Suínos
Suíno volta a ter preços mais altos com boas exportações em julho
O mercado de suíno brasileiro voltou a apresentar preços mais altos durante a segunda quinzena de julho. Isso porque o desempenho das exportações é muito animador e deixa a relação de oferta e demanda melhor ajustada, proporcionando preços mais altos.
Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a expectativa durante a primeira quinzena de agosto é por preços mais altos, até porque há um interessante ponto de consumo durante o período em questão.
Além do recebimento da massa salarial, ainda há o reforço de demanda proveniente das comemorações relativas ao dia dos pais, explicou o analista. A oferta durante o mês se mostrou muito bem ajustada, sem configurar excedente. Essa situação favoreceu a alta dos preços praticados durante julho. Os custos de produção também são mais amenos durante o ano, há de se considerar que a oferta de milho safrinha deve fazer com que os preços do milho cedam ainda mais, reduzindo os custos de produção.
O Brasil arrecadou um total de US$ 114,6 milhões com as exportações de carne suína "in natura" de julho (23 dias úteis). A média diária de embarques atingiu US$ 5 milhões, alta de 13% se comparado à média diária de US$ 4,4 milhões de junho. Em junho, a receita com embarques de carne suína atingiu US$ 88,2 milhões.
O volume total de carne suína embarcado ficou em 43,5 mil toneladas, com média diária de 1,9 mil tonelada, com alta de 10,3% em relação à média diária de junho. Os números foram divulgados nesta quinta-feira (01) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), órgão do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC).
O preço médio pago pela carne suína brasileira teve valorização. Em julho, a carne suína "in natura" foi negociada a US$ 2.635,1/tonelada, valor 2,5% superior ao de junho, de US$ 2.571,6/tonelada. No comparativo com julho de 2012, quando a receita média diária com exportações atingiu US$ 4,4 milhões, o desempenho de julho último foi 14,1% superior.
Fonte: SAFRAS & Mercado

Suínos
Dia do Suinocultor celebra protagonismo de quem impulsiona setor de R$ 63,1 bilhões
Com 5,6 milhões de toneladas produzidas e US$ 3,6 bilhões em exportações, cadeia reforça a importância dos produtores para a competitividade da proteína animal brasileira.

Celebrado nesta sexta-feira (24), o Dia Nacional do Suinocultor destaca o protagonismo dos produtores que, diariamente, sustentam a evolução de uma das cadeias mais competitivas do agronegócio brasileiro.
Em 2025, a produção brasileira de carne suína alcançou 5,592 milhões de toneladas, consolidando o país como o quarto maior produtor mundial. O Valor Bruto da Produção (VBP) do setor chegou a R$ 63,1 bilhões, movimentando economias regionais, gerando renda e impulsionando uma ampla cadeia formada por produtores de grãos, empresas de genética, nutrição e saúde animal, transportadores, cooperativas, agroindústrias e outros segmentos.

Foto: Shutterstock
A presença internacional também ganhou força. No ano passado, o Brasil exportou 1,510 milhão de toneladas de carne suína para 94 países, gerando receita cambial de US$ 3,6 bilhões. Com esse desempenho, o país manteve-se como o terceiro maior exportador mundial. Do total produzido, 27,01% foi destinado ao mercado externo.
Ao mesmo tempo, o mercado brasileiro permaneceu como o principal destino da produção nacional. O consumo per capita atingiu 19,1 quilos por habitante em 2025, refletindo a crescente presença da carne suína na mesa dos brasileiros e a ampliação da variedade de cortes e produtos disponíveis no varejo e na alimentação fora do lar.
Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), esses resultados começam dentro das propriedades rurais. São os suinocultores que transformam avanços em genética, nutrição, manejo, sanidade, biosseguridade, bem-estar animal e sustentabilidade em ganhos efetivos de produtividade, qualidade e segurança dos alimentos. “Cada tonelada

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “Cada tonelada produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor” – Foto: Mario Castello
produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor. É dentro das granjas que os compromissos do setor com a sanidade, a eficiência, a qualidade e a sustentabilidade se transformam em prática. O suinocultor é o grande protagonista de uma cadeia que gera desenvolvimento para o Brasil e ajuda a garantir segurança alimentar para consumidores brasileiros e de dezenas de países”, destaca Ricardo Santin, presidente da ABPA.
Presentes em diferentes modelos de produção, sejam integrados, cooperados ou independentes, os suinocultores também desempenham papel decisivo na geração de oportunidades no interior do país. A atividade fortalece municípios, mantém renda nas comunidades e estimula investimentos em tecnologia, infraestrutura e qualificação profissional. “A competitividade da suinocultura brasileira não foi construída por acaso. Ela é resultado da capacidade de adaptação, do investimento e da dedicação de milhares de produtores. Celebrar o Dia do Suinocultor é reconhecer quem está na base de um setor que movimenta bilhões, abastece o mercado interno e leva a qualidade da proteína animal brasileira para o mundo”, conclui Santin.
Suínos
Mercado integrado paga mais pelo suíno vivo que o independente em julho
Cepea registra movimento atípico em algumas regiões do Sul, onde a elevada oferta e a demanda enfraquecida pressionam as cotações do mercado spot.
Suínos
Rentabilidade da suinocultura preocupa produtores de Mato Grosso
Apesar do avanço da produção e das exportações brasileiras, preços em queda e margens apertadas desafiam o setor no Estado.






