Suínos
Suíno valorizado e insumos em queda ampliam poder de compra do produtor paulista
Alta no preço do animal vivo e recuos expressivos nos valores do milho e do farelo de soja em maio melhoraram a relação de troca para suinocultores de São Paulo.

Em maio, o poder de compra do suinocultor paulista cresceu frente ao milho e ao farelo de soja – principais insumos da atividade. Esse cenário foi favorecido pelo aumento no valor do suíno vivo e pela queda nos preços dos insumos.
Na região SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), o preço médio do vivo subiu 2,3% de abril para maio, passando para R$ 8,60/kg. O impulso veio do aquecimento da demanda na primeira metade do mês, o que possibilitou a elevação dos valores médios do animal em São Paulo mesmo com a típica retração do consumo na segunda quinzena.
Para o milho, de acordo com informações da Equipe Grãos/Cepea, a baixa seguiu atrelada à retração de compradores, que apostavam na continuidade das desvalorizações fundamentados no aumento da oferta – especialmente diante do início da colheita da segunda safra – e nas limitações na capacidade de armazenagem. A Conab estimou uma produção de 99,8 milhões de toneladas, 11% acima da safra anterior (23/24). Assim, em maio, no mercado de lotes de Campinas (SP), o milho foi negociado à média de R$ 73,30/saca de 60kg, expressiva queda de 12,4% em relação à de abril.
Quanto ao farelo de soja, ainda segundo a Equipe de Grãos/Cepea, a oferta elevada e a trégua comercial entre os Estados Unidos e a China explicam o enfraquecimento dos valores do produto no Brasil. Dessa forma, em Campinas, o derivado foi cotado à média de R$ 1.817,93/t em maio, recuo de 3,4% no período.
Diante disso, a venda de um quilo do animal vivo possibilitou que suinocultores comprassem 4,77 quilos do derivado de soja ou 7,01 quilos de milho em maio, respectivos 5,3% e 16,1% mais que no mês anterior.



Suínos
Dia do Suinocultor celebra protagonismo de quem impulsiona setor de R$ 63,1 bilhões
Com 5,6 milhões de toneladas produzidas e US$ 3,6 bilhões em exportações, cadeia reforça a importância dos produtores para a competitividade da proteína animal brasileira.

Celebrado nesta sexta-feira (24), o Dia Nacional do Suinocultor destaca o protagonismo dos produtores que, diariamente, sustentam a evolução de uma das cadeias mais competitivas do agronegócio brasileiro.
Em 2025, a produção brasileira de carne suína alcançou 5,592 milhões de toneladas, consolidando o país como o quarto maior produtor mundial. O Valor Bruto da Produção (VBP) do setor chegou a R$ 63,1 bilhões, movimentando economias regionais, gerando renda e impulsionando uma ampla cadeia formada por produtores de grãos, empresas de genética, nutrição e saúde animal, transportadores, cooperativas, agroindústrias e outros segmentos.

Foto: Shutterstock
A presença internacional também ganhou força. No ano passado, o Brasil exportou 1,510 milhão de toneladas de carne suína para 94 países, gerando receita cambial de US$ 3,6 bilhões. Com esse desempenho, o país manteve-se como o terceiro maior exportador mundial. Do total produzido, 27,01% foi destinado ao mercado externo.
Ao mesmo tempo, o mercado brasileiro permaneceu como o principal destino da produção nacional. O consumo per capita atingiu 19,1 quilos por habitante em 2025, refletindo a crescente presença da carne suína na mesa dos brasileiros e a ampliação da variedade de cortes e produtos disponíveis no varejo e na alimentação fora do lar.
Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), esses resultados começam dentro das propriedades rurais. São os suinocultores que transformam avanços em genética, nutrição, manejo, sanidade, biosseguridade, bem-estar animal e sustentabilidade em ganhos efetivos de produtividade, qualidade e segurança dos alimentos. “Cada tonelada

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “Cada tonelada produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor” – Foto: Mario Castello
produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor. É dentro das granjas que os compromissos do setor com a sanidade, a eficiência, a qualidade e a sustentabilidade se transformam em prática. O suinocultor é o grande protagonista de uma cadeia que gera desenvolvimento para o Brasil e ajuda a garantir segurança alimentar para consumidores brasileiros e de dezenas de países”, destaca Ricardo Santin, presidente da ABPA.
Presentes em diferentes modelos de produção, sejam integrados, cooperados ou independentes, os suinocultores também desempenham papel decisivo na geração de oportunidades no interior do país. A atividade fortalece municípios, mantém renda nas comunidades e estimula investimentos em tecnologia, infraestrutura e qualificação profissional. “A competitividade da suinocultura brasileira não foi construída por acaso. Ela é resultado da capacidade de adaptação, do investimento e da dedicação de milhares de produtores. Celebrar o Dia do Suinocultor é reconhecer quem está na base de um setor que movimenta bilhões, abastece o mercado interno e leva a qualidade da proteína animal brasileira para o mundo”, conclui Santin.
Suínos
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Suínos
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