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Suinocultura brasileira encerra 2025 com crescimento acima do esperado e exportações em alta

Dados parciais de abate e comércio exterior indicam avanço superior a 5% na produção e forte expansão dos embarques impulsionada pela diversificação de mercados e pela recuperação das margens do produtor.

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Com números parciais de abate e exportação já é possível afirmar que a suinocultura brasileira encerrará 2025 com retomada do crescimento da produção acima do esperado e com aumento expressivo dos embarques de carne suína para o exterior. Se esperava, para 2025, um do crescimento da produção em níveis abaixo de 3%, pois o produtor além de estar se recuperando de uma longa crise, quitando dívidas de custeio e outras para se manter na atividade, o juro relativamente alto se tornou um gargalo relevante para investir na ampliação da capacidade de produção. Porém, os dados apurados até o momento, demonstram que o crescimento extrapola ganhos de produtividade e aumento do peso médio de abate e indicam que houve também uma pequena ampliação do plantel de matrizes.

A tabela 1, a seguir, com dados de abate por unidade federativa, entre janeiro e setembro, demonstra que houve aumento de mais de 5% em toneladas de carcaças e quase 4% em cabeças abatidas, quando comparado com o mesmo período do ano passado, destacando-se o crescimento expressivo, acima da média nacional, do abate de suínos em Minas Gerais (+11,7%), no Rio Grande do Sul (+6,52%) e no Mato Grosso do Sul (+5,08%); em nível nacional chama a atenção o maior peso médio das carcaças, passando de 92,23kg em 2024 para 93,52kg em 2025.

Tabela 1. Abate brasileiro de suínos de JANEIRO a SETEMBRO/25, por Unidade Federativa, em cabeças e toneladas de carcaças (total e peso médio em kg), percentual de cada estado sobre o total e diferença para o mesmo período de 2024. Elaborado por Iuri P. Machado, com dados do IBGE.

Sem dúvida, o setor de exportação foi o grande destaque da suinocultura em 2025. No acumulado do ano de 2025, de janeiro a novembro, as exportações brasileiras de carne suína, incluindo in natura e processados, totalizaram 1,372 milhão de toneladas, incremento de 10,4% (+129 mil toneladas) em relação ao mesmo período de 2024. Em receita, a alta acumulada chega a 18,7%, com US$ 3,294 bilhões registrados entre janeiro e novembro/25 contra US$ 2,774 bilhões no mesmo período de 2024.

A tabela 2, a seguir, apresenta a relação dos principais destinos das exportações de carne suína in natura, de janeiro a novembro de 2025, comparado com o mesmo período de 2024. Destaque para o crescimento das vendas para as Filipinas, Chile, Japão, México, Vietnã e Argentina que, somados, representaram um crescimento dos embarques em mais de 220 mil toneladas no período, enquanto a China recuou 72 mil toneladas em relação ao mesmo período do ano anterior.

Tabela 2. Exportação brasileira de carne suína in natura por destino de janeiro a novembro de 2025 (em toneladas e em US$) comparado com o mesmo período de 2024. Elaborado por Iuri P. Machado, com dados da Secex.

Esta “pulverização” das exportações traz maior segurança ao mercado de exportação, pois cabe lembrar que a China, há poucos anos, já representou mais de 50% dos nossos embarques.

Estima-se que o ano de 2025 fechará, em relação a 2024, com crescimento da produção acima de 5% em toneladas de carcaças, exportações com incremento de pouco mais de 12% e disponibilidade interna aumentando ao redor de 3%, ultrapassando a marca de 20 kg per capita ano. Em função desta maior oferta e, pelo fato de as cotações já estarem em patamar relativamente alto, não se observou, como em 2024, um pico de preço significativo das carcaças suínas no mês de novembro (gráfico 1); no mesmo gráfico é possível observar que o pico de preço em 2025 foi atingido em setembro, justamente quando a exportação foi recorde para um mês, com mais de 134 mil toneladas de carne in natura embarcadas.

Gráfico 1. Indicador CARCAÇA SUÍNA ESPECIAL – CEPEA/ESALQ (R$/kg) em São Paulo/SP, mensal, nos últimos 24 meses. Valores de nov/24 e nov/25 em destaque. Fonte: CEPEA

No que se refere a rentabilidade da suinocultura, 2025 pode ser considerado como o ano da retomada efetiva das margens financeiras positivas. Houve um equilíbrio favorável entre o preço pago ao produtor e o custo dos principais insumos (milho e farelo de soja). As demandas externa e interna aquecidas conseguiram absorver o crescimento da produção, mantendo preços firmes ao longo do ano.

Com clima favorável e expansão da área plantada, a safra 2024/25 apresentou recorde de produção tanto na soja, quanto no milho. A boa oferta de grãos e a demanda elevada por óleo, que fez com o que o preço do farelo de soja caísse significativamente, manteve ao longo de todo ano uma boa relação de troca entre o preço do suíno e estes principais insumos (gráfico 2), permitindo lucratividade em todos os meses, conforme apontam os levantamentos da EMBRAPA suínos e aves na região Sul (tabela 3).

Gráfico 2. Relação de troca SUÍNO: MIX milho + farelo de soja (R$/kg) em São Paulo, de novembro/23 a novembro/25. Relação de troca considerada ideal, acima de 5,00 Composição do MIX: para cada quilograma de MIX, 740g de milho e 260g de farelo de soja. Elaborado por Iuri P. Machado com dados do CEPEA – preços estado de São Paulo

Tabela 3. Custos totais (ciclo completo), preço de venda e lucro/prejuízo estimados, mensais, nos três estados do Sul (R$/kg suíno vivo vendido) de janeiro a novembro de 2025 e a média anual de 2024. Elaborado por Iuri P. Machado com dados: Embrapa (custos), Cepea (preço do suíno)

O acesso ao crédito é questão relevante para a safra atual (2025/26), que deve contar com parcela maior de capital próprio no total utilizado, resultando em provável redução de tecnologia; isso somado a um clima previsto menos favorável que ano passado, é possível projetar menor produtividade final na safra atual de milho.

Considerações finais e o que esperar para 2026

A retomada do crescimento da produção de suínos é consistente e o período já prolongado de margens positivas além da abertura de novos mercados de exportação, apesar dos juros elevados, estimulam a expansão da atividade para atender a forte demanda interna e externa.

O presidente da ABCS, Marcelo Lopes, explica que é esperado que o crescimento da produção de suínos continue em 2026, provavelmente limitado a não mais que 4%, em relação a 2025. “Espera-se um crescimento das exportações ao redor de 3% em relação a 2025. No balanço final, a disponibilidade interna deve crescer pouco mais de 4%, o que isoladamente, poderia determinar queda nos preços pagos ao produtor, porém, é preciso analisar a oferta x demanda não somente da carne suína, mas também da carne bovina. Se a tendência da carne suína é aumentar a oferta, espera-se da pecuária de corte o contrário, com uma virada de ciclo, determinada pela redução significativa no abate de bovinos, ainda com demandas interna e externa elevadas, ou seja, é muito provável que haja um aumento das cotações do boi gordo, o que deve ajudar a sustentar os preços do suíno”, conclui.

A única preocupação se deve à investigação de antidumping contra a carne bovina brasileira que está sendo realizada pelo governo chinês, cujo resultado deve ser divulgado em 26 de janeiro/26. Uma eventual restrição mais severa às exportações para a China pode reduzir as expectativas de preços para 2026. Com provável redução da safra de milho e aumento da demanda por este cereal, puxado principalmente pela cadeia do etanol, o custo pode ficar mais alto em 2026.

Todas estas projeções se baseiam na expectativa de relativa normalidade, sem a ocorrência de eventos sanitários, a exemplo do foco de Influenza aviária no RS em maio deste ano, ou questões geopolíticas que possam interferir nas exportações. Em resumo, ainda que num cenário mais desafiador que 2025, o ano de 2026 tende a ser um período favorável à produção de suínos, com boa competitividade de preço, principalmente perante a carne bovina.

Fonte: Assessoria ABCS

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Semana Nacional da Carne Suína amplia oferta de cortes e aposta em experiência de compra

Além de promoções, supermercados investem em ações educativas, receitas e comunicação voltada a diferentes ocasiões de consumo.

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A Semana Nacional da Carne Suína segue mobilizando redes de varejo de todas as regiões do país com campanhas que vão muito além das ofertas. As ações desenvolvidas pelo Pão de Açúcar, Extra Mercado, Carrefour, Bretas, Prezunic, GBarbosa, Swift, Amigão, Boa, Compre Mais, Paraná Supermercados, Avenida, Confiança, Jaú Serve, Proença, Shibata, Pague Menos, Mix Mateus, Mateus Supermercados, Camino, Super Pão e Dom Olívio demonstram um esforço conjunto para dar protagonismo à carne suína e estimular novas ocasiões de consumo.

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Um dos principais destaques desta edição é a transformação dos espaços de venda. As redes investiram em materiais de ponto de venda e ambientação temática, criando verdadeiros festivais da carne suína dentro das lojas, e o enxoval está sendo utilizado para aumentar a visibilidade da categoria e conduzir o consumidor até os produtos.

As campanhas também mostram uma evolução importante na forma de comunicar a carne suína. Além de focar em preço, as redes passaram a trabalhar conceitos relacionados a sabor, versatilidade, rendimento e economia com forte presença visual em loja, materiais promocionais, tabloides exclusivos e mensagens destacando que a carne suína rende mais proteína, sabor e economia, reforçando atributos que dialogam diretamente com as necessidades do consumidor.

Outro aspecto valorizado foi o sortimento de diferentes cortes. As campanhas apresentam a carne suína de forma

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ampla, destacando produtos para diversas ocasiões de consumo. Cortes para o dia a dia, churrasco, refeições especiais e preparações rápidas ganharam espaço nas comunicações, ajudando a mostrar que a proteína está presente em muito mais momentos do que tradicionalmente se imagina.

Algumas redes trabalham uma comunicação focada em ocasiões de consumo, apresentando a carne suína como uma opção para o dia a dia, final de semana, churrasco, receitas especiais e preparações práticas.

A estratégia reforça a versatilidade da proteína e ajuda o consumidor a identificar facilmente como utilizar cada corte em diferentes momentos. Além disso, as redes participantes reforçaram seus estoques e aumentaram a variedade de produtos disponíveis, oferecendo desde cortes tradicionais até opções premium, produtos temperados, congelados, porcionados e itens voltados ao churrasco. Essa estratégia amplia as possibilidades de escolha e estimula a experimentação por parte dos consumidores.

As ações educativas também merecem destaque. Diversas redes incluíram conteúdos sobre cortes suínos, rendimento, preparo e benefícios nutricionais com mapa dos cortes, receitas, sugestões de preparo para air fryer e informações sobre características nutricionais da carne suína, contribuindo para ampliar o conhecimento do consumidor e desmistificar conceitos antigos sobre a proteína.

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No ambiente digital, a campanha ganhou força por meio de publicações nas redes sociais, vídeos, receitas, conteúdos com influenciadores e divulgação nos aplicativos das redes. Muitas redes integraram a comunicação online e offline, levando para os canais digitais as mesmas mensagens presentes nas lojas.

Receitas, dicas de preparo, sugestões de harmonização e informações nutricionais ajudaram a manter o tema presente durante todo o período da ação. Fique de olho nos perfis das redes participantes para conhecer essa comunicação!

Presidente da ABCS, Marcelo Lopes: “Ao combinar ofertas, informação, experiência de compra e conteúdo educativo, as redes contribuem para fortalecer a categoria e ampliar sua presença na mesa dos brasileiros” – Foto: Divulgação/ABCS

Para o presidente da ABCS, Marcelo Lopes, as ações desenvolvidas pelas redes varejistas mostram que a carne suína vem ampliando seu espaço no mercado brasileiro não apenas pelo preço, mas também pela variedade de cortes e pelas diferentes possibilidades de consumo. “A carne suína é uma proteína moderna, versátil e adequada para diferentes perfis de consumo. Ao combinar ofertas, informação, experiência de compra e conteúdo educativo, as redes contribuem para fortalecer a categoria e ampliar sua presença na mesa dos brasileiros”, afirma.

A Semana Nacional da Carne Suína segue até sexta-feira (19) e reúne supermercados de diversas regiões do país. Além das promoções, a campanha tem apostado em ambientação temática nas lojas, ampliação do sortimento, divulgação de receitas e informações sobre cortes, rendimento e preparo dos produtos.

A iniciativa busca aproximar o consumidor da proteína e estimular novas ocasiões de consumo, em um momento em que a carne suína registra crescimento tanto no mercado interno quanto nas exportações e ganha participação cada vez maior na alimentação dos brasileiros.

Fonte: Assessoria ABCS
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O desafio da sucessão no agronegócio será debatido durante 18º SBSS

Evento será realizado de 11 a 13 de agosto no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC).

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Rogério Facin ministra palestra sobre capital humano e sucessão familiar no dia 13 de agosto durante o Painel Pessoas - Gestão e Performance - Foto: Divulgação

A formação de lideranças, a retenção de talentos e o preparo das novas gerações para os desafios do agronegócio estarão em debate durante o 18º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS), promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet). A palestra “Capital Humano e Sucessão: preparando a próxima geração e as equipes de alta performance” será ministrada por Rogério Facin, no dia 13 de agosto, às 10h35, durante o Painel Pessoas – Gestão e Performance, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC).

Foto: Shutterstock

Em um cenário marcado pela transformação do mercado de trabalho, pela busca por profissionais qualificados e pelos desafios relacionados à sucessão nas empresas, o desenvolvimento de pessoas tornou-se um dos principais fatores para a sustentabilidade e a competitividade das organizações. A palestra trará reflexões sobre a preparação de equipes de alta performance e a construção de ambientes capazes de atrair, desenvolver e reter talentos.

Rogério Facin é graduado em Processamento de Dados pela Faculdade de Tecnologia (FATEC) e possui MBA em Gestão de Pessoas. É cofundador da Go Winners, empresa especializada no desenvolvimento comportamental de jovens e na facilitação de sua inserção no mercado de trabalho, e da Indicação Consultoria, organização voltada à gestão de capital humano, desenvolvimento comportamental e projetos de remuneração, com forte atuação no agronegócio.

Presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin: “A tecnologia avança rapidamente, mas são as pessoas que fazem os sistemas funcionarem” – Foto: Suellen Santin/MB Comunicação

Ao longo de sua trajetória profissional, acumulou mais de 15 anos de experiência em multinacional do setor de máquinas e equipamentos, além de ter atuado como coordenador do Grupo Regional de Remuneração DEASA e professor universitário na área de Gestão de Pessoas. Sua experiência une a visão corporativa à prática do desenvolvimento humano dentro das organizações.

A presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, destaca que os desafios relacionados às pessoas estão entre os temas de destaque para o futuro da produção animal. “A tecnologia avança rapidamente, mas são as pessoas que fazem os sistemas funcionarem. Hoje, um dos grandes desafios das empresas é formar lideranças, desenvolver equipes e preparar as novas gerações para assumir posições estratégicas. Por isso, esse tema ocupa espaço de destaque na programação do SBSS”, afirma.

Para o presidente da Comissão Científica do SBSS, Lucas Piroca, discutir capital humano é tão importante quanto

Presidente da Comissão Científica do SBSS, Lucas Piroca: “A eficiência das granjas e das agroindústrias passa diretamente pela qualidade das equipes e pela capacidade das empresas de desenvolver talentos” – Foto: Kroma Fotografiais

abordar temas técnicos ligados à produção. “A eficiência das granjas e das agroindústrias passa diretamente pela qualidade das equipes e pela capacidade das empresas de desenvolver talentos. A sucessão, a formação de lideranças e a gestão de pessoas são assuntos cada vez mais presentes na rotina do setor e precisam ser debatidos com profundidade”, ressalta.

Participação 

As inscrições para o SBSS já estão disponíveis no site: www.nucleovet.com.br. O investimento do primeiro lote, até o dia 25 de junho, é de R$ 600 para profissionais e R$ 400 para estudantes. O valor para participar somente da 17ª Brasil Sul Pig Fair é de R$ 100. Associados do Nucleovet, profissionais de agroindústrias, órgãos públicos e grupos universitários terão condições diferenciadas.

Tecnologia e negócios

Realizada simultaneamente ao Simpósio, a 17ª Brasil Sul Pig Fair reunirá empresas dos segmentos de sanidade, genética, nutrição, equipamentos, ambiência, tecnologia e serviços voltados à suinocultura.

O espaço será destinado à apresentação de lançamentos, soluções inovadoras e fortalecimento do networking entre empresas, profissionais, pesquisadores e produtores, ampliando as oportunidades de negócios e troca de experiências durante o evento.

Fonte: Assessoria Nucleovet
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Consumo de carne suína atinge 20 kg por habitante no Brasil

Marca histórica foi alcançada em 2025 e reflete a expansão do consumo doméstico em paralelo ao crescimento das exportações, que levaram o Brasil ao posto de terceiro maior exportador mundial da proteína.

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A carne suína alcançou um patamar inédito na mesa dos brasileiros. Em 2025, o consumo per capita chegou a 20 quilos por habitante ao ano, maior nível já registrado no país e um indicativo de que a proteína ganhou espaço definitivo na alimentação das famílias.

Foto: Divulgação/HB Audiovisual

O dado, divulgado pela Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), coincide com outro marco importante para a cadeia produtiva. Após a consolidação dos números internacionais no início de 2026, o Brasil ultrapassou o Canadá e passou a ocupar a posição de terceiro maior exportador mundial de carne suína.

A combinação de um mercado interno mais robusto com exportações em ritmo recorde tem alterado o perfil do setor, que hoje depende menos de oscilações externas e conta com uma base doméstica mais sólida para sustentar seu crescimento.

Mudança de hábito impulsiona consumo

O consumo médio de 20 quilos por pessoa representa uma mudança significativa no comportamento do consumidor brasileiro. Historicamente, a carne suína ocupava espaço secundário em comparação com outras proteínas, mas, nos últimos anos, passou a ser incorporada com maior frequência ao cardápio das famílias.

Segundo a ABCS, a marca simboliza uma transformação cultural, na qual a carne suína deixa de ser um produto

Presidente da ABCS, Marcelo Lopes: “Seja no mercado interno ou externo, o que vemos é a validação do que nós produtores temos feito dia após dia na nossa produção” – Foto: Divulgação/ABCS

consumido ocasionalmente para se tornar uma opção cotidiana.

Para o presidente da entidade, Marcelo Lopes, o resultado reflete um trabalho de longo prazo realizado em diferentes frentes da cadeia produtiva. “Seja no mercado interno ou externo, o que vemos é a validação do que nós produtores temos feito dia após dia na nossa produção, investindo em inteligência, sanidade, produtividade, tecnologia, genética e bem-estar”, afirma.

Ele acrescenta que houve também uma mudança na forma como a proteína passou a ser percebida pelos consumidores. “Isso reforça o trabalho que a ABCS tem feito para transformar a percepção da carne suína, para que ela se destaque lá fora e também dentro de casa”, diz.

Brasil supera Canadá e assume terceira posição

O fortalecimento do mercado interno ocorre em um momento de expansão das exportações. Dados consolidados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que o Brasil encerrou 2025 com embarques recordes de 1,51 milhão de toneladas de carne suína, crescimento de 11,6% em relação ao ano anterior.

Foto: Shutterstock

O volume foi suficiente para superar o Canadá, que exportou cerca de 1,45 milhão de toneladas no mesmo período. A diferença de aproximadamente 50 mil toneladas garantiu ao Brasil a terceira posição no ranking mundial, atrás apenas da União Europeia e dos Estados Unidos.

O resultado é atribuído a uma combinação de fatores, entre eles a diversificação dos mercados compradores, a competitividade dos custos de produção e o rigor sanitário, considerado um dos principais diferenciais da suinocultura brasileira.

Mercado interno reduz dependência externa

O novo cenário é visto pelo setor como um fator de equilíbrio para a cadeia produtiva. Com um mercado doméstico maior e mais consolidado, a suinocultura tende a ficar menos vulnerável a oscilações nas exportações, mudanças cambiais ou restrições comerciais impostas por países importadores.

Ao mesmo tempo, a demanda interna oferece maior previsibilidade para investimentos em tecnologia, genética e

Foto: Divulgação/Pexels

ampliação da produção.

Esse movimento reforça uma característica cada vez mais presente na suinocultura brasileira: a capacidade de crescer simultaneamente dentro e fora do país.

Se no exterior o Brasil ganha espaço entre os maiores exportadores do mundo, no mercado doméstico a marca de 20 quilos por habitante indica que a carne suína conquistou um espaço que parecia improvável há poucas décadas: o de proteína presente de forma permanente na rotina alimentar dos brasileiros.

Fonte: O Presente Rural com ABCS
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