Suínos
Suinocultura mantém margens positivas com custos de ração controlados
Demanda internacional aquecida e oferta abundante de milho consolidam cenário favorável para produtores, aponta Itaú BBA.

A suinocultura brasileira atravessa 2025 em um ambiente considerado positivo pela Consultoria Agro do Itaú BBA. A análise aponta que a combinação de demanda internacional consistente, custos de ração em patamares baixos e perspectivas favoráveis para a produção de milho formam um tripé de sustentação que mantém produtores e agroindústrias em posição confortável.
Segundo o Itaú BBA, a boa safra de milho nos Estados Unidos, somada à elevada disponibilidade da safrinha brasileira, reduz a competitividade do cereal nacional no mercado externo. Essa menor atratividade nas exportações ajuda a manter o grão no mercado interno, assegurando preços mais acessíveis para a formulação de ração — item que responde pela maior fatia dos custos na suinocultura.
Diferente do movimento de 2024, quando a forte valorização da carne suína no mercado interno elevou as margens mesmo com exportações mais fracas, o setor não deve registrar nova escalada abrupta nos preços neste ano. Ainda assim, o equilíbrio entre custos e remuneração deve preservar a rentabilidade, especialmente em um ambiente em que a carne bovina mantém viés altista, servindo como suporte para a valorização do suíno.
O relatório também destaca a concorrência com a carne de frango. Com exportações de aves em ritmo mais lento nos últimos meses, a oferta interna aumentou, o que coloca o frango em vantagem na relação de preços frente ao suíno.
No mercado externo, a diversificação de destinos segue como trunfo da cadeia. Além de mercados tradicionais, como Japão e Coreia do Sul, o Brasil vem ampliando embarques para Filipinas, Vietnã, Chile e México, consolidando novos espaços comerciais. Esse dinamismo, segundo a consultoria, é considerado peça-chave para sustentar a expansão da produção e assegurar margens confortáveis no fechamento de 2025.

Suínos
Dia do Suinocultor celebra protagonismo de quem impulsiona setor de R$ 63,1 bilhões
Com 5,6 milhões de toneladas produzidas e US$ 3,6 bilhões em exportações, cadeia reforça a importância dos produtores para a competitividade da proteína animal brasileira.

Celebrado nesta sexta-feira (24), o Dia Nacional do Suinocultor destaca o protagonismo dos produtores que, diariamente, sustentam a evolução de uma das cadeias mais competitivas do agronegócio brasileiro.
Em 2025, a produção brasileira de carne suína alcançou 5,592 milhões de toneladas, consolidando o país como o quarto maior produtor mundial. O Valor Bruto da Produção (VBP) do setor chegou a R$ 63,1 bilhões, movimentando economias regionais, gerando renda e impulsionando uma ampla cadeia formada por produtores de grãos, empresas de genética, nutrição e saúde animal, transportadores, cooperativas, agroindústrias e outros segmentos.

Foto: Shutterstock
A presença internacional também ganhou força. No ano passado, o Brasil exportou 1,510 milhão de toneladas de carne suína para 94 países, gerando receita cambial de US$ 3,6 bilhões. Com esse desempenho, o país manteve-se como o terceiro maior exportador mundial. Do total produzido, 27,01% foi destinado ao mercado externo.
Ao mesmo tempo, o mercado brasileiro permaneceu como o principal destino da produção nacional. O consumo per capita atingiu 19,1 quilos por habitante em 2025, refletindo a crescente presença da carne suína na mesa dos brasileiros e a ampliação da variedade de cortes e produtos disponíveis no varejo e na alimentação fora do lar.
Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), esses resultados começam dentro das propriedades rurais. São os suinocultores que transformam avanços em genética, nutrição, manejo, sanidade, biosseguridade, bem-estar animal e sustentabilidade em ganhos efetivos de produtividade, qualidade e segurança dos alimentos. “Cada tonelada

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “Cada tonelada produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor” – Foto: Mario Castello
produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor. É dentro das granjas que os compromissos do setor com a sanidade, a eficiência, a qualidade e a sustentabilidade se transformam em prática. O suinocultor é o grande protagonista de uma cadeia que gera desenvolvimento para o Brasil e ajuda a garantir segurança alimentar para consumidores brasileiros e de dezenas de países”, destaca Ricardo Santin, presidente da ABPA.
Presentes em diferentes modelos de produção, sejam integrados, cooperados ou independentes, os suinocultores também desempenham papel decisivo na geração de oportunidades no interior do país. A atividade fortalece municípios, mantém renda nas comunidades e estimula investimentos em tecnologia, infraestrutura e qualificação profissional. “A competitividade da suinocultura brasileira não foi construída por acaso. Ela é resultado da capacidade de adaptação, do investimento e da dedicação de milhares de produtores. Celebrar o Dia do Suinocultor é reconhecer quem está na base de um setor que movimenta bilhões, abastece o mercado interno e leva a qualidade da proteína animal brasileira para o mundo”, conclui Santin.
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