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Suínos / Peixes EuroTier 2021

Suinocultura alemã sob pressão

Suinocultores alemães buscam desenvolver modelo econômico para garantir o futuro do setor

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Foto: O Presente Rural

Atualmente o setor suinícola alemão se vê sob pressão, devido a ameaça da peste suína africana que ronda o país, bem como a baixa do consumo desta proteína em função da crise gerada na economia pela Covid-19, que inclusive obrigou ao fechamento provisório de matadouros, causando consecutivamente um colapso nos preços pagos aos produtores. Além disso as crescentes demandas de bem-estar animal e proteção ambiental também exigem ajustes nos métodos de criação, encarecendo ainda mais os custos de produção no país.

Neste contexto, muitos produtores questionam a viabilidade futura de seus negócios.

As atuais situações e condições de mercado exigem que os produtores realizem um exame detalhado de rentabilidade e solvência de seus negócios. Norbert Schneider, da Agência do Estado da Baviera para a Agricultura, destacou durante a EuroTier 2021,  que os administrados ou produtores devem ter uma atenção muito grande sobre a situação econômica de suas propriedades.  Segundo ele, é preciso analisar cada situação que possa apresentar soluções de curto, médio e longo prazo para tal situação e isso pode variar de acordo com cada propriedade.

Se determinadas soluções para a propriedade tem o foco de curto prazo, isso precisa ser analisado e revisto. é preciso analisar e buscar soluções mais a médio e longo prazo.

“Os produtores precisam também revisar seus conceitos com relação as questões de melhoramento no campo de bem-estar animal e de minimizar a poluição ambiental, tendo em vista as exigências dos mercados consumidores”, destacou ainda.

Fonte: O Presente Rural com informações da Assessoria
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Suínos / Peixes Mercado

Brasil terá mais oferta de peixe em 2021 mirando exportações, diz Peixe BR

Bom desempenho da piscicultura de cultivo deve se repetir em 2021, sustenta presidente da entidade, Francisco Medeiros

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A piscicultura brasileira vem crescendo ano a ano. Sendo uma das atividades que mais avança no Brasil – e no gosto do consumidor brasileiro – nem mesmo a pandemia fez com que o setor tivesse resultados ruins. Segundo o presidente executivo da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), Francisco Medeiros, o ano de 2020 para a piscicultura foi de resultado bastante positivo, com recuperação de preços, principalmente para a tilápia e também para o peixe nativo no último trimestre do ano passado. “Os aspectos relacionados à pandemia não impactaram de forma negativa, mas sim de maneira positiva. Tivemos em 2020 um dos melhores anos para a produção de peixe no Brasil”, afirma.

Medeiros explica que entre os maiores desafios que o setor passou, estiveram a pandemia e a comercialização do produto. “O primeiro grande desafio foi a questão da pandemia. Havia uma preocupação com abastecimento de insumos para a produção e também de peixes para os frigoríficos. Isso foi contornado com uma ação junto ao governo federal, especialmente junto ao Ministério da Agricultura, que acabou assegurando que esse abastecimento se mantivesse”, conta.

Já a segunda preocupação, conta, é que grande parte da comercialização, principalmente do filé de tilápia, é feita via food service, e ele estava totalmente paralisado por alguns meses. “Não sabíamos como iria ocorrer a reação na comercialização, mas as vendas no supermercado cresceram de forma significativa, que acabou superando a ausência da venda para o food service”, explica.

Mesmo com alguns percalços, para Medeiros 2020 superou as expectativas. “Nós tínhamos expectativas melhores, principalmente com questão às exportações, mas diante do quadro que nós vivemos, seja da pandemia e os aspectos relacionados a economia, superou as nossas expectativas o resultado alcançado no ano passado”, diz.

O que esperar para 2021

De acordo com o presidente da Peixe BR, o setor conta em 2021 com um primeiro semestre já garantindo na questão do abastecimento, principalmente em função do grande povoamento de jovens alevinos que foram feitas no último trimestre de 2020. “Vamos atender de forma bastante significativa e no segundo semestre teremos uma maior oferta de peixes. Isso significa mais comercialização junto ao mercado consumidor”, comenta.

Além disso, Medeiros comenta que as conversas para abrir novos mercados, mesmo que foram paralisadas em 2020, continuam neste ano. “Com relação a abrir novos mercados, a Peixe BR junto com a Apex estabeleceu um planejamento para a exportação da tilápia, inicialmente. Esse projeto foi paralisado em sua maioria em função das questões relacionadas a pandemia, haja vista que existiam ações em participação em feiras, conversas em outros países para comercialização do peixe e isso acabou sendo suspenso. Há expectativa que a gente retome agora, talvez não no primeiro, mas no segundo semestre, esses contatos e essas visitas internacionais. Então nós vamos trabalhar para abrir o mercado de exportação de uma maneira bem maior do que ocorreu no ano de 2020, os preços no mercado internacional hoje são favoráveis a isso e com a maior oferta de peixes que vamos ter agora já no primeiro semestre de 2021 teremos mais folga para exportar”, conta.

Já quanto ao mercado interno, Medeiros afirma que as expectativas são boas, uma vez que com a pandemia no ano passado, as pessoas passaram a consumir mais o peixe em casa, experimentando e aprendendo a prepará-lo. “Nós tivemos um fenômeno no ano de 2020 que foi as pessoas que estavam em casa experimentaram o peixe de cultivo, em especial o produto da tilápia. Então agora elas conhecem o produto e sabem prepará-lo, já viram as facilidades de ter esse produto, então no mercado interno nós acreditamos que ele continuará aquecido”, informa.

Porém, o presidente da Peixe BR comenta que o risco que o setor tem nesse momento é quanto a elevação dos preços dos insumos. “Isso vai impactar no preço final do nosso produto. Mas acredito que não haja impacto significativo. Então teremos um ano de 2021 com aumento no consumo do produto do peixe de cultivo”, avalia.

Medeiros destaca que o peixe de cultivo definitivamente ocupou um espaço nas gôndolas do supermercado e peixarias distribuídas pelo Brasil, em função da oferta irregular do pescado oriundo da pesca. “Essa maior oferta do peixe de cultivo, associada a um produto de qualidade e a oferta de preços estáveis, tem feito com que cada dia a participação do peixe de cultivo seja maior no prato do consumidor brasileiro. Isso deve continuar acontecendo nessa década de uma maneira cada vez mais intensa, porque nós estamos ganhando competitividade a cada ano e ainda temos muito o que ganhar, tornar o produtor mais acessível a todo tipo de população e manter, principalmente, os aspectos relacionados a qualidade e segurança alimentar”, sustenta.

Outras notícias você encontra na edição de Suínos e Peixes de fevereiro/março de 2021 ou online.

Fonte: O Presente Rural
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Suínos / Peixes Saúde Animal

Uma nova alternativa no controle da Salmonella e da Brachyspira

Controle de ambos os patógenos é complexo, e cada dia novas pesquisas são iniciadas na busca da redução do impacto dessas enfermidades na cadeia suinícola

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Arquivo/OP Rural

Artigo escrito por Giovani Marco Stingelin, mestre em Clínica Veterinária de Animais de Produção, doutorando em Clínica Médica de Suínos e gerente Técnico de Aves e Suínos da Farmabase Saúde Animal

As salmoneloses clínicas causam grandes prejuízos para a cadeia de suínos devido ao acréscimo nas taxas de mortalidade e queda nos índices zootécnicos. E mesmo sem a apresentação de sinais clínicos, a presença da salmonella no conteúdo intestinal dos suínos, pode gerar contaminação das carcaças e cortes dentro do frigorífico, o que é potencialmente prejudicial a conquista de mercados exigentes e principalmente pode se traduzir em um porblema de saúde pública ao consumidor.

A Brachyspira sp., outro patógeno potencialmente perigoso para rebanhos reprodutivos e suínos em creche e terminação, é uma bactéria causadora de uma enterite catarral de difícil controle quando disseminada para o plantel, apresenta altas taxas de morbidade, mortalidade e refugamento.

O controle desses patógenos envolve uma série de fatores, desde o investimento e conscientização em medidas de biosseguridade, piramidação e redução da mistura de origens, e por fim, estratégias sanitárias e nutricionais para reduzir a pressão de infecção nas granjas, ou até, eliminar o patógeno do sistema.

O controle de ambos os patógenos é complexo, e cada dia novas pesquisas são iniciadas na busca da redução do impacto dessas enfermidades na cadeia suinícola. Estudos utilizando a combinação de ativos não antibióticos vem crescendo dentro da medicina veterinária e a literatura já apresenta bons resultados com a combinação de óleos essenciais com ácidos ácidos orgânicos na manutenção da integridade intestinal dos suínos e na redução da contagem de enterobactérias no intestino. Há muitos relatos na literatura do potencial antimicrobiano dessas substâncias.

Os óleos essenciais são uma mistura de compostos complexos que podem variar em suas composições e concentrações químicas. Por exemplo, os componentes predominantes Timol e o Carvacrol encontrados no Tomilho, podem variar de 3 a 60% do total de óleos essenciais dessa planta, pois dependem da região, clima, solo, das condições de cultivo e da parte da planta que foi coletada. Por esse motivo, é importante que os ensaios in vitro e in vivo utilizem ativos como o Timol e o Carvacrol sintetizados em laboratório de forma pura, isso é o que chamamos de compostos naturais idênticos (CNI), só dessa forma é possível saber a concentração exata do ativo que está sendo usada. O uso da planta ou seu óleo essecial é impreciso, pois não sabe-se a concentração exata de timol e carvacrol encontrada.

Outro fator determinante é proteger esses ativos através do microencapsulamento, de forma que sejam liberados de forma uniforme e gradativa durante todo o intestino do suíno, para que atinjam alta concentrações no ceco e colon. É importante lembrar que a Salmonella sp. e a Brachyspira sp. são bacterias que acometem a porção final do intestino, ou seja, o intestino grosso.

A mais nova e efetiva solução eubiotica contra Salmonella sp. e Brachyspira sp.

Pesquisadores da Universidade de Bologna na Itália desenvolveram um aditivo com tecnologia única de microencapsulamento por uma camada de triglicerídeos hidrolisados de origem vegetal, chamada de microesfera, permitindo que os ativos sejam liberados gradativamente até o cólon dos suínos.

Além disso, associaram à formulação o Ácido Sórbico, um ácido orgânico de alto peso molecular e pKa com alto poder antimicrobiano e menor concentração inibitória mínima (MIC) quando comparados aos demais ácidos.

Mecanismo de Ação

O Timol e o Carvacrol sensibilizam as paredes celulares bacterianas, causam danos significativos à membrana e levam ao colapso da integridade citoplasmática bacteriana, facilitando a entrada e ação do Ácido Sórbico, que por sua vez,  age reduzindo o pH intrabacteriano provocando consequente lise e morte da bactéria. O extravazamento bacteriano acontece através de danos à parede celular, danos à membrana citoplasmática, coagulação do citoplasma e destruição da proteína da membrana, bem como redução da força motriz de prótons.

Ação contra Salmonella Sp.

Nesse estudo foram utilizados 30 leitões, sete dias após o desmame foi inoculado via oral S. Typhimurium e 14 dias pós desmame, uma nova inoculação ocorreu. Ao longo dos 35 dias de creche, três protocolos foram testados, animais controle sem administração do aditivo, um grupo com administração de 300g/tonelada do aditivo e outro grupo com administração de 3Kg/tonelada do aditivo. É possível perceber no gráfico abaixo, que com a utilização desse aditivo é possível zerar a excreção de Salmonella nas fezes dos leitões.

Em outro estudo, 28 leitões desmamados SPF foram separados em quatro grupos distintos, o grupo controle sem o uso do aditivo via ração, um grupo tratado com 1Kg/tonelada via ração, um grupo tratado com 2Kg/tonelada via ração e um grupo tratado com 5Kg/tonelada via ração, todos os animais avaliados por 56 dias. Todos os grupos foram desafiados com Salmonella Typhimurium aos 21 dias do estudo. Na figura 4 é possível verificar a redução significativa da excreção de Salmonella no conteúdo intestinal dos grupos tratados, e também, foi possível zerar a prevalência de Salmonella no fígado e baço dos suínos tratados com o aditivo.

Ação contra Brachyspira hyodisenteriae

Em um estudo recente os pesquisadores buscaram entender se os ativos que sabidamente possuem ação bacteriostática ou bactericida contra a B. Hyodisenteriae teriam melhor resultado quando usados isoladamente ou quando combinados, isso é o que chamamos de Concentração Inibitória Fracionária (CIF). Nesse caso, é preciso conhecer o MIC de cada ativo separado e o MIC da combinação, após a aplicação de uma fórmula sabe-se se a combinação foi sinérgica (CIF <0,5), indiferente (CIF 0,5 até 4) ou antagônica (CIF >4). A única combinação que foi sinérgica contra B. hyodisenteriae foi o Timol com o Carvacrol como pode-se ver na tabela 1.

Em uma avaliação de bancada com o Timol presente no aditivo desenvolvido esses pesquisadores, a MIC foi de 1.87µg/mL, na prática isso significa 1,5Kg do aditivo/tonelada de ração. É preciso considerar que foi avaliado somente o Timol, sugerindo que com a combinação dos aditivos a dose por tonelada de ração possa ser menor.

Em resumo

A combinação dos ativos Timol, Carvacrol e Ácido Sórbico é sinérgica na redução da pressão de infecção e excreção nas fezes de enteropatógenos como a Salmonella sp. e a Brachyspira sp. Nesse novo aditivo citado, a concentração de Timol (9,5%), Carvacrol (2,5%) e de Ácido Sórbico (25%) não tinha sido utilizada em nem um aditivo ou tecnologia para suínos até então. É de fato, uma excelente oportunidade para uso associado com tratamentos terapêuticos ou nas rações entre os pulsos medicamentosos para redução da mortalidade dos animais e melhora dos índices zootécnicos. Para mais informações sobre esse aditivo e as referências bibliográficas, consulte o autor.

Outras notícias você encontra na edição de Suínos e Peixes de fevereiro/março de 2021 ou online.

Fonte: O Presente Rural
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Suínos / Peixes Mercado

Exportações da piscicultura crescem 8% e atingem receita de US$ 11,7 milhões

Exportações da piscicultura apresentaram aumento de 8% em peso em 2020 em comparação com o ano anterior

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Segundo da Embrapa Pesca e Aquicultura, as exportações da piscicultura apresentaram aumento de 8% em peso em 2020 em comparação com o ano anterior, passando 6.201 t para 6.680 toneladas. Esse aumento é inferior ao registrado em 2019 (26%), porém reflete tendência consolidada nos últimos anos de crescimento das vendas para o exterior. O faturamento cresceu 4,4% e atingiu US$ 11,7 milhões.

De acordo com a Associação Brasileira de Piscicultura (Peixe BR), o incremento da demanda de pescado e a maior necessidade de insumos para a indústria de rações no mercado interno no segundo semestre de 2020 fizeram com que as empresas reduzissem as exportações.

Dentre as principais espécies exportadas em 2020, a tilápia mantém posição de liderança, respondendo por 88,17% das vendas externas e receita de US$ 10,3 milhões: crescimento de 5% em relação a 2019. Os curimatás mantiveram o segundo lugar com US$ 602 mil, porém com pequena queda comparado a 2019. O terceiro lugar ficou o tambaqui, com US$ 562 mil: crescimento expressivo de 648,6% frente a 2019.

Dentre os principais destinos das exportações da piscicultura em 2020, os Estados Unidos se mantiveram como maior importador, com US$ 5,9 milhões, tendo apresentado aumento de 19% nos volumes importados comparado a 2019. O Chile foi o segundo principal destino, com importações de US$ 1,4 milhão e crescimento de 260% frente ao ano anterior. A China foi o terceiro principal destino, com US$ 864 mil, porém com queda de 22%. Chama a atenção o crescimento das exportações para países sul-americanos (Chile, Peru e Venezuela), o que pode indicar tendência de consolidação destes mercados.

Exportações de tilápia totalizam US$ 10,3 milhões

As exportações de tilápia são compostas por diferentes categorias de produtos. Em 2020, a categoria dos filés de tilápia frescos ou refrigerados foi a mais importante, totalizando US$ 5,2 milhões e representando 51,03% do total. Os óleos e gorduras e os subprodutos impróprios para alimentação humana (que incluem peles e escamas) foram a segunda e terceira categorias com 20,56% e 14,50%, respectivamente.

Mato Grosso do Sul manteve a posição de maior exportador de tilápia, com US$ 5,8 milhões, apesar de ter apresentado redução de 10,94% em comparação a 2019. Santa Catarina foi o segundo maior exportador, com US$ 1,8 milhão e crescimento de 146,21%. A terceira posição ficou com o Paraná, com US$ 1,7 milhão e aumento de 32,59%.

Os Estados Unidos responderam por 58% das exportações brasileiras de tilápia em 2020, totalizando US$ 5,9 milhões. Chile e China foram, respectivamente, o segundo e terceiro maiores importadores de tilápia, com US$ 1,4 milhão e US$ 863 mil.

Fonte: Assessoria Peixe BR
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