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Notícias Capacitação

Suinocultores conhecem mais sobre gestação coletiva no quarto módulo do Qualificases

Aspectos comportamentais, fisiológicos e as formas de manejos dos grupos de suínos também estiveram em pauta

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Um dos assuntos rotineiros e que gera dúvidas dentro da área de suinocultura, o bem-estar das matrizes foi tema da palestra “Transição para a gestação coletiva”, realizada no último dia 22 de agosto, em Conceição do Castelo, durante o quarto módulo do Programa Anual de Capacitação de Suinocultores (Qualificases).

Comandada pela médica veterinária e mestre em nutrição animal da Agroceres PIC, Juliana Cristina Rego Ribas, logo de início, a palestra destacou para os mais de 50 participantes a importância dos suinocultores estarem sempre por dentro dos novos hábitos alimentares e como a produção animal é vista pelo consumidor, enfatizando que todos devem ficar atentos as fakes news (notícias falsas) que são divulgadas por meio das redes sociais.

“É uma premissa básica olharmos a fonte da informação, saber se ela vem de uma fonte digital ou não, e se é de um meio confiável. O produtor deve verificar se aquela informação não foi editada ou manipulada, isso não só o suinocultor, mas todos que buscam evitar algumas distorções na hora de passar essas informações para o público”, disse a palestrante.

O encontro também apresentou a situação da gestação coletiva no mundo, enfatizando a importância de se levar em consideração o ambiente, o animal, as pessoas e as perdas que podem acontecer ao longo do processo de gestação dos suínos.

Os aspectos comportamentais, fisiológicos e as formas de manejos dos grupos de suínos também estiveram em pauta durante a explanação. Outro ponto abordado por Juliana foi com relação ao efeito da alimentação na mistura dos suínos, com destaque para a alimentação que pode ser disponibilizada no chão, em cochos com animais se alimentando em grupos, em Gestal 3G (com foco na alimentação das fêmeas), em mini-box e por estação eletrônica.

Os suinocultores puderam conhecer um pouco mais sobre os cuidados diários com os animais, frisando possíveis causas de problemas de locomoção dos suínos, cuidados com as fêmeas mais velhas, estudos de análise para saber qual é o melhor momento para construir ou reformar os galpões, as medidas e a suportação do ripado (tipo de chão utilizado nos galpões) em situações de brigas entre os suínos, a proporção de bebedouros por fêmeas, além da definição do tamanho das baias e do controle da água onde são mantidos os animais.

A palestrante também explicou que não há uma única opção de alimentação que atenda a todas as necessidades do grupo de suínos, mas que é importante conhecer as particularidades de cada produção e considerar que as gestações coletivas podem ser economicamente viáveis neste processo.

“É importante que o suinocultor pare e reflita sobre o tamanho da granja dele, o sistema produtivo atual e que ele veja se aquela instalação que ele vai utilizar já está depreciada ou não. Deve-se considerar também qual é o custo de uma reforma e se ela ficará boa. Nesse processo o produtor deve entender que todos aqueles modelos de sistema que foram apresentados aqui têm diferentes aplicações, que devem levar em consideração a realidade de cada granja e condição financeira de cada produtor”, finalizou Juliana.

O Qualificases é uma iniciativa da ASES e tem o apoio da ABCS, através do Projeto Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (Integrasui), e realiza parcerias com empresas que estão ligadas à suinocultura, trazendo temas que fazem parte do dia a dia do setor capixaba.

Fonte: Assessoria
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Notícias Paraná

Prazo para atualização cadastral de rebanho termina dia 30; parcial não chega a 50%

Atualização é fundamental para auxiliar a vigilância sanitária e garantir a manutenção do status internacional de área livre de febre aftosa

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José Fernando Oura/AEN

Faltam apenas 17 dias para encerrar o prazo de atualização cadastral do rebanho paranaense. Diferentemente de 2020, quando houve duas etapas, neste ano o período único começou a ser contado em 1º de maio e termina em 30 de junho. Após isso, o trânsito não será possibilitado e o produtor poderá ser multado. A parcial desta segunda-feira (14) aponta 48,3% do rebanho já cadastrado.

A atualização é fundamental para auxiliar a vigilância sanitária e garantir a manutenção do status internacional de área livre de febre aftosa. A certificação foi concedida em 27 de maio pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), depois de mais de 50 anos de esforço conjunto de entidades públicas e privadas e da cooperação de produtores.

“Conquistar foi um árduo trabalho, manter também é uma tarefa difícil porque a gente não conta mais com a vacina”, alertou o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara. Segundo ele, o Estado optou por não impor custo ao produtor com a colocação de brinco ou chip para identificar cada animal.

“Apenas precisamos, como medida adequada do ponto de vista sanitário, saber quantos são e onde estão os animais”, disse. “É um ato a favor do negócio do criador”.

O presidente da Agência de Defesa Agropecuária, Otamir Cesar Martins, reforçou os benefícios que a atualização cadastral trará ao produtor. “Com as informações registradas temos melhores condições de agir rapidamente em eventuais casos de focos de qualquer doença, e não apenas a aftosa”, afirmou. “O nosso apelo é para que intensifiquem a declaração dos rebanhos nesta reta final da campanha”.

Penalidades

A falta da atualização tem consequências para o produtor. Uma delas é o impedimento para emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA), documento imprescindível para qualquer movimentação entre propriedades ou para abate em frigoríficos. Além disso, a legislação prevê autuação e pagamento de multa de uma Unidade Padrão Fiscal por cada animal. Em junho, o valor da UPF no Paraná é de R$ 113,54.

O gerente de Sanidade Animal da Adapar, Rafael Gonçalves Dias, salientou que a intenção do órgão não é multar, mas reforçar cada vez mais a necessidade da atualização do rebanho: “A expectativa é que consigamos abrir novos mercados e com isso melhorar as condições de nossos produtores, mas para que a gente mantenha esse novo status, é preciso que os produtores rurais atualizem o cadastro na Adapar”, afirmou.

Atualização

A atualização é exigida para todas as espécies animais existentes na propriedade (bovinos, búfalos, equinos, asininos, muares, suínos, ovinos, caprinos, aves, peixes e outros animais aquáticos, colmeias de abelhas e bicho-da-seda).

Os produtores podem fazer de forma direta por meio do link www.produtor.adapar.pr.gov.br/comprovacaorebanho ou em uma das Unidades Locais da Adapar, Sindicatos Rurais ou Escritório de Atendimento de seu município (prefeituras). Para fazer a comprovação, o produtor deve ter o CPF cadastrado. Nos casos em que seja necessário ajustar o cadastro inicial, o telefone para contato é (41) 3200-5007.

Segundo balanço parcial, os únicos municípios com 100% de cadastro já efetuado são São Carlos do Ivaí e São Manoel do Paraná. Os piores indicadores são Contenda (4,7%), Colombo (8%) e Quatro Barras (11,2%).

Fonte: AEN/Pr
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Notícias Produção Agropecuária

Valor da Produção Agropecuária de 2021 deve registrar aumento real de 11,8 %

Lavouras tiveram um aumento do VBP de 15,8%. A pecuária, 3,8%. Essas duas atividades obtiveram neste ano o mais elevado valor em 32 anos

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Divulgação/Embrapa

O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de maio deste ano atingiu o valor de R$ 1,11 trilhão. A cifra é 11,8% superior ao obtido em 2020, que foi de R$ 993,9 bilhões. As maiores contribuições para o crescimento são observadas em arroz, milho, soja e carne bovina, que tiveram dois anos consecutivos de forte aumento de preços reais.

As lavouras tiveram um aumento do VBP de 15,8%. A pecuária, 3,8%. Essas duas atividades obtiveram neste ano o mais elevado valor em 32 anos.

Os produtos que tiveram os maiores acréscimos do VBP foram arroz (5,7%), milho (20,3%), soja (31,9%) e trigo (35,1%). Com crescimento mais modesto, encontram-se cacau e cana de açúcar.

De acordo com o coordenador de Avaliação de Políticas e Informação da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, José Garcia Gasques, alguns grupos vêm trazendo contribuições negativas ao crescimento da agropecuária, como a batata-inglesa, café, feijão, laranja, tomate, uvas e na pecuária, leite, suínos e ovos. Isso ocorre, segundo ele, devido a efeitos de menores preços ou de menores quantidades produzidas.

Apesar de terem existido períodos de seca que afetaram lavouras, como milho e feijão, os preços têm contribuído para reduzir esse impacto. Esses efeitos foram sentidos, principalmente, no Paraná e em Mato Grosso. O milho foi particularmente prejudicado. A segunda safra, que é a mais importante, teve uma redução em relação a 2020, de 5 milhões de toneladas, e menor produtividade de grãos.

O crescimento do VBP pode ser atribuído, como destacado em relatórios anteriores, ao excepcional desempenho das exportações de soja em grãos e carnes, preços favoráveis e a safra de grãos, que apesar de problemas de falta de chuvas ocorridos, mesmo assim as projeções da Companhia Brasileira de Abastecimento (Conab) e do IBGE são de uma safra expressiva.

Os dados regionais do VBP continuam mostrando a liderança de Mato Grosso com participação de 17,2% no valor, Paraná 13,2%, São Paulo 11,2%, Rio Grande do Sul 10,8%, e Minas Gerais 10%.

Fonte: MAPA
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Notícias Safra de inverno

Custo do trigo tem alta de 31% mas relação de troca é favorável

Segundo estimativas da FecoAgro/RS, apesar da elevação no custo, preços trazem melhor vantagem na cultura desde 2013

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Paulo Pires/Divulgação

O segundo levantamento de custo de trigo safra 2021, apurado pela Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS), aponta que os custos totais, incluindo gastos com insumos, manutenção de máquinas e equipamentos entre outros, para plantar um hectare de trigo nesta safra é de R$ 4.305,01, considerando a produtividade de 60 sacas por hectare. Com isso, o custo por saca ficou em R$ 71,75. As informações foram divulgadas nesta segunda-feira, 14 de junho, em encontro virtual com a imprensa.

Isso representa um aumento de 31,74% frente aos R$ 3.267,78 gastos por hectare na safra passada. Considerando somente o desembolso, o produtor vai ter um custo de R$ 3.187,02 por hectare, elevação de 32,48% em um ano. O produtor vai precisar colher 37,94 sacas de trigo para cobrir o desembolso e de 51,25 sacas por hectare para cobrir o custo total. Entretanto, o estudo aponta uma melhora substancial na relação de troca desde a safra 2013, reduzindo em 16,88% o número de sacas de trigo para cobrir os custos de produção, levando em conta o preço do trigo de R$ 84,00 a saca em primeiro de junho de 2021.

Na avaliação do economista da FecoAgro/RS, Tarcisio Minetto, os produtos que têm custos em dólar foram os que sofreram maior impacto. “Esses custos dolarizados tiveram impacto forte trazendo reflexo direto no custo. A cada safra o produtor vem antecipando a compra dos insumos e, com isso, conseguem preços inferiores aqueles que deixam para adquirir mais próximo ao período de plantio do trigo”, salienta, acrescentando ainda que os insumos, combustíveis e máquinas e equipamentos estão entre os ítens que mais subiram em 12 meses.

Para o presidente da FecoAgro/RS, Paulo Pires, os produtores estão sendo incentivados a aumentar o plantio em função dos preços atrativos e também por estarem mais capitalizados devido aos bons preços e a boa safra de verão, assim como pela expectativa de demanda forte tanto no mercado de panificação bem como no setor de proteína animal, que está vendo nos cereais de inverno, incluindo o trigo, uma  alternativa de matéria-prima no uso da ração, o que é tradicional na Europa.

Pires pontua ainda que é preciso baixar os custos do seguro agrícola para a produção de grãos devido ao alto risco, como medida protetiva ao produtor de possíveis frustrações diante dos recursos gastos por hectare cultivado de trigo, que não é pouco, conforme indica o estudo da federação. “Outro fator que o produtor precisa levar em conta é o aproveitamento da estrutura existente na propriedade, otimizando a utilização da mesma com cultivos de inverno, gerando renda, protegendo o solo e diluindo custos fixos das culturas de verão”, observa.

Na avaliação da FecoAgro/RS, ainda, o Rio Grande do Sul poderá colher uma safra superior a 3,5 milhões de toneladas de trigo, com aumento de área de mais de 15%, acima de um milhão de hectares, o que há seis safras não acontece no Estado. Caso se confirmem as estimativas e as condições normais de lavoura até a colheita, os gaúchos poderão ter a maior safra de trigo da história.

Fonte: Assessoria
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Biochem site – lateral

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