito grande, com projetos ruins, falta de observação de parâmetros, sem o devido treinamento dos promotores desse sistema e dos usuários do sistema. Por isso, projetos foram abandonados, falharam, e isso gerou dúvidas sobre as estações de tratamento. O sistema exige pessoal qualificado, as máquinas exigem conhecimento técnico operacional”, pontua.

De acordo com ele, sistemas modernos atraem profissionais mais qualificados. “Desde quando implantei a gestação coletiva com alimentação eletrônica não tive mais problemas com mão de obra. Temos um plano de carreira eles são treinados para operar toda a granja”, acrescenta o produtor rural. Enfim, uma boa notícia de Brasília.

Mais informações você encontra na edição de Nutrição e Saúde Animal de novembro/dezembro de 2017 ou online.

Fonte: O Presente Rural

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Suínos

Dia do Suinocultor celebra protagonismo de quem impulsiona setor de R$ 63,1 bilhões

Com 5,6 milhões de toneladas produzidas e US$ 3,6 bilhões em exportações, cadeia reforça a importância dos produtores para a competitividade da proteína animal brasileira.

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Foto: Divulgação

Celebrado nesta sexta-feira (24), o Dia Nacional do Suinocultor destaca o protagonismo dos produtores que, diariamente, sustentam a evolução de uma das cadeias mais competitivas do agronegócio brasileiro.

Em 2025, a produção brasileira de carne suína alcançou 5,592 milhões de toneladas, consolidando o país como o quarto maior produtor mundial. O Valor Bruto da Produção (VBP) do setor chegou a R$ 63,1 bilhões, movimentando economias regionais, gerando renda e impulsionando uma ampla cadeia formada por produtores de grãos, empresas de genética, nutrição e saúde animal, transportadores, cooperativas, agroindústrias e outros segmentos.

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A presença internacional também ganhou força. No ano passado, o Brasil exportou 1,510 milhão de toneladas de carne suína para 94 países, gerando receita cambial de US$ 3,6 bilhões. Com esse desempenho, o país manteve-se como o terceiro maior exportador mundial. Do total produzido, 27,01% foi destinado ao mercado externo.

Ao mesmo tempo, o mercado brasileiro permaneceu como o principal destino da produção nacional. O consumo per capita atingiu 19,1 quilos por habitante em 2025, refletindo a crescente presença da carne suína na mesa dos brasileiros e a ampliação da variedade de cortes e produtos disponíveis no varejo e na alimentação fora do lar.

Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), esses resultados começam dentro das propriedades rurais. São os suinocultores que transformam avanços em genética, nutrição, manejo, sanidade, biosseguridade, bem-estar animal e sustentabilidade em ganhos efetivos de produtividade, qualidade e segurança dos alimentos. “Cada tonelada

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “Cada tonelada produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor” – Foto: Mario Castello

produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor. É dentro das granjas que os compromissos do setor com a sanidade, a eficiência, a qualidade e a sustentabilidade se transformam em prática. O suinocultor é o grande protagonista de uma cadeia que gera desenvolvimento para o Brasil e ajuda a garantir segurança alimentar para consumidores brasileiros e de dezenas de países”, destaca Ricardo Santin, presidente da ABPA.

Presentes em diferentes modelos de produção, sejam integrados, cooperados ou independentes, os suinocultores também desempenham papel decisivo na geração de oportunidades no interior do país. A atividade fortalece municípios, mantém renda nas comunidades e estimula investimentos em tecnologia, infraestrutura e qualificação profissional. “A competitividade da suinocultura brasileira não foi construída por acaso. Ela é resultado da capacidade de adaptação, do investimento e da dedicação de milhares de produtores. Celebrar o Dia do Suinocultor é reconhecer quem está na base de um setor que movimenta bilhões, abastece o mercado interno e leva a qualidade da proteína animal brasileira para o mundo”, conclui Santin.

Fonte: Assessoria ABPA
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Mercado integrado paga mais pelo suíno vivo que o independente em julho

Cepea registra movimento atípico em algumas regiões do Sul, onde a elevada oferta e a demanda enfraquecida pressionam as cotações do mercado spot.

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Os preços do suíno vivo no mercado integrado estão superiores aos praticados no mercado independente em algumas regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) neste mês de julho.

Segundo o Cepea, esse comportamento foge do padrão do setor, já que, normalmente, o mercado independente (spot) registra cotações mais elevadas devido aos maiores custos e riscos assumidos pelos produtores.

De acordo com os pesquisadores, essa inversão vem sendo observada ao longo de 2026 em algumas praças da Região Sul, com destaque para Braço do Norte (SC).

O Cepea atribui esse cenário às dificuldades enfrentadas pelo mercado independente, que segue pressionado pela elevada oferta de suínos e pela demanda enfraquecida. A combinação desses fatores tem mantido os preços em patamares baixos ao longo de todo o ano.

Fonte: O Presente Rural com Cepea
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Rentabilidade da suinocultura preocupa produtores de Mato Grosso

Apesar do avanço da produção e das exportações brasileiras, preços em queda e margens apertadas desafiam o setor no Estado.

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Foto: Divulgação/Acrismat

Apesar do crescimento da produção e dos recordes nas exportações brasileiras de carne suína, a rentabilidade dos produtores de Mato Grosso vive um dos momentos mais delicados dos últimos anos. A combinação entre preços em queda, custos de produção ainda elevados e dificuldades para ampliar o consumo interno foi um dos principais temas debatidos durante o 5º Simpósio da Suinocultura de Mato Grosso, realizado pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat).

Durante o evento, o superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), Cleiton Gauer,

Superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), Cleiton Gauer: “Mesmo com uma leve redução nos custos, principalmente do milho, esse alívio não chegou de forma suficiente ao produtor” – Foto: Divulgação/Acrismat

apresentou um panorama atualizado da cadeia produtiva e destacou que o Estado segue ampliando seu rebanho e sua produção. Entretanto, esse crescimento não tem se refletido na renda do produtor.

Segundo ele, após a virada do ano, os preços pagos pelo quilo do suíno apresentaram forte retração, reduzindo significativamente a margem da atividade. “Mesmo com uma leve redução nos custos, principalmente do milho, esse alívio não chegou de forma suficiente ao produtor. Hoje estamos observando alguns dos menores resultados econômicos da série histórica da suinocultura em Mato Grosso”, afirmou.

Gauer explicou que a situação é ainda mais preocupante para produtores que possuem financiamentos e investimentos em andamento, já que a redução da rentabilidade compromete a capacidade de cumprir esses compromissos. Outro ponto destacado foi o comportamento das exportações.

Embora o Brasil registre embarques recordes de carne suína, esse desempenho ainda não é suficiente para equilibrar

Pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Franco Muller Martins: “O setor enfrenta hoje preços reduzidos em relação aos custos de produção” – Foto: Divulgação/Acrismat

o mercado interno. “Quando analisamos Mato Grosso, apenas cerca de 15% da produção é destinada à exportação. Ou seja, a maior parte permanece no mercado interno, o que limita o impacto positivo das vendas externas sobre os preços recebidos pelos produtores”, explicou.

Gestão eficiente será decisiva

O pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Franco Muller Martins, reforçou que o cenário exige dos produtores uma gestão ainda mais eficiente das granjas. Durante sua palestra sobre custos de produção e perspectivas para 2027, ele apresentou a metodologia utilizada pela Embrapa para calcular os custos de produção em seis estados brasileiros, entre eles Mato Grosso, disponibilizando informações que servem de referência para produtores.

Segundo o pesquisador, embora o Brasil viva um excelente momento nas exportações, esse avanço não foi suficiente para garantir margens satisfatórias aos produtores. “O setor enfrenta hoje preços reduzidos em relação aos custos de produção. Isso exige que o produtor olhe cada vez mais para dentro da propriedade, buscando eficiência, redução de desperdícios e melhoria da gestão”, destacou.

Presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho: “A suinocultura vive um momento de grande evolução tecnológica, mas também de margens cada vez mais apertadas” – Foto: Divulgação/Acrismat

Para Martins, além do trabalho realizado dentro das granjas, será fundamental que toda a cadeia continue investindo em ações de estímulo ao consumo da carne suína. “A ampliação da demanda é um caminho importante para que, no médio prazo, o setor consiga recuperar melhores níveis de rentabilidade”, afirmou.

Além da economia, o pesquisador também abordou a importância da biosseguridade como fator estratégico para manter a competitividade da suinocultura brasileira, tema que também ganhou destaque durante o simpósio.

Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, a discussão sobre custos de produção, mercado e rentabilidade tornou-se indispensável diante do atual cenário da atividade. “A suinocultura vive um momento de grande evolução tecnológica, mas também de margens cada vez mais apertadas. Por isso, a Acrismat fez questão de reunir especialistas que apresentassem um diagnóstico econômico do setor e apontassem caminhos para que o produtor possa tomar decisões mais seguras. Conhecimento é uma ferramenta essencial para manter a atividade competitiva”, afirmou.

Segundo ele, um dos principais objetivos do 5º Simpósio da Suinocultura de Mato Grosso foi aproximar os produtores das informações técnicas e econômicas que impactam diretamente a rentabilidade das granjas, fortalecendo o setor para enfrentar os desafios dos próximos anos.

Fonte: Assessoria Acrismat
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