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Suíno vivo acumula queda em janeiro e amplia pressão sobre produtor

Indicadores do Cepea mostram desvalorização mensal acima de 10% em praças-chave, enquanto carcaça segue estável no atacado paulista.

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Foto: Ari Dias

Os preços do suíno vivo seguem em trajetória de queda na segunda quinzena de janeiro, conforme apontam os Indicadores do Suíno Vivo Cepea/Esalq. Na última sexta-feira (23), todas as principais praças acompanhadas pelo centro de pesquisas registraram recuo diário e perdas expressivas no comparativo mensal, refletindo um cenário de pressão sobre a rentabilidade do produtor.

Foto: Jaelson Lucas

Em São Paulo, o indicador posto foi cotado a R$ 7,87/kg, com baixa de 0,63% no dia e retração acumulada de 11,67% no mês. Santa Catarina, referência nacional na produção suinícola, apresentou um dos recuos mensais mais intensos, com desvalorização de 10,42%, a R$ 7,48/kg na modalidade a retirar. Minas Gerais registrou preço de R$ 7,63/kg, queda diária de 1,68% e perda mensal de 9,49%.

No Paraná, o indicador ficou em R$ 7,54/kg, com recuo de 1,31% no dia e de 8,83% no mês. Já no Rio Grande do Sul, o preço foi de R$ 7,65/kg, com variação negativa diária de 0,91% e queda mensal de 7,83%. Segundo o Cepea, os valores refletem o preço recebido pelo produtor, à vista, em reais por quilo.

No mercado atacadista, os preços da carcaça suína especial negociados na Grande São Paulo permanecem estáveis desde o dia 21 de janeiro. Em 23 de janeiro, a média foi mantida em R$ 11,68/kg, sem variação diária, mas ainda acumulando queda de 9,18% no mês. O movimento indica que, apesar da estabilidade recente, o atacado já incorporou parte significativa do ajuste observado desde o início do ano.

A análise mensal dos indicadores do suíno vivo reforça o quadro de enfraquecimento dos preços. Em dezembro de 2025, os valores médios

Foto: Ari Dias

já haviam recuado em relação aos meses anteriores, com São Paulo a R$ 8,84/kg e Santa Catarina a R$ 8,30/kg. Em comparação com setembro, quando os preços superavam R$ 9,00/kg em algumas praças, o ajuste negativo é ainda mais evidente.

De acordo com o Cepea, a combinação de oferta elevada, consumo doméstico ainda limitado e dificuldade de repasse ao longo da cadeia segue como principal fator de pressão sobre as cotações do suíno vivo neste início de ano, exigindo cautela dos produtores e atenção redobrada aos custos de produção.

Fonte: O Presente Rural

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Tensões no Oriente Médio impactam mercado suinícola no Brasil

Incertezas econômicas levam agentes a evitar ajustes nos preços do suíno vivo e da carne, mantendo cotações estáveis.

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Pesquisadores do Cepea apontam que agentes do setor suinícola nacional estão em estado de atenção devido ao conflito no Oriente Médio e seus consequentes impactos sobre os valores do petróleo e do dólar, além de outras variáveis econômicas.

De modo geral, o Cepea observa que as especulações geradas em torno do cenário geopolítico têm limitado a liquidez no mercado independente, levando produtores e indústrias a evitarem ajustes nos preços de comercialização do suíno vivo e da carne, mantendo as cotações estáveis, mesmo diante do aumento do poder de compra da população neste início de mês.

Foto: Ari Dias/AEN

Nesse contexto, o valor médio do animal vivo negociado na praça SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo, e Sorocaba) está em R$ 6,94/kg nesta parcial de março (até o dia 10), o menor desde abril de 2024, quando o animal foi comercializado a R$ 6,89/kg, em termos reais (deflacionamento pelo IGP-DI).

Assim, agentes consultados pelo Cepea demonstram insatisfação, pois havia uma expectativa de recuperação nos preços neste começo de março, fundamentada no aquecimento sazonal da demanda e no atual baixo patamar das cotações do suíno vivo no mercado independente.

Fonte: Assessoria Cepea
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Exportações de carne suína do Paraná avançam com novos mercados e maior demanda internacional

Filipinas, Hong Kong e Uruguai estão entre os principais compradores da proteína produzida no estado.

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Foto: Shutterstock

A suinocultura do Paraná segue em ritmo de crescimento nas exportações em 2026. De acordo com o Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), o Estado registrou os maiores volumes já embarcados para o primeiro bimestre da série histórica.

Em janeiro, foram exportadas 17,02 mil toneladas de carne suína, enquanto em fevereiro o volume chegou a 20,62 mil toneladas. Apesar do avanço, o recorde mensal ainda pertence a setembro de 2025, quando o Paraná embarcou 25,18 mil toneladas.

O desempenho positivo é atribuído à abertura de novos mercados em 2025, como Peru e Chile, além do aumento das compras por parte das Filipinas, que ampliaram suas importações em 442,1% em relação ao ano anterior, somando 9,3 mil toneladas no acumulado de 2026.

Entre os principais destinos da carne suína paranaense também estão Hong Kong, com 6,5 mil toneladas, Uruguai (5,1 mil t), Singapura (4,2 mil t), Argentina (3,7 mil t), Vietnã (1,8 mil t), Costa do Marfim (1,5 mil t), além de Peru (840 t), Geórgia (720 t) e Chile (642 t).

Fonte: O Presente Rural com Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural
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Vacinação combinada avança no controle de doenças respiratórias na suinocultura

Associação de antígenos contra Mycoplasma hyopneumoniae e PCV2 reduz estresse no manejo, melhora a resposta imunológica e contribui para o desempenho produtivo.

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Foto: Ceva Saúde Animal

A busca por eficiência produtiva na suinocultura moderna passa pelo controle sanitário de agentes respiratórios de alta relevância econômica. Entre eles, Mycoplasma hyopneumoniae (M. hyo) e o circovírus suíno tipo 2 (PCV2) destacam-se pela ampla distribuição e pelo impacto conjunto sobre o desempenho e o bem-estar dos animais. A presença de ambos agrava quadros clínicos e subclínicos, contribuindo para a manifestação do Complexo de Doenças Respiratórias dos Suínos (CDRS).

Foto: Ari Dias

M. hyo é reconhecido como o agente primário da pneumonia enzoótica. A infecção leva à perda da integridade dos cílios brônquicos, inflamação persistente e comprometimento da troca gasosa, com reflexos diretos sobre a conversão alimentar e o ganho médio de peso diário. Já o PCV2, particularmente em sua variante genotípica d, atualmente predominante em rebanhos comerciais, exerce efeito imunossupressor significativo. Essa característica favorece infecções secundárias e amplifica os efeitos deletérios de coinfecções respiratórias. A concomitância desses agentes na granja representa não apenas uma ameaça sanitária, mas também um fator de comprometimento do bem-estar fisiológico e comportamental dos suínos.

Diante desse quadro, torna-se essencial adotar estratégias preventivas que reduzam a pressão infecciosa sem comprometer o equilíbrio fisiológico dos animais. É nesse contexto que o avanço da imunoprofilaxia, nas últimas duas décadas, consolidou a vacinação como o principal pilar de controle das enfermidades na granja. Ainda assim, o sucesso dessa prática depende de um manejo vacinal cuidadoso, capaz de equilibrar a eficácia imunológica e o bem-estar dos animais. Contenções repetidas e manipulações intensas elevam os níveis plasmáticos de cortisol, hormônio associado à resposta ao estresse, o que inibe a atividade de linfócitos e compromete a eficiência da resposta vacinal. Por essa razão, a simplificação dos protocolos, por meio de formulações combinadas e de dose única, não apenas reduz o estresse físico e comportamental, mas também potencializa a eficácia imunológica.

Nesse cenário de aprimoramento contínuo, a evolução recente da tecnologia vacinal introduziu um novo paradigma: a vacinação combinada, que reúne antígenos contra M. hyo e PCV2 em uma única formulação. Essa abordagem vai além da conveniência operacional, refletindo uma compreensão mais integrada da imunidade, da fisiologia e do comportamento animal. Do ponto de vista imunológico, a combinação de antígenos exige formulações cuidadosamente elaboradas. O desafio técnico está em garantir que a resposta imune contra um agente não interfira na do outro, mantendo níveis adequados de soroconversão, duração de imunidade e proteção tecidual.

Fotos: Shutterstock

Estudos recentes demonstram que vacinas desenvolvidas sob esse princípio atingiram resultados expressivos. Em pesquisa publicada por Sagrera et al. (2025), leitões vacinados com uma formulação combinada apresentaram soroconversão mais precoce e consistente, mesmo na presença de anticorpos maternos, além de redução quase total da viremia e da excreção viral fecal. Também foi observada menor incidência e gravidade de lesões pulmonares, evidenciando controle eficaz sobre ambos os patógenos em nível clínico e subclínico.

Outros estudos, conduzidos por Trampe et al. (2025) e Krejci et al. (2025), reforçaram essas conclusões ao demonstrar proteção cruzada frente aos principais genótipos de PCV2 (a, b e d) e redução significativa nas cargas virais em órgãos linfóides e pulmonares. Além disso, foi confirmada proteção duradoura de até 23 semanas, um diferencial relevante para cobrir o ciclo produtivo completo, especialmente em sistemas de terminação prolongada.

Esses resultados comprovam que a associação de antígenos atualizados, como o PCV2d, e cepas de M. hyo de alta imunogenicidade pode gerar imunidade robusta e duradoura sem comprometer a resposta individual a cada agente. Sob a ótica produtiva, o uso de vacinas combinadas também contribui para o bem-estar animal. Ao permitir a proteção simultânea contra diferentes agentes em uma única aplicação, essas soluções reduzem o número de intervenções no manejo, diminuindo o estresse dos animais. Como resultado, observam-se efeitos positivos no desempenho produtivo, como melhor ganho de peso, maior uniformidade dos lotes e respostas imunológicas mais consistentes, especialmente quando a proteção contra Mycoplasma hyopneumoniae é efetiva.

Sob a perspectiva das boas práticas de produção, a vacinação combinada contribui ainda para a segurança operacional. A simplificação dos protocolos reduz o risco de erros na preparação ou aplicação de doses, assegura maior padronização e permite que a equipe de manejo direcione mais tempo a atividades preventivas e de monitoramento. Em um cenário de crescente demanda por sistemas produtivos sustentáveis, a eficiência sanitária aliada à redução do estresse animal traduz-se em ganhos econômicos e éticos.

A integração de antígenos atualizados, especialmente o PCV2d, hoje predominante em granjas comerciais, amplia o espectro de proteção e confere às vacinas combinadas relevância epidemiológica imediata. Essa evolução tecnológica permite respostas imunológicas mais adequadas à realidade de campo, considerando as pressões infecciosas e a diversidade genética dos agentes circulantes. A consistência observada nas respostas sorológicas e nos parâmetros produtivos indica que a vacinação combinada não apenas substitui esquemas anteriores, mas estabelece um novo padrão de equilíbrio entre imunidade, desempenho e bem-estar animal.

A trajetória da imunização contra M. hyopneumoniae e PCV2 ilustra como a inovação científica pode transformar o conceito de prevenção em uma estratégia integrada de produção. As vacinas combinadas representam, portanto, mais do que uma ferramenta técnica: são a expressão de uma suinocultura orientada por ciência, responsabilidade sanitária e respeito ao bem-estar animal.

Fonte: Assessoria Ceva Saúde Animal
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