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Substitutos de antibióticos, ciência mira resistência microbiana a óleos essenciais e ácidos orgânicos

O Presente Rural entrevistou com exclusividade o PhD Michel Magnin, que veio ao Brasil para fazer duas palestras dirigidas a médicos veterinários e outros profissionais

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O Presente Rural entrevistou com exclusividade o PhD Michel Magnin, que veio ao Brasil para fazer duas palestras dirigidas a médicos veterinários e outros profissionais ligados ao setor de avicultura. O pesquisador falou sobre a substituição de antibióticos por extratos de plantas, óleos essenciais e ácidos orgânicos na produção avícola, sem perdas de desempenho.

Em 29 de março, a palestra aconteceu em Viçosa, MG. O outro encontro integrou a programação do Simpósio Brasil Sul de Avicultura, que aconteceu de 04 a 06 de abril, em Chapecó, SC.

Para ele, a questão a ser abordada nem é mais a preocupação com a resistência aos antibióticos, mas como antecipar e prevenir o desenvolvimento de micróbios resistentes a óleos essenciais ou ácidos orgânicos. De acordo com ele, essas substâncias podem ser usadas como promotores de crescimento e como prevenção, mas, salvo raros casos, as aplicações terapêuticas de antibióticos não podem ser substituídas pelo uso extratos de plantas ou ácidos orgânicos.

O Presente Rural (OP Rural) – Porque reduzir o uso de antimicrobianos na avicultura?

Michel Magnin (MM) – Os antimicrobianos são utilizados em animais de produção para tratar doenças clínicas, prevenir eventos de doença e melhorar o desempenho animal. Inclui a prevenção da coccidiose, uma doença parasitária que causa perdas econômicas significativas, que é principalmente controlada por moléculas ionóforas.

As moléculas de antibióticos utilizadas para estas aplicações em animais podem ser iguais ou podem pertencer à mesma família de produtos utilizados para tratar doenças humanas. É bem conhecido que algumas bactérias patogênicas, como algumas cepas de Salmonella ou Staphylococcus, são multirresistentes a antibióticos e é essencial, como poucas moléculas ativas novas são realmente descobertas, preservar a possibilidade de tratar estas patologias. A resistência aos antibióticos pode ser transmitida facilmente de uma bactéria para outra, especialmente entre as populações de microrganismos do trato digestivo. Essa resistência pode ser motivo de preocupação para uma molécula, mas geralmente é observada resistência cruzada com outras moléculas da mesma família. O risco identificado desde há muito tempo é que o uso intensivo de um antibiótico em animais de produção pode selecionar mecanismos de resistência em bactérias e que o material genético responsável pela resistência pode ser transmitido a bactérias causadoras de doenças em humanos.

O uso de antibióticos como promotores de crescimento (PCAs) foi identificado na União Europeia (UE) como um risco importante e, após a eliminação de várias moléculas, a proibição final e global ocorreu em 2006. Mais recentemente, o uso de antibióticos de forma profilática também foi declarado como um fator de risco. Instituições governamentais, e também professores em Medicina e grupos de consumidores, pediram a redução do uso global de antibióticos em animais (não apenas animais de produção, mas também, animais de estimação) e diferentes planos oficiais foram propostos. Depois da UE, muitos países do mundo, devido, principalmente, à pressão dos consumidores e das empresas agroalimentares, fizeram o mesmo.

OP Rural – Quais as mudanças que isso acarreta na produção de frango?

MM – É necessário distinguir o uso para promoção do crescimento (PCAs) e aquele para prevenção/ controle de doenças. A perda de desempenho devida diretamente à eliminação de PCAs dos alimentos para aves é estimada em cerca de -2 a 3% do ganho de peso e o mesmo para a eficiência alimentar. Os impactos indiretos devem ser considerados: por exemplo, a mortalidade pode aumentar e algumas patologias digestivas, como enterite necrótica, mais ou menos controladas por PCAs, podem prejudicar o desempenho dos lotes. Uma solução para o controle da enterite necrótica é usar algumas moléculas anticoccidianas ionóforas, desde que elas não sejam proibidas.

No que diz respeito às aplicações terapêuticas e profiláticas, a redução dos antibióticos deve ser compensada por uma gestão melhorada da produção, incluindo a proteção das instalações contra animais silvestres, aves, roedores e insetos; regras de higiene, e de visitação controlada, qualidade dos pintos; preparo para o recebimento do lote; qualidade da cama, ar e água; composição da ração.

OP Rural – O que são extratos de plantas, óleos essenciais e ácidos orgânicos?

MM – "Extratos de plantas" são um mundo genérico de muitos produtos muito diferentes. É bem conhecido na medicina humana que muitas plantas são úteis devido às suas propriedades palatabilizantes, anti-inflamatórias, antimicrobianas e antiparasitárias. Os ingredientes ativos podem estar presentes em folhas, raízes, cascas, flores. O uso dos extratos pode começar com a utilização destas partes de plantas, quer após secagem e moagem, quer após extração em água ou álcool.

Os óleos essenciais são extratos específicos de plantas em que os compostos ativos são extraídos da planta, geralmente, pelo vapor, às vezes pela pressão. Em todos os casos, é importante identificar e caracterizar as moléculas ativas ou combinações de moléculas que são responsáveis ??pelos efeitos. Como a composição química das plantas pode variar muito dependendo das condições de cultura, pode ser mais fácil sintetizar as moléculas ativas, para garantir a atividade e as doses.

Os ácidos orgânicos são uma família muito grande de compostos naturalmente produzidos por plantas (ácido cítrico), insetos (ácido fórmico), bactérias (ácido láctico), processos de fermentação (ácido acético, ácido butírico), digestão ruminal (ácido propiônico)… Todos têm propriedades antimicrobianas mais ou menos contra fungos ou bactérias, ou ambos. Para aplicações em alimentação humana e animal, eles são, geralmente, obtidos por síntese.

OP Rural – Como agem os extratos de plantas?

MM – Os extratos vegetais são utilizados por suas principais propriedades: palatabilizante, anti-inflamatório, antimicrobiano. Dependendo do país, o uso de material vegetal e extratos de plantas em alimentos para animais é frequentemente limitada e as listas positivas, ou GRAS (Generally Recognized As Safe), devem ser verificadas.

Palatabilizante significa que podem estimular a ingestão das aves, mas também as secreções endógenas digestivas, enzimáticas (por exemplo, do pâncreas); maior ingestão de alimentos e melhor digestão proporcionam maior ganho de peso.

As propriedades anti-inflamatórias dos extratos vegetais permitem limitar os efeitos negativos observados no epitélio intestinal e devido a alguns compostos contidos nas matérias primas para alimentação animal ou produzidos durante a digestão dos alimentos, ou à interação direta entre a microbiota e o intestino.

Estes dois efeitos não são obtidos diretamente com PCAs; mas, provavelmente, como consequência da pressão sobre as bactérias intestinais, a melhor utilização dos nutrientes é observada de forma semelhante com os antibióticos.

Os efeitos antimicrobianos são obviamente muito importantes para a identificação e escolha de candidatos para a substituição de PCAs. Dessa forma, muitos extratos vegetais foram identificados como possíveis soluções. As dificuldades têm a ver com a presença, a quantificação, a estabilidade dos compostos ativos. Para reproduzir os efeitos, é melhor usar extratos purificados ou moléculas idênticas às naturais.

Reconhece-se que os PCAs funcionam em cerca de 70% dos ensaios experimentais; em outros casos, a pressão ambiental/sanitária é muito elevada ou muito baixa para permitir que os efeitos sejam observados.  Parece que a situação é quase a mesma com extratos de plantas.

A má qualidade dos alimentos, a má gestão das produções, a elevada pressão sanitária não podem ser corrigidas pelo simples uso de extratos de plantas, não mais do que com os PCA.

Os extratos de plantas podem ajudar em uma ação profilática se forem introduzidos na alimentação de aves logo no início. Eles não podem por si só evitar que as aves tenham todas as doenças digestivas, doenças respiratórias ou outras. A gestão da produção e a higiene das instalações são essenciais nesses casos.

Por último, é possível, por vezes, tratar doenças bacterianas em animais com extratos de plantas, mas geralmente antibióticos permanecem a solução mais tecnicamente e economicamente eficiente.

OP Rural – Como os óleos essenciais podem ser usados na substituição dos antimicrobianos na avicultura?

MM – Óleos essenciais são extratos específicos de plantas; tudo o que está escrito acima sobre extratos de plantas é verdade para óleos essenciais.

As diferenças estão no modo de extração e também na possibilidade de identificar, concentrar ou de sintetizar as moléculas dos ingredientes ativos. Os extratos de plantas podem ser obtidos sob a forma de pó, resina ou líquido; óleos essenciais são produtos líquidos, altamente voláteis. Eles precisam ser colocados em transportadores adequados ou encapsulados para um fácil manuseio e uma boa estabilidade ao longo dos processos de produção de rações.

Claramente alguns compostos de óleos essenciais são agentes antimicrobianos fortes e também antioxidantes. Eles podem interagir com a membrana das bactérias, entrar na célula e modificar o metabolismo celular; finalmente, as bactérias morrem. Eles também podem facilitar a penetração de outras moléculas, como ácidos orgânicos, e melhorar, dessa forma, o efeito antimicrobiano desses produtos. Um dos interesses nos óleos essenciais é que eles são ativos tanto em bactérias gram-negativas (i.e. E. coli, Salmonella, Campylobacter …) como gram-positivas (isto é, Clostridium).

OP Rural – Como os ácidos orgânicos agem?

MM – Ácidos orgânicos agem através de dois principais mecanismos. Em primeiro lugar, a acidificação tem efeitos positivos sobre o desempenho e a saúde das aves. É útil estimular a colonização do papo por bactérias de ácido láctico nos pintinhos e limitar a entrada de E. coli no trato digestivo. No proventrículo e na moela, a ativação de enzimas proteolíticas é estimulada por condições ácidas; proteínas são digeridas melhor e menos nutrientes ficam disponíveis para bactérias como Clostridium se desenvolver.

Em segundo lugar, os ácidos orgânicos são compostos antimicrobianos e alguns deles (ácido fórmico, ácido benzóico) são muito eficazes contra E. coli ou Salmonella. Dependendo das condições do intestino do pH, os ácidos orgânicos podem ser dissociados (o próton é separado da molécula) ou não. Quando o pH é superior a 5/6 (o valor depende do tipo de ácido) a molécula é essencialmente dissociada e o efeito antimicrobiano é limitado a um efeito bacteriostático; isso significa que o crescimento de bactérias é reduzido porque a membrana celular perde sua integridade. Quando o pH é inferior a molécula não dissociada é capaz de entrar na célula de bactérias e de prejudicar a síntese celular; finalmente a bactéria morre – é o efeito bactericida.

OP Rural – Como é feita a administração?

MM – Para ácidos orgânicos, geralmente são necessárias doses relativamente elevadas (0,5 – 1%) para obter os efeitos antimicrobianos; é o primeiro limitante para o uso de ácidos orgânicos, pois estes produtos são muitas vezes corrosivos e também podem prejudicar a palatabilidade para os animais. Sais de sódio ou de cálcio podem ser solução para um manuseio mais fácil, mas seu efeito antibacteriano é dividido por 10 a 20 vezes. Uma solução eficaz é encapsular o ácido numa matriz de revestimento que impede qualquer efeito sobre as pessoas responsáveis ??pela manipulação dos ácidos. É também uma maneira de veicular a forma não dissociada ativa diretamente até a parte do intestino onde estamos esperando o efeito; o que é chamado de "targeting". A encapsulação impede a dissociação dos ácidos orgânicos, o que permite a utilização de doses mais baixas.

Os ácidos orgânicos podem ser utilizados na alimentação, mas também através da administração na água, dado que a maior parte deles é dispersível em água. Tratamentos sequenciais em água são interessantes para controlar a qualidade da cama; porém, não substitui o uso de ácidos orgânicos na ração para a melhoria do desempenho.

Os óleos essenciais são voláteis e muitas vezes sensíveis à oxidação. Como eles são líquidos, a primeira operação é absorver os óleos em um veículo e estabilizá-los com antioxidantes, se necessário. Para uma melhor proteção e um melhor efeito, como para ácidos orgânicos, óleos essenciais ou moléculas idênticas às naturais são encapsulados, geralmente com uma gordura vegetal. Devido à baixa taxa de incorporação final (menos de 100 g/T), os óleos essenciais encapsulados são pré misturados com um ou vários veículos antes da incorporação na ração.

OP Rural – Como fazer essa substituição sem perda de desempenho?

MM – A possível substituição de PCAs por combinações de óleos essenciais / ácidos orgânicos é hoje bem demonstrada e aplicada em muitos países, não apenas na UE. Geralmente – mas também devido à evolução da genética e do nível de desempenho dos frangos – esta alteração foi acompanhada com uma melhoria da gestão da produção global da cadeia (dos criadores ao abate).

OP Rural – A resistência aos antimicrobianos preocupa a cadeia avícola?

MM – Todas as cadeias de produção animal estão preocupadas com a resistência antimicrobiana, não só através do consumo de alimentos contaminados, mas também nas fazendas com a contaminação dos produtores com bactérias resistentes provenientes dos animais, ou através da propagação de lixo ou estrume.

Em um passado recente, foi considerado que nenhuma bactéria poderia ser resistente à colistina. Hoje está claramente estabelecido que existem estirpes de E. coli resistentes a colistina. A questão não é "a resistência aos antibióticos é uma preocupação", mas "como antecipar e prevenir o desenvolvimento de micróbios resistentes a óleos essenciais ou ácidos orgânicos".

OP Rural – Até que ponto a indústria química tem dirigido esforços para fazer a substituição aos antimicrobianos?

MM – Eu não posso falar sobre o desenvolvimento/descoberta de novo antibiótico ou composto antimicrobiano novo como eu não tenho conhecimento sobre isso. A indústria de aditivos alimentares começou a trabalhar na reposição de antibióticos (PCAs) há mais de 20 anos e ainda mais se considerarmos o uso de probióticos (microrganismos vivos usados para melhorar a saúde intestinal). Soluções eficazes são identificadas há mais de 10 anos, mas a síntese, as formulações físico-químicas são muitas vezes desenvolvimentos mais recentes. Hoje, o foco é realmente como aumentar o efeito das chamadas alternativas antibióticas, reduzindo as doses e melhorar o direcionamento para o trato digestivo.

Um monte de pesquisa também é feito sobre os efeitos imunomoduladores de extratos de plantas e outros compostos como células de levedura, quitosanas… O futuro terá muitas alternativas e o desempenho dos animais será estimulado.

OP Rural – A substituição por óleos, essências e ácidos pode tornar a cadeia avícola mais segura?

MM – Quando são aplicadas boas práticas no uso de antibióticos, os resíduos não são motivo de preocupação. O problema é a seleção de cepas multirresistentes de bactérias patogênicas para humanos. Dessa forma, a substituição por óleos, essências e ácidos torna a cadeia avícola mais segura. O interessante também é que esses produtos, especialmente quando combinados, são melhores ferramentas para combater Salmonella e Campylobacter, dois agentes principais responsáveis por toxinfecções nos consumidores; como o PCAs foram mais efetivos agindo em bactérias gram-positivas, eles não controlam bem estes patógenos.

OP Rural – Há situações em que não há como fazer a substituição dos antimicrobianos? Se sim, quais?

MM – Claramente, as aplicações terapêuticas de antibióticos não podem ser substituídas pelo uso extratos de plantas ou ácidos orgânicos, ou apenas em poucos casos. Porém, o uso profilático pode ser substituído, se o manejo e a higiene aplicados nas produções forem melhorados.

Mais informações você encontra na edição de Aves de abril/maio de 2017 ou online.

Fonte: O Presente Rural

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Avicultura

SBSA debate como transformar conhecimento técnico em resultados na avicultura

Especialistas discutem gestão, eficiência e aplicação prática durante evento em Chapecó.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A conexão entre conhecimento técnico, gestão e resultados práticos na produção avícola será discutida durante o 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA). O tema Do conhecimento à ação: como transformar orientações em resultados na avicultura será apresentado pelos especialistas Kali Simioni e João Nelson Tolfo, na quarta-feira, 08 de abril, às 16h30, durante o Bloco Conexões que Sustentam o Futuro, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC).

João Nelson Tolfo é médico-veterinário, mestre em Produção Animal e possui MBA Executivo em Liderança e Gestão do Agronegócio. Com mais de 18 anos de atuação na avicultura industrial brasileira, construiu sua trajetória profissional em empresas como BRF e Seara Alimentos, onde atuou como extensionista, supervisor, especialista agropecuário e gerente agropecuário.

Kali Simioni é engenheira agrônoma e mestre pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)

Ao longo de sua carreira, prestou consultoria técnica a mais de 30 plantas industriais, desenvolvendo atividades relacionadas à gestão agropecuária, ambiência, manejo de frangos de corte, elaboração de padrões técnicos, condução de testes zootécnicos e formação de equipes técnicas em extensão rural. Atualmente é empreendedor e sócio-proprietário da Granjas Pampeano, no Rio Grande do Sul, onde atua no desenvolvimento de projetos avícolas voltados à eficiência produtiva, sustentabilidade e excelência operacional.

Kali Simioni é engenheira agrônoma e mestre pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). Atua há 22 anos no setor agroindustrial, com experiência nas áreas de extensão rural, gestão e performance agroindustrial na produção de frangos, suínos, perus, postura comercial, matrizes e avós.

Atualmente dedica-se ao aperfeiçoamento dos sistemas de produção, com foco no desenvolvimento das pessoas que atuam na cadeia produtiva, buscando alavancar ganhos em eficiência, produtividade, qualidade, bem-estar animal, competitividade e sustentabilidade agropecuária, além de contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos profissionais do agronegócio.

A palestra abordará os desafios de transformar informações técnicas e orientações produtivas em resultados concretos no campo, considerando fatores como gestão de equipes, eficiência operacional, aplicação de tecnologias e aprimoramento contínuo dos sistemas de produção. O tema destaca a importância de alinhar conhecimento científico, experiência prática e capacitação de profissionais para garantir competitividade e sustentabilidade na avicultura moderna.

João Nelson Tolfo é médico-veterinário, mestre em Produção Animal e possui MBA Executivo em Liderança e Gestão do Agronegócio

De acordo com a presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, o Simpósio busca promover discussões que conectem ciência e prática. “O SBSA tem como proposta reunir especialistas que compartilhem experiências aplicáveis à realidade da produção. Discutir como transformar conhecimento em resultados é fundamental para fortalecer a cadeia produtiva e apoiar profissionais que atuam diretamente no campo”, destaca.

A presidente da comissão científica do SBSA, Daiane Albuquerque, ressalta que o bloco Conexões que Sustentam o Futuro foi estruturado para ampliar a visão estratégica do setor. “A produção avícola evolui rapidamente e exige cada vez mais integração entre conhecimento técnico, gestão e desenvolvimento de pessoas. Trazer especialistas com experiência prática na indústria contribui para que os participantes compreendam como aplicar as orientações técnicas de forma eficiente e sustentável”, afirma.

O 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura será realizado entre 7 a 9 de abril de 2026 e é considerado um dos principais eventos técnicos da avicultura latino-americana. Paralelamente ao Simpósio ocorre a 17ª Brasil Sul Poultry Fair, feira que reúne empresas nacionais e multinacionais ligadas à cadeia produtiva avícola.

Para acompanhar a palestra e os demais conteúdos da programação científica é necessária inscrição no evento. O segundo lote segue disponível até o dia 26 de março, com investimento de R$ 750,00 para profissionais e R$ 450,00 para estudantes. O acesso à 17ª Brasil Sul Poultry Fair custa R$ 100,00. As inscrições podem ser realizadas no site, acesse clicando aqui.

Programação geral

26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura  

17ª Brasil Sul Poultry Fair

Dia 07/04 – Terça-feira

13h30 – Abertura da Programação

13h40 – Painel Gestão de Pessoas

Capital humano em crise: o futuro da mão de obra na avicultura.

Palestrantes:

Delair Bolis

Joanita Maestri Karoleski

Vilto Meurer

Luciana Dalmagro – Coordenadora da mesa redonda

15h40 – Intervalo

16h – Commodities em foco: superando barreiras logísticas e incertezas do futuro.

Palestrante: Arene Trevisan

(15 minutos de debate)

17h- Solenidade de Abertura Oficial

17h40 – Palestra de abertura: Cenários Globais 2026

Palestrante: Heni Ozi Cukier – HOC

19h15 – Coquetel de Abertura na 16ª Brasil Sul Poultry Fair

Dia 08/04 – Quarta-feira

Bloco Abatedouro

8h – Velocidade de processamento e qualidade do abate.

Palestrante: Darwen de Araujo Rosa

(15 minutos de debate)

9h – Comparativo microbiológico entre países no contexto da ciência da segurança alimentar.

Palestrante: Dianna V. Bourassa

(15 minutos de debate)

10h – Intervalo

Bloco Nutrição

10h30 – Granulometria e seu impacto no trato digestivo.

Palestrante: Wilmer Pacheco

(15 minutos de debate)

11h30 – Níveis de Ca e P nas dietas modernas do frango de corte.

Palestrantes: Roselina Angel

(15 minutos de debate)

12h30 – Intervalo almoço

Eventos Paralelos

Painel Manejo

14h00 – Manejo do Frango de Corte Moderno

Palestrantes:

Lucas Schneider

Rodrigo Tedesco Guimarães

16h – Intervalo

Bloco Conexões que Sustentam o Futuro

  16h30 – Do conhecimento à ação: como transformar orientações em resultados na avicultura.

Palestrante: Kali Simioni e João Nelson Tolfo

(15 minutos de debate)

17h30 – Porque bem-estar é crucial para a sustentabilidade?

Palestrante: Prof. Celso Funcia Lemme

(15 minutos de debate)

18h30 – Eventos Paralelos

19h30 – Happy Hour na 18ª Brasil Sul Poultry Fair

Dia 09/04 – Quinta-feira

Bloco Sanidade

8h – Tríade do diagnóstico de Laringotraqueíte infecciosas – enfoque nos diferentes métodos de diagnóstico das doenças respiratórias

Palestrante: Prof. Renata Assis Casagrande

(15 minutos de debate)

9h – Micotoxinas: a ameaça silenciosa à saúde intestinal das aves.

Palestrante: Dr. Ricardo Rauber

(15 minutos de debate)

10h – Intervalo

10h30 – Gumboro em foco: avanços recentes e novas fronteiras no controle da doença.

Palestrante: Gonzalo Tomás

(15 minutos de debate)

11h30 – Influenza aviária – plano de contingência em caso real.

Palestrante: Taís Barnasque

(15 minutos de debate)

Sorteios de brindes.

Fonte: Assessoria Nucleovet
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Avicultura

Frango cai 5,2% em março e atinge menor preço desde julho de 2023

Cotação média de R$ 6,73/kg no atacado paulista reflete demanda interna fraca e incertezas no mercado externo. Recuo amplia vantagem frente às carnes suína e bovina.

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Foto: Shutterstock

Os preços da carne de frango seguem em queda nas principais praças acompanhadas pelo Cepea, pressionados pela demanda doméstica enfraquecida e por incertezas no mercado externo. O cenário internacional, marcado por tensões no Oriente Médio, importante destino das exportações brasileiras, tem gerado cautela entre agentes do setor e influenciado as negociações.

Foto: Shutterstock

No atacado da Grande São Paulo, o frango resfriado é negociado à média de R$ 6,73 por quilo na parcial de março, até o dia 18, recuo de 5,2% em relação a fevereiro. Em termos reais, considerando deflação pelo IPCA de fevereiro de 2026, trata-se do menor patamar desde julho de 2023.

Com a queda mais acentuada nos preços, a carne de frango amplia sua competitividade frente às demais proteínas. No caso da suína, embora também haja desvalorização, o ritmo de recuo do frango é mais intenso. Já em relação à carne bovina, o diferencial é ainda maior, uma vez que os preços da carcaça casada seguem em alta, ampliando a atratividade do frango para o consumidor.

Fonte: O Presente Rural com Cepea
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Avicultura

Diferença de preço entre ovos brancos e vermelhos supera 40% em março

Menor oferta de ovos vermelhos e demanda da Quaresma ampliam descolamento de preços. Granjas operam com produção ajustada.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A diferença entre os preços dos ovos brancos e vermelhos se ampliou ao longo de março nas principais regiões produtoras acompanhadas pelo Cepea. Em Santa Maria de Jetibá (ES), maior polo de produção do país, o diferencial já supera 40% na parcial até o dia 18, acima do observado em fevereiro.

Foto: Divulgação/Asgav

De acordo com o Cepea, o movimento é puxado principalmente pela menor disponibilidade de ovos vermelhos no mercado interno. A oferta mais restrita dessa categoria tem sustentado reajustes mais intensos em comparação aos ovos brancos, ampliando o descolamento entre os preços.

A demanda sazonal também contribui para esse cenário. Durante a Quaresma, há aumento no consumo de ovos, o que pressiona ainda mais as cotações, especialmente dos vermelhos, tradicionalmente mais valorizados em períodos de maior procura.

Com a produção mais enxuta, agentes do setor relatam que parte das

Foto: Divulgação

granjas tem operado com entregas previamente programadas, limitando negociações no mercado spot. Esse ajuste entre oferta e demanda resultou em elevação dos preços médios dos ovos nos últimos dias, com maior intensidade para a variedade vermelha.

Fonte: O Presente Rural com Cepea
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