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Suinocultura independente: novos tempos e velhos paradigmas

A busca por alternativas que caibam na granja, dentro do acompanhamento da experimentação e observação dos resultados, uma a uma, levará o produtor a um patamar de sucesso produtivo e financeiro.

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Fotos: Divulgação/Arquivo/OP Rural

A arte da criação de suínos ocorre quase que no mundo todo, com exceção da Antártida. É uma atividade que ocorre sob os mais diversos sistemas de produção (do extensivo ao intensivo), utilizando-se de diversos graus tecnológicos, com mão-de-obra de familiar a particular (terceirizada e quarteirizada), com o objetivo de criação de subsistência até como atividade econômica financeira primária.

No Brasil a suinocultura independente é praticada em todos os Estados, comumente como atividade de pequeno e médio porte, estando as granjas de grande porte ligadas de alguma forma aos grandes projetos de integração.

O suinocultor independente delimita o seu sistema particular com grau tecnológico próprio de produção. Determinando a genética, a nutrição, as instalações, os equipamentos, etc. Trabalha no mercado “spot”, onde a sua produção (suínos terminados aptos ao abate) é vendida para abatedouros/frigoríficos de suínos, que em sua maioria das vezes, abastece o mercado nacional com carcaças e cortes.

De um modo geral, as granjas independentes trabalham com genéticas tipo carne atendidas pelos grandes fornecedores de genética internacionais, bem como por empresas nacionais, devendo-se obter sempre reprodutores suínos advindos de Granjas GRSC (Granjas de Reprodutores Suídeos Certificadas), registradas no Mapa e tendo a sua sanidade acompanhada pelo Sistema Veterinário Oficial.

Quanto a alimentação de suínos, de um modo geral trabalha-se como ingredientes principais o milho e o farelo de soja, que nas fábricas próprias são misturados a núcleos comerciais, seguindo o modelo nutricional norte-americano.

E o Mercado Spot tem os seus preços diários, definidos pela oferta e procura, caracterizado por altos e baixos, que de um modo geral não acompanham os custos diários da produção de suínos vivos, que logicamente em épocas fecha no azul, bem como em outras no vermelho, se não atentado para o efeito preço de mercado. Além da oferta e procura, este tipo de mercado acaba sendo afetado também pela condição sanitária, seja da suinocultura como das outras atividades pecuárias, que diante de surtos de doenças, causam limitação de acesso a mercados e forte queda de preços dos suínos vivos, e às vezes, por bons períodos.

Com relação aos custos de produção, a produtividade continua sendo um indicador avaliativo, mas com certeza o segmento nutrição tem um efeito econômico muito expressivo, haja visto que é responsável por 70 a 85% do custo total de produção. E com a Pandemia do Covid-19, houve um aumento mundial pela busca por milho e soja, que fez com que estas commodities tivessem os seus preços elevados. Associado a isto, fora da porteira, ainda sofremos os elevados preços do dólar e dos combustíveis, que acabam impactando também no valor das matérias-primas que precisam chegar às granjas.

E dentro deste contexto, está cada vez mais difícil de praticar a suinocultura independente sem que a mesma esteja adjunta a agricultura na mesma propriedade, onde a primeira fornece um adubo orgânico, e a segunda fornece algum tipo de alimentos (produtos e coprodutos), e assim auxiliar na diminuição dos custos de produção de ambos os negócios.

Alguns paradigmas nutricionais e não nutricionais potenciais a serem batidos pelos suinocultores independentes (“saindo do quadrado”):

  • Planejamento de Longo Prazo (antecipado) e real da estrutura e do Custo de Alimentação: medindo, monitorando e gerenciando os resultados. Existe no mercado várias plataformas digitais que trazem esta ferramenta, que auxilia na definição da alimentação com as hipóteses econômicas mais favoráveis.
  • Utilização de ingredientes nutricionais alternativos: silagem de grão de milho úmido (S.G.M.U.), milho produzido na propriedade ou comprado de vizinho; DDG (grãos secos de destilaria): coprodutos de milho oriundos de destilarias de etanol; farelos de leguminosas (de amendoim, de girassol, de algodão, etc.), disponíveis regional e em época logo após a colheita; farinhas animais (de carne e ossos, de vísceras, de sangue, de penas, etc.), de fornecedores idôneos, adicionadas em sua produção de anti-oxidantes e anti-salmonela); pré-limpezas de milho, soja, trigo, etc. (secos e logo após a colheita, e isentos de terra e sementes de plantas daninhas nocivas aos suínos); cereais de inverno na região sul (triticale, centeio, aveia, cevada, farelo de arroz, farelo de trigo, ervilha, etc.); uso de óleos (de frango, de peixe, mistos) como fontes de energia, se disponíveis; sorgo, milheto, casca de soja, feno de parte aérea de mandioca, raspa de raiz de mandioca, etc. (quando disponíveis, com qualidade e preços interessantes, ou serem produzidos pelo próprio suinocultor); etc.
  • Utilização de melhoradores zootécnicos nutricionais: aditivos tecnológicos (adsorventes de micotoxinas, etc.); aditivos sensoriais (principalmente extratos herbais); aditivos nutricionais (principalmente minerais orgânicos); aditivos zootécnicos (enzimas: fitases, proteases; prebióticos; probióticos; acidificantes; etc.).
  • “Um passo além da produção de suínos vivos”: produção de um suíno específico com melhor preço no mercado (tipo orgânico, que já tem empresas trabalhando com este tipo de produto). Ou até mesmo a produção de um produto premium (com foco na qualidade da carne, cortes diferenciados, temperados com costumes locais), que também agreguem valor ao seu produto final. Isto pode ser conseguido via parceria com abatedouros e supermercados

Considerações sobre o uso de formulações de rações com ingredientes alternativos, ou seja, saída do quadrado do suinocultor independente:

– As rações produzidas com ingredientes alternativos, de um modo geral, causam uma leve queda nos resultados zootécnicos;

– O uso de ingredientes alternativos, tende a aumentar o uso de mão-de-obra, mas pode compensar o resultado financeiro final (“saindo da zona de conforto”);

– Para que estas quedas zootécnicas sejam compensatórias financeiramente, o suinocultor independente precisa fazer com que o custo real por quilo produzido vivo diminua a partir do resultado financeiro anterior (custo);

– Em uma experiência em passado recente em uma integração ao qual trabalhei como supervisor de produção no Paraná, onde as médias zootécnicas eram menores (em torno de 10%) e a diminuição do custo por quilo do suíno vivo produzido de até 20% (incluindo custo de impostos e financeiro), quando comparada com os resultados previstos para uma produção em sistema convencional com uso de milho e soja, bem como comparado via benchmarketing com as demais empresas suinícolas da época.

Adaptações na estrutura da granja e outras que devem ser planejadas para o sucesso do uso das sugestões acima:

  • As formulações devem ser desenvolvidas e prescritas por assessoria nutricional, com conhecimento técnico e prático no assunto;
  • A fábrica de rações deve ser adaptada para o uso de alguns ingredientes: armazenamento das matérias-primas; maquinário de moagem conjunta, quanto ao uso de ingredientes com mais fibra bruta, que diminuem a capacidade de moagem; depósito e injetores de óleos, etc.
  • Os comedouros automáticos tipo holandês dos suínos (principalmente para as fases de creche, crescimento e terminação) devem ser adaptados a apresentação da ração pronta. Por exemplo, para o uso de S.G.M.U., é interessante o uso de comedouros que tenham mecanismos de giro interno, bem como do depósito externo, para facilitar a caída da ração, em presença de parte de sabugo).
  • Pode-se optar por trabalhar com premix aberto (modelo de nutrição animal europeu), ou conversar com o seu fornecedor de nutrição de suínos para desenhar e desenvolver produtos específicos para as condições de uso.

O que não mudou para o sucesso econômico do suinocultor independente:

– Ter balanças, para saber e conferir tudo que entra (matérias-primas), bem como tudo que sai (produção de suínos vivos), para que tenha em mãos os números e controle total do processo de produção;

– O “mapa da mina”, gestão total sobre a produção, resultados financeiros – em todas as fases de produção – para definição do diagnóstico da problemática: a crise é de baixa produtividade, alto custo dos insumos ou baixo preço do suíno vivo. O sucesso do tratamento, também aqui, está diretamente ligado ao acerto na definição da causa;

– Provisionar o estoque anual das principais matérias-primas, necessário para a produção anual do ciclo de produção dos suínos, comprando na safra e produzindo na entressafra;

– Uso de financiamentos de custeio para compra de matérias-primas na safra, auxiliando no capital de giro do negócio, se necessário;

– Ajuste do plantel de suínos e sua produtividade dentro das fases de produção ao tamanho livre da construção disponível, ou vice-versa, em busca do bem-estar animal, tão necessário na condição atual de retirada/banimento dos antibióticos promotores de crescimento dos sistemas de produção animal;

– Manutenção de um excelente regime de biosseguridade (isolamento da granja, restrição de visitas, controle de roedores e de moscas, etc.), principalmente nesta fase de mitigação de risco frente a Peste Suína Africana, que assola diversos países;

– Produção alternativa de energia elétrica via transformação do biogás dos dejetos dos biodigestores via motor-gerador, ou até via placas solares, que com certeza, tem algum impacto no custo de produção;

– Sustentabilidade ambiental continua: destinação correta dos animais mortos e restos de parto (compostagem); armazenamento, tratamento e destinação dos dejetos; armazenamento e destinação dos demais resíduos da produção (reciclagem e logística reversa), etc.

A busca pela alternativa e/ou alternativas que caiba(m) em sua granja, dentro do acompanhamento da experimentação e observação dos resultados, uma a uma, te levará a um patamar de sucesso produtivo e financeiro. E lembre-se de que “um desistente nunca vence, e um vencedor nunca desiste”.

E finalizando, sempre dá para melhorar, é só prestar atenção nas ocorrências. E ainda, se você quer algum resultado diferente do conseguido, tem que mudar a sua estratégia. Do contrário estará fadado a manutenção do mesmo resultado anterior, que poderá dar continuidade a sua conta no vermelho de sua granja.

Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo no setor suinícola e da piscicultura acesse gratuitamente a edição digital Suínos e Peixes.

Fonte: Por Rogério Paulo Tovo, médico-veterinário, administrador, mestre em Biociências Animais, professor de Zootecnia e Nutrição Animal no Unilassale

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Da creche à sustentabilidade, 6º Encontro Técnico Abraves-SP apresenta estratégias para aumentar eficiência das granjas

Evento em Pirassununga (SP) vai discutir manejo de leitões leves, sanidade, nutrição e sistemas de produção para apoiar decisões técnicas na suinocultura.

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Foto: Divulgação

Melhorar a produtividade sem comprometer a sanidade do rebanho exige decisões técnicas em todas as etapas da produção. Manejo de leitões, nutrição, biosseguridade e gestão dos sistemas de criação estão entre os fatores que determinam o desempenho das granjas e influenciam diretamente os custos e os resultados da atividade.

Diante desse cenário, a atualização técnica tornou-se uma ferramenta cada vez mais importante para médicos-veterinários, zootecnistas, consultores e produtores, que precisam incorporar novos conhecimentos à rotina das granjas.

Esses temas estarão em debate no 6º Encontro Técnico Abraves-SP, que será realizado em 09 de setembro, no campus da Universidade de São Paulo (USP), reunindo profissionais da cadeia suinícola para discutir soluções aplicáveis aos sistemas de produção.

Entre os destaques da programação está a palestra do médico-veterinário Vinícius Cantarelli, que abordará estratégias de manejo de leitões leves na fase de creche, uma etapa decisiva para o desempenho dos animais ao longo do ciclo produtivo.

O médico-veterinário Caio Abércio da Silva discutirá a sustentabilidade dos sistemas de produção, apresentando abordagens voltadas à eficiência técnica, econômica e ambiental da suinocultura.

Promovido pela regional paulista da Associação Brasileira de Veterinários Especialistas em Suínos (ABRAVES), o encontro busca aproximar pesquisa científica e prática de campo, oferecendo aos participantes ferramentas para aprimorar a tomada de decisão nas granjas.

A programação completa e as inscrições estão disponíveis aqui.

Fonte: Assessoria ABRAVES
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Suínos

Redução das granjas de reprodutores acende alerta para a genética suína

Artigo destaca a queda no número de GRSCs e defende medidas para preservar a base genética da suinocultura brasileira.

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Foto: Jonathan Campos/AEN

Ao nos referirmos às Granjas de Reprodutores Suínos no Brasil, as chamadas GRSCs, há que se ressaltar, de pronto, o fundamento histórico e a relevância dessas granjas à atividade suinícola nacional, assim como sua relação direta com a organização da classe dos produtores de suínos do Brasil, haja vista que elas deram origem à Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS), fundada por um grupo de 48 produtores em 13 de novembro de 1955 no município gaúcho de Estrela, dando-se assim início a um significativo e intenso trabalho de melhoramento do rebanho de suínos no Brasil. E a criação da ABCS tornou possível organizar o registro genealógico e os programas de melhoramento genético no país, em se tratando de suinocultura comercial. É possível afirmar que as GRSCs são os verdadeiros centros de seleção genética, controle de origem e de avaliação do desempenho dos animais.

De fato, foram o pilar da transformação da suinocultura brasileira, ajudando a tornar o Brasil uma potência global na produção de carne suína, ocupando hoje o 4° lugar na produção mundial de suínos, pelo fato de as GRSCs garantirem a autossuficiência genética nacional, impulsionarem a adoção da inseminação artificial e elevarem a sanidade e a produtividade brasileira a padrões internacionais. De tal forma que essas granjas tiveram e ainda têm um papel fundamental no desenvolvimento da suinocultura brasileira moderna, dentro de uma cadeia altamente tecnificada e competitiva.

Não há como não se observar esse aspecto histórico da importância das granjas de produção de reprodutores suídeos, desde a criação da ABCS e de suas associações afiliadas estaduais, para a sustentação da atividade suinícola do Brasil nos últimos 70 anos, período em que o consumo interno de produtos derivados de suínos dobrou, passando de uma média nacional de 10kg para 20 kg, per capta, justamente a partir do uso de reprodutores dessas granjas. Aliás, em 2025, a média foi de 20,2 kg/habitante/ano (segundo a ABCS), consolidando um crescimento de cerca de 35% na última década.

Redução drástica das GRSCs no Brasil

Artigo escrito por Cesar da Luz é especialista em agribusiness, consultor da Associação Paranaense de Suinocultores e pesquisador da cadeia suinícola nacional. E-mail: [email protected].

Mesmo diante de todo esse contexto histórico, levantamento feito com base na literatura brasileira e com dados obtidos junto ao Relatório de 2025 do Registro Genealógico de Suínos da Associação Brasileira de Criadores de Suínos, ABCS, indica que houve uma redução muito significativa no número dos criadores de suínos da raça Landrace, com afixo registrado pelo produtor na entidade que representa o sistema suinícola brasileiro. Afixo é o nome oficial dado ao criatório, ou granja, certificada na ABCS.

Para se ter uma ideia da grande redução no número desse tipo de granjas e da grande erosão da variabilidade genética de suínos no Brasil, enquanto na década de 1970 o número de afixos registrados na ABCS era de 271, no ano passado, esse número caiu drasticamente para apenas 34. Portanto, atualmente, essas granjas representam apenas 12,5% do total existentes na década de 1970, em um ambiente em que as fontes de material genético das principais raças comerciais de suínos, como Landrace, Large White, Duroc e Pietrain, já são bastante escassas.

O fato é que o número de Registros Genealógicos vem reduzindo substancialmente desde a década de 1970 para a década de 1990 e para o período posteriormente aos anos 2000, enquanto o número de afixos de Empresas Integradoras e de Empresas de Genética vem crescendo sua participação no mercado de reprodutores Landrace, no Brasil.

Raça Landrace

No caso específico da raça Landrace, ela é uma das mais importantes para a evolução da atividade suinícola brasileira moderna, principalmente pela sua elevada capacidade reprodutiva e pelo excelente desempenho materno. Originária da Dinamarca, a raça foi introduzida no Brasil para contribuir no melhoramento genético dos rebanhos comerciais e se tornou fundamental nos sistemas intensivos de produção de carne suína.

A participação da raça Landrace foi decisiva para a modernização da suinocultura brasileira, especialmente a partir da intensificação da atividade nas regiões Sul, nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul,0 Sudeste, nos estados de São Paulo e Minas Gerais, sendo que as GRSCs passaram a utilizar amplamente a genética Landrace em programas de seleção, contribuindo para a disseminação de animais superiores e para o controle sanitário dos plantéis.

É importante destacar, ainda, que a raça Landrace é uma das principais raças de suínos utilizada na produção de suínos no Brasil, compondo 50% do genótipo na maioria das fêmeas F1 utilizadas na produção comercial de suínos, o que muito bem representa o que está ocorrendo com os Registros Genealógicos de Suínos no país, algo que requer muita atenção, especialmente dos órgãos governamentais, especialmente do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Ressalte-se, ainda, que as Granjas Independentes de Produção de Reprodutores, no caso da raça Landrace, elas são fundamentais também para a produção do mercado livre de suínos no país, composto por granjas de pequeno e médio porte que não pertencem aos sistemas integrados e cooperados. São tais granjas independentes que abastecem grande parcela do mercado interno nacional com produtos derivados de suínos, mas que estão reduzindo ano após ano, colocando o Brasil na dependência de reprodutores de Empresas de Genética que atuam no país, mas cujos Núcleos Genéticos Primários se encontram no exterior, o que implica no aumento do volume de “royalties” enviados para fora do Brasil.

Portanto, as GRSCs continuarão sendo extremamente importantes para suprir o mercado interno de reprodutores suínos, bem como fundamentais para o resgate e manutenção das raças nacionais de suínos e mesmo para a manutenção das raças importadas que já estão adaptadas para uso comum na suinocultura brasileira. Sem dúvida, as granjas de reprodutores foram a base do avanço genético, sanitário e tecnológico da suinocultura nacional, sem as quais o setor dificilmente teria alcançado os níveis atuais de eficiência, qualidade e competitividade internacional que se encontram hoje.

Olhando para esse histórico e para a importância das Granjas de Reprodutores de Suínos para a suinocultura brasileira, vê-se, inclusive, a própria necessidade de que uma fonte pública proporcione recursos, inclusive a fundo perdido, para a implementação das novas medidas exigidas pelo MAPA, integrantes da Portaria DAS/MAPA nº 1.358/2025, permitindo que as GRSCs consigam continuar cumprindo seu papel no contexto da suinocultura e como salvaguardas do banco genético nacional.

Fonte: Artigo escrito por Cesar da Luz é especialista em agribusiness, consultor da Associação Paranaense de Suinocultores e pesquisador da cadeia suinícola nacional. E-mail: [email protected].
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Suínos

Pig Fair destaca tecnologias para impulsionar a produtividade na suinocultura

Feira paralela ao Simpósio Brasil Sul reunirá empresas, pesquisadores, técnicos e produtores entre os dias 11 e 13 de agosto, em Chapecó.

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Foto: Divulgação

Tecnologia, inovação e geração de negócios marcarão a 17ª Brasil Sul Pig Fair, feira paralela ao 18º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS), promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet). O evento será realizado de 11 a 13 de agosto, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC), reunindo mais de 50 empresas nacionais e multinacionais que apresentarão as principais tendências, produtos, serviços e tecnologias voltadas à cadeia produtiva da suinocultura.

A Pig Fair reunirá empresas dos segmentos de biosseguridade, diagnóstico, genética, nutrição, vacinas, aditivos, equipamentos, automação, ambiência e tecnologia, proporcionando aos participantes contato direto com soluções inovadoras para aumentar a produtividade, a eficiência e a sustentabilidade das granjas. Além da exposição de produtos e serviços, a feira se destaca como um ambiente estratégico para networking, troca de experiências e fortalecimento de parcerias entre empresas, pesquisadores, técnicos, produtores e representantes da agroindústria.

Presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin: “A feira é um espaço onde inovação e prática caminham juntas. Os participantes têm a oportunidade de conhecer tecnologias que já estão transformando a produção, conversar diretamente com especialistas das empresas e ampliar sua rede de relacionamentos” – Foto: Suellen Santin/MB Comunicação

A presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, destaca que a Pig Fair complementa a programação científica do Simpósio ao aproximar o conhecimento técnico das soluções disponíveis no mercado. “A feira é um espaço onde inovação e prática caminham juntas. Os participantes têm a oportunidade de conhecer tecnologias que já estão transformando a produção, conversar diretamente com especialistas das empresas e ampliar sua rede de relacionamentos. Essa interação entre indústria, pesquisa e campo é um dos grandes diferenciais do SBSS”, afirma.

Para o presidente da comissão científica do SBSS, Lucas Piroca, a integração entre a programação técnica e a feira fortalece o papel do evento como um ambiente de atualização completa para os profissionais da cadeia produtiva. “Enquanto o Simpósio apresenta as principais discussões científicas e tendências do setor, a Pig Fair permite que os participantes conheçam, na prática, as soluções que estão sendo desenvolvidas pelas empresas. É um espaço de inovação, troca de conhecimento e geração de oportunidades para toda a suinocultura”, ressalta.

Os expositores também preparam lançamentos e novidades para esta edição, reforçando a Pig Fair como uma vitrine das principais inovações do mercado. Durante os três dias de evento, os congressistas poderão visitar os estandes, conhecer novas tecnologias, compartilhar experiências e ampliar o networking com profissionais de diferentes regiões do Brasil e da América Latina.

SBSS

As inscrições já estão disponíveis no site, acesse clicando aqui. O investimento do segundo lote, até o dia 30 de julho, é de R$ 750 para profissionais e R$ 450 para estudantes. O valor para participar somente da 17ª Brasil Sul Pig Fair é de R$ 100. Associados do Nucleovet, profissionais de agroindústrias, órgãos públicos e grupos universitários terão condições diferenciadas.

Tecnologias e negócios

Realizada simultaneamente ao Simpósio, a 17ª Brasil Sul Pig Fair reunirá empresas dos segmentos de sanidade, genética, nutrição, equipamentos, ambiência, tecnologia e serviços voltados à suinocultura.

O espaço será destinado à apresentação de lançamentos, soluções inovadoras e fortalecimento do networking entre empresas, profissionais, pesquisadores e produtores, ampliando as oportunidades de negócios e troca de experiências durante o evento.

Programação geral

•  18º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura

•  17ª Brasil Sul Pig Fair

Terça-feira (11)

WORKSHOP: GESTÃO DE PROGRAMAS SANITÁRIOS NA SUINOCULTURA

9h00 – Módulo 1: A base de qualquer programa

• Conceitos de Bactericida e Bacteriostático

• Por que pensar em Farmacodinâmica e Farmacocinética

• Interações e associações de drogas antimicrobianas

Palestrante: Everson Zotti

9h40 – Módulo 2: Inteligência Sanitária e Diagnóstico

• Entendimento do conceito e desafio sanitário: qual é o meu desafio?

• Diagnóstico de rotina e análise de dados (isolamento, antibiograma, MIC)

• Aprendizado com falhas diagnósticas

Palestrante: Edison Magalhães

10h20 – Módulo 3: Desenhando Programas Factíveis

• Crítica aos protocolos de “amplo espectro”

• Impactos do uso imprudente de antimicrobianos

• O que realmente é necessário para resolver o problema

Palestrante: Augusto Heck

11h00 – Módulo 4: Farmacoeconomia e Monitoramento

• O programa que cabe no bolso (Análise de ROI)

• Como monitorar a efetividade do tratamento

• Tecnologias para detecção precoce de falhas

Palestrante: Luiz Carlos Giongo

11h30 – Mesa Redonda

13h30 – Abertura da Programação Científica

Painel Produção – A BASE

13h40 às 14h10 – Primíparas: Gestão Estratégica e Longevidade

Palestrante: Rafael Ulguim

14h15 às 14h45 – Fluxo Produtivo: Da Matriz ao Abate (Visão da Sanidade)

Palestrante: Paulo Eduardo Bennemann

14h50 às 15h20 – Fluxo Produtivo: Da Matriz ao Abate (Visão da Nutrição)

Palestrante: Cesar Augusto Pospissil Garbossa

15h25 às 15h55 – Mesa Redonda

16h00 às 16h30 – Coffee break

16h30 às 17h10 – O Futuro da Proteína Suína

Palestrante: Luis Rua

17h10 às 17h30 – Perguntas

17h30 – Solenidade de Abertura Oficial do SBSS

18h30: Palestra de Abertura: A Nova Geopolítica dos Alimentos: Impactos nas proteínas animais e na suinocultura.

Palestrante: Marcos Jank

20h00: Coquetel de Abertura na PIG FAIR

Quarta-feira (12)

Painel Biovigilância – Gestão Integrada

08h00 às 8h40: Biomanagement e Defesa Sanitária: Estratégias de Mitigação

Palestrante: Jordi Baliellas Capdevila

08h45 às 09h15: Vigilância e controle de Vetores: Roedores e Insetos como disseminadores de Patógenos

Palestrante: Alisson Mezzalira

09h20 as 09h50 – Mesa Redonda

09h50 às 10h20: Coffee Break

Painel Alimentação – Desafios e Oportunidades

10h20 às 10h50 – Eixo Imuno-Nutricional: Programação Metabólica da Matriz ao leitão

Palestrante: Jose Soto

10h55 às 11h25 – Imunonutrição: Estratégias Não Farmacológicas para a Resiliência Sanitária

Palestrante: Andres Gomez

11h30 às 12h00: Vigilância Analítica e Gestão de Micotoxinas: Estratégias para Blindar a Performance e a Sanidade

Palestrante: Ricardo Rauber

12h00 às 12h30 – Mesa Redonda

12:30 às 14h00 – Intervalo para almoço

12h30 às 13h30 – Eventos Paralelos

Painel Sanidade – Saúde Respiratória

14h00 às 15h00 – Erradicação de M. hyopneumoniae: Protocolos de Exposição, Estabilização e Eliminação

Palestrantes: Gustavo Silva e Paul Yeske

15h00 às 15:30 – Sincronia Sanitária: O Impacto da Aclimatização de Leitoas na estabilidade do plantel

Palestrantes: Luciano Brandalise

15h30 às 16h00: Coffee Break

16h00 às 16h40 – Influenza em Foco: Impactos e alternativas de controle

Palestrante: Ricardo Yuti Nagae

16h45 às 17h25 – Ambiência 4.0: Conectividade, Bem-Estar e Eficiência Energética na Suinocultura

Palestrante: Lederson Trindade de Lima

17h35 às 18h00 – Mesa Redonda

18h30 às 19h30 – Evento Paralelo Exclusivo (MSD)

20h00: Happy Hour na PIG FAIR

Quinta-feira (13)

08h30 às 09h10 – Alimentação de Precisão: Sensores, Conectividade e Eficiência Nutricional

Palestrante: Bruno Silva

09h10 às 09h30 – Perguntas

9h30 às 10h00 – Coffee Break

Painel Pessoas – Gestão e Performance

10h00 às 10h30 – Percepção vs. Realidade: Comunicação Estratégica para Mitigar Erros e Maximizar Resultados

Palestrante: Creici Lamonato

10h35 às 11h05 – Capital Humano e Sucessão: Preparando a Próxima Geração e as Equipes de Alta Performance

Palestrante: Rogério Facin

11h10 às 11h40 – O Apagão de Mão de Obra e o Desafio da Qualificação

Palestrante: Anderson Queirós

11h45 às 12h15 – Mesa Redonda

12h15 – Sorteio de brindes e encerramento

Fonte: Assessoria Nucleovet
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