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Notícias Mercado

StoneX eleva previsão de exportação de soja do Brasil a 82,5 mi t em 2020

exportação no ano estaria ainda abaixo do recorde de 2018, mas as 74 milhões de toneladas de 2019 ficam bem para trás

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Ivan Bueno/APPA

A consultoria StoneX revisou na terça-feira (03) sua estimativa de produção da última safra brasileira de soja (2019/20), o que permitiu também um aumento da previsão de exportação do país neste ano, com o câmbio impulsionando os negócios em momento de baixa oferta em que se fala sobre importações pelo Brasil nos Estados Unidos.

A produção do país em 2019/20 passou de 123,74 milhões de toneladas na previsão de outubro para 124,35 milhões de toneladas, enquanto a projeção de exportação em 2020 aumentou de 82 milhões para 82,5 milhões de toneladas.

“Tem o nosso câmbio favorável e a safra 19/20 praticamente toda negociada, mercado interno com grande dificuldade de originar soja para atender o final de ano”, comentou a analista Ana Luiza Lodi, em entrevista à Reuters.

A exportação no ano estaria ainda abaixo do recorde de 2018, quando o Brasil embarcou mais de 83 milhões de toneladas, mas as 74 milhões de toneladas de 2019 ficam bem para trás.

A revisão na safra foi realizada após um ajuste na produção apurado em Goiás. “Mesmo com mais esse aumento no número da safra 2019/20… a perspectiva de uma oferta extremamente limitada de soja no final deste ano continua”, ponderou a analista da StoneX, que já havia elevado a estimativa da última safra na projeção de outubro em relação a setembro.

Da mesma forma que o câmbio favorece exportações, limita compras externas. Ainda assim, a StoneX projeta importações de 1 milhão de toneladas, volume estável ante outubro mas um salto ante as 140 mil de 2019, com os países do Mercosul sendo os grandes fornecedores.

Ela disse ainda que, para importar soja dos Estados Unidos, a transação teria que garantir que a carga estivesse livre de variedades transgênicas aprovadas no país da América do Norte, mas que ainda não têm aval no Brasil, algo que pode não ser tarefa fácil. “Se chegar aqui e tiver essas variedades (não aprovadas), o que acontece?”, afirmou.

A Reuters tem questionado órgãos do governo sobre o assunto, mas não tem obtido resposta desde a semana passada. Neste início de semana, um carregamento de soja dos Estados Unidos foi realizado com destino ao Brasil, de acordo com informações de agência marítima.

Nova safra

O plantio da soja 2020/21 do Brasil avançou rapidamente após um atraso inicial, e a estimativa da nova safra do país foi elevada para 133,48 milhões de toneladas, ante 132,61 milhões de toneladas na previsão do mês anterior, apontou a consultoria StoneX em relatório na terça-feira. O aumento na projeção vem em decorrência de ajustes em área e em produtividade, acrescentou.

A área plantada total passou de 38 milhões para 38,14 milhões de hectares, com aumentos em Goiás e em Estados do Matopi (Maranhão, Tocantins e Piauí) e Pará, disse a Stonex. O rendimento nacional projetado teve um leve aumento, de 3,49 para 3,5 toneladas por hectare. Para 2021, a StoneX projeta exportações de 81 milhões de toneladas.

Já a produção total de milho 2020/21 foi estimada em recorde de 111,1 milhões de toneladas, considerando o crescimento esperado na segunda safra, em meio a uma redução na colheita do verão devido ao tempo seco no Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Na temporada anterior, o Brasil produziu 102,29 milhões de toneladas do cereal, segundo números da Stonex. O aumento da produção, de cerca de 9 milhões de toneladas, ocorrerá desde que a segunda safra não “registre maiores problemas”, disse a analista.

Já a safra de verão foi reduzida de 27,9 milhões para 27,1 milhões de toneladas, mesmo com um aumento de 50 mil hectares na estimativa para a área plantada, enquanto a colheita de inverno foi projetada em 82,34 milhões de toneladas, aumento de 10,75% frente à safra 2019/20, de acordo com a primeira estimativa da consultoria para a “safrinha”.

Fonte: Reuters
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Notícias Pecuária

Mercado de boi gordo acelera ritmo de negócios e preços começam a se estabilizar

Frigoríficos encontraram espaço para pressionar os pecuaristas diante da maior disponibilidade de boiadas

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Arquivo/OP Rural

O mercado físico de boi registrou preços de estáveis a mais baixos ao longo da semana nas principais praças de produção e comercialização do país. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o mercado apresentou bom ritmo de negócios no decorrer da semana. Os frigoríficos encontraram espaço para pressionar os pecuaristas diante da maior disponibilidade de boiadas. Com as pastagens desgastadas por conta da prolongada estiagem, a capacidade de retenção por parte do pecuarista foi bastante reduzida.

“No entanto, já são evidenciadas dificuldades em reduzir de maneira ainda mais agressiva as indicações de preços, com indicações de negócios saindo acima das referências médias em muitos estados, incluindo São Paulo”, disse Iglesias.

Para o início da entressafra, a expectativa é de maior propensão a reajustes, em linha com a potencial redução do confinamento de primeiro giro, resultado da forte elevação dos custos pecuários no decorrer de 2021.

“Em relação à demanda doméstica de carne bovina, há uma grande expectativa pelo avanço da vacinação contra a Covid-19, permitindo uma retomada ordenada da atividade econômica, incorrendo em um menor risco de colapso do sistema de saúde”, assinalou.

Com isso, os preços a arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do País estavam assim no dia 13 de maio:

  • São Paulo (Capital) – R$ 303,00 a arroba, contra R$ 307,00 a arroba na comparação com 06 de maio (-1,3%).
  • Minas Gerais (Uberaba) – R$ 297,00 a arroba, ante R$ 300,00 (-1%).
  • Goiânia (Goiás) – R$ 290,00 a arroba, estável.
  • Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 295,00 a arroba, inalterado.
  • Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 303,00 a arroba, contra R$ 308,00 a arroba (-1,62%).

Fonte: Agência SAFRAS
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Notícias Mercado

USDA indicou estoques americanos de milho 2021/22 acima das expectativas

Para o milho, a safra americana ficou levemente abaixo da expectativa do mercado, mas os estoques finais para 2021/22 ficaram acima do esperado

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O relatório de maio de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado na quarta-feira (12) trouxe os primeiros indicativos para a temporada 2021/22. Para o milho, a safra americana ficou levemente abaixo da expectativa do mercado, mas os estoques finais para 2021/22 ficaram acima do esperado.

Os Estados Unidos deverão colher 14,990 bilhões de bushels na temporada 2021/22, abaixo da estimativa do mercado, que previa uma produção de 15,071 bilhões de bushels. A produtividade média em 2021/22 deve atingir 179,5 bushels por acres. A área a ser plantada deve ficar em 91,1 milhões de acres e  a área a ser colhida em 83,5 milhões de acres.

Os estoques finais de passagem da safra 2021/22 foram estimados em 1,507 bilhão de bushels, acima dos 1,354 bilhão de bushels previstos pelo mercado. As exportações em 2021/22 foram indicadas em 2,45 bilhões de bushels e o uso de milho para a produção de etanol em 5,2 bilhões de bushels.

Para a temporada 2020/21, a produção nos Estados Unidos foi mantida em 14,182 bilhões de bushels e a produtividade média em 172 bushels por acre. A área a ser plantada segue prevista em 90,8 milhões de acres e a área a ser colhida em 82,5 milhões de acres.

Os estoques finais de passagem da safra 2020/21 foram estimados em 1,257 bilhão de bushels, abaixo dos 1,352 bilhão de bushels indicados em abril. O mercado previa estoques de 1,26 bilhão de bushels. As exportações em 2020/21 foram elevadas de 2,675 bilhões de bushels para 2,775 bilhões de bushels. O uso de milho para a produção de etanol foi mantido em 4,975 bilhões de bushels

Mundo

A safra global 2021/22 foi projetada em 1.189,85 milhão de toneladas. O USDA estimou estoques finais da safra mundial 2021/22 em 292,3 milhões de toneladas, acima dos 284,1 milhões de toneladas previstos pelo mercado.

A estimativa de safra brasileira é de 118 milhões de toneladas. A produção da Argentina deve atingir 47 milhões de toneladas. A Ucrânia teve sua projeção de safra indicada em 37,5 milhões de toneladas. A África do Sul teve a safra prevista em 17 milhões de toneladas. A China teve sua estimativa de produção apontada em 268 milhões de toneladas.

Para a temporada 2020/21, os estoques finais da safra mundial foram indicados em 283,53 milhões de toneladas, levemente abaixo dos 283,85 milhões de toneladas indicados no mês passado, enquanto mercado apostava em um número de 279,4 milhões de toneladas. A safra global 2020/21 foi reduzida de 1.137,05 milhão de toneladas para 1.128,46 milhão de toneladas.

A estimativa de safra brasileira é de 102 milhões de toneladas, abaixo das 109 milhões de toneladas previstas no mês passado, enquanto o mercado esperava safra de 103,4 milhões de toneladas. A produção da Argentina deve atingir 47 milhões de toneladas, sem alterações ante abril, enquanto o mercado previa safra de 47,4 milhões de toneladas. A Ucrânia teve sua projeção de safra elevada de 29,5 milhões de toneladas para 30,3 milhões de toneladas. A África do Sul teve a safra mantida em 17 milhões de toneladas. A China teve sua estimativa de produção apontada em 260,67 milhões de toneladas, sem alterações.

Fonte: Agência SAFRAS
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Notícias Mercado

Relatório do USDA centrou atenções do mercado de soja na semana

USDA indicou esmagamento em 2,225 bilhões de bushels e exportação de 2,075 bilhões

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As atenções do mercado internacional de soja na semana estiveram voltadas para o relatório de maio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado na quarta-feira (12), e que trouxe os primeiros números para a temporada 2021/22. No Brasil, não foi diferente. Poucos negócios foram registrados e os preços, nominais, variaram conforme as fortes oscilações dos contratos futuros em Chicago.

O relatório indicou que a safra norte americana de soja deverá ficar em 4,405 bilhões de bushels em 2021/22, o equivalente a 119,88 milhões de toneladas. O mercado esperava safra de 4,441 bilhões ou 120,86 milhões.

Os estoques finais estão estimados em 140 milhões de bushels ou 3,81 milhões de toneladas. O mercado apostava em carryover de 132 milhões ou 3,59 milhões de toneladas.

O USDA indicou esmagamento em 2,225 bilhões de bushels e exportação de 2,075 bilhões.

Em relação à temporada 2020/21, o USDA manteve os estoques de passagem projetado em 120 milhões de bushels, o equivalente a 3,27 milhões de toneladas. O mercado apostava em estoques de 118 milhões de bushels ou 3,21 milhões de toneladas.

O Departamento projetou safra mundial de soja em 2021/22 de 385,53 milhões de toneladas. Os estoques finais estão estimados em 91,1 milhões de toneladas. O mercado esperava por estoques finais de 88,8 milhões de toneladas.

A projeção do USDA aposta em safra americana de 119,88 milhões de toneladas. Para o Brasil, a previsão é de uma produção de 144 milhões de toneladas. A safra da Argentina está estimada em 52 milhões de toneladas. As importações chinesas deverão ficar em 103 milhões de toneladas.

Para a temporada 2020/21, a estimativa para a safra mundial ficou em 362,95 milhões de toneladas. Os estoques de passagem estão projetados em 86,55 milhões de toneladas. O mercado apostava em estoques de 86,9 milhões de toneladas.

A produção do Brasil foi mantida em 136 milhões de toneladas, dentro do esperado pelo mercado. Já a safra argentina foi cortada de 47,5 milhões para 47 milhões de toneladas. O mercado apostava em safra de 46,7 milhões de toneladas. A previsão para as importações chinesas foi mantida em 100 milhões de toneladas.

Fonte: Agência SAFRAS
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