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Suinocultura: Representatividade, Responsabilidades e Euforismo

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Muitos me perguntam porque o discurso de manter o plantel de matrizes estável se há tantas notícias boas pra se comemorar com abertura de mercados e uma enorme perda de leitões em vários Países devido a epidemia de diarréia suína. Embora sei que a população não vai diminuir e que a melhora na renda seja investida em consumo de proteína animal, acredito que o mercado mundial está sobre uma instabilidade para os próximos anos. Quando falo em manutenção de plantel é sabendo que a capacidade ociosa que todo produtor teve devido a última crise já está praticamente superada, a produtividade em épocas boas melhora muito e ainda o peso de abate aumenta, aumentando significativamente o volume de carne ofertado ao mercado. 
 Tivemos na última semana uma notícia muito impactante no setor devido a liberação pela Rússia de mais 90 plantas frigoríficas para a exportação àquele País e isso está deixando o mercado bem otimista para o Brasil. O problema é o conteúdo da matéria que diz o seguinte: O governo russo anunciou nesta quinta-feira (7/8) embargo à importação de produtos agrícolas oriundos de países do Ocidente contrários à anexação da região ucraniana de Crimeia por Moscou. A restrição vale por um ano para os Estados Unidos, União Europeia, Canadá, Austrália e Noruega. Devido as críticas recebidas sobre este posicionamento, já estão pensando em diminuir este tempo de embargo. Dessa forma, se nós aumentarmos nosso plantel contando com esta notícia e em um ano eles voltarem o comércio novamente a estes Países, teremos com toda a certeza a volta de uma nova crise ao setor. Vale lembrar do embargo ocorrido em 2004, quando perdemos aquele mercado e a crise assolou a suinocultura excluindo inúmeros produtores da atividade.
 O problema todo destes altos e baixos é a falta de credibilidade que os produtores tem nas entidades que defendem seus interesses, pois, quando o momento é promissor como agora é cada um por si e todos estão só pensando em ampliar para recuperar os prejuízos o quanto antes e não atendem as orientações destas entidades. Nas dificuldades de crises a realidade é outra, jogam a responsabilidade de resolver o problema nestas entidades e querem que a varinha mágica faça "plim" e tudo será resolvido. Vejo que agora é o grande momento de colocarmos em prática o projeto de lei dos contratos de integração que regulamenta a interação entre produtor e empresa, pressionando também para que seja oficializado o preço mínimo para o suíno, buscado incansavelmente na crise e sem sucesso até agora. Ao conseguirmos esses dois pleitos podemos sim aumentar nossos plantéis, pois, os mesmos serão feitos com garantia de lucros para a nossa atividade, pela responsabilidade do governo e indústrias com o controle da produção e garantia de mercado.
 Precisamos cada vez mais profissionalizar nossa gestão na propriedade, mas temos que ter profissionalismo nas nossas ações e agir com o cérebro e não com o bolso. Um grande professor disse em uma grave crise que o dinheiro acabou, agora precisamos usar o cérebro, mas eu digo "o dinheiro está chegando, precisamos usar o cérebro", automatizando as instalações e colocando mais qualidade de vida dentro de casa, valorizando quem trabalha arduamente 12 horas por dia. Gostaria que todos repensassem um pouco sobre a crise passada, suas reações ao ver seu capital se esvaindo e não tendo perspectivas de melhora, agarravam-se nas entidades e agora ignoram seus conselhos. Lembrem-se que a próxima crise virá e que se não estiverem junto nas entidades, estas poderão estar fragilizadas e não poder fazer a diferença como foi feito nesta crise passada, onde a qualquer hora as portas do governo estavam abertas para nos receber e colocar em prática os nossos pedidos para amenizar a crise. Pensem nisso, afinal, o mundo é redondo e ninguém sabe o que poderá acontecer na próxima volta.
 
Fonte: Por Losivanio Luiz de Lorenzi – Presidente da ACCS 

Fonte: Ass. Imprensa da ACCS

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Novo marco do trabalho rural propõe mudanças nas regras do campo

Projeto atualiza legislação, unifica normas e traz novas formas de contratação no setor.

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Foto: Jonathan Campos/AEN

A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado aprovou, na quarta-feira (25), o relatório do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) ao Projeto de Lei 4.812/2025, de autoria da senadora Margareth Buzetti (PP-MT), que estabelece um novo marco legal para o trabalho rural no país.

Ambos os parlamentares integram a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que tem atuado em pautas relacionadas à modernização do setor.

A proposta, entre outros pontos, revoga a legislação vigente desde 1973 e consolida, em um único texto, normas hoje dispersas sobre as relações de trabalho no campo. O projeto tem 221 artigos e trata de temas como contratos, jornada, saúde e segurança, negociação coletiva e fiscalização.

Autora da proposta, Buzetti afirma que o objetivo é atualizar a legislação. “A ideia é adequar as regras à realidade atual do campo, que hoje envolve tecnologia, novos modelos de produção e outras formas de contratação”, disse.

O texto também cria a Política Nacional de Qualificação, Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade no Trabalho Rural, com previsão de ações de capacitação e incentivo à adoção de tecnologias no setor.

Zequinha Marinho: “Há pontos do texto original que não refletem a dinâmica do trabalho rural e precisavam de ajustes para garantir aplicabilidade”

Relator da matéria, Zequinha Marinho destacou que o seu parecer aperfeiçoa a proposta para garantir sua aplicação prática no campo. “Há pontos do texto original que não refletem a dinâmica do trabalho rural e precisavam de ajustes para garantir aplicabilidade”, afirmou.

Entre as mudanças, o parecer retira ou modifica dispositivos considerados de difícil execução no campo, como regras sobre teletrabalho e exigências administrativas em ambientes com limitações logísticas. Zequinha também questiona a previsão de indenização ao fim de contratos de safra, por considerá-la incompatível com a natureza temporária desse tipo de vínculo.

O projeto prevê ainda a criação de instrumentos como um programa de gerenciamento de riscos no trabalho rural e comissões internas de prevenção de acidentes e assédio, além de regulamentar modalidades de contratação, como trabalho intermitente, temporário e por safra.

A proposta segue agora para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) da Casa, onde terá decisão terminativa. Se aprovada, poderá ser encaminhada diretamente à Câmara dos Deputados.

Fonte: Assessoria FPA
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Meio-Oeste catarinense registra produtividade média de 204 sacas de milho por hectare

Levantamento preliminar aponta município de Irani como destaque da região, com 234 sacas por hectare, enquanto Epagri reforça acompanhamento técnico em 63 lavouras para orientar manejo e políticas públicas.

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Fotos: Epagri

O Meio-Oeste catarinense caminha para uma safra de milho com produtividade elevada. Levantamento preliminar do Giro da Safra 2025/26 aponta rendimento médio de 204,1 sacas por hectare, com destaque para o município de Irani, que registrou a maior produtividade da região, com 234 sacas por hectare. Até o momento, foram avaliadas 63 lavouras, de um total previsto de 82 propriedades rurais na região.

Os números foram apresentados na última etapa da 3ª edição do Giro da Safra, realizada em Campos Novos na última quarta-feira (25). Durante o evento, foram apresentados os resultados parciais das coletas realizadas na região. Na sequência, o público acompanhou a palestra do pesquisador Joanei Cechin, da Estação Experimental da Epagri de Campos Novos, que falou sobre a cultura do milho e o manejo de plantas resistentes.

A iniciativa é conduzida pela Epagri/Cepa, em parceria com o Sicoob, e tem como objetivo reunir informações técnicas de campo sobre a condução das lavouras e a produtividade. Esses dados servem de base para a tomada de decisão dos produtores e para o planejamento de ações estratégicas voltadas ao desenvolvimento do agronegócio em Santa Catarina.

Além de Irani, outros municípios apresentaram desempenho acima da média regional. Joaçaba alcançou 220 sc/ha, Concórdia ficou com 218 sc/ha, Campos Novos atingiu 215 sc/ha, Luzerna somou 214 sc/ha e Ibicaré registrou 213 sc/ha. Entre os demais municípios avaliados, as produtividades médias foram de 203 sc/ha em Jaborá, 201 sc/ha em Fraiburgo, 199 sc/ha em Tangará, 196 sc/ha em Ouro, 190 sc/ha em Abdon Batista, 187 sc/ha em Lacerdópolis, 182 sc/ha em Caçador, e 177 sc/ha em Seara e Erval Velho.

A Epagri mantém atuação próxima ao produtor rural e reforça o papel do conhecimento técnico no fortalecimento da agricultura do Meio-Oeste catarinense. “Esses dados refletem o acompanhamento técnico em campo, com avaliação direta das lavouras, o que garante uma leitura mais realista da safra. O Giro da Safra cumpre papel estratégico ao transformar informação técnica em decisão, auxiliando o produtor no ajuste de manejo, orientando o crédito rural e subsidiando políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do agronegócio regional”, enfatiza o presidente da Epagri, Dirceu Leite.

Acompanhamento técnico do milho

Foto: Epagri

O Giro da Safra é uma das principais ferramentas de acompanhamento técnico da produção de milho em Santa Catarina. A primeira etapa ocorreu em fevereiro, em São Miguel do Oeste, e já indicou que a produtividade média regional deve superar 200 sacas por hectare, com resultados expressivos também em municípios do Extremo-Oeste.

Durante as visitas, as equipes técnicas da Epagri avaliaram as lavouras in loco e encaminharam as amostras para a Estação Experimental de Campos Novos, onde ocorreu o processamento e análises detalhadas. O levantamento incluiu indicadores como umidade e quantidade de grãos, além de informações sobre condução das lavouras, manejo do solo, compactação, plantabilidade e cultivares utilizadas.

Ao longo da 3ª edição do Giro da Safra, as equipes percorreram 169 propriedades rurais em 26 municípios do Extremo-Oeste e Meio-Oeste catarinense. Foram coletados dados precisos diretamente no campo, em mais de 160 propriedades em 26 municípios, avaliando produtividade, condução das lavouras e fatores que impactam o rendimento. Essas informações permitem ter um retrato confiável da safra, orientar produtores, apoiar decisões de mercado e subsidiar políticas públicas.

Fonte: Assessoria Epagri
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Frimesa apresenta rebranding e evolução da marca em coletiva de imprensa em Medianeira

Iniciativa marca uma atualização institucional da Frimesa, alinhando comunicação, propósito e posicionamento no mercado.

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Foto: Divulgação/Frimesa

A Frimesa realiza nesta sexta-feira (27) uma coletiva de imprensa para apresentar seu projeto de rebranding e a evolução da marca institucional. O encontro ocorre às 15h45, na sede da cooperativa, em Medianeira.

A apresentação será conduzida pela diretoria da cooperativa, que detalhará as mudanças na identidade visual e os direcionamentos estratégicos associados ao reposicionamento da marca. A iniciativa marca uma atualização institucional da Frimesa, alinhando comunicação, propósito e posicionamento no mercado.

Após a exposição técnica, o presidente executivo Elias José Zydek atenderá os veículos de imprensa para entrevistas individuais.

Fonte: O Presente Rural
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