Suínos
Suinocultura brasileira deve crescer mais de 20% nos próximos anos
Os estados maiores produtores são: Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Mato Grosso, São Paulo e Goiás
A carne suína é a proteína animal mais produzida e consumida do mundo. O Brasil vem expandindo, nos últimos anos, seu consumo interno. Campanhas de marketing, informando sobre a qualidade e as vantagens da carne suína, têm ajudado para o aumento. No último domingo (24) foi comemorado o Dia do Suinocultor e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e as federações de agricultura e pecuária esperam que os suinocultores sejam lembrados por sua importante contribuição para o desenvolvimento da agropecuária brasileira e para a economia do país.
A suinocultura brasileira deve crescer, nos próximos 10 anos, em torno de 21%, tanto em produção como no consumo interno e ainda nas exportações, conforme informação da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), até atingir 4,3 milhões de toneladas, em 2024. Já a produção brasileira de suínos, em 2015, foi de 3,5 milhões de toneladas. Do total, 85% foram destinadas ao consumo interno e 15% às exportações. Os estados maiores produtores são: Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Mato Grosso, São Paulo e Goiás.
Nos primeiros 4 meses de 2016, houve um incremento nas exportações brasileiras de carne suína, com vendas de US$ 113 milhões, aumento de 3,1% em relação ao mesmo período de 2015. E no mês de maio de 2016, as exportações, somente para a China, obtiveram um crescimento de 19 mil por cento, frente a US$ 70,8 mil em maio de 2015. O câmbio mais favorável e a habilitação à exportação de novas plantas frigoríficas brasileiras foram fatores decisivos para o resultado obtido. Desde dezembro, os chineses habilitaram seis novos frigoríficos de carne suína à exportarem ao país. No total, o Brasil possui, hoje, 12 frigoríficos de carne suína aptos à exportação para a China.
A produção interna de carne suína na China sofreu drástica redução na produção, por questões relacionadas à legislação ambiental, aumentando, portanto, a dependência do país no comércio exterior para garantir o abastecimento doméstico. O cenário deve se manter, o que favorecerá o incremento gradativo nas exportações brasileiras de carne suína, em especial.
Segundo o presidente da Comissão Nacional de Aves e Suínos da CNA, Renato Simplício Lopes, graças às campanhas, o maior conhecimento pela população das vantagens da carne suína está contribuindo fortemente para o crescimento do consumo. “Acredita-se que aos poucos a carne suína irá ganhar maior espaço nas preferências do consumidor brasileiro, especialmente, em regiões onde o setor ainda é fragmentado, como no caso das regiões Nordeste e Norte. As campanhas de marketing têm ajudado muito nisso”, afirma.
Fonte: CNA

Suínos
Dia do Suinocultor celebra protagonismo de quem impulsiona setor de R$ 63,1 bilhões
Com 5,6 milhões de toneladas produzidas e US$ 3,6 bilhões em exportações, cadeia reforça a importância dos produtores para a competitividade da proteína animal brasileira.

Celebrado nesta sexta-feira (24), o Dia Nacional do Suinocultor destaca o protagonismo dos produtores que, diariamente, sustentam a evolução de uma das cadeias mais competitivas do agronegócio brasileiro.
Em 2025, a produção brasileira de carne suína alcançou 5,592 milhões de toneladas, consolidando o país como o quarto maior produtor mundial. O Valor Bruto da Produção (VBP) do setor chegou a R$ 63,1 bilhões, movimentando economias regionais, gerando renda e impulsionando uma ampla cadeia formada por produtores de grãos, empresas de genética, nutrição e saúde animal, transportadores, cooperativas, agroindústrias e outros segmentos.

Foto: Shutterstock
A presença internacional também ganhou força. No ano passado, o Brasil exportou 1,510 milhão de toneladas de carne suína para 94 países, gerando receita cambial de US$ 3,6 bilhões. Com esse desempenho, o país manteve-se como o terceiro maior exportador mundial. Do total produzido, 27,01% foi destinado ao mercado externo.
Ao mesmo tempo, o mercado brasileiro permaneceu como o principal destino da produção nacional. O consumo per capita atingiu 19,1 quilos por habitante em 2025, refletindo a crescente presença da carne suína na mesa dos brasileiros e a ampliação da variedade de cortes e produtos disponíveis no varejo e na alimentação fora do lar.
Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), esses resultados começam dentro das propriedades rurais. São os suinocultores que transformam avanços em genética, nutrição, manejo, sanidade, biosseguridade, bem-estar animal e sustentabilidade em ganhos efetivos de produtividade, qualidade e segurança dos alimentos. “Cada tonelada

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “Cada tonelada produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor” – Foto: Mario Castello
produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor. É dentro das granjas que os compromissos do setor com a sanidade, a eficiência, a qualidade e a sustentabilidade se transformam em prática. O suinocultor é o grande protagonista de uma cadeia que gera desenvolvimento para o Brasil e ajuda a garantir segurança alimentar para consumidores brasileiros e de dezenas de países”, destaca Ricardo Santin, presidente da ABPA.
Presentes em diferentes modelos de produção, sejam integrados, cooperados ou independentes, os suinocultores também desempenham papel decisivo na geração de oportunidades no interior do país. A atividade fortalece municípios, mantém renda nas comunidades e estimula investimentos em tecnologia, infraestrutura e qualificação profissional. “A competitividade da suinocultura brasileira não foi construída por acaso. Ela é resultado da capacidade de adaptação, do investimento e da dedicação de milhares de produtores. Celebrar o Dia do Suinocultor é reconhecer quem está na base de um setor que movimenta bilhões, abastece o mercado interno e leva a qualidade da proteína animal brasileira para o mundo”, conclui Santin.
Suínos
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