Suínos Em Minas Gerais
Suinfair 2026 aposta em inovação e negócios para impulsionar suinocultura
Evento reunirá produtores, empresas e especialistas nos dias 01º e 02 de julho com foco em eficiência produtiva e gestão de custos.

A suinocultura moderna exige rapidez. O que funcionava ontem já não atende aos custos e à competitividade de hoje. É com esse foco em dinamismo que a Suinfair 2026 chega aos dias 01 e 02 de julho, consolidando o Vale do Piranga como o grande ponto de encontro estratégico para quem vive a atividade na prática.
Com o conceito “Suinocultura em Movimento”, a feira deixa de ser apenas uma exposição tradicional para se tornar um ambiente de decisão. O evento é pensado para o produtor que busca transformar dados em lucro e inovação em rotina, mantendo o protagonismo de quem está no dia a dia da porteira.
Realizada em território oficialmente reconhecido como o Polo Mineiro de Incentivo à Suinocultura, a Suinfair se destaca por sua objetividade. O ambiente é planejado para otimizar o tempo de produtores, técnicos e gestores, conectando-os a soluções tecnológicas e novos modelos de negócio de forma direta.
Além de impulsionar a economia regional e fortalecer o comércio local, o evento reafirma a organização da cadeia produtiva em Minas Gerais. A edição deste ano conta com o apoio institucional da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (FNDS).
O que esperar da edição 2026: Foco em Resultado, tecnologias e conteúdos voltados para a eficiência operacional e gestão de custos. Networking qualificado, encontro direto entre as principais empresas do setor e o produtor independente e ambiente estratégico, um formato dinâmico, focado em trocas de experiências e geração de negócios reais.
O Diretor Presidente da Assuvap, Rodrigo Torres, explica que a próxima edição da Suinfair significa muito para os associados da Assuvap pois traz duas mudanças muito significativas. “Sua realização se dará no próprio espaço da associação, o que possibilitará um maior envolvimento dos associados com espaço físico de sua sede e com a própria instituição e o tradicional jantar de encerramento será substituído por um churrasco integrado à feira, concomitante com a realização da mesma, o que reflete um desejo de priorizar a cada nova edição do evento as negociações e fechamentos de negócios”, conclui.
Para o presidente da ABCS, Marcelo Lopes, é motivo de grande orgulho apoiar a feira mais significativa da Zona da Mata Mineira. “Este é um evento estratégico, visto que a região abriga o maior polo de suinocultores independentes de Minas Gerais. Estamos ao lado da Assuvap para fortalecer essa nova fase”, destaca.

Suínos
Suinfair 2026 confirma datas e abre vendas de estandes
Feira em Ponte Nova (MG) reunirá produtores, empresas e especialistas da suinocultura independente.

A Suinfair 2026 já está em fase de organização e comercialização de estandes, com programação técnica em estruturação. O evento será realizado nos dias 1º e 2 de julho, em Ponte Nova (MG), e se consolida como um dos principais encontros da suinocultura independente de Minas Gerais, reunindo produtores, empresas e especialistas do setor.
Promovida pela Associação dos Suinocultores do Vale do Piranga (Assuvap), com apoio da Cooperativa dos Suinocultores de Ponte Nova e Região (Coosuiponte) e parceiros, a feira deste ano terá como tema “Suinocultura em Movimento”, adotando um formato estratégico voltado para resultados práticos dentro da porteira. O evento busca conectar participantes, gerar troca de conhecimento e oportunidades reais de negócios.
A venda de estandes já está aberta e entra em fase decisiva, com número limitado de espaços, sinalizando forte interesse do mercado e expectativas positivas para a edição de 2026.
Além da feira de negócios, a programação inclui o seminário técnico, que contará com palestrantes confirmados e abordará conteúdos práticos, debates e discussões sobre tendências e desafios da suinocultura.
O Vale do Piranga, em Minas Gerais, é considerado o maior polo de suinocultura independente do Brasil, com produtores de alto nível técnico e atuação significativa no mercado. A realização da Suinfair na nova sede da Assuvap e da Coosuiponte reforça o protagonismo da região e fortalece a conexão entre os produtores.
A Suinfair 2026 se apresenta como um espaço de negócios, troca de conhecimento e desenvolvimento da suinocultura independente, com foco na valorização do produtor rural e no crescimento sustentável do setor.
Suínos
Avanço da produção e incertezas logísticas colocam suinocultura em alerta
Possíveis impactos do conflito no Golfo Pérsico e custos de ração podem afetar embarques e rentabilidade.

O ritmo de produção deve ser determinante para o desempenho das margens da suinocultura nos próximos meses. A tendência é de um cenário mais sensível, exigindo maior atenção tanto ao volume produzido quanto à capacidade de escoamento, especialmente para o mercado externo. Incertezas logísticas e possíveis mudanças nos custos de ração no segundo semestre reforçam a necessidade de cautela.
Na atividade, apesar do bom desempenho das exportações, o principal ponto de atenção continua sendo a velocidade de crescimento da produção. Mesmo com custos ainda controlados no curto prazo, a queda nos preços do suíno vivo desde o início do ano reduziu o espaço para novas pressões, comprimindo as margens e deixando o setor mais exposto a desequilíbrios entre oferta e demanda.

Ainda assim, o cenário pode se manter relativamente positivo se as exportações continuarem em bom ritmo. Um fator de risco é o conflito no Golfo Pérsico. Embora a região não seja um destino relevante para a carne suína brasileira, possíveis impactos indiretos sobre logística, fretes e o fluxo global de comércio podem afetar o ritmo dos embarques.
Esse risco ganha mais peso diante do aumento dos abates, que deve elevar a oferta interna e exigir maior capacidade de envio ao exterior. De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, esse equilíbrio entre produção e exportação será fundamental para sustentar as margens do setor.
No campo dos custos, a atenção se volta principalmente para a ração no segundo semestre. Com o plantio do milho safrinha próximo do fim, o comportamento das chuvas entre abril e maio no Cerrado será decisivo para o potencial produtivo. Qualquer mudança nesse período pode impactar a oferta do cereal e aumentar a volatilidade dos preços.
Além disso, a demanda interna por milho segue firme, impulsionada pela produção de proteínas animais e pelo setor de etanol, o que reduz a margem de erro da safra. Por outro lado, o farelo de soja apresenta um cenário mais favorável, sustentado pela ampla produção e pelo maior ritmo de processamento no país, o que pode ajudar a amenizar os custos da ração ao longo do ano.
Suínos
Alta do milho reduz poder de compra do suinocultor pelo sexto mês seguido
Cereal sobe 4,6% em março e chega a R$ 70,96/sc em Campinas. Com suíno a R$ 6,94/kg, produtor compra 5,87 kg de milho por kg vendido.

O avanço dos preços do milho voltou a pressionar a relação de troca da suinocultura paulista em março. Dados do Cepea mostram que, na parcial até o dia 17, o poder de compra do produtor caiu pelo sexto mês consecutivo, refletindo a valorização do insumo frente à estabilidade do preço do animal.

Foto: Ari Dias
No período, o suíno vivo posto na indústria foi negociado à média de R$ 6,94 por quilo no estado de São Paulo (SP-5), leve alta de 0,5% em relação a fevereiro. Já o milho, principal componente da ração, registrou aumento mais expressivo: no mercado de lotes de Campinas (SP), a saca de 60 quilos foi cotada a R$ 70,96, avanço de 4,6% no mesmo comparativo e a maior variação mensal desde março de 2025.
Com isso, a relação de troca se deteriorou. Neste mês, a venda de um quilo de suíno vivo permite a aquisição de 5,87 quilos de milho, queda de 3,9% frente ao mês anterior.
Apesar da piora no curto prazo, o indicador ainda mostra leve recuperação na comparação anual, com ganho de 2%. Segundo o Cepea, a valorização do milho está associada à oferta restrita no mercado spot e à demanda aquecida para formação de estoques, em um ambiente de incertezas no mercado internacional.



