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Suíno vivo registra queda nas principais praças

Cotações recuam no dia e no mês, enquanto São Paulo apresenta leve alta mensal.

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O Indicador do Suíno Vivo do Cepea/Esalq registrou queda nos preços em praticamente todos os principais estados produtores na última sexta-feira (27).

Em Minas Gerais, a cotação ficou em R$ 6,69 por quilo, com recuo de 0,45% no dia e queda de 1,04% no acumulado do mês. No Paraná, o valor foi de R$ 6,53/kg, apresentando retração diária de 1,36% e variação mensal negativa de 0,91%.

No Rio Grande do Sul, o preço do suíno vivo chegou a R$ 6,63/kg, com queda de 1,63% no dia e de 1,49% no mês. Já em Santa Catarina, a cotação foi de R$ 6,35/kg, com recuo de 1,24% na variação diária e de 2,46% no acumulado mensal — a maior queda entre os estados analisados.

São Paulo foi a única praça a registrar valorização no mês. O preço atingiu R$ 6,92/kg, com queda de 0,57% no dia, mas alta de 0,29% no acumulado de março.

Fonte: O Presente Rural com Cepea

Suínos

Brasil amplia exportação de carne suína para El Salvador

Novo acordo reforça presença do produto no mercado internacional.

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O governo brasileiro concluiu negociações que abrem novos mercados para produtos agropecuários em El Salvador, Filipinas e Trinidad e Tobago, com destaque para a carne suína.

Em El Salvador, foi autorizada a exportação de carne suína e seus derivados, o que amplia as oportunidades para a cadeia produtiva e permite maior agregação de valor ao produto brasileiro. Em 2025, o Brasil já havia exportado mais de US$ 103 milhões em itens agropecuários ao país, e a nova abertura tende a fortalecer esse fluxo comercial.

As negociações também incluem a liberação para exportação de feno seco para as Filipinas, mercado com cerca de 112 milhões de habitantes e que importou mais de US$ 1,8 bilhão em produtos agropecuários brasileiros em 2025, além da autorização para envio de sementes de coco para Trinidad e Tobago, que adquiriu mais de US$ 61 milhões do agro brasileiro no mesmo período.

Com os novos acordos, o agronegócio brasileiro soma 555 aberturas de mercado desde o início de 2023. Os resultados são fruto da atuação conjunta do Ministério da Agricultura e Pecuária e do Ministério das Relações Exteriores.

Fonte: O Presente Rural com Mapa
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Suínos

Cada grau a mais na temperatura reduz em 462 g/dia o consumo de ração dos suínos

Além de comer menos, os animais mudam o padrão alimentar. Em dias quentes, concentram a ingestão de ração nos horários mais frescos, como o início da manhã e o fim da tarde ou da noite.

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O avanço das mudanças climáticas colocou a ambiência no centro das decisões da produção suína. O aumento da temperatura média global, impulsionado principalmente pelas emissões de gases de efeito estufa, já afeta de forma direta o desempenho, a saúde e o bem-estar dos animais.

Para sistemas intensivos, especialmente em regiões tropicais e subtropicais, o clima deixou de ser um elemento de fundo e passou a ser um fator limitante da eficiência produtiva. Desde o final do século XIX, a temperatura média da superfície da Terra subiu cerca de 1,14 °C. Além disso, as estações estão mudando de duração: verões mais longos e invernos mais curtos já são observados em várias regiões do mundo.

Nesse cenário, ambientes com altas temperaturas e umidade representam um desafio crescente para a produção de alimentos. Estimativas apontam que cerca de um terço da produção global pode estar em risco diante do aquecimento global.

Zootecnista Bruno Silva, mestre e doutor em Bioclimatologia Animal, PhD em Nutrição de Suínos e professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG): “A eficiência na produção de suínos em condições de calor extremo exige a combinação de ambiência adequada, manejo bem planejado e nutrição ajustada” – Foto: Divulgação/Abraves

Na suinocultura, os impactos são ainda mais evidentes. Os suínos possuem uma faixa estreita de conforto térmico, que varia conforme idade, genética e fase produtiva. Fora dessa zona, o animal precisa gastar energia para tentar manter a temperatura corporal, o que compromete o desempenho. “O clima é hoje um dos principais fatores que impedem a produção suína de atingir seu máximo potencial em regiões quentes”, afirmou o zootecnista Bruno Silva, mestre e doutor em Bioclimatologia Animal, PhD em Nutrição de Suínos e professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Nas últimas décadas, a produção de suínos cresceu de forma acelerada em países da América Latina e da Ásia, regiões marcadas por temperaturas elevadas e alta umidade. Mesmo com avanços genéticos e nutricionais, o desempenho médio nesses locais ainda fica abaixo do observado em países de clima temperado, como os da Europa. “Em áreas tropicais, o estresse térmico não é um evento pontual, como as ondas de calor em regiões temperadas, ele é uma condição quase permanente”, ressaltou.

Efeito do calor

Quando expostos ao calor excessivo, os suínos adotam uma estratégia simples para tentar se proteger: comem menos. A redução do consumo de ração diminui a produção de calor gerada pela digestão, mas traz efeitos em cadeia. Há perda de peso, menor crescimento muscular, queda na produção de leite das porcas e prejuízos à reprodução e à longevidade produtiva dos animais.

Esse efeito é ainda mais forte em animais de alta genética, selecionados para crescimento rápido e alta deposição de carne magra. Esses animais produzem mais calor corporal por causa do metabolismo elevado. “O mesmo avanço genético que aumentou a produtividade também tornou os suínos mais sensíveis ao calor”, explica o zootecnista.

Estudos mostram que cada grau a mais na temperatura ambiente o animal pode reduzir a ingestão diária de ração em 462 gramas/dia. Em porcas lactantes, a ingestão pode cair para pouco mais de dois terços do necessário para atender às exigências nutricionais, comprometendo tanto a fêmea quanto a leitegada.

Além de comer menos, os animais mudam o padrão alimentar. Em dias quentes, concentram a ingestão de ração nos horários mais frescos, como o início da manhã e o fim da tarde ou da noite. “O comportamento alimentar passa a ser guiado pela tentativa de escapar do calor”, evidencia o doutor em Bioclimatologia Animal.

Papel da ambiência no galpão

A dificuldade dos suínos em dissipar calor agrava o problema. Diferentemente de outras espécies, eles têm poucas glândulas sudoríparas e praticamente não suam. A principal forma de perder calor é pela respiração ofegante e pelo contato com superfícies mais frias. “Quando a umidade do ar é alta, a evaporação fica menos eficiente, tornando o ambiente ainda mais estressante”, menciona Silva.

Por isso, a ambiência do galpão, que inclui temperatura, ventilação, umidade e radiação térmica, tem impacto direto sobre a produção. “Sistemas de ventilação, resfriamento evaporativo, resfriamento do piso e uso de gotejamento de água estão entre as estratégias mais adotadas para reduzir o calor sentido pelos animais. São soluções eficazes, mas muitas vezes caras, o que exige avaliação cuidadosa de custo e benefício”, observa o PhD em Nutrição de Suínos.

Além do manejo ambiental, ajustes na alimentação também ganham espaço. Dietas com maior densidade nutricional e menor produção de calor durante a digestão ajudam a compensar a menor ingestão de ração. Mudanças no horário de fornecimento dos alimentos, priorizando os períodos mais frescos do dia, também podem melhorar o desempenho. “A eficiência na produção de suínos em condições de calor extremo exige a combinação de ambiência adequada, manejo bem planejado e nutrição ajustada”, enfatiza o especialista, acrescentando: “Em um contexto de aquecimento global, cuidar do ambiente deixou de ser apenas uma questão de bem-estar animal e se tornou uma estratégia essencial para a sustentabilidade econômica da suinocultura”.

A edição também está disponivel na versão digital, com acesso gratuito. Para ler a versão completa online, clique aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural
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Suínos

Abate de suínos no Brasil bate recorde com 60,7 milhões de cabeças

Alta de 4,3% é impulsionada pelas exportações e pela redução nos custos de produção, com avanço em 15 estados.

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Foto: Roberto Dziura

O Brasil abateu 60,69 milhões de suínos em 2025, aumento de 4,3% frente a 2024 e novo recorde da série histórica iniciada em 1997, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O crescimento foi observado em 15 das unidades da federação. Santa Catarina manteve a liderança nacional, com 28,2% do total abatido, seguida por Paraná e Rio Grande do Sul.

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O desempenho foi sustentado pelo avanço das exportações, com destaque para as Filipinas, principal destino da carne suína brasileira. No mercado interno, mesmo com a oferta elevada, os preços se mantiveram firmes.

A redução nos custos de produção, especialmente com ração devido à supersafra de grãos, contribuiu para o equilíbrio das margens e estimulou o setor ao longo do ano.

No quarto trimestre, foram abatidas 15,29 milhões de cabeças, alta de 5,8% em relação ao mesmo período de 2024, mas recuo de 3,5% frente ao trimestre anterior.

Fonte: Agência IBGE
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