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Suíno volta a subir com boa demanda interna e externa

Mercado brasileiro de carne suína registrou boa demanda interna e externa ao longo da semana, o que garantiu preços firmes

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Arquivo/OP Rural

O mercado brasileiro de carne suína registrou boa demanda interna e externa ao longo da semana, o que garantiu preços firmes tanto para o quilo vivo quanto para os principais cortes negociados no atacado. De acordo com o analista de SAFRAS & Mercado, Allan Maia, a procura segue aquecida e a disponibilidade de animais enxuta. “Os frigoríficos estão adequando seus estoques, visando atender a demanda das próximas semanas, tanto no cenário doméstico quanto na exportação”, pontua.

Conforme Maia, o consumo doméstico tende a apresentar um avanço no curto prazo, favorecido pela capitalização das famílias com entrada da massa salarial na economia. Outro ponto favorável é o alto preço da carne bovina, que deve levar uma parcela da população a migrar para produtos substitutos mais acessíveis, como a carne suína e a de frango, em meio à crise econômica provocada pela pandemia de coronavírus.

Maia destaca que o ambiente de negócios entre granjeiros e frigoríficos deve continuar se acirrando em todo o país, uma vez que os produtores seguem em busca de correções para o suíno vivo, avaliando a oferta apertada e o custo de produção elevado. “Os frigoríficos por outro lado se queixam dos repasses para a ponta final, fator que pode dificultar o escoamento da carne”, sinaliza.

Levantamento de SAFRAS & Mercado apontou que a média de preços do quilo do suíno vivo na região Centro-Sul do Brasil avançou 0,49% ao longo da semana, de R$ 6,63 para R$ 6,66. A média de preços pagos pelos cortes de pernil no atacado passou de R$ 11,46 para R$ 11,87, aumento de 3,62%. A carcaça registrou um valor médio de R$ 10,96, ante os R$ 10,65 praticados no encerramento de julho, com valorização de 2,93%.

As exportações de carne suína fresca, refrigerada ou congelada do Brasil renderam US$ 34,771 milhões em setembro (4 dias úteis), com média diária de US$ 8,693 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 16,030 mil toneladas, com média diária de 4,007 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 2.169,00.

Na comparação com setembro de 2019, houve avanço de 40,45% no valor médio diário exportado, ganho de 50,28% na quantidade média diária e queda de 6,54% no preço. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

A análise semanal de preços de SAFRAS & Mercado apontou que a arroba suína em São Paulo subiu de R$ 150,00 para R$ 152,00. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo seguiu em R$ 4,55. No interior do estado a cotação aumentou de R$ 7,10 para R$ 7,15.

Em Santa Catarina o preço do quilo na integração permaneceu em R$ 4,70. No interior catarinense, a cotação avançou de R$ 7,50 para R$ 7,60. No Paraná o quilo vivo aumentou de R$ 7,30 para R$ 7,35 no mercado livre, enquanto na integração o quilo vivo continuou em R$ 4,80.

No Mato Grosso do Sul a cotação na integração se manteve em R$ 4,80, enquanto em Campo Grande o preço seguiu em R$ 6,60. Em Goiânia, o preço aumentou de R$ 7,70 para R$ 7,80. No interior de Minas Gerais o quilo do suíno subiu de R$ 8,20 para R$ 8,30. No mercado independente mineiro, o preço permaneceu em R$ 8,20. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo na integração do estado continuou em R$ 4,70. Já em Rondonópolis a cotação prosseguiu em R$ 6,70.

Fonte: Agência SAFRAS
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Notícias Investimento

C.Vale investirá R$ 500 milhões em indústria de farelo e óleo de soja

Nova planta industrial terá capacidade para processar 2.500 toneladas de soja por dia, com possibilidade de ampliação para até 3 mil toneladas/dia

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Divulgação

A C.Vale vai construir uma indústria para esmagamento de soja em Palotina, PR. O presidente da cooperativa, Alfredo Lang, e o governador do Paraná, Ratinho Júnior, assinaram nesta quarta-feira (23), em Curitiba, protocolo prevendo tratamento fiscal diferenciado que resultará no novo empreendimento. A nova planta industrial terá capacidade para processar 2.500 toneladas de soja por dia, com possibilidade de ampliação para até 3 mil toneladas/dia. Quando alcançar a capacidade plena de operação, o consumo de soja será de 50 mil sacas/dia.

 Lang revelou que a nova estrutura exigirá investimentos de R$ 552 milhões em oito anos. Ele explicou que, numa primeira etapa, a indústria produzirá farelo de soja para a produção de rações. A cooperativa mantém sistemas de integração que produzem, atualmente, 620 mil frangos/dia e 100 mil tilápias/dia, e ainda fabrica rações para bovinos e suínos. Conforme Lang, as obras da esmagadora de soja devem iniciar já em 2021 e serem concluídas em 2023. “É um sonho antigo dos nossos associados que estamos realizando. Começaremos com a fabricação de farelo e óleo, e depois vamos ampliar o leque com outros produtos”, revelou.

O novo empreendimento resultará na criação de 70 empregos diretos, numa primeira etapa.

Fonte: Assessoria
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Notícias Sanidade Vegetal

Mapa registra 31 defensivos agrícolas genéricos, com quatro produtos biológicos

Com a publicação de hoje, 2020 soma 60 produtos de baixo impacto registrados; esse é o maior número de registros de produtos desse perfil em um mesmo ano

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Divulgação/Jacto

O Ato n° 55 do Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas da Secretaria de Defesa Agropecuária, publicado nesta quarta-feira (23) no Diário Oficial da União traz o registro de 31  defensivos agrícolas formulados. A publicação divulga quais foram os produtos formulados que foram registrados e efetivamente estarão disponíveis para uso pelos agricultores.

Todos os produtos utilizam ingredientes ativos já registrados anteriormente no país. “Os novos registros são importantes pois diminuem a concentração do mercado de defensivos e aumentam a concorrência. Isso acaba resultando em um comércio mais justo e em menores custos de produção para a agricultura brasileira”, explica o coordenador-geral de Agrotóxicos e Afins, Bruno Breitenbach.

Dos produtos registrados hoje, quatro deles são compostos por microrganismos como a Beauveria bassiana, o Bacillus thuringiensis, o Metarhizium anisopliae e o vírus Spodoptera frugiperda multiplenucleopolyhedrovirus que são agente biológicos de controle de pragas que atacam os cultivos brasileiros. Os produtos poderão ser utilizados em qualquer cultura em que forem encontradas as pragas para as quais esses agentes biológicos possuem recomendação de controle. Dois desses produtos poderão ser utilizados nas produções orgânicas certificadas.

Com a publicação de hoje, 2020 soma 60 produtos de baixo impacto registrados. Esse é o maior número de registros de produtos desse perfil em um mesmo ano.

Os produtos que utilizam agentes de controle biológicos são alternativas de controle para os agricultores no combate às pragas, ao mesmo tempo que contribuem para o aumento da sustentabilidade da agricultura nacional.

Do total de produtos registrados e divulgados hoje, alguns contém mais de um ingrediente ativo. A maioria dos ingredientes ativos registrados já têm registros nos Estados Unidos, na Europa e na Austrália.

Todos os produtos registrados foram analisados e aprovados pelos órgãos responsáveis pela saúde, meio ambiente e agricultura, de acordo com critérios científicos e alinhados às melhores práticas internacionais.

Fonte: MAPA
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Notícias Internacional

Processamento de soja na Argentina cai mais de 20% em agosto na comparação anual

Processamento em agosto rendeu 2,5 milhões de toneladas em farelo de soja e 657.229 toneladas de óleo de soja

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Danilo Estevão/Embrapa

A Argentina, maior exportador global de soja processada, viu os volumes esmagados do grão caírem 20,6% na comparação anual em agosto, para 3,3 milhões de toneladas, segundo dados do ministério da agricultura do país.

Nos primeiros oito meses do ano, as unidades de esmagamento de soja argentinas processaram um total de 25,9 milhões de toneladas, ou 9% abaixo do visto no mesmo período do ano passado, segundo relatório mensal do governo divulgado na noite de segunda-feira (21).

O processamento em agosto rendeu 2,5 milhões de toneladas em farelo de soja e 657.229 toneladas de óleo de soja. A soja processada será fornecida a compradores na Europa e no Sudeste Asiático.

A Argentina colheu 49 milhões de toneladas de soja na safra 2019/20, encerrada em julho, abaixo das 55,3 milhões de toneladas na temporada anterior.

O plantio da safra 2020/21 começará em outubro.

Fonte: Reuters
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