Suínos
Suinocultura: Biossegurança na Copa é tema de workshop no RS
O setor de suínos do Rio Grande do Sul, liderado pelo Conselho Técnico Operacional de Suinocultura do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa) e pelo Comitê Estadual de Sanidade Suína realiza, no dia 26 de maio, um workshop sobre biossegurança na Copa. O objetivo é levar ao corpo técnico de indústrias, cooperativas e produtores informações sobre cuidados sanitários com o aumento de estrangeiros no país na época do mundial.
A maior preocupação, segundo o presidente do Fundesa, Rogério Kerber, é com a PEDv, sigla em inglês para diarreia suína epidêmica (Epidemic Diarrhea Virus). A doença atinge 10% do rebanho suíno dos Estados Unidos e já foi confirmada no Peru, Colômbia e Japão, registrando suspeitas no Canadá e no México. A França já suspendeu a importação de suínos dos países atingidos e com suspeitas da doença.
Apesar de não representar riscos à saúde humana, trata-se de uma enfermidade econômica, pois pode gerar sérios prejuízos à atividade, já que provoca a morte de leitões infectados em até 100% dos casos. O vice-presidente para Suínos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Rui Vargas, afirma que as medidas de controle são necessárias uma vez que a forma de disseminação da doença ainda é desconhecida.
O workshop ocorre em Carazinho, no norte do Estado gaúcho, e vai contar com a apresentação de pesquisadores e especialistas em biossegurança. Queremos esclarecer que, com o aumento de circulação de estrangeiros no país, o produtor e a indústria precisam estar preparados, restringindo ao máximo as visitas às granjas e plantas e tomando todos os cuidados com a produção, informa Kerber. Conforme a Embratur – Instituto Brasileiro de Turismo, durante o período da Copa são esperados mais de 500 mil turistas de diversos países.
O pedido de realização do workshop partiu da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs), entidade membro do Fundesa. De acordo com seu presidente, Valdecir Luis Folador, é remota a possibilidade da chegada da PEDv ao Brasil, porém, não significa que cuidados rigorosos não sejam necessários. O dirigente ressalta que é importante que as granjas redobrem os cuidados e evitem a entrada de pessoas ou veículos que sejam estranhos ao ambiente.
Segundo pesquisadores, o vírus pode permanecer ativo por 14 dias em temperatura ambiente de até 8º graus negativos e possui dose infectante mínima muito baixa. Isso favorece a transmissão indireta entre granjas e países através de pessoas, roupas, sapatos, embalagens, ingredientes de ração, entre outros.
O workshop conta com o apoio da Ministério da Agricultura (Mapa), Secretaria da Agricultura (Seapa/RS), ABPA, Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Sindicato das Indústrias de Produtos Suínos do Estado do Rio Grande do Sul (Sips), Associação de Médicos Veterinários Especialistas em Suínos (Abraves) e Associação dos Fiscas Agropecuários (Afagro-RS)
Fonte: Ass. Imprensa da ACSURS

Suínos
Dia do Suinocultor celebra protagonismo de quem impulsiona setor de R$ 63,1 bilhões
Com 5,6 milhões de toneladas produzidas e US$ 3,6 bilhões em exportações, cadeia reforça a importância dos produtores para a competitividade da proteína animal brasileira.

Celebrado nesta sexta-feira (24), o Dia Nacional do Suinocultor destaca o protagonismo dos produtores que, diariamente, sustentam a evolução de uma das cadeias mais competitivas do agronegócio brasileiro.
Em 2025, a produção brasileira de carne suína alcançou 5,592 milhões de toneladas, consolidando o país como o quarto maior produtor mundial. O Valor Bruto da Produção (VBP) do setor chegou a R$ 63,1 bilhões, movimentando economias regionais, gerando renda e impulsionando uma ampla cadeia formada por produtores de grãos, empresas de genética, nutrição e saúde animal, transportadores, cooperativas, agroindústrias e outros segmentos.

Foto: Shutterstock
A presença internacional também ganhou força. No ano passado, o Brasil exportou 1,510 milhão de toneladas de carne suína para 94 países, gerando receita cambial de US$ 3,6 bilhões. Com esse desempenho, o país manteve-se como o terceiro maior exportador mundial. Do total produzido, 27,01% foi destinado ao mercado externo.
Ao mesmo tempo, o mercado brasileiro permaneceu como o principal destino da produção nacional. O consumo per capita atingiu 19,1 quilos por habitante em 2025, refletindo a crescente presença da carne suína na mesa dos brasileiros e a ampliação da variedade de cortes e produtos disponíveis no varejo e na alimentação fora do lar.
Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), esses resultados começam dentro das propriedades rurais. São os suinocultores que transformam avanços em genética, nutrição, manejo, sanidade, biosseguridade, bem-estar animal e sustentabilidade em ganhos efetivos de produtividade, qualidade e segurança dos alimentos. “Cada tonelada

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “Cada tonelada produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor” – Foto: Mario Castello
produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor. É dentro das granjas que os compromissos do setor com a sanidade, a eficiência, a qualidade e a sustentabilidade se transformam em prática. O suinocultor é o grande protagonista de uma cadeia que gera desenvolvimento para o Brasil e ajuda a garantir segurança alimentar para consumidores brasileiros e de dezenas de países”, destaca Ricardo Santin, presidente da ABPA.
Presentes em diferentes modelos de produção, sejam integrados, cooperados ou independentes, os suinocultores também desempenham papel decisivo na geração de oportunidades no interior do país. A atividade fortalece municípios, mantém renda nas comunidades e estimula investimentos em tecnologia, infraestrutura e qualificação profissional. “A competitividade da suinocultura brasileira não foi construída por acaso. Ela é resultado da capacidade de adaptação, do investimento e da dedicação de milhares de produtores. Celebrar o Dia do Suinocultor é reconhecer quem está na base de um setor que movimenta bilhões, abastece o mercado interno e leva a qualidade da proteína animal brasileira para o mundo”, conclui Santin.
Suínos
Mercado integrado paga mais pelo suíno vivo que o independente em julho
Cepea registra movimento atípico em algumas regiões do Sul, onde a elevada oferta e a demanda enfraquecida pressionam as cotações do mercado spot.
Suínos
Rentabilidade da suinocultura preocupa produtores de Mato Grosso
Apesar do avanço da produção e das exportações brasileiras, preços em queda e margens apertadas desafiam o setor no Estado.





