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Submissão de trabalhos científicos ao 23º Congresso APA de Ovos entra na reta final

Pesquisadores e profissionais têm até 15 de dezembro para enviar estudos. Evento será realizado de 09 a 12 de março de 2026, em Limeira (SP).

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Foto: Divulgação/OP Rural

A Associação Paulista de Avicultura (APA) reforça que está aberto o período de submissão de trabalhos científicos para o 23º Congresso APA de Produção e Comercialização de Ovos, considerado o principal encontro técnico da avicultura de postura no Brasil. O prazo final para envio é 15 de dezembro de 2025, exclusivamente pelo site oficial.

A edição de 2026 acontece de 09 a 12 de março, no Zarzuela Eventos, em Limeira (SP), e conta com apoio da Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA-SP).

Professora e coordenadora dos Trabalhos Científicos, Sarah Sgavioli: “A submissão segue até 15 de dezembro” – Foto: Divulgação/APA

De acordo com a professora e coordenadora dos Trabalhos Científicos, Sarah Sgavioli, a chamada contempla temas que representam o eixo central da produção de ovos: manejo, nutrição, sanidade e outras áreas. “A submissão segue até 15 de dezembro. Nesta edição, serão selecionados 80 trabalhos, que serão publicados nos anais do congresso e apresentados em formato de pôster. Cada trabalho aprovado garante inscrição gratuita ao autor principal e a possibilidade de concorrer ao prêmio de melhor trabalho por área, no valor de um salário-mínimo”, destaca.

A avaliação será conduzida por uma comissão especializada, com foco em rigor técnico, relevância para o setor e aderência às normas do congresso. “Reconhecer a produção acadêmica é parte essencial do nosso papel como entidade técnica. Incentivar, avaliar e dar visibilidade a esses estudos fortalece toda a avicultura de postura”, complementa.

Fonte: Assessoria APA

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APA abre seleção para médicos veterinários no Programa Estadual de Sanidade Avícola

Processo busca profissionais com experiência comprovada em avicultura. Inscrições vão até 12 de dezembro.

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A Associação Paulista de Avicultura (APA) anuncia a abertura do processo seletivo para médicos-veterinários que integrarão o Programa Estadual de Sanidade Avícola, executado com a Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, por meio de Termo de Colaboração vigente entre as instituições. A iniciativa tem como objetivo fortalecer as ações de vigilância sanitária no estado e ampliar o suporte técnico às regionais.

O processo busca profissionais com notório conhecimento em avicultura, disponibilidade para viagens, possibilidade de mudança de endereço e experiência comprovada no setor. Os candidatos passarão por análise curricular e entrevista de avaliação.

De acordo com o diretor técnico da APA, José Roberto Bottura, a seleção representa um movimento estratégico de reforço institucional. “O Programa Estadual de Sanidade Avícola é fundamental para garantir que São Paulo mantenha seu padrão elevado de biosseguridade e resposta rápida frente aos desafios sanitários da cadeia produtiva. A contratação de profissionais qualificados é essencial para sustentar a vigilância ativa e fortalecer a defesa sanitária em todas as regiões do estado”, afirma Bottura.

Requisitos e envio de currículo
Os interessados devem enviar Curriculum Vitae para o e-mail josiane.meira.apa@gmail.com até 12/12/2025.
O currículo deve obrigatoriamente conter:
• Nome completo e endereço;
• Estado civil;
• Ano de graduação;
• Instituição onde concluiu a graduação;
• Cursos de especialização;
• Experiência profissional comprovada em avicultura.

Encerrado o prazo, a APA realizará análise curricular seguida de contato com os candidatos selecionados para entrevista.
A iniciativa reforça o compromisso da Associação Paulista de Avicultura com a qualificação técnica, a segurança sanitária e o desenvolvimento sustentável da avicultura paulista, setor que segue como referência nacional em produtividade e conformidade sanitária.

Fonte: Assessoria APA
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Avicultura

Paraná intensifica fiscalização e reforça biosseguridade em granjas avícolas do Sudoeste

Ação da Adapar vistoria estruturas, rotinas e protocolos sanitários para prevenir doenças de alto impacto e manter a credibilidade da cadeia produtiva de aves no Estado.

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A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), por meio da Divisão de Sanidade Avícola (Disav) e do Escritório Regional de Dois Vizinhos, na região Sudoeste, promoveu entre os dias 24 e 28 de novembro, uma força-tarefa de fiscalização da biosseguridade em granjas avícolas da região. A iniciativa reforça o compromisso do Estado com a proteção sanitária do plantel paranaense e com a manutenção dos padrões da cadeia produtiva de aves, reconhecida nacional e internacionalmente pela qualidade e segurança.

Fotos: Adapar

O objetivo a ação é a verificação rigorosa de práticas essenciais para a prevenção de enfermidades de grande impacto sanitário e econômico, como a Influenza Aviária e a Doença de Newcastle. Durante as fiscalizações, equipes técnicas da Adapar aplicam um checklist estruturado de biosseguridade, avaliando aspectos como o controle de acesso às propriedades, limpeza e desinfecção das instalações, manejo sanitário, uso adequado de equipamentos, barreiras de contenção e monitoramento dos plantéis.

Participam diretamente da operação 10 servidores. A atividade abrange estabelecimentos avícolas comerciais registrados na Adapar e localizados na área de atuação do Escritório Regional de Dois Vizinhos. O trabalho é conduzido de forma coordenada, padronizada, preza pela eficiência e pelo detalhamento no levantamento das condições estruturais, operacionais e sanitárias das granjas vistoriadas.

Parceria

A força-tarefa foi organizada com o setor produtivo. Em reuniões prévias com empresas integradoras e representantes da cadeia avícola regional, a Adapar apresentou os objetivos da ação e alinhou procedimentos para facilitar o processo de fiscalização.

Como resultado, os produtores puderam revisar previamente suas estruturas e rotinas, garantindo que as equipes fossem recebidas em melhores condições de avaliação. Esse diálogo facilita o cumprimento das exigências legais e reforça a cooperação entre a iniciativa privada e o serviço oficial de defesa agropecuária.

Histórico

As forças-tarefas promovidas pela Disav integram o conjunto de atividades permanentes da Adapar no âmbito da defesa sanitária animal. No Paraná, todas as granjas registradas devem cumprir os requisitos de biosseguridade previstos na Portaria Adapar nº 242/2022 e na Instrução Normativa MAPA nº 56/2007, normas que estabelecem padrões técnicos indispensáveis para garantir a sanidade dos plantéis, prevenir a entrada de agentes patogênicos e assegurar a conformidade dos estabelecimentos junto ao serviço oficial.

Desde o alerta nacional para a Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em 2023, o Estado intensificou as ações de vigilância ativa e ampliou a periodicidade das fiscalizações, com foco na prevenção de riscos que possam comprometer a produção avícola. Esse trabalho contínuo contribui diretamente para a manutenção da saúde animal, a proteção econômica do setor e a credibilidade do Paraná como um dos maiores produtores e exportadores de carne de frango do país.

Fonte: Assessoria Adapar
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CO₂, espuma ou nitrogênio na depopulação: rapidez e técnica contra a Influenza aviária

Cada método de depopulação exige planejamento, treinamento e execução precisa para conter rapidamente a IAAP e proteger plantéis, mercados e a saúde animal.

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Quando um vírus de alto impacto ameaça a produção avícola, como é o caso da Influenza aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), cada minuto conta. Nessas situações, a rapidez da resposta sanitária é determinante para conter a disseminação e proteger não apenas os plantéis, mas toda a cadeia produtiva e os mercados internacionais que dependem da avicultura brasileira. Entre as medidas previstas pelo Plano de Contingência, a depopulação surge como ferramenta central, exigindo preparo técnico, protocolos bem definidos e aplicação imediata no campo.

A IAAP mudou de perfil no Brasil e exige uma nova postura do setor produtivo e das autoridades sanitárias. A avaliação é do médico-veterinário e especialista em Defesa Agropecuária Animal, Bruno Pessamilio, que chama atenção para a necessidade de adotar o que ele define como uma nova cultura da emergência. Segundo ele, por muito tempo o modelo brasileiro de defesa se concentrou quase exclusivamente na biosseguridade preventiva. “Isso continua sendo essencial, mas já não é suficiente. Hoje precisamos ter a mesma ênfase na capacidade de resposta rápida, porque é ela que vai determinar se conseguimos estancar um foco e evitar prejuízos em larga escala”, alertou durante sua participação no Avicultor Mais 2025 – Frangos, Ovos & Peixes, promovido pela Associação dos Avicultores de Minas Gerais (Avimig), realizado em meados de junho, no Expominas, em Belo Horizonte (MG).

Pessamilio ressalta que o vírus da IAAP já está estabelecido em território nacional, o que altera completamente a percepção de risco. “O perfil mudou. Não é mais apenas um problema das aves migratórias. Hoje o vírus circula na fauna residente, nas nossas aves brasileiras. Isso significa que o risco é permanente”, frisou.

Esse novo cenário se reflete em um aumento expressivo das notificações de suspeitas registradas diariamente, reforçando o trabalho constante do Serviço Veterinário Oficial. “O vírus circulando na fauna residente amplia a ameaça para a avicultura de subsistência, de pequena escala e para as unidades de produção comercial. Além do impacto sanitário direto, ocorre também as restrições comerciais para o país, de forma imediata, com efeitos econômicos graves”, acrescentou.

Para o ingresso do vírus nas granjas, explica o médico-veterinário, o fator mais recorrente está ligado às falhas de biosseguridade, em grande parte associadas ao erro humano. “A porta de entrada quase sempre é uma falha operacional. Por isso, é fundamental que todos na granja – funcionários, gestores e prestadores de serviço – cumpram os protocolos de forma rigorosa. Não basta o Plano de Contingência estar escrito, ele precisa ser executado com disciplina”, reforçou.

Pilares do Plano de Contingência

Médico-veterinário e especialista em Defesa Agropecuária Animal, Bruno Pessamilio: “A decisão sobre o método de depopulação a ser utilizado depende de múltiplos fatores. É preciso considerar o número de aves envolvidas, a estrutura do aviário, os equipamentos disponíveis, os custos e os recursos humanos” – Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural

No contexto da IAAP, o Brasil adota um Plano de Contingência que tem como base quatro objetivos principais. O primeiro é conter a disseminação do vírus, o que envolve interditar o trânsito de aves, produtos e veículos, evitando que a doença ultrapasse o foco inicial.

O segundo é erradicar o agente, estratégia que difere de situações em que o controle permite a convivência com o vírus, como no caso da vacinação. “No caso da Influenza aviária não existe meio-termo, o vírus precisa ser eliminado, e isso significa depopulação, que é o sacrifício dos animais infectados e expostos”, explicou.

O terceiro ponto é minimizar os impactos econômicos. “A velocidade e a eficácia da resposta determinam se as empresas poderão continuar operando, ainda que parcialmente, e em que medida os prejuízos poderão ser reduzidos”, aponta.

O quarto pilar é restabelecer a normalidade, retomando a produção, as exportações e o acesso aos mercados internacionais o mais rápido possível. “A recuperação da confiança externa depende da nossa capacidade de mostrar que temos um sistema ágil e eficiente. Cada dia perdido significa barreiras maiores e prejuízos adicionais”, ressaltou o médico-veterinário.

Preparação como fator decisivo

Para Pessamilio, a diferença entre o êxito e o fracasso em uma emergência está na preparação. “Não se trata apenas de ter equipamentos ou insumos. É preciso ter gente treinada, simulações realizadas, fornecedores mapeados e logística definida. Quando o foco aparece, não há tempo para improvisar”, frisou, lembrando do primeiro registro de IAAP em produção comercial e no foco da Doença de Newcastle, ambos no Rio Grande do Sul, em que a resposta dos órgãos de defesa agropecuária foi ágil, contendo os casos nas áreas de produção infectadas e evitando a disseminação.

O especialista destacou também experiências internacionais, ressaltando a importância da rapidez na resposta a surtos sanitários. Nos Estados Unidos, por exemplo, o vírus já atingiu mais de 50 estados e levou ao sacrifício de mais de 176 milhões de aves desde 2022. A contenção inicial não foi eficaz, o que gerou impactos profundos em toda a cadeia produtiva e mantém focos ativos até hoje. “Precisamos aprender com essa experiência e garantir que, no Brasil, a reação seja sempre imediata, como ocorreu no registro do primeiro e único foco identificado até agora, quando a pronta resposta evitou a disseminação para outras unidades de produção comercial”, frisou.

Métodos de depopulação

No enfrentamento da Influenza aviária, a etapa mais crítica do Plano de Contingência é a depopulação, ou seja, a eutanásia em massa das aves doentes e expostas. A decisão sobre o método a ser utilizado, como explicou Pessamilio, depende de múltiplos fatores. “É preciso considerar o número de aves envolvidas, a estrutura do aviário, os equipamentos disponíveis, os custos e os recursos humanos. Não existe um método único aplicável a todas as situações, e a escolha precisa sempre da aprovação do Ministério da Agricultura”, pontuou.

Os métodos de depopulação podem ser classificados em individuais, indicados para pequenos plantéis ou para finalizar processos, e coletivos, voltados para grandes populações, quando é necessário agir com rapidez e reduzir o contato humano com os animais.

Métodos individuais

Foto: Marcos Bedin/MB Comunicação

Entre as opções de aplicação individual estão os procedimentos mecânicos e elétricos. No primeiro grupo, inclui deslocamento cervical, que pode ser manual ou realizado com auxílio de guilhotina, e a pistola de concussão penetrante, um disparo na cabeça da ave. “Esse último recurso é eficaz, mas requer manuseio muito cuidadoso, porque o risco de acidente é alto se não houver treinamento e disciplina”, observou Pessamilio.

No caso dos métodos elétricos, a eutanásia pode ser feita por imersão em cuba eletrificada ou pelo uso de eletrodos, desde que sejam observados parâmetros técnicos de corrente, frequência e amperagem. Além disso, é obrigatório o uso de equipamentos de proteção individual (EPIs) pelos operadores.

Segundo o médico-veterinário, essas alternativas apresentam limitações. “Os métodos individuais exigem maior contato com as aves, são mais demorados e dependem de operadores bem treinados. Eles têm utilidade em situações pontuais, mas não são viáveis em larga escala”, ponderou.

Métodos coletivos

A depopulação coletiva é aplicada quando há milhares ou até milhões de aves expostas ao risco da doença. Nesse cenário, os recursos mais utilizados são os gasosos e a espuma, ambos com o objetivo de induzir a falta de oxigênio que leva à morte rápida.

No caso dos gases, o CO (dióxido de carbono) é o mais comum, mas também é possível utilizar nitrogênio ou argônio. “O CO provoca hipóxia química, enquanto nitrogênio e argônio ocupam espaço e expulsam o oxigênio do ambiente, causando asfixia. Todos são eficientes, mas exigem cálculos precisos para atingir a concentração letal”, detalhou Pessamilio.

O especialista em Defesa Agropecuária Animal, explicou que a aplicação pode ocorrer em diferentes formatos: vedando todo o aviário, utilizando contêineres, tendas ou mesmo sacos plásticos apropriados. Mas, no Brasil, a realidade traz obstáculos. “A vedação completa de um aviário é um desafio enorme. Aqui, nossas estruturas não foram desenhadas para isso. Se houver qualquer falha de vedação, o gás escapa e a operação perde a eficácia”, frisou.

Outro ponto essencial é o monitoramento constante dos níveis de gás, tanto para garantir a eficiência da eutanásia quanto para proteger os trabalhadores envolvidos. “Estamos lidando com substâncias que podem colocar em risco a saúde do operador. Então não é apenas colocar o gás e esperar. Existe técnica, monitoramento e cálculo. A operação precisa ser científica”, reforçou.

Já a espuma atua de forma diferente: ela provoca hipóxia mecânica, bloqueando as vias respiratórias das aves. O processo depende da mistura de um líquido específico com água e ar, produzindo uma manta que cobre todo o espaço. “A qualidade da bolha é determinante para o sucesso. Se a espuma não tiver consistência adequada, a operação pode falhar”, alertou Pessamilio.

Há ainda a possibilidade de adicionar nitrogênio à espuma, recurso mais eficaz em situações em que as aves estão em alturas elevadas. A tecnologia, no entanto, exige equipamento específico, cálculos de volume e operadores treinados. “Não é apenas ligar a máquina. É preciso entender quanto de solução será usado, qual a taxa de expansão da espuma e como distribuir corretamente no ambiente. Sem esse cuidado, o resultado não será confiável”, advertiu o especialista.

Descarte de carcaças

Concluída a fase de depopulação, a atenção se volta ao destino das carcaças, uma das etapas mais críticas do ponto de vista sanitário e ambiental. Pessamilio reforça que a escolha do método de descarte deve sempre considerar o impacto ambiental e a segurança sanitária, além da viabilidade prática.

Entre as alternativas disponíveis, a compostagem aparece como a mais indicada. Reconhecida pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) como a opção mais sustentável, elimina o vírus em até 28 dias, não inviabiliza o terreno, evita a contaminação de lençóis freáticos e permite o reaproveitamento do material como adubo. “É a solução mais segura e que traz benefícios adicionais para o sistema produtivo, mas exige controle rigoroso de temperatura, umidade e aeração”, enfatizou o médico-veterinário.

O enterrio raso, feito a 60 centímetros de profundidade, é a segunda alternativa mais viável, ainda que torne o solo inutilizável por aproximadamente um ano. Já o enterrio profundo é considerado o mais perigoso do ponto de vista ambiental, pois pode levar à mumificação das aves por mais de uma década, inviabilizar áreas inteiras de produção e contaminar aquíferos.

Outros métodos, como a incineração ou cremação, reduzem o risco de disseminação viral, mas apresentam forte impacto na qualidade do ar e não permitem o aproveitamento do material. Já as alternativas tecnológicas, como compostagem acelerada, rota-aceleradores e desidratadores, começam a ganhar espaço, mas ainda enfrentam limitações de custo e escala.

A escolha do método, explicou Pessamilio, é sempre feita em conjunto pelo produtor, Ministério da Agricultura e órgãos ambientais, levando em conta as características do terreno, a quantidade de aves e a disponibilidade de recursos. Ele chamou atenção para a necessidade de planejamento prévio. “Novos projetos de granja já deveriam incluir áreas específicas para descarte, porque a emergência pode acontecer a qualquer momento”, salientou.

Fator determinante

Seja no momento da depopulação ou no descarte, o fator determinante é a preparação. Cada granja, destacou o especialista, deve contar com um Plano de Contingência próprio, detalhando métodos, custos, prazos, fornecedores e equipamentos necessários. A execução, porém, não depende apenas das autoridades sanitárias. “É ilusório pensar que o Serviço Veterinário Oficial vai resolver tudo. A responsabilidade é compartilhada, mas prioritariamente das empresas. A granja precisa ter uma equipe treinada, capacitada e pronta para agir”, afirmou.

A parceria entre produtores, Ministério da Agricultura e órgãos estaduais de defesa agropecuária é essencial, assim como a integração com órgãos ambientais. “Mas, sem preparo individual, o sistema como um todo se fragiliza”, evidencia.

versão digital está disponível gratuitamente no site oficial de O Presente Rural. A edição impressa já circula com distribuição dirigida a leitores e parceiros em 13 estados brasileiros.

Fonte: O Presente Rural
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