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Suinocultura diminui plantel e aguarda Governo do Mato Grosso reduzir ICMS na atividade 

Segundo levantamento realizado pela Acrismat, nos últimos dois anos houve decréscimo de 20 mil matrizes no estado por conta da crise no setor.

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Foto: Marina Beatriz

Na tentativa de buscar melhores horizontes para os suinocultores, que passaram por quase 30 meses de crise na atividade, a Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), espera há pelo menos cinco meses uma resposta do Governo Estadual, sobre o pedido de alteração no valor do crédito presumido do ICMS nas operações de envio de animais para serem abatidos em outros estados. Em maio deste ano a associação se reuniu com o colégio de líderes da ALMT, e apresentou a proposta de alteração na porcentagem do imposto, mas desde então, não houve nenhuma sinalização por parte do poder executivo.

“Desde o início do ano estamos articulando com líderes do governo para conseguir uma melhora na porcentagem do incentivo, para atender aqueles produtores que enviam animais para outros estados. Participamos de reuniões com deputados estaduais e secretários do governo, mas até o momento nada se concretizou, sabemos que cinco meses para quem está trabalhando no vermelho pode significar o encerramento da atividade”, explicou o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho.

A preocupação de Tannure se justifica ao analisarmos o cenário da atividade no estado nos últimos dois anos. Segundo levantamento, no período de 24 meses, a suinocultura de Mato Grosso perdeu aproximadamente 20 mil matrizes, e de acordo com a Acrismat, mais de 50 suinocultores encerraram suas atividades.

Atualmente o valor do crédito presumido do ICMS no Programa de Desenvolvimento Rural de Mato Grosso (Proder) é de 50%, o pedido da associação é que este valor passe a pelo menos 90%, mas há uma sinalização do Governo do Estado que este valor será de no máximo 75%.

O diretor executivo da Acrismat, Custódio Rodrigues destaca que até mesmo em estados onde a suinocultura não é tão forte quanto é em Mato Grosso, suinocultores estão recebendo incentivos dos seus governos estaduais, como é o caso de Rondônia.  No estado, um decreto reduziu significativamente a carga tributária de ICMS e passou de 12% para apenas 2% para a atividade, com o objetivo de fomentar a produção de carne e miúdos de suínos.

“Rondônia é um mercado que recebe carne suína do nosso estado, e a suinocultura deles não tem muita expressão no cenário nacional. Ainda assim o governo de Rondônia reduziu em 600% a carga do ICMS na atividade, esperamos que nossos governantes se atentem a nossa situação e atenda o mais rápido possível essa nossa solicitação, que sem dúvida vai contribuir para a manutenção da atividade que tanto contribui para o desenvolvimento de Mato Grosso”, ponderou Rodrigues.

Fonte: Assessoria Acrismat

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Brasil ainda acumula déficit de US$ 1,5 bilhão com os EUA, mesmo após alta de 3,7% nas exportações

Resultado de junho interrompe 11 meses de queda nas vendas ao mercado norte-americano, mas recuperação foi sustentada pela alta dos preços dos produtos exportados, enquanto o volume embarcado continuou em retração.

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Foto: Claudio Neves

As exportações brasileiras para os Estados Unidos voltaram a crescer em junho, encerrando uma sequência de 11 meses de retração iniciada após a imposição de sobretaxas de 50% sobre produtos brasileiros pelo governo do presidente Donald Trump, em julho de 2025. Apesar da recuperação pontual, o comércio bilateral ainda apresenta saldo negativo para o Brasil no acumulado de 2026.

Dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), mostram que as vendas brasileiras aos Estados Unidos somaram US$ 3,472 bilhões em junho, alta de 3,7% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Foto: Jonathan Campos

O avanço, porém, não foi resultado de um aumento na quantidade embarcada. Segundo o diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Mdic, Herlon Brandão, o crescimento decorreu principalmente da valorização dos produtos exportados. “O aumento foi impulsionado pela elevação média de 11% dos preços das mercadorias exportadas, enquanto o volume embarcado ainda registrou queda de 6,6%”, enfatiza.

O comportamento dos preços indica que a recuperação das exportações ocorreu mais pelo cenário internacional do que por uma retomada efetiva da demanda norte-americana pelos produtos brasileiros.

Comércio com os EUA

Em junho, a corrente de comércio entre Brasil e Estados Unidos ficou praticamente equilibrada. As exportações alcançaram US$ 3,472 bilhões, enquanto as importações de produtos norte-americanos totalizaram US$ 3,471 bilhões, uma queda de 12,3% frente ao mesmo mês de 2025.

Com isso, o Brasil registrou um superávit simbólico de apenas US$ 1 milhão. Apesar desse resultado mensal, o desempenho do primeiro semestre ainda mostra um cenário desfavorável para o comércio bilateral.

Foto: Claudio Neves

Entre janeiro e junho, as exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 13%, somando US$ 17,428 bilhões. As importações também diminuíram (-12,5%), alcançando US$ 18,950 bilhões. O resultado foi um déficit comercial de US$ 1,522 bilhão para o Brasil.

China amplia vantagem como principal parceiro comercial

Enquanto o mercado norte-americano ainda apresenta dificuldades para recuperar o ritmo das compras, a China ampliou sua liderança como principal destino das exportações brasileiras.

Em junho, o Brasil exportou US$ 12,291 bilhões para o país asiático, crescimento de 24,4% na comparação anual. As importações provenientes da China também aumentaram, avançando 27,1%, para US$ 7,801 bilhões.

O saldo comercial com os chineses atingiu US$ 4,490 bilhões apenas no mês. No acumulado do primeiro semestre, a diferença é ainda mais expressiva. As exportações brasileiras para a China cresceram 21,9%, alcançando US$ 58,322 bilhões, enquanto as importações somaram US$ 38,545 bilhões, alta de 8%.

O superávit brasileiro com o parceiro asiático chegou a US$ 19,777 bilhões, mais de 13 vezes superior ao déficit registrado na relação comercial com os Estados Unidos no mesmo período.

Foto: Claudio Neves

União Europeia amplia compras de produtos brasileiros

O comércio com a União Europeia também apresentou expansão significativa em junho. As exportações brasileiras para o bloco cresceram 32,4%, atingindo US$ 4,888 bilhões. As importações avançaram 13,9%, para US$ 4,708 bilhões, garantindo superávit de US$ 180 milhões.

No primeiro semestre, as exportações totalizaram US$ 26,906 bilhões, alta de 12,8%, enquanto as importações permaneceram praticamente estáveis, com ligeira queda de 0,4%, somando US$ 24,263 bilhões. O saldo positivo acumulado chegou a US$ 2,643 bilhões.

Segundo Herlon Brandão, algumas empresas já relatam ganhos decorrentes da entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, iniciada em maio. No entanto, o governo considera cedo para atribuir o crescimento das exportações diretamente ao tratado.

Foto: Divulgação/Porto de Santos

Argentina reduz compras e diminui superávit brasileiro

Na direção oposta, a Argentina reduziu as compras de produtos brasileiros em junho, refletindo uma desaceleração da demanda do principal parceiro do Brasil no Mercosul. As exportações recuaram 18,1%, para US$ 1,325 bilhão, enquanto as importações provenientes da Argentina cresceram 17,2%, chegando a US$ 1,285 bilhão.

Com isso, o superávit brasileiro caiu para apenas US$ 40 milhões no mês. No acumulado do primeiro semestre, as exportações para o mercado argentino somaram US$ 7,352 bilhões, retração de 19,4%. As importações cresceram 3,8%, alcançando US$ 6,401 bilhões.

Mesmo com a queda nas vendas, o Brasil ainda mantém saldo comercial positivo de US$ 951 milhões com o país vizinho. O desempenho dos quatro principais parceiros comerciais evidencia uma mudança na geografia das exportações brasileiras em 2026. Enquanto Estados Unidos e Argentina reduziram a absorção de produtos brasileiros no acumulado do ano, China e União Europeia ampliaram significativamente suas compras, sustentando o crescimento do comércio exterior brasileiro.

Fonte: O Presente Rural
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Superávit comercial pode saltar para US$ 90 bilhões em 2026 após exportações crescerem 11,5% no semestre

Revisão eleva em US$ 17,9 bilhões a projeção do saldo da balança comercial. Junho teve exportações recordes de US$ 36,3 bilhões, impulsionadas pelo petróleo, soja e carnes, mesmo em meio às tensões no Oriente Médio e às tarifas impostas pelos Estados Unidos.

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Foto: Claudio Neves

O desempenho acima do esperado das exportações brasileiras no primeiro semestre levou o governo federal a revisar para cima a projeção da balança comercial de 2026. A estimativa de superávit passou de US$ 72,1 bilhões para US$ 90 bilhões, um aumento de US$ 17,9 bilhões em relação à previsão divulgada em abril.

Se confirmada, a marca será a segunda maior da série histórica, atrás apenas do resultado registrado em 2023, e ficará 32,3% acima do superávit de US$ 68,1 bilhões obtido em 2025.

Foto: Cláudio Neves

A revisão foi anunciada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) após o comércio exterior apresentar ritmo superior ao esperado nos seis primeiros meses do ano. Entre janeiro e junho, as exportações avançaram 11,5%, mesmo diante das tensões no Oriente Médio e da adoção de tarifas comerciais pelo governo norte-americano.

Além do saldo comercial, o governo também revisou as projeções para exportações e importações em 2026. A expectativa é que o Brasil exporte US$ 394,4 bilhões neste ano, US$ 30,2 bilhões acima da estimativa anterior. As importações também foram reajustadas e devem alcançar US$ 304,4 bilhões, frente à previsão anterior de US$ 292,1 bilhões.

Segundo o diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do MDIC, Herlon Brandão, o avanço reflete a intensificação das operações de comércio exterior. “Observamos uma aceleração dos fluxos, tanto de exportação quanto de importação, que ajudaram a elevar esse valor previsto”, salienta.

Junho registra maior valor exportado da história para o mês

Os dados revisados foram divulgados junto com o resultado da balança comercial de junho, quando o Brasil registrou superávit de US$ 9,8 bilhões.

O resultado foi sustentado por exportações recordes de US$ 36,3 bilhões, alta de 24,9% em comparação com junho de 2025. As importações totalizaram US$ 26,5 bilhões, crescimento de 14,4%

Foto: Cláudio Neves

na mesma base de comparação.

O principal destaque foi a indústria extrativa, cujas exportações aumentaram 58,4% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Petróleo lidera avanço das exportações

O petróleo bruto foi o produto que mais contribuiu para a expansão das vendas externas brasileiras em junho.

Segundo o MDIC, o resultado decorreu da combinação entre valorização das cotações internacionais e aumento do volume embarcado. Em relação a junho de 2025, o preço do petróleo subiu 67,6%, enquanto o volume exportado cresceu 6,8%.

Também contribuíram para o desempenho as maiores exportações de soja no setor agropecuário e o aumento das vendas externas de carnes, combustíveis e farelo de soja pela indústria de transformação.

Saldo do semestre cresce 40%

No acumulado de janeiro a junho, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 42,4 bilhões, frente aos US$ 30,2 bilhões registrados no mesmo período de 2025 — um avanço de aproximadamente 40%.

As exportações somaram US$ 184,8 bilhões no semestre, enquanto as importações alcançaram US$ 142,4 bilhões, resultado que levou o governo a elevar a expectativa para o desempenho do comércio exterior brasileiro ao longo de 2026.

Fonte: O Presente Rural com Agência Brasil
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Brasil rebate tarifa de 25% proposta pelos EUA e afirma que medida elevaria custos para empresas e consumidores norte-americanos

Em resposta de 29 páginas enviada ao governo dos Estados Unidos, o Itamaraty contesta os argumentos do relatório do USTR, defende o Pix, decisões do STF e políticas comerciais brasileiras, além de afirmar que a proposta pode comprometer o diálogo bilateral e até interferir no cenário eleitoral brasileiro.

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Imagem criada pelo ChatGPT/Jaqueline Galvão/OP Rural

O governo brasileiro enviou aos Estados Unidos um documento de 29 páginas contestando a proposta de aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Na resposta oficial ao relatório do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), o Itamaraty sustenta que a medida não apenas prejudicaria o Brasil, como também aumentaria os custos para empresas, indústrias e consumidores norte-americanos.

Assinado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, o documento afirma que uma tarifa ampla sobre produtos brasileiros produziria efeitos contrários aos objetivos declarados pelo governo dos Estados Unidos. “Amplas tarifas sobre produtos brasileiros imporiam custos reais à economia dos EUA”, afirma.

Foto: Allan Santos/PR

Segundo o ministro, o próprio setor empresarial norte-americano tem manifestado preocupação com a proposta. O documento destaca que 43 empresas e associações comerciais dos Estados Unidos solicitaram que determinados produtos fossem excluídos de eventuais tarifas.

Essas entidades, segundo o Itamaraty, argumentaram que muitos dos produtos importados do Brasil não possuem substitutos produzidos internamente, o que poderia elevar custos para a indústria e resultar em aumento de preços ao consumidor. “Os participantes do mercado esperam que uma ampla implementação de tarifas prejudique, em vez de promover, os interesses econômicos dos EUA”, salienta.

A resposta brasileira foi encaminhada ao USTR na última quarta-feira (1º), em reação ao relatório publicado em junho, resultado de uma investigação iniciada há um ano durante o governo de Donald Trump com base na Seção 301 da legislação comercial norte-americana. O documento norte-americano acusa o Brasil de adotar práticas consideradas “desleais” no comércio internacional.

Além de contestar os fundamentos do relatório, o governo brasileiro afirma que a adoção do tarifaço reduziria o espaço para negociações entre os dois países. “Isso oneraria uma relação bilateral de comércio e investimento que é claramente importante para ambos os lados, ao mesmo tempo que reduziria o espaço para o diálogo mais capaz de produzir resultados práticos”, menciona.

O Itamaraty também sustenta que a discussão sobre as tarifas foi politizada por autoridades norte-americanas com foco nas eleições brasileiras de outubro, utilizando o processo como forma de

Foto: Divulgação

influenciar a escolha dos eleitores.

Brasil rejeita acusações contra o Pix

Um dos principais pontos da resposta brasileira é a defesa do Pix. O USTR afirma que o sistema de pagamentos instantâneos favoreceria empresas nacionais e discriminaria companhias dos Estados Unidos.

O governo brasileiro rebate esse entendimento afirmando que empresas norte-americanas participam normalmente do ecossistema do Pix, citando como exemplos o Google Pay Brasil e a Visa. “Esses fatos contradizem diretamente a sugestão de que o Pix opera como um campeão nacional fechado do qual as empresas americanas são excluídas ou ao qual são submetidas em termos discriminatórios”, ressalta.

O documento também lembra que os próprios Estados Unidos criaram uma infraestrutura pública de pagamentos instantâneos, o FedNow, desenvolvido pelo Federal Reserve, banco central norte-americano.

Segundo o governo brasileiro, as críticas ao Pix decorrem da expansão de um sistema gratuito de pagamentos que reduziu espaço para serviços privados oferecidos por empresas como MasterCard, Visa e WhatsApp Pay, que cobram pela realização de operações semelhantes.

Itamaraty defende decisões do STF

Outro ponto contestado diz respeito às decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) envolvendo plataformas digitais sediadas nos Estados Unidos. O relatório do USTR utiliza decisões judiciais brasileiras para sustentar a alegação de que empresas norte-americanas estariam sendo discriminadas no país.

Foto: Divulgação

O Itamaraty afirma que a acusação não encontra respaldo jurídico. “Qualquer alegação de irrazoabilidade a esse respeito é totalmente infundada, visto que o USTR sequer identifica, muito menos analisa, os fundamentos e o raciocínio articulados pelos juízes brasileiros ao ordenarem a restrição de conteúdo digital”, enfatiza,

O ministro Mauro Vieira também rebate a afirmação de que essas decisões seriam “secretas”, argumentando que a confidencialidade em determinados processos é necessária para preservar a integridade das investigações.

Segundo o documento, o USTR não identifica qualquer norma brasileira que imponha restrições específicas a plataformas estrangeiras ou pertencentes a empresas norte-americanas. “Empresas que atuam em qualquer grande mercado estrangeiro podem ser obrigadas a cumprir as determinações legais internas e sofrer penalidades caso não o façam. Isso é uma consequência comum de operar sob a jurisdição de outro país soberano”, relata.

Governo rebate críticas sobre acordos comerciais, corrupção e etanol

O documento também contesta os argumentos utilizados pelo USTR para justificar a adoção das tarifas envolvendo corrupção, propriedade intelectual, acesso ao mercado brasileiro de etanol e

Foto: Divulgação

acordos comerciais firmados pelo Brasil com México e Índia.

Segundo o governo brasileiro, os acordos comerciais celebrados com esses países foram negociados em conformidade com as regras internacionais. “A Seção 301 não autoriza os Estados Unidos a tratar acordos legais preferenciais como ‘irrazoáveis’ simplesmente porque os Estados Unidos prefeririam não enfrentar a concorrência dos beneficiários desses acordos no mercado brasileiro”, expõe.

Na área de combate à corrupção, Mauro Vieira cita avaliações da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico para sustentar que o Brasil possui um sistema robusto de prevenção e repressão a ilícitos. “As avaliações das organizações internacionais relevantes corroboram o histórico de aplicação da lei no Brasil e contradizem diretamente a caracterização de falha sistêmica feita pelo USTR”, frisa.

Foto: Shutterstock

Sobre o mercado de etanol, o governo brasileiro rejeita a alegação de que o país restringe o acesso do produto norte-americano. Segundo a resposta enviada aos Estados Unidos, a tarifa aplicada ao etanol segue o princípio da isonomia. “A tarifa [sobre o etanol] se aplica igualmente a todos os países que não se beneficiam de um acordo preferencial e, portanto, não discrimina os EUA”, enaltece.

Itamaraty destaca avanços no combate ao desmatamento ilegal

Em relação ao desmatamento ilegal, o Itamaraty afirma que o governo brasileiro ampliou investimentos em monitoramento, fiscalização e combate aos crimes ambientais. O documento ressalta que o próprio relatório do USTR reconhece a existência de uma legislação ambiental rigorosa e admite que o Brasil reforçou recentemente as ações de fiscalização. “O USTR reconhece expressamente que o Brasil possui um arcabouço legal para o combate ao desmatamento ilegal e reconhece que o Brasil adotou recentemente medidas para aprimorar a fiscalização, incluindo investimentos em tecnologia e outras medidas relacionadas à aplicação da lei”, evidencia.

Fonte: O Presente Rural com Agência Brasil
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