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Sudeste concentra 80% dos roubos de carga do Brasil

Via Dutra em São Paulo registrou uma em cada 15 ocorrências do país.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Os roubos de cargas no Brasil em 2024 se concentraram na região Sudeste, onde 80% dos casos aconteceram, segundo estudo do Centro de Inteligência da Overhaul. A Rodovia Presidente Dutra, principal ligação entre Rio de Janeiro e São Paulo e a mais movimentada da região, foi o cenário de uma em cada 15 ocorrências do país no ano.

São Paulo teve a maior parcela dos roubos de cargas no Brasil, com 43%, seguido por Rio de Janeiro (29%) e Minas Gerais (6%). Juntos, os três estados tiveram uma participação quatro pontos percentuais maior que em 2023. Já o Espírito Santo foi uma das unidades com maior crescimento em participação no resultado, saindo de 1% para 2% em 2024.

Foto: Geraldo Bubniak

Só Pernambuco superou a alta registrada pelo estado capixaba, saltando de 1% para 4%, e levando o Nordeste ao segundo lugar geral isolado, com 10%. Em 2023 a região empatou com a Sul, que fechou o ano passado em 7%, graças a quedas expressivas da parcela de roubos de carga no Paraná (de 6% para 4%) e no Rio Grande do Sul (de 3% para 1%).

O ranking dos dez estados com maior número de roubos é composto por Bahia (3%), Mato Grosso (2%) e Santa Catarina (1%). Quanto aos dias e horários das ocorrências, 59% aconteceram entre terça e quinta-feira e 47%, entre 06 e 12 horas, padrão similar ao dos anos anteriores. A faixa de 09 horas da manhã ao meio-dia concentra 36% do total dos casos.

Foto: Roberto Dziura

De acordo com Reginaldo Catarino, profissional que atua no segmento de gestão de risco logístico, os roubos de cargas no Brasil têm relação direta com mudanças de comportamento de consumo, questões macroeconômicas, avanço da produção agrícola e crescimento da informalidade, além da falta de infraestrutura nas estradas e paradas seguras.

Rodovias

O trecho de 401 km entre as duas maiores cidades brasileiras foi palco de 6,79% das ocorrências do país em 2024. Isso representa 73% dos roubos de carga de toda a BR-116, rodovia da qual a Dutra é parte e se estende por 4713 km entre Jaguarão (RS) e Fortaleza (CE).

Assim como nas demais estradas, os criminosos preferem agir entre terça e quinta-feira, que concentram 60% dos casos. Há uma diferença, no entanto, em relação aos horários, com 63% de ocorrências entre as 19h e às 10h. Desde o ano passado, a rodovia passa por interdições diárias para obras, sendo a maior delas na Serra das Araras, em Piraí (RJ).

Soluções

Profissional que atua no segmento de gestão de risco logístico, Reginaldo Catarino: “O estudo da Overhaul destaca ainda soluções como a escolha de rotas com pontos de paradas seguros, com configurações particularizadas da tecnologia de rastreamento para os embarques” – Foto: Divulgação/Overhaul

Para evitar tantas ocorrências de roubos de cargas, Catarino recomenda a inclusão de profissionais especializados em gestão de riscos da cadeia de suprimentos, responsáveis por planejar as viagens, elaboração de formas antecipadas de planejamento e organização das operações de transportes, além do aprimoramento do uso de tecnologias para análises estatísticas que possibilitem aplicar predições e, assim, aumentar a eficiência das práticas preventivas. “O estudo da Overhaul destaca ainda soluções como a escolha de rotas com pontos de paradas seguros, com configurações particularizadas da tecnologia de rastreamento para os embarques, bem como o emprego de múltiplas camadas de proteção que precisam ser estrategicamente identificadas e empregadas para cada operação”, enfatiza.

Metodologia

A pesquisa, no entanto, mostra diferenças significativas em relação aos tipos de cargas e às circunstâncias dos roubos. Um terço do total roubado no ano passado foi de alimentos e bebidas, enquanto em 2023 as cargas diversas chegaram a 51% do total. Situação similar ocorre com os casos de fraude, que foram de 14% para 1% da amostragem total.

Isso se deve, principalmente, às mudanças de metodologia dos dados oficiais de alguns estados, que passaram a registrar os roubos de cargas de forma mais precisa. Além dos dados oficiais das secretarias estaduais de segurança e do Sinasp (Sistema Nacional de Segurança Pública), o Departamento de Inteligência da Overhaul ainda reúne informações de empresas dos setores de segurança e transportes, que são checados pela equipe de inteligência da empresa e com o uso de inteligência artificial.

Fonte: Assessoria Overhaul

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Copercampos reinaugura unidade de grãos em Otacílio Costa com investimento de R$ 16 milhões

Estrutura modernizada aumenta capacidade e agilidade no recebimento de soja e milho, beneficiando produtores da região.

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Foto: Divulgação

A Copercampos reinaugurou nesta sexta-feira, 20 de fevereiro, a unidade de armazenagem de grãos de Otacílio Costa, na serra catarinense, após um amplo processo de modernização que recebeu investimentos superiores a R$ 16 milhões. A estrutura, implantada originalmente em 2012, ganhou nova moega, secador, instalação de tombador, caixa de carregamento e silo de armazenagem, garantindo mais eficiência, segurança e rapidez no fluxo de recebimento.

Com as melhorias, a unidade passa a ter capacidade estática de 380 mil sacos de 60 kg, além de maior agilidade operacional durante a safra, reduzindo filas e otimizando a logística dos associados da região.

Segundo o presidente da Copercampos, Luiz Carlos Chiocca, a obra atende uma necessidade prática do produtor, principalmente pelo ritmo acelerado da colheita no município. “Hoje estamos aqui em Otacílio inaugurando uma obra de suma importância para o produtor, que vai agilizar a sua colheita e o descarregamento, evitando filas e transtornos. Aqui a safra ocorre muito rápido devido ao clima e isso traz um grande benefício”.

Para o Diretor Superintendente da Copercampos e também produtor associado Lucas de Almeida Chiocca, que atua na região há mais de 15 anos, o investimento reforça a proximidade da cooperativa com quem produz. “Eu, como produtor há mais de 15 anos em Otacílio Costa, saio daqui com o coração cheio de alegria. A Copercampos mais uma vez está do lado do produtor, fazendo um grande investimento para resolver o problema do momento. O mais importante é o recolhimento do grão.”

O crescimento também foi destacado pelo prefeito de Otacílio Costa, Fabiano Baldessar, que ressaltou a transformação produtiva do município ao longo dos anos. “Otacílio Costa saiu de 700 a 800 hectares de lavoura entre 2009 e 2011 para hoje mais de 17 mil hectares, segundo dados da Epagri. Essa reinauguração é mais uma conquista e representa uma segunda virada de chave no agro do nosso município”, comentou.

A estrutura ampliada já será fundamental para a safra 2026, cuja previsão de recebimento é de aproximadamente 500 mil sacos de soja e 100 mil sacos de milho, volume que demonstra o novo patamar produtivo regional.

Fonte: Assessoria Copercampos
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Preços agropecuários caem 3,75% em janeiro, aponta Cepea

Todas as categorias registraram queda, com hortifrutícolas e grãos liderando a retração mensal.

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Foto: Shutterstock

Em janeiro, o Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/CEPEA) registrou queda nominal de 3,75% em relação ao mês anterior.

O resultado mensal se deve à retração observada para todos os subgrupos do Índice, com destaque para o IPPA- Hortifrutícolas (-7,69%) e o IPPA-Grãos (-5,44%), seguidos pelo IPPA-Pecuária (-2,74%) e pelo IPPA-Cana-Café (-0,63%).

Já o IPA-OG-DI apresentou leve alta de 0,92% no mês, indicando que, em janeiro, os preços agropecuários tiveram desempenho inferior ao dos industriais.

No cenário internacional, os preços dos alimentos em dólares avançaram 0,33%, enquanto o Real se valorizou 2,11%, o que resultou em queda de 1,79% dos preços internacionais de alimentos medidos em reais.

Na comparação anual (janeiro/26 frente a janeiro/25), o IPPA/CEPEA caiu expressivos 8,19%, com quedas em todos os grupos: IPPA-Hortifrutícolas (-17,68%), IPPA-Cana-Café (-8,78%), IPPA-Grãos (-7,85%) e IPPA-Pecuária (-7,09%). No mesmo período, o IPA-OG-DI se desacelerou 2,21%, e os preços internacionais de alimentos acumulam queda de 19,12% em Reais e de 8,76% em dólares, refletindo também a valorização de 11,36% do Real em um ano.

 

Fonte: Assessoria Cepea
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Cooperativas fortalecem cadeias de aves, suínos e leite em Santa Catarina

Dados apresentados mostram que 70% dos avicultores da cooperativa já possuem sucessão familiar definida, garantindo continuidade no campo.

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Fotos: Bruna Leticia/MB Comunicação

Reflexões estratégicas sobre o futuro do cooperativismo, o protagonismo jovem e a força das cadeias produtivas catarinenses. Assim iniciou a programação do Sebrae/SC no terceiro dia do 27º Itaipu Rural Show em Pinhalzinho. O evento reuniu duas palestras que dialogaram diretamente com os desafios e as oportunidades do agronegócio: União que Gera Valor: Engajamento e Cooperativismo no Campo, com Dieisson Pivoto, e Cadeia de Aves e Suínos em SC, com Marcos Zordan.

Diretor vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Zordan

Pivoto destacou como o cooperativismo transforma união em desenvolvimento econômico e social. Ele apresentou a trajetória da Cooper Itaipu como exemplo de organização e visão estratégica. Também abordou a atuação da Aurora Coop, formada por 14 cooperativas, com mais de 850 produtos no portfólio e presença em mais de 80 países, a cooperativa demonstra a dimensão que o modelo pode alcançar quando há integração e gestão eficiente.

Entre as contribuições da cooperativa aos seus sócios e à comunidade, Pivoto ressaltou a geração de renda ao cooperado, a assistência técnica no campo, a industrialização da produção e a criação de oportunidades que fortalecem toda a região. “Somos parte importante na alimentação do mundo. O cooperativismo gera valor quando fortalece o produtor, apoia a comunidade e prepara as próximas gerações para dar continuidade a esse legado”, afirmou.

Com foco especial na juventude, a palestra abordou a necessidade de incentivar o cooperativismo desde cedo, aproximando os jovens do modelo e reforçando seu papel na tradição e na inovação. O futuro do cooperativismo, segundo ele, depende diretamente do engajamento das novas gerações.

O diretor técnico do Sebrae/SC, Fábio Zanuzzi, aprofundou o debate ao falar sobre sucessão e permanência no campo. “Um dos grandes desafios é a continuidade não só do jovem na propriedade rural, mas também no modelo cooperativista. Temos percebido mudanças de comportamento entre as gerações, e isso exige uma comunicação mais próxima e estratégica. Precisamos ouvir o jovem, entender seus anseios e reconhecer que a velocidade dele é diferente da geração anterior”.

Cadeia de aves e suínos

Complementando a programação, a palestra “Cadeia de Aves e Suínos em SC”, ministrada pelo vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Zordan, trouxe uma análise sobre a importância estratégica dessas cadeias produtivas para a economia catarinense e nacional. “Conectamos a cadeia de suínos, aves e leite ao cooperativismo, seja por meio da Aurora Coop ou das cooperativas filiadas. Precisamos mostrar ao produtor o que estamos fazendo e o que o futuro nos espera nessas atividades”, explicou.

Zordan esclareceu a diferença entre os sistemas de integração, como ocorre na suinocultura, avicultura e na produção independente do leite, ressaltando a importância da segurança para o produtor na tomada de decisão. “Precisamos que esses produtores sintam firmeza ao decidir investir nessas atividades. O futuro aponta para aumento do consumo de alimentos e isso exige produtividade. E produtividade é a única forma de melhorar a rentabilidade”, enfatizou.

O vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop expôs dados relevantes da avicultura regional. “Atualmente, cerca de 70% dos avicultores ligados a Aurora Coop já têm sucessão familiar encaminhada. No Brasil, esse índice gira entre 3% e 5%. Isso é resultado de um trabalho contínuo das cooperativas, das filiadas, da cooperativa e de todos que fortalecem o setor. Quando o produtor tem renda compatível, o filho fica na propriedade. Se o filho fica, a sucessão está garantida”, salientou.

Capacitação

Palestrante Dieisson Pivoto – Foto: Karina Ogliari/MB Comunicação

“Encerramos a rodada de palestras desta sexta-feira (20), demonstrando a importância do desenvolvimento regional com iniciativas como o Programa Encadeamento Produtivo. Quando estruturamos as cadeias de aves, suínos e leite dentro de uma lógica cooperativista, estamos fortalecendo todos os elos, da produção primária à industrialização, da assistência técnica ao acesso ao mercado. Isso gera previsibilidade, competitividade e sustentabilidade econômica para o produtor”, concluiu Zanuzzi.

A atuação do Sebrae/SC qualifica esses elos, promove integração, gestão eficiente, inovação e planejamento estratégico. O desenvolvimento não ocorre apenas pelo aumento de produção, mas pela organização sistêmica da cadeia, adoção de tecnologia, ganho de produtividade e agregação de valor.

Fonte: Assessoria Sebrae
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