Suínos
Suinocultura dribla crise financeira e prova potencial da Carne Suína Brasileira
Assim, a escolha do consumidor em levar carne suína no lugar de outras opções mais baratas é celebrada pela Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), que por meio de iniciativas inovadoras e ações de promoção, como o conceito Escolha + Carne Suína, contribuíram para a inserção da proteína na mesa dos brasileiros.
O recorde de abate de suínos, o segundo de 2015 de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no 3º trimestre corrobora o momento positivo. Foram 10,18 milhões de cabeças, com uma alta de 5,1% em relação ao 2º trimestre, alcançando o maior resultado desde o início da pesquisa, em 1997. Além disso, as fortes demandas nas exportações também auxiliaram no crescimento da atividade, com uma expectativa de exportação total em torno de 540 mil toneladas, superando as 494 mil toneladas de 2014.
Conforme especialistas do setor, o desempenho positivo mostra o potencial da proteína e a necessidade de manter os investimentos de promoção no mercado interno. Na visão do consultor de mercado Fabiano Coser, apostar no mercado e no marketing é o caminho a ser seguido. Esse binômio é a chave do crescimento sustentável da atividade e a garantia de bons preços aos produtores, tanto no que se refere à ampliação do mercado externo, com o atendimento das regras dos mercados mais exigentes, quanto do mercado interno, dependente ainda de forte ação de marketing setorial, diz.
Ainda na avaliação de Coser, a atual conjuntura deve perdurar pelos próximos anos, o que representa uma grande oportunidade para carne suína no mercado brasileiro. O alto preço da carne vermelha aliado à forte retração da economia vai impulsionar o consumo das proteínas mais baratas, como suínos e aves, e neste aspecto a carne suína é a grande novidade para o consumidor brasileiro. Assim, caberá ao setor produtivo se organizar para aproveitar a janela de oportunidade que se abre no mercado interno, que busca novas opções de consumo, mas também demanda informação em relação ao produto, avalia.
Destaque nacional
Durante a SNCS, a parceria com o Grupo Pão de Açúcar, maior rede varejista da América Latina, proporcionou o destaque da proteína em mais de 500 lojas por todo o Brasil, que foram decoradas com campanhas educativas que destacavam o conceito Escolha + Carne Suína para oferecer uma diversidade de cortes suínos aos consumidores, provando o potencial do produto no mercado brasileiro. O resultado foi o aumento de mais de 20% nas vendas de carne suína nas lojas Extra e Pão de Açúcar.
A entidade também lançou um canal inédito de comunicação com o consumidor. O site maiscarnesuina.com.br traz informações sobre o sabor, a saúde e a qualidade da proteína e tornou-se referência na estratégia de marketing setorial.
A coordenadora do PNDS, Lívia Machado, aposta no poder transformador das ações de marketing realizadas pela entidade e vê o crescimento da popularidade da carne suína na mesa do brasileiro um resultado do trabalho desenvolvido. 2015 foi um ano de muitas realizações para a suinocultura e para a ABCS. Temos visto resultados expressivos do trabalho desenvolvido ao longo dos anos, que foi potencializado com a criação do conceito Escolha + Carne Suína, que vem aproximando cada vez mais os consumidores da proteína. Levamos a eles o significado do nosso produto.
Com 60 anos recém completos, a ABCS mostrou que ainda tem fôlego para estar à frente da cadeia suinícola brasileira. Além da forte presença no cenário político junto a Frente Parlamentar da Suinocultura e do Departamento Nacional de Integração, a entidade incentivou a união dos produtores com empresas do setor em busca da sustentabilidade da atividade com a criação do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (FNDS), um catalisador das conquistas do setor, e bateu a meta estabelecida para 2015 com 470 mil matrizes e 13 empresas amigas.
Para Marcelo Lopes, presidente da ABCS, as conquistas demonstram a força da união do setor suinícola brasileiro. Cada vez mais nossa cadeia produtiva tem entendido a necessidade de se unir para fortalecer o setor por meio de ações que levem a carne suína para a mesa dos consumidores brasileiros. Não tenho dúvidas de que estamos no caminho certo e que esse continuará sendo o foco do trabalho da ABCS em 2016, disse.
Fonte: Ass. Imprensa

Suínos
ABCS reúne produtores para discutir integração na suinocultura
Encontro online marca início de agenda voltada ao fortalecimento da relação com agroindústrias.

A Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) realizou, na última quarta-feira (16), a 1ª Reunião do Departamento de Integração, reunindo representantes de diferentes regiões do país em um encontro online voltado ao fortalecimento da relação entre produtores integrados e agroindústrias.
A abertura foi conduzida pelo presidente da ABCS, Marcelo Lopes, e pelo conselheiro de Integração e Cooperativismo da entidade, Alessandro Boigues. Ambos destacaram o papel estratégico do departamento para 2026 e reforçaram a importância da organização dos produtores por meio das Comissões para Acompanhamento, Desenvolvimento e Conciliação da Integração (CADECs). Segundo Boigues, a ABCS está à disposição para apoiar demandas específicas das comissões, fortalecendo o diálogo e a troca de experiências entre os produtores.
“O distanciamento entre a alta gestão de algumas agroindústrias e a realidade enfrentada na base da produção é uma realidade. Por isso, aproximar esses dois níveis deve ser uma prioridade para avançarmos nas relações de integração no país”, destacou o conselheiro.
Contratos de integração exigem atenção técnica e jurídica
A primeira agenda teve como prioridade o debate sobre os contratos de integração, com base na Lei nº 13.288/2016. Para o presidente da ABCS, Marcelo Lopes, a questão contratual é hoje um dos pontos mais sensíveis da suinocultura brasileira. “Precisamos garantir que os contratos reflitam, de fato, equilíbrio e transparência na relação entre produtores e agroindústrias. A Lei de Integração existe para dar segurança jurídica, mas ela só se efetiva quando é compreendida e aplicada na prática. O fortalecimento das CADECs é fundamental nesse processo, porque é na base que os desafios aparecem e precisam ser enfrentados com organização e diálogo”, destacou.
A reunião contou ainda com a participação da advogada da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Karoline Cord Sá, que reforçou a necessidade de maior clareza nos critérios técnicos que definem a remuneração dos produtores, além de alertar sobre cláusulas que podem gerar desequilíbrio contratual. O encontro foi encerrado com espaço para troca de experiências entre os participantes, reforçando a importância da atuação coletiva para garantir maior equilíbrio, transparência e segurança jurídica nas relações de integração.
A iniciativa marca o início de uma agenda estruturada do Departamento de Integração da ABCS para 2026, com foco em ampliar o protagonismo dos produtores e consolidar boas práticas nas relações contratuais do setor suinícola.
Suínos
Startup desenvolve tecnologia inédita para reduzir natimortalidade na suinocultura
Equipamento em fase de protótipo auxilia o parto e busca reduzir perdas nas granjas.

A Pigma Desenvolvimentos, startup com sede em Toledo, desenvolveu uma cinta massageadora voltada a matrizes suínas para auxiliar no trabalho de parto.
O projeto, chamado PigSave, utiliza estímulos físicos que favorecem a liberação natural de ocitocina, contribuindo para a redução dos índices de natimortalidade. O equipamento também busca diminuir o estresse e a dor dos animais, além de aumentar a produção de colostro. A proposta é substituir ou otimizar a massagem que normalmente é realizada de forma manual durante o parto.
Segundo o CEO Marcelo Augusto Hickmann, o desenvolvimento da solução passou por um processo de reestruturação, com foco no aprimoramento do produto e na validação por meio de pesquisa aplicada. A iniciativa tem como objetivo ampliar o bem-estar animal e melhorar a usabilidade da tecnologia no campo.
O equipamento ainda está em fase de prototipagem, com ajustes e testes para mensurar os resultados. A empresa também mantém parceria com a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) para o desenvolvimento de pesquisas relacionadas ao projeto.
Fundada em 2020, a Pigma Desenvolvimentos atua na criação de soluções tecnológicas voltadas a demandas industriais e do agronegócio, com foco em automação e ganho de produtividade. Seus projetos integram hardware e software para atender necessidades específicas de produtores e empresas do setor.
Suínos
ACCS cobra da CNA isenção de impostos no novo Plano Safra
Ofício enviado à CNA propõe zerar tributos na importação de grãos e revisar regras de crédito para socorrer produtores independentes.

A Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS) e a Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário de Concórdia protocolaram, nesta sexta-feira (17), um ofício direcionado à Comissão Nacional de Aves e Suínos da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O documento, endereçado à vice-presidente da comissão, Deborah Gerda de Geus, apresenta demandas para o Plano Safra 2026/2027 com o objetivo de garantir a sustentabilidade da suinocultura independente. Atualmente, o setor enfrenta margens de lucro comprimidas, endividamento estrutural crônico e alto risco econômico.
O desafio dos custos de produção
O ofício destaca que a atividade sofre com intensa volatilidade e com ciclos de preços desfavoráveis, gerando uma forte assimetria entre as receitas do produtor e os custos operacionais. O principal desafio está na nutrição dos animais, fator que representa mais de 70% do custo total de produção nas granjas.
A região produtora enfrenta um déficit severo de grãos: o consumo atinge a marca de oito milhões de toneladas de milho, enquanto a produção local é de apenas dois milhões de toneladas. Essa diferença obriga os produtores a importarem insumos agrícolas do centro-oeste do Brasil e de países do Mercosul.
Principais propostas para o Plano Safra
Para mitigar a pressão financeira e estimular a continuidade da atividade, as lideranças de Santa Catarina listaram uma série de reivindicações técnicas para o próximo Plano Safra:
Isenção de impostos: A principal alternativa sugerida é zerar as alíquotas de PIS e COFINS na importação de grãos do Mercosul para cooperativas de produção, visando baratear os custos.
Crédito específico: O setor pede a criação de linhas de custeio exclusivas para a proteína animal. O objetivo é garantir recursos disponíveis durante todo o ano para a compra de ração, cuidados com sanidade, energia e reposição do plantel.
Limites de faturamento (Pronamp): A ACCS propõe a revisão dos critérios de Renda Bruta Agropecuária (RBA) para evitar que produtores de médio porte sejam excluídos automaticamente do crédito subsidiado. O documento alerta que um faturamento bruto elevado não significa, necessariamente, que a margem líquida de lucro do produtor seja alta.
Gestão de riscos e seguros: Há o pedido para inclusão do setor em instrumentos de gestão de risco, recomendando o estudo para a criação de seguros de margem e fundos de estabilização de renda que protejam o suinocultor de variações extremas.
Armazenagem e mercado de grãos: O documento sugere a oferta de crédito focado na formação de estoques de milho e construção de silos de armazenagem, além de incentivos para travas de preço e contratos de longo prazo (hedge).
Redução de custos cartorários: O setor reivindica a diminuição dos valores cobrados por cartórios no registro de contratos de crédito agrícola. O ofício argumenta que essas operações não configuram compra e venda de imóveis. A alta exigência de garantias físicas por parte dos bancos tem freado o crescimento dos produtores.
Importância econômica e segurança alimentar
Assinado por Losivanio Luiz de Lorenzi, presidente da ACCS, e Vinicius Cavalli Pozzo, secretário de Desenvolvimento Agropecuário de Concórdia, o ofício conclui ressaltando o papel estratégico do produtor independente. Segundo as autoridades, esses suinocultores são fundamentais para a geração de renda e manutenção da produção em pequenas e médias propriedades.
Além disso, eles desempenham um papel crucial no abastecimento de pequenos e médios frigoríficos registrados nos sistemas SIM, SIE, SISBI e SIF, que operam fora do modelo de integração dominado pelas grandes indústrias e cooperativas. A simplificação das normativas ambientais e o incentivo financeiro para adequações sanitárias e de bem-estar animal também foram citados como vitais para a modernização da cadeia produtiva.
