Notícias Organizado pela APCS
Suinocultura que os suinocultores ou que o consumidor deseja é tema de workshop
Workshop desta edição terá como tema “A suinocultura que nós queremos! Ou a que o consumidor deseja?”

A Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS) realiza no dia 27 de setembro, uma sexta-feira, mais um de seus workshops. Nesta edição o tema será “A suinocultura que nós queremos! Ou a que o consumidor deseja?”. A atividade acontece no Hotel Premium, em Campinas, SP, e conta com o apoio da Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS), do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (FNDS) e do Sebrae. As inscrições devem ser realizadas no site da APCS até o dia 23 de setembro.
O workshop inicia às 08h com a recepção dos participantes. Às 09h começa a palestra “a dieta do suíno sem milho. É possível?” com o zootecnista e consultor técnico da BASF, Rodrigo Messias. Às 09h50 é a vez da médica veterinária e supervisora técnica da Orion Nutrição Animal, Nury Garcia, que falará sobre “Custo de produção. Onde reduzir e como?”.
O próximo a falar, às 10h40, é o médico veterinário e sócio da Integrall, Iuri Pinheiro Machado, que palestrará sobre “Reavaliando a profissionalização da suinocultura: o caminho da sobrevivência e perpetuação do negócio”. Ao final das palestras, haverá um debate entre palestrantes e participantes.
Ao meio dia, os participantes apreciarão um almoço à base de carne suína. E no período da tarde acontecerá um bate-papo restrito aos proprietário e gerentes de granjas. Neste momento será feita a apresentação do manual de boas práticas de fabricação e do manual de boas práticas de seguridade.

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Projeto de educação no agro com IA é lançado para formar nova geração de líderes no setor
Iniciativa quer transformar um gargalo de gestão e formação em plataforma disruptiva de negócios e educação para o agro brasileiro.

O agronegócio brasileiro opera com escala global, elevada produtividade e domínio técnico. Ainda assim, enfrenta um entrave menos visível dentro de muitas propriedades e empresas: a capacidade de quem lidera o setor de incorporar novas práticas de gestão, tecnologia e inteligência artificial na tomada de decisão.
A partir dessa leitura surgiu o Agro Fora da Caixa, iniciativa concebida para funcionar como um hub de educação e negócios voltado à modernização da gestão no campo. A proposta mira profissionais, sucessores e herdeiros do agro interessados em transformar conhecimento tecnológico em prática operacional.
O projeto já começou a estruturar ações concretas. Uma delas é o curso IA no Agro – do preparo de solo à colheita, ministrado pelo consultor e produtor rural Fábio Kinsch, conhecido pela aplicação de tecnologia na produção rural. A capacitação reúne participantes interessados em inserir a inteligência artificial na rotina das propriedades.

Foto: Shutterstock
Outra frente foi a 4ª edição do evento Mulheres em Todas as Suas Versões, realizado no dia 16 de abril pela Agropatys, coletivo feminino de Goiás que atua na promoção e inovação no agro. No encontro, o Agro Fora da Caixa apresenta casos práticos de uso de IA no campo e promove conexões com o público presente.
A principal iniciativa do projeto, porém, é uma imersão internacional no Vale do Silício, nos Estados Unidos, programada entre 06 e 12 de setembro. A agenda foi desenhada para aproximar os participantes do ecossistema que concentra parte relevante das transformações em tecnologia, gestão e inovação, com foco em soluções que possam ser aplicadas diretamente nas fazendas.
Segundo Brunno Montolli, um dos idealizadores, a proposta vai além de uma viagem técnica. “O agro brasileiro já é referência em produção, mas a próxima fronteira é a gestão orientada por tecnologia e por inteligência aplicada. O Agro Fora da Caixa nasce para encurtar essa distância entre o que está acontecendo no mundo e o que pode gerar resultado concreto dentro da porteira”, afirma, enaltecendo que a jornada combina visão estratégica, contato com empresas, leitura de tendências e implementação prática de inteligência artificial nas operações agropecuárias.
Raphael Nascimento, também idealizador do projeto, destaca o foco pragmático da iniciativa. “Nosso foco não é deslumbramento com inovação. É traduzir essa inovação em decisão, processo, eficiência e novas oportunidades de negócio para quem lidera o agro. Isso vai de donos e herdeiros a profissionais técnicos e gestores”, diz.
Ecossistema de formação
A proposta do Agro Fora da Caixa foi desenhada para além da imersão e atende diferentes perfis que hoje convivem com a mesma urgência: atualizar repertório, melhorar a gestão, aplicar IA na prática e tomar decisões com mais inteligência em um setor que mudou de patamar. “A gente está falando de um setor que precisa continuar evoluindo sem perder sua força prática. O que propomos é uma ponte entre o campo e os ambientes onde as próximas ferramentas e modelos de gestão estão nascendo”, enfatiza Montolli. “O Agro Fora da Caixa é uma plataforma de preparação de liderança. A imersão no Vale do Silício é a primeira grande vitrine, mas o projeto foi pensado para ser maior, com educação continuada, comunidade, parceiros e aplicação real no Brasil”, completa Nascimento.
Nesse grupo estão proprietários de propriedades rurais, profissionais da operação e da gestão (técnicos, agrônomos, gestores operacionais e especialistas), estudantes em formação e recém-formados e empresas do segmento interessadas em capacitar equipes internas e parceiros para uma nova fase do setor.
O ecossistema de formação contará com frentes presenciais, on-line, experiências e módulos customizados. “Queremos profissionalizar gestão, ampliar rentabilidade, fortalecer liderança e sucessão, e conectar técnica com visão de negócio. Esses são pontos sensíveis para um setor em transição geracional e cada vez mais pressionado por eficiência, governança e competitividade”, comenta Montolli.
IA como eixo da transformação

Fotos: Shutterstock
O grande impulsionador da proposta é a inteligência artificial. O Agro Fora da Caixa estrutura sua narrativa e sua jornada em torno da necessidade de preparar o agro para uma revolução que já está em curso, com impacto em gestão, tomada de decisão, produtividade, análise de dados, novos negócios e operações.
Montolli explica que no programa de imersão, por exemplo, existe uma etapa específica de implementação prática de IA nas fazendas, que é apresentada como um momento de contato direto com IA aplicada ao agro, incluindo identificação de soluções já disponíveis no mercado e treinamentos práticos para uso no dia a dia.
A proposta de valor da experiência internacional também enfatiza três pilares: conexões reais, conteúdo focado em experiências práticas e culturais, para consolidar aprendizado e ampliar visão de mundo dos participantes.
Laboratório de visão do futuro
Dentro de todo esse contexto, o Vale do Silício funciona como laboratório de referência. A imersão prevista para setembro de 2026 reúne um roteiro com visitas e trilhas temáticas voltadas à inteligência artificial, workplace, management, indústria de tecnologia e mentalidade de startups.
Entre os nomes mencionados na programação estão empresas e instituições que se tornaram símbolos da inovação global, como Nvidia, OpenAI, Tesla, LinkedIn, X, Meta, Google, Plug and Play, Circuit Launch, Stanford University e Apple. “Toda a jornada foi pensada para ampliar repertório, criar conexões e estimular leitura de cenários”, explica Nascimento.
Ele ressalta que embora a visita técnica seja realizada em inglês, contará com apoio de tradutor para português, além de prever encontros preparatórios digitais antes da viagem, reforçando o caráter formativo da experiência.
Além do roteiro internacional, o modelo desenhado inclui momentos pós-viagem, com curadoria, debriefings e networking, em um sistema pensado para aumentar a chance de aplicação prática e evitar que a experiência se encerre no turismo corporativo, desafio recorrente em missões empresariais.
O Agro Fora da Caixa se posiciona como uma proposta que integra agro, tecnologia, educação executiva e gestão aplicada em um mesmo ambiente. “A iniciativa é pioneira porque trata de temas que hoje estão no centro da agenda do setor e leva essa discussão para o campo prático, com projetos de aceleração já em andamento e uma imersão internacional pensada como ponto de partida para algo ainda mais amplo”, evidencia Montolli.
Mais detalhes no site, acesse clicando aqui.
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Garantia-Safra libera pagamento para produtores afetados por seca ou excesso de chuva
Benefício atende agricultores familiares com perdas comprovadas na produção de feijão, milho ou mandioca.

O governo federal divulga no dia 15 de abril a lista dos municípios cujos agricultores receberão, neste mês de abril, parcela do programa Garantia-Safra 2024-2025. A norma entra em vigor nesta quinta-feira (16).

Portaria publicada no Diário Oficial da União inclui agricultores familiares dos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Minhas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. Veja aqui a lista completa.
O benefício, de R$ 1,2 mil, ocorrerá em parcela única. O pagamento começa ainda em abril e ocorre na mesma data do calendário do Bolsa Família.
Benefício
O Garantia-Safra é um programa de seguro destinado a pequenos agricultores com renda de até 1,5 salário-mínimo, que cultivam feijão, milho ou mandioca em áreas de 0,6 a 5 hectares e com o Cadastro da Agricultura Familiar (CAF) ativo e atualizado.
O pagamento é feito aos agricultores com perda comprovada de pelo menos 40% a 50% da produção, em razão do fenômeno da estiagem ou do excesso hídrico e que aderiram ao programa.
O benefício pode ser solicitado via aplicativo CAIXA Tem, lotéricas ou agências da Caixa.
Os agricultores com alguma pendência ou imprecisões cadastrais têm até 30 dias para regularizar a situação e, posteriormente, receber o benefício. A consulta pode ser feita no site do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA).
O Garantia-Safra é vinculado ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), com a finalidade de assegurar condições mínimas de sobrevivência aos agricultores familiares cujas produções sejam sistematicamente afetadas por perdas decorrentes de estiagem ou excesso hídrico.
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Fim da escala 6×1 será avaliado em comissão da Câmara dos Deputados
PEC retorna à pauta da CCJ após pedido de vista e tem parecer favorável à admissibilidade.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221 de 2019 que acaba com a escala de seis dias de trabalho por um de descanso (6×1) será analisada, nesta quarta-feira (22), na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. Além do fim da escala 6×1, a proposta prevê reduzir a jornada das atuais 44 para 36 horas semanais em um prazo de dez anos. A sessão está marcada para começar às 14h30. 

A PEC volta à pauta da CCJ depois que a oposição pediu vista da matéria na semana passada. O relator da CCJ, deputado Paulo Azi (União-BA), votou pela admissibilidade da PEC, ou seja, defendeu que a redução da jornada é constitucional.
Se aprovada na CCJ, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), promete criar comissão especial para analisar o texto. A comissão tem entre 10 e 40 sessões do plenário da Câmara para aprovar ou rejeitar um parecer sobre a PEC. Em seguida, o texto pode ir para apreciação do plenário.
Como essa tramitação pode se estender por meses, e diante da tentativa da oposição de barrar a PEC, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Congresso, na semana passada, um projeto de lei (PL) com urgência constitucional para acabar com a escala 6×1 e reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais.
O PL com urgência precisa ser votado em até 45 dias ou tranca a pauta do plenário da Câmara.
Motta comentou que é prerrogativa do governo federal enviar um PL com urgência constitucional, mas a Câmara vai seguir com a tramitação da PEC. A Proposta de Emenda à Constituição unificou as propostas do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) e da deputada Erika Hilton (PSOL-RJ).
O governo tem defendido que a proposta do Executivo não compete com a PEC em tramitação na Câmara, segundo explicou o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho.
“Se a PEC for aprovada nesse prazo, evidentemente que o PL está prejudicado, não há mais necessidade. Mas o rito da PEC é mais demorado do que o PL. O PL vai avançar e pode ser que entre em vigor a redução de jornada de trabalho e depois se consolide por PEC para impedir eventuais aventureiros do futuro quererem aumentar a jornada como aconteceu na Argentina”, explicou Marinho.



