Suínos
Suinfair 2026 confirma datas e abre vendas de estandes
Feira em Ponte Nova (MG) reunirá produtores, empresas e especialistas da suinocultura independente.

A Suinfair 2026 já está em fase de organização e comercialização de estandes, com programação técnica em estruturação. O evento será realizado nos dias 1º e 2 de julho, em Ponte Nova (MG), e se consolida como um dos principais encontros da suinocultura independente de Minas Gerais, reunindo produtores, empresas e especialistas do setor.
Promovida pela Associação dos Suinocultores do Vale do Piranga (Assuvap), com apoio da Cooperativa dos Suinocultores de Ponte Nova e Região (Coosuiponte) e parceiros, a feira deste ano terá como tema “Suinocultura em Movimento”, adotando um formato estratégico voltado para resultados práticos dentro da porteira. O evento busca conectar participantes, gerar troca de conhecimento e oportunidades reais de negócios.
A venda de estandes já está aberta e entra em fase decisiva, com número limitado de espaços, sinalizando forte interesse do mercado e expectativas positivas para a edição de 2026.
Além da feira de negócios, a programação inclui o seminário técnico, que contará com palestrantes confirmados e abordará conteúdos práticos, debates e discussões sobre tendências e desafios da suinocultura.
O Vale do Piranga, em Minas Gerais, é considerado o maior polo de suinocultura independente do Brasil, com produtores de alto nível técnico e atuação significativa no mercado. A realização da Suinfair na nova sede da Assuvap e da Coosuiponte reforça o protagonismo da região e fortalece a conexão entre os produtores.
A Suinfair 2026 se apresenta como um espaço de negócios, troca de conhecimento e desenvolvimento da suinocultura independente, com foco na valorização do produtor rural e no crescimento sustentável do setor.

Suínos
Avanço da produção e incertezas logísticas colocam suinocultura em alerta
Possíveis impactos do conflito no Golfo Pérsico e custos de ração podem afetar embarques e rentabilidade.

O ritmo de produção deve ser determinante para o desempenho das margens da suinocultura nos próximos meses. A tendência é de um cenário mais sensível, exigindo maior atenção tanto ao volume produzido quanto à capacidade de escoamento, especialmente para o mercado externo. Incertezas logísticas e possíveis mudanças nos custos de ração no segundo semestre reforçam a necessidade de cautela.
Na atividade, apesar do bom desempenho das exportações, o principal ponto de atenção continua sendo a velocidade de crescimento da produção. Mesmo com custos ainda controlados no curto prazo, a queda nos preços do suíno vivo desde o início do ano reduziu o espaço para novas pressões, comprimindo as margens e deixando o setor mais exposto a desequilíbrios entre oferta e demanda.

Ainda assim, o cenário pode se manter relativamente positivo se as exportações continuarem em bom ritmo. Um fator de risco é o conflito no Golfo Pérsico. Embora a região não seja um destino relevante para a carne suína brasileira, possíveis impactos indiretos sobre logística, fretes e o fluxo global de comércio podem afetar o ritmo dos embarques.
Esse risco ganha mais peso diante do aumento dos abates, que deve elevar a oferta interna e exigir maior capacidade de envio ao exterior. De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, esse equilíbrio entre produção e exportação será fundamental para sustentar as margens do setor.
No campo dos custos, a atenção se volta principalmente para a ração no segundo semestre. Com o plantio do milho safrinha próximo do fim, o comportamento das chuvas entre abril e maio no Cerrado será decisivo para o potencial produtivo. Qualquer mudança nesse período pode impactar a oferta do cereal e aumentar a volatilidade dos preços.
Além disso, a demanda interna por milho segue firme, impulsionada pela produção de proteínas animais e pelo setor de etanol, o que reduz a margem de erro da safra. Por outro lado, o farelo de soja apresenta um cenário mais favorável, sustentado pela ampla produção e pelo maior ritmo de processamento no país, o que pode ajudar a amenizar os custos da ração ao longo do ano.
Suínos
Alta do milho reduz poder de compra do suinocultor pelo sexto mês seguido
Cereal sobe 4,6% em março e chega a R$ 70,96/sc em Campinas. Com suíno a R$ 6,94/kg, produtor compra 5,87 kg de milho por kg vendido.

O avanço dos preços do milho voltou a pressionar a relação de troca da suinocultura paulista em março. Dados do Cepea mostram que, na parcial até o dia 17, o poder de compra do produtor caiu pelo sexto mês consecutivo, refletindo a valorização do insumo frente à estabilidade do preço do animal.

Foto: Ari Dias
No período, o suíno vivo posto na indústria foi negociado à média de R$ 6,94 por quilo no estado de São Paulo (SP-5), leve alta de 0,5% em relação a fevereiro. Já o milho, principal componente da ração, registrou aumento mais expressivo: no mercado de lotes de Campinas (SP), a saca de 60 quilos foi cotada a R$ 70,96, avanço de 4,6% no mesmo comparativo e a maior variação mensal desde março de 2025.
Com isso, a relação de troca se deteriorou. Neste mês, a venda de um quilo de suíno vivo permite a aquisição de 5,87 quilos de milho, queda de 3,9% frente ao mês anterior.
Apesar da piora no curto prazo, o indicador ainda mostra leve recuperação na comparação anual, com ganho de 2%. Segundo o Cepea, a valorização do milho está associada à oferta restrita no mercado spot e à demanda aquecida para formação de estoques, em um ambiente de incertezas no mercado internacional.
Suínos
Brasil abre mercado para carne suína resfriada em Singapura
Acesso ao país asiático amplia valor agregado das exportações do setor.

O governo brasileiro concluiu negociações que ampliam o acesso da carne suína ao mercado internacional. O principal avanço é a autorização para exportação de carne suína resfriada para Singapura, um mercado considerado estratégico por demandar produtos de maior valor agregado.
Em 2025, Singapura importou mais de US$ 710 milhões em produtos agropecuários do Brasil, com destaque para carnes, café e itens de origem vegetal. A abertura para a carne suína resfriada tende a fortalecer a presença brasileira no país asiático e ampliar as oportunidades para o setor produtivo.
Além disso, o Brasil também garantiu a liberação para exportação de macadâmia e castanha de caju para a Turquia, que está entre os dez maiores importadores mundiais de castanha de caju. No último ano, as exportações brasileiras para o país superaram US$ 3,2 bilhões, com destaque para soja, algodão e café.
Com os novos acordos, o agronegócio brasileiro soma 548 aberturas de mercado desde o início de 2023. Os resultados são fruto da atuação conjunta do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).



