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Suínos Perspectivas da ABPA

Suinocultura amplia abates com projeção para crescer ainda mais em 2022

Quarto maior produtor de carne suína do mundo, a produção do Brasil é estimativa em até 4,7 milhões de toneladas, número 6% superior ao registrado no ano anterior, com 4,4 milhões de toneladas. Já o volume projetado para 2022 poderá chegar até 4,85 milhões de toneladas, volume 4% maior em relação a 2021.

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Fotos: Arquivo OP Rural

Entre os oito maiores contribuintes do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP), a suinocultura cresceu 2,8% em relação ao ano anterior, agregando uma receita de R$ 31,2 bilhões em 2021. Quarto maior produtor de carne suína do mundo, a produção do Brasil é estimativa em até 4,7 milhões de toneladas, número 6% superior ao registrado no ano anterior, com 4,4 milhões de toneladas. Já o volume projetado para 2022 poderá chegar até 4,85 milhões de toneladas, volume 4% maior em relação a 2021.

Presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin: “A Rússia abriu uma cota de importação de 100 mil toneladas de carne suína, que pode ser acessada por todas as nações habilitadas, mas com os embargos dos Estados Unidos e da Europa, o Brasil terá mais chances de capturar essa grande oportunidade” – Foto Édi Pereira

De acordo com as projeções da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), as vendas internacionais apontam para embarques totais de até 1,13 milhão de toneladas, número 10,5% superior ao alcançado em 2020, quando chegou a 1,024 milhão de toneladas. “Ultrapassamos em novembro o total de toneladas exportadas ano passado (2020), o que é muito positivo, atingindo 1,047 milhão de toneladas, ou seja, chegamos a um recorde histórico de exportações em 11 meses”, celebra o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Ao analisar os meses de janeiro a novembro de 2021 com o mesmo período do ano anterior houve um crescimento de 11,33% nas exportações, com uma receita 17,8% maior, chegando a R$ 2,4 bilhões em 2021. Em 2022, as vendas internacionais poderão chegar a 1,2 milhão de toneladas, volume que supera em 7,5% as exportações projetadas para 2021.

Destino das exportações

A China continua sendo o principal destino das exportações de carne suína brasileira, com 49% do mercado externo, o que representa um volume de 503.866 toneladas, um crescimento de 7,5% de janeiro a novembro do ano passado quando comparado ao mesmo período do ano anterior. Na sequência figura a cidade-estado de Hong Kong (14%), Chile (5%), Singapura, Vietnã e Uruguai com 4% cada; Argentina, Filipinas e Angola com 3% cada; Geórgia (1%) e outros 10% é destinado para outros países.

Estados maiores exportadores

O Estado de Santa Catarina detém a maior fatia do mercado de exportação brasileira, com um share de 51%, ou seja, de janeiro a novembro exportou 532.793 mil toneladas, um crescimento de 11% comparado ao mesmo período de 2020. Em seguida, Rio Grande do Sul exporta 27% e Paraná 14%, fechando o ranking com os três principais Estados exportadores do país.

Mercado interno

A disponibilidade da carne suína no mercado interno cresceu 5%, podendo chegar a 3,5 milhões de toneladas até o fim de 2021. Neste ano, as projeções apontam para um volume entre 3,6 e 3,7 milhões de toneladas de carne suína, um crescimento de 4,5%, um pouco abaixo do projetado para o ano passado.

Com relação ao consumo per capita, o índice deverá alcançar 16,80 quilos por habitante/ano, número 5% maior que o consumo registrado em 2020, quando atingiu 16,06 quilos. Já em 2022, o consumo per capita projetado alcança 17,30 quilos, margem 3% maior que o esperado para 2021. Tanto a produção quanto às exportações e o consumo per capita projetados para 2021 e 2022 são recordes históricos. “Números que consolidam a presença cada vez maior da carne suína na mesa do brasileiro”, reitera Santin.

Mercado global

Caso aumente a produção dos Estados Unidos, do México e do Canadá será menor que 1% no segundo semestre de 2022. No caso da Europa, focos ativos da Peste Suína Africana podem continuar impactando as exportações. Já na China, estima-se aumento da produção em 2021, apresentando recuperação parcial, mas, neste ano, deverá se estabilizar ou apresentar leve queda no segundo semestre. “O abate de matrizes antecipadas gerou uma sobreoferta de carne na China no ano passado, o que deve normalizar neste ano, apresentando uma leve queda”, estima Santin.

No Vietnã, as importações totais para 2022 provavelmente permanecerão acima dos níveis de 2020, e as Filipinas aumentaram significativamente as importações no ano passado, com um volume crescendo mais de 400% no primeiro semestre e devem seguir em 2022 também pressionado, uma vez que a Peste Suína Africana ainda está muito ativa em todo o continente asiático e europeu.

Projeções globais

Conforme previsão do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a projeção de produção da China é de queda de 4,9% em 2022 com relação a 2021, que até outubro deste ano apresentava 26% de crescimento, seguindo com queda de 0,1% da União Europeia e 0,3% dos Estados Unidos. Já o Brasil, é cogitado o crescimento na casa dos 4% em 2022.

Nas exportações, nota-se um aumento de 2% do volume exportado da União Europeia, mas em 2020 foi maior do que está sendo projetado para 2022, ou seja, cresce sobre uma base menor e fica inferior às exportações de 2020. Mesmo processo acontece com os Estados Unidos, muito próximo da estabilização das exportações, com crescimento em torno de 2,8%. Canadá terá um leve aumento e as exportações brasileiras comparadas aos demais países segue em alta, com projeção para 2022 de 7,5%.

Importações da China

Apesar de ter quedas de preços locais sobre a oferta de produtos, maior abate de matrizes e aumento da produção local no país chinês, a ABPA estima 4,5 milhões de toneladas importadas pela China até o fim do ano. A projeção para 2022 é que a China continue a importar 4,7 milhões de toneladas, dando sustentabilidade às importações do Brasil com destino ao país.

Embora houve queda nas importações pela China nos meses de setembro e outubro do ano passado causada pela sobreoferta de produto, o share do Brasil cresceu de 9% para 11% comparado com o ano anterior. “Com o início do ano lunar chinês, em 1º de fevereiro, a expectativa da ABPA é que no segundo trimestre a China retome as importações com um volume maior de compras, uma vez que estará com os estoques reduzidos em razão do consumo nas festividades do fim do ano”, anseia Santin.

Disponibilidade de insumos

De acordo com a previsão da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a estimativa era exportar até 31 de dezembro 19,2 milhões de toneladas de milho, com estoques finais de 8,81 milhões de toneladas. Ao analisar as exportações dos últimos 11 meses, a ABPA projetou para dezembro/2021 cerca de 2,1 milhões de toneladas e para janeiro/2022 em torno de 1,1 milhão de toneladas do grão para saída do país, o que garante um estoque de passagem projetado em mais de 10 milhões de toneladas da cultura, atingindo o mesmo patamar de 2018 para 2019, antes da pandemia.

Segundo projeção do USDA, a safra 2021/2022 deve apresentar crescimento de 6,7% sobre a temporada anterior, o que representa 382,59 milhões de toneladas. “O que dá uma certa tranquilidade para o Brasil”, pondera Santin.

Desafio do custo de insumo

O cereal milho e oleaginosa soja compõem 70% dos custos dos insumos para a produção de aves e suínos. De janeiro de 2019 até dezembro de 2021, o preço do milho aumentou em média 124% e da soja cresceu em média 127%. De agosto de 2020 até 14 de dezembro de 2021 os preços dos dois grãos apresentaram uma estabilidade em patamar elevado. “Não temos aqueles picos como tivemos em dezembro de 2020, mas entendo que vamos entrar em uma mudança de patamar de consumo. Nosso produtor também está produzindo agora safras com custos muito mais altos atrelados à alta do dólar”, alega Santin.

Cereais de inverno

De acordo com Santin, a produção de grãos no Brasil se concretizou pelo resultado expressivo da safra de cereais de inverno, que alcançou no ano passado 7,8 milhões de toneladas, um crescimento de 25,3% superior ao resultado da safra anterior, que chegou a 6,2 milhões de toneladas produzidas. Juntos, os Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul ampliaram em 99,5% a área de cultivo, em 158,6% a produção e em 42,6% a produtividade das lavouras.

“O cereal de inverno é um elemento de alternativa importante para as indústrias poderem utilizar em suas rações, tenho certeza que isso vai se tornar uma prática de agora em diante, consolidando mais ainda o rendimento para os nossos produtores e a estabilidade para conversão alimentar”, enfatiza Santin.

Custos de produção do setor

Os aumentos que os consumidores se depararam nas prateleiras dos supermercados deverão se manter ao longo de 2022 também, uma vez que, de acordo com a Embrapa, os custos de produção do setor estão elevados desde janeiro de 2021, variando nos primeiros 11 meses do ano passado entre 407,72 pontos a 397,57 pontos para a avicultura e entre 417,33 a 380,55 pontos para a suinocultura, bem diferentes dos custos praticados antes da pandemia de Covid-19, quando em média o índice era em média de 217,85 pontos para aves e 220,96 para suínos.

Outros custos que encareceram as atividades foram com as embalagens e o diesel. As embalagens de polietileno subiram 71%, de papelão 56% e as rígidas de polipropileno aumentaram 75% entre junho/2020 e outubro/2021. No mesmo período, o combustível teve uma variação de custo que chegou a 44%. “Essa é realidade com a qual vamos ter que conviver durante 2022”, reconhece Santin.

Comportamento dos concorrentes

A Europa e os Estados Unidos são os dois principais concorrentes do Brasil nas exportações de carne frango e suína. No acumulado até outubro do ano passado comparado com 2020, o país norte-americano aumentou 2,4% suas exportações de frango, o que corresponde a 2,97 milhões de toneladas, e cresceu 0,5% nas exportações suínas, resultando em 2,45 milhões de toneladas. Por outro lado, a Europa reduziu em 13% a venda externa de carne de frango e aumentou em 5,7% a de carne suína.

Enquanto a Rússia passou de concorrente a cliente da carne suína brasileira. No entanto, por conta da existência de Peste Suína Africana em alguns locais do país russo e pelo aumento da demanda local, a partir de abril de 2021 as exportações caíram 34%, uma queda bastante acentuada. “De julho a novembro do ano passado as exportações cresceram para 2,8 milhões de toneladas por mês e em novembro a Rússia abriu uma cota de importação de 100 mil toneladas de carne suína, que pode ser acessada por todas as nações habilitadas a abastecer o mercado russo. Porém, perdura ainda embargos por motivos políticos com os Estados Unidos e a Europa, ou seja, o Brasil entre as nações de grandes exportadoras é que terá mais chances de capturar essa grande oportunidade”, pontua Santin.

Panorama e projeção de consumo da China

No dia 15 de dezembro de 2021, a China voltou a comprar carne bovina desossada do Brasil após três meses com as importações suspensas em virtude da suspeita de dois casos de vaca louca no país. Para o presidente da ABPA, a reabertura do mercado chinês reafirma a confiança no governo brasileiro, retomando o fluxo normal do mercado, o que beneficia todas as proteínas brasileiras.

Com previsão para ser autossuficiente em até dez anos, chegando a 95% de produção própria, a China cresceu o abate de suínos em 96,83% no segundo trimestre do último ano, mas caiu 45,79% no terceiro trimestre, com projeção de estabilidade até 31 de dezembro.

O consumo de carne suína pelos chineses, segundo a USDA, vai fechar 2021 em 50,4 milhões de toneladas, apresentando leve baixa em 2022, quando o consumo está estimado em 48,8 milhões de toneladas, retomando o crescimento entre 2023/2025 com possibilidade de atingir 57,1 milhões de toneladas. “Mesmo com a retomada do padrão da indústria local a níveis de 95%, a China também vai continuar a crescer a sua linha de consumo, e a população tem seguido a zona de consumo anualmente, por isso, apesar desse pico de queda de preço da China e da diminuição de volumes localizados nos últimos dois meses do ano passado, enxergamos um padrão muito positivo e uma retomada no segundo trimestre de 2022, não só em volumes como em preço nas exportações para a China de carne suína e demais proteínas animais”, avalia Santin.

Mais informações sobre o cenário nacional de grãos você pode conferir na edição digital do Anuário do Agronegócio Brasileiro.

Suínos

Exigências de mercados externos moldam produção de carne suína no Brasil

Durante 18º SBSS, secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária, Luis Rua, vai destacar que a sustentabilidade, sanidade e eficiência passam a ser determinantes na competitividade do setor.

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Foto: Shutterstock

Os desafios e as oportunidades para a cadeia produtiva da carne suína em um mercado cada vez mais globalizado estarão em pauta durante o 18º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS). Promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet), a palestra “O Futuro da Proteína Suína” será ministrada pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Luis Rua, no dia 11 de agosto, às 16h30, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC).

Palestra “O Futuro da Proteína Suína” será ministrada pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária, Luis Rua – Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural 

A apresentação integra o Painel Produção – A Base e trará uma análise sobre as perspectivas da proteína suína diante das transformações do comércio internacional, das exigências dos mercados consumidores e da crescente demanda global por alimentos produzidos com eficiência, sustentabilidade e segurança sanitária.

Luis Rua assumiu, em 2024, a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária. Natural de Mogi Guaçu (SP), é bacharel em Economia e em Relações Internacionais pela Faculdade de Campinas (Facamp), mestre em Economia Internacional pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto (FEP/UP) e pós-graduado em Agronegócios pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP).

Antes de ingressar no Mapa, atuou como diretor de mercados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), onde participou diretamente das estratégias de promoção internacional da avicultura e da suinocultura brasileiras. Ao longo da carreira, também acumulou experiências em empresas como BRF S.A. e INDG, construindo sólida trajetória nas áreas de comércio exterior, agronegócio e relações internacionais.

Presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin: “A suinocultura brasileira vem conquistando cada vez mais espaço no mercado internacional e enfrenta desafios importantes relacionados à competitividade, sustentabilidade e abertura de novos mercados” – Foto: Suellen Santin/MB Comunicação

Para a presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, discutir o futuro da proteína suína é fundamental em um momento de expansão e transformação do setor. “A suinocultura brasileira vem conquistando cada vez mais espaço no mercado internacional e enfrenta desafios importantes relacionados à competitividade, sustentabilidade e abertura de novos mercados. Trazer essa visão estratégica para dentro do SBSS contribui para que os profissionais compreendam as tendências que irão impactar o setor nos próximos anos”, destaca.

O presidente da comissão científica do SBSS, Lucas Piroca, ressalta que a palestra amplia o olhar dos participantes para além da porteira. “O produtor e os profissionais da cadeia precisam entender não apenas os desafios dentro das granjas, mas também os movimentos que acontecem no mercado global. Questões econômicas, comerciais e geopolíticas influenciam diretamente a competitividade da proteína suína brasileira. Esse é um tema estratégico para quem busca planejar o futuro da atividade”, afirma.

SBSS

As inscrições já estão disponíveis no site: www.nucleovet.com.br. O investimento do segundo lote, até o dia 30 de julho, é de R$ 750 para profissionais e R$ 450 para estudantes. O valor para participar somente da 17ª Brasil Sul Pig Fair é de R$ 100. Associados do Nucleovet, profissionais de agroindústrias, órgãos públicos e grupos universitários terão condições diferenciadas.

Tecnologia e negócios

Realizada simultaneamente ao Simpósio, a 17ª Brasil Sul Pig Fair reunirá empresas dos segmentos de sanidade, genética, nutrição, equipamentos, ambiência, tecnologia e serviços voltados à suinocultura.

O espaço será destinado à apresentação de lançamentos, soluções inovadoras e fortalecimento do networking entre empresas, profissionais, pesquisadores e produtores, ampliando as oportunidades de negócios e troca de experiências durante o evento.

Programação geral do  18º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura e da 17ª Brasil Sul Pig Fair

Terça-feira (11)

13h30 – Abertura da Programação Científica

Painel Produção – A BASE
13h40 às 14h10 – Primíparas: Gestão Estratégica e Longevidade
Palestrante: Rafael Ulguim

14h15 às 14h45 – Fluxo Produtivo: Da Matriz ao Abate (Visão da Sanidade)
Palestrante: Paulo Eduardo Bennemann

14h50 às 15h20 – Fluxo Produtivo: Da Matriz ao Abate (Visão da Nutrição)
Palestrante: Cesar Augusto Pospissil Garbossa

15h25 às 15h55 – Mesa Redonda

16h00 às 16h30 – Coffee break

16h30 às 17h10 – O Futuro da Proteína Suína
Palestrante: Luis Rua

17h10 às 17h30 – Perguntas

17h30 – Solenidade de Abertura Oficial do SBSS

18h30: Palestra de Abertura

20h00: Coquetel de Abertura na PIG FAIR

Quarta-feira (12)

Painel Biovigilância – Gestão Integrada
08h às 8h40: Biomanagement e Defesa Sanitária: Estratégias de Mitigação
Palestrante: Jordi Baliellas Capdevila

08h45 às 09h15: Vigilância e controle de Vetores: Roedores e Insetos como disseminadores de Patógenos
Palestrante: Alisson Mezzalira

09h20 as 09h50 – Mesa Redonda

09h50 às 10h20: Coffee Break

Painel Alimentação – Desafios e Oportunidades
10h20 às 10h50 – Eixo Imuno-Nutricional: Programação Metabólica da Matriz ao leitão
Palestrante: Jose Soto

10h55 às 11h25 – Imunonutrição: Estratégias Não Farmacológicas para a Resiliência Sanitária
Palestrante: Andres Gomez

11h30 às 12h: Vigilância Analítica e Gestão de Micotoxinas: Estratégias para Blindar a Performance e a Sanidade
Palestrante: Ricardo Rauber

12h às 12h30 – Mesa Redonda

12:30 às 14h – Intervalo para almoço

12h30 às 13h30 – Eventos Paralelos

Painel Sanidade – Saúde Respiratória
14h às 15h – Erradicação de M. hyopneumoniae: Protocolos de Exposição, Estabilização e Eliminação
Palestrantes: Gustavo Silva e Paul Yeske

15h às 15:30 – Sincronia Sanitária: O Impacto da Aclimatização de Leitoas na estabilidade do plantel
Palestrantes: Luciano Brandalise

15h30 às 16h: Coffee Break

16h às 16h40 – Influenza em Foco: impactos e alternativas de controle
Palestrante: Ricardo Yuti Nagae

16h45 às 17h25 – Ambiência 4.0: Conectividade, Bem-Estar e Eficiência Energética na Suinocultura
Palestrante: Lederson Trindade de Lima

17h35 às 18h – Mesa Redonda

18h30 às 19h30 – Evento Paralelo Exclusivo (MSD)

20h: Happy Hour na PIG FAIR

Quinta-fera (13)

08h30 às 09h10 – Alimentação de Precisão: Sensores, Conectividade e Eficiência Nutricional
Palestrante: Bruno Silva

09h10 às 09h30 – Perguntas

9h30 às 10h – Coffee Break

Painel Pessoas – Gestão e Performance
10h às 10h30 – Percepção vs. Realidade: Comunicação Estratégica para Mitigar Erros e Maximizar Resultados
Palestrante: Creici Lamonato

10h35 às 11h05 – Capital Humano e Sucessão: Preparando a Próxima Geração e as Equipes de Alta Performance
Palestrante: Rogério Facin

11h10 às 11h40 – O Apagão de Mão de Obra e o Desafio da Qualificação
Palestrante: Anderson Queirós

11h45 às 12h15 – Mesa Redonda

12h15 – Sorteio de brindes e encerramento

Fonte: Assessoria Nucleovet
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Suínos

Indústria da carne suína deve mudar forma de se comunicar com o consumidor, afirma Netão Bom Beef

Empresário do setor de carnes e fundador do Grupo Bom Beef, ressaltou durante sua participação na Suinfair 2026 que foco em gastronomia e experiência pode ser decisivo para ampliar o consumo e agregar valor à proteína.

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Foto: Divulgação

A Suinfair 2026 encerrou a programação de palestras com uma apresentação de Netão Bom Beef, empresário do setor de carnes e fundador do Grupo Bom Beef. Durante a palestra Mercado e valorização da proteína, ele defendeu que a cadeia da carne suína precisa mudar a forma de se comunicar com o consumidor, deixando de lado campanhas focadas em combater antigos preconceitos e investindo em estratégias que despertem interesse pelo produto. Segundo ele, essa mudança pode contribuir para ampliar o consumo e agregar valor à proteína.

Fotos: Shutterstock

Ao compartilhar a trajetória da própria empresa, Netão contou que enfrentou dificuldades para vender cortes bovinos considerados diferentes em uma época em que poucos consumidores conheciam esse mercado.

Sem recursos para investir em grandes campanhas, ele apostou na produção de conteúdo nas redes sociais para mostrar a qualidade da carne e explicar o processo por trás de cada corte.

A estratégia começou com o envio de carnes para participantes de programas de churrasco, sem orientar o que deveria ser publicado. A intenção era que a divulgação acontecesse de forma espontânea. Depois, passou a produzir vídeos mostrando desde a desossa até o preparo dos cortes, usando apenas um celular.

Segundo o empresário, esse trabalho ajudou a criar uma conexão entre o consumidor e o produto. “A gente não vende corte. A gente vende história”, afirmou durante a palestra.

Construção de valor

Para Netão, apresentar a origem da carne, o processo de produção e as características de cada corte faz com que o consumidor compreenda melhor o valor do produto. Na avaliação dele, quando existe uma história por trás da carne, o preço deixa de ser o único fator considerado na decisão de compra.

O empresário também destacou a importância de construir relações com chefs de cozinha, churrasqueiros e criadores de conteúdo. Em vez de investir em campanhas com roteiros prontos, ele defendeu que esses profissionais tenham liberdade para compartilhar suas experiências de forma natural.

Segundo ele, esse tipo de divulgação gera mais credibilidade e aproxima o público da marca.

Novo caminho para a carne suína

Ao direcionar a palestra para a suinocultura, Netão afirmou que o setor evoluiu em genética, manejo, tecnologia e qualidade da produção, mas ainda mantém uma comunicação baseada na defesa da carne suína.

Na avaliação dele, o foco das campanhas deveria estar nos atributos do produto, como sabor, maciez, suculência e versatilidade, em vez de insistir em esclarecer antigos mitos sobre o consumo da proteína. “A gente precisa parar de fazer um marketing de defesa da carne suína e começar a fazer um marketing de encanto”, afirmou.

Para o empresário, aproximar produtores da gastronomia também pode ajudar a fortalecer essa mudança. Ele citou chefs, churrasqueiros e influenciadores como parceiros capazes de apresentar novos cortes, receitas e formas de preparo ao consumidor.

Comunicação como ferramenta

Ao encerrar a palestra, Netão afirmou que a cadeia produtiva já reúne condições para entregar um produto de qualidade, mas ainda precisa comunicar esse diferencial de forma mais eficiente.

Segundo ele, despertar o interesse do consumidor antes da compra é um dos principais caminhos para aumentar o valor da carne suína e fortalecer toda a cadeia, do produtor ao consumidor final.

Fonte: Assessoria Suinfair
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Notícias

Aurora Coop amplia frigorífico em Mato Grosso do Sul e eleva abate de suínos em 60%

Com investimento de R$ 350 milhões, unidade de São Gabriel do Oeste passa a abater 5 mil suínos por dia, cria 1.050 empregos e amplia a presença da cooperativa no Centro-Oeste.

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Presidente da Aurora Coop, Neivor Canton, destacou o impacto social da obra na cidade e no estado sul-mato-grossense e sinalizou novos investimentos. Fotos: Geter Neto/MB Comunicação

Com investimento de R$ 350 milhões, unidade de São Gabriel do Oeste passa a abater 5 mil suínos por dia, cria 1.050 empregos e amplia a presença da cooperativa no Centro-Oeste

A Aurora Coop inaugurou nesta quinta-feira, 2 de julho, a ampliação do Frigorífico Aurora São Gabriel do Oeste, em Mato Grosso do Sul. O investimento de R$ 350 milhões eleva em 60% a capacidade de abate da unidade, de 3,2 mil para 5 mil suínos por dia, e consolida a planta como uma das principais estruturas industriais de processamento de carne suína do Centro-Oeste brasileiro.

Neivor Canton recebeu título de Cidadão Sul-Mato-Grossense, a maior honraria do Estado, entregue pelo deputado estadual Junior Mochi

O evento reuniu dirigentes da cooperativa, autoridades estaduais e municipais, lideranças do cooperativismo, produtores rurais, fornecedores, colaboradores e representantes da imprensa.

A ampliação ocorre no ano em que o frigorífico completa três décadas de operação. A unidade, considerada a principal estrutura da Aurora Coop para abate e processamento de suínos no Centro-Oeste, passa a combinar aumento de escala, maior automação industrial e expansão da produção de itens de maior valor agregado.
O presidente da Aurora Coop, Neivor Canton, afirmou que o investimento amplia a oferta de produtos processados para o mercado interno e fortalece a presença da cooperativa no exterior. A planta está habilitada para exportar cortes e miúdos suínos para mercados como Vietnã, Uruguai, Singapura, Paraguai, Moldávia, Hong Kong e Emirados Árabes, além de países da lista geral.

Segundo Canton, a diversificação do portfólio é decisiva para a competitividade da cooperativa. A estratégia inclui produtos cozidos, defumados, frescais, presuntaria, hambúrgueres e cortes in natura, com foco em valor agregado, eficiência produtiva e aproveitamento industrial. “Investir em produção, tecnologia e inovação é uma forma de gerar valor para produtores cooperados, colaboradores, clientes e consumidores. O crescimento da Aurora Coop sempre esteve ligado ao desenvolvimento das comunidades onde estamos presentes”, afirmou.

Canton também agradeceu o apoio recebido em Mato Grosso do Sul e indicou que a cooperativa avalia novos investimentos no Estado. “Encontramos em Mato Grosso do Sul um ambiente de grande apoio aos investimentos da Aurora Coop, tanto do governo do Estado quanto da prefeitura municipal. A Aurora acredita no potencial sul-mato-grossense e, muito provavelmente, fará novos investimentos aqui”, adiantou.

Impacto regional

Com a nova estrutura, a receita operacional bruta do frigorífico deve crescer R$ 733 milhões e alcançar R$ 2,399 bilhões ao ano. A expansão representa aumento de 45% na receita da unidade e deve acrescentar R$ 237,5 milhões ao movimento econômico do centro-norte de Mato Grosso do Sul.

Evento reuniu dirigentes da cooperativa, autoridades estaduais e municipais, lideranças do cooperativismo, produtores rurais, colaboradores e representantes da imprensa

O projeto também amplia o quadro de empregos diretos. A unidade, que contava com 2.650 colaboradores, passará a reunir cerca de 3.700 postos de trabalho. A maior parte das 1.050 novas vagas será preenchida com trabalhadores de São Gabriel do Oeste e municípios vizinhos.

Para o governador do Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, a cooperativa ajudou a consolidar a força do agronegócio brasileiro e construiu, no Estado, um modelo produtivo com impacto econômico e social. “É um dia feliz para Mato Grosso do Sul. Ao longo desses 30 anos, a Aurora Coop contribuiu para fazer do Brasil não apenas o país do futebol, mas também uma referência mundial no agro. Esse crescimento tem muito a ver com o cooperativismo, com um modelo único, que organiza a produção, gera renda e transforma a vida das pessoas. A suinocultura coloca cerca de R$ 100 milhões por ano nas mãos dos produtores da região. Por isso, Mato Grosso do Sul estará sempre ao lado da Aurora. Produzir alimento é também contribuir para a paz no mundo, e vamos seguir trabalhando juntos por esse desenvolvimento”, destacou Riedel.

O prefeito de São Gabriel do Oeste, Leocir Montagna, afirmou que a presença da Aurora Coop redesenhou a geografia econômica do município e abriu um novo ciclo de desenvolvimento local. Segundo ele, a expansão da unidade amplia a geração de empregos, renda e oportunidades, mas também exige planejamento do poder público para acompanhar o crescimento populacional e social provocado pela indústria. “A cooperativa movimentou a economia e passou a fazer parte da vida da cidade. A prefeitura sempre esteve ao lado desse projeto e também tem ampliado a oferta de serviços sociais para atender os trabalhadores e as famílias que chegam a partir desse crescimento”.

Indústria mais automatizada

As obras no FASGO começaram em julho de 2023, após serviços preliminares iniciados em dezembro de 2022. No pico da construção, mais de 15 empresas e 250 operários atuaram no projeto. A área construída foi ampliada em 9,5 mil metros quadrados, além dos 38,6 mil metros quadrados já existentes.

Presidente da Aurora Coop, Neivor Canton, com o governador do MS, Eduardo Riedel

Parte relevante dos recursos foi destinada à modernização tecnológica. Do total investido, cerca de R$ 125 milhões foram aplicados em máquinas e equipamentos, R$ 130 milhões em construção civil e R$ 95 milhões em instalações industriais. A linha de abate foi substituída para atender à nova escala produtiva, com maior precisão operacional e condições ergonômicas mais adequadas.

A nova configuração permitirá acréscimo diário de 20 toneladas de presuntaria, 36,3 toneladas de cozidos e defumados, 44 toneladas de produtos frescais e 6,9 toneladas de banha. A capacidade total de industrializados passa a 432 toneladas por dia.

Homenagem a Canton

Durante a solenidade, Neivor Canton recebeu o título de Cidadão Sul-Mato-Grossense, a maior honraria do Estado. A homenagem foi concedida pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, por meio de projeto de resolução aprovado em 2025 e proposto pelo deputado estadual Junior Mochi, em reconhecimento à contribuição do presidente da Aurora Coop ao desenvolvimento econômico e social do Estado.

Ao justificar a homenagem, Junior Mochi destacou a trajetória de Canton à frente de uma das maiores cooperativas de alimentos do País e a influência da Aurora Coop na expansão da agroindústria sul-mato-grossense. “O título simboliza a gratidão do Estado a quem acreditou no nosso potencial”, ressaltou.

A distinção ocorreu no ano em que Mato Grosso do Sul celebra 49 anos. Para a Aurora Coop, a homenagem também marca o vínculo construído com São Gabriel do Oeste e com a cadeia produtiva local desde a instalação da unidade.

Fonte: Assessoria Aurora Coop
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