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Stonex Brasil aponta previsões otimistas para atual safra da soja na América do Sul 

No primeiro semestre de 2023, o contrato contínuo da oleaginosa avançou 2,5%.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Nos últimos meses as cotações da soja em Chicago estiveram bastante pressionadas, mas o clima nos Estados abriu espaço para uma recuperação em junho, que foi impulsionada pelo número de área plantada do país, divulgado no último dia 30, pelo Departamento de Agricultura do país (USDA). Com isso, no primeiro semestre de 2023, o contrato contínuo da soja avançou 2,5%.

O Brasil colheu uma safra recorde, em 157,7 milhões de toneladas, segundo a StoneX, mais que compensando a quebra na Argentina, cuja produção recuou cerca de 60% em comparação ao que se esperava no início do ciclo. Além disso, as perspectivas de El Niño reforçaram as estimativas de uma safra robusta nos Estados Unidos.

Quanto à demanda, as preocupações com o desempenho econômico ao redor do mundo continuaram pesando sobre os preços, apesar de as importações chinesas de soja estarem mais aquecidas que no ano passado.

Essa perspectiva de oferta tranquila aliada a um avanço mais moderado da demanda foi reforçada pelos primeiros números do USDA para a safra 2023/24, com a produção mundial de soja superando o consumo em mais de 20 milhões de toneladas.

Contudo, além de muita coisa ainda poder mudar, visto que a safra 2023/24 está no começo, as perspectivas para os Estados Unidos já se alteraram em relação ao otimismo inicial com um ciclo sob influência do El Niño. O clima norte-americano está no centro das atenções e continuará sendo o foco principal do mercado nos próximos meses. Junho foi mais seco em partes do Meio Oeste, incluindo regiões dos estados que são os maiores produtores da oleaginosa, Iowa e Illinois.

De qualquer maneira, apesar de haver previsões mais longas indicando que o verão como um todo poderia ser mais seco em áreas do Meio Oeste, os modelos climáticos para as primeiras semanas de julho voltaram a mostrar boas chuvas em regiões que registraram seca importante. Ademais, o USDA surpreendeu ao reduzir a área plantada do país para 33,8 milhões de hectares, o que, aliado a uma produtividade mais baixa que a atualmente estimada pelo USDA, em 3,5 toneladas por hectare, tenderia em resultar em um balanço de oferta e demanda restrito para o país.

Ainda, outros fatores também precisam estar no radar, lembrando que as preocupações com a demanda continuam presentes, com perspectivas de avanços econômicos mais fracos ao redor do mundo.

No caso da China, que é a maior consumidora e importadora mundial de soja, o país tem recebido volumes elevados da oleaginosa nos últimos meses, aproveitando a oferta no Brasil, após a produção 2022/23 recorde.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Contudo, o uso para ração deve trazer desafios, com o verão no país podendo reduzir o consumo de proteína animal, em meio ao clima quente, e com os esforços para diminuir a participação do farelo nas rações, além da busca por substitutos.

Assim, a demanda acelerada por importações de soja pela China recentemente pode dar lugar a uma busca menor pela soja da safra nova dos Estados Unidos. Atualmente, as vendas de exportação norte-americanas estão mais fracas para outros destinos, que não a China, no ciclo 2022/23, e as negociações da safra nova, em geral, estão avançando bem mais lentamente.

Na América do Sul, além do andamento das exportações de soja e dos derivados, com a demanda do farelo e do óleo brasileiros devendo ser favorecida pela quebra na Argentina, o planejamento da safra 2023/24 também vai ganhar mais destaque.

Preços domésticos

Os preços domésticos da soja no Brasil têm estado bastante pressionados, o que tende a limitar a continuidade da expansão da produção vista nos últimos anos, mesmo com a queda também dos custos de insumos.

Por exemplo, o IMEA, no Mato Grosso, estima um aumento de 0,82% na área plantada de soja 2023/24, para 12,2 milhões de hectares, o que representa um avanço consideravelmente mais baixo que nos anos anteriores. Além disso, o produtor pode optar por investir menos, com o objetivo de reduzir custos.

Argentina

Já na Argentina, como as perdas de safra em 2023 foram muito expressivas, o país deve ver uma recuperação de sua oferta interna, que pode, inclusive, ser beneficiada pela ocorrência do El Niño. O fenômeno tende a trazer mais umidade para o sul da América do Sul, favorecendo, ainda, o Rio Grande do Sul, também bastante afetado pelo La Niña neste ano e no anterior.

De qualquer maneira, mesmo com esse cenário mais apertado para o produtor, as perspectivas são que a safra brasileira de soja continue sendo protagonista mundial, destacando a grande vantagem de o país ainda contar com áreas para expandir a agricultura.

Fatores altistas

  • Clima mais seco em regiões produtoras cruciais dos EUA e área
  • bem abaixo do esperado;
  • Produção mais baixa pode resultar em racionamento pelo lado
  • da demanda nos EUA;
  • China importando volumes significativos de soja atualmente;
  • Exportações brasileiras aquecidas.

Fatores baixistas

  • Estimativa de produção mundial 2023/24 bem acima do consumo;
  • El Niño pode beneficiar a safra na América do Sul;
  • Preocupações com o ritmo da demanda por soja;
  • Esforço chinês em reduzir a participação do farelo nas rações.

Fonte: Assessoria StoneX

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Produtores do Paraná poderão ampliar subvenção ao seguro rural com boas práticas de manejo do solo

Projeto-piloto do governo federal oferece descontos maiores no prêmio do seguro para áreas enquadradas em níveis superiores de manejo agrícola.

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Foto: Shutterstock

Os produtores rurais paranaenses podem obter subvenção federal maior, com base em critérios de manejo e conservação do solo nas culturas da soja e milho safrinha. Para isso, as áreas agrícolas a serem seguradas devem ser enquadradas em Níveis de Manejo (NM) estipulados pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático Níveis de Manejo (ZarcNM). O projeto-piloto conta com recursos específicos para execução (R$ 1 milhão para cada cultura) e beneficia produtores rurais com percentual maior de desconto nos valores do seguro pelo Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

Foto: Divulgação

A ferramenta considera critérios de qualidade do manejo de solo como redutor do risco climático de áreas agrícolas com maior capacidade de infiltração e retenção de água. O NM1 é a condição de risco base e o NM4, a melhor condição de cultivo que garante benefício maior.

“Em tempos de queda nas contratações de seguro rural, toda proposta que venha melhorar a subvenção ao prêmio é bem-vinda”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “Nossos técnicos estão à disposição para auxiliar os produtores rurais neste processo”, complementa.

Lançado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com metodologia da Embrapa, o ZarcNM teve o projeto-piloto iniciado na safra 2025/26, somente no Paraná, quando 28 áreas de produção foram classificadas em níveis de subvenção diferenciada. Na temporada 2026/27, o projeto iniciará a fase II, com possibilidade de participação dos produtores de soja do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, e milho safrinha no Paraná e Mato Grosso do Sul.

Como acessar

O primeiro passo para ter acesso à subvenção diferenciada é buscar a análise de solo em um laboratório credenciado no Estado. A metodologia das análises não difere das normalmente utilizadas, mas os laboratórios participantes conseguem registrar os dados da área diretamente no sistema (SiNM) da Embrapa.

“Antes mesmo de contratar o seguro, o produtor deve realizar a coleta da amostra de solo, seguindo as orientações do item 7, da Instrução Normativa 2/2025, do Mapa, e encaminhá-la a um laboratório credenciado, solicitando a análise Níveis de Manejo”, orienta Ana Paula Kowalski, coordenadora do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep.

Na sequência, o produtor deve procurar um operador de contrato para providenciar a análise de sensoriamento remoto e incluir as informações no sistema da Embrapa. Então, a plataforma calcula o nível de manejo do talhão e as informações são repassadas pelo operador ao governo federal para que seja definida a subvenção conforme os seis indicadores avaliados para a definição do nível de manejo: tempo sem revolvimento do solo; cobertura do solo com palhada; saturação por bases (V%); teor de cálcio; saturação por alumínio; e histórico de diversidade de cultivos. Três são verificados pela análise de solo e os demais por ferramentas de sensoriamento remoto utilizadas pelos operadores especializados. Para os níveis 2, 3 ou 4, segundo a Embrapa, “áreas com declividade superior a 3% devem, obrigatoriamente, adotar semeadura em nível ou contorno em pelo menos 75% da gleba”.

“Para subvenção maior, ou seja, além do padrão definido pelo PSR, os níveis devem ser de 2 em diante”, comenta Ana Paula. Na cultura de milho segunda safra, para Nível de Manejo (NM) 1, a subvenção será de 40%; NM2, 45%; e para NMs 3 e 4, 50%. Já para a cultura de soja, os cálculos são 20% para NM1; 30%, NM2; 35%, NM3; e 40%, NM4.

A lista de operadores credenciados está disponível no site embrapa.br/rede-zarc-embrapa/niveis-de-manejo

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Tarifas dos EUA deve impactar 21% das exportações brasileiras

Governo avalia ampliar parcerias comerciais enquanto negocia para evitar a aplicação das tarifas.

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Fotos: Claudio Neves

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (3), que o Brasil vai continuar buscando outros parceiros de negócios para minimizar os impactos da política comercial adotada pelos Estados Unidos. Lula coordenou reunião ministerial, no Palácio do Planalto, que ocorre em meio ao anúncio de novas taxações estadunidenses a produtos brasileiros.“Nós vamos procurar outros parceiros. Se ele não quer comprar, a gente vai vender para quem quiser comprar. Não vamos ficar reclamando. Se não quiser investir aqui, nós vamos procurar outro. O Brasil é dono do seu nariz. Isso aqui é um país democrático e soberano”, disse o presidente aos ministros de Estado.

“Nós resolvemos não adotar mais a política do vira-lata diante das grandes potências. Nós não somos melhores do que ninguém, mas não somos piores. Vamos respeitar todo mundo, mas queremos respeito”, acrescentou.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Na segunda-feira (1º), o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sugeriu, entre outras ações, a taxação de 25% sobre parte das importações brasileiras ao país. O relatório do USTR é resultado de uma investigação iniciada há um ano no governo de Donald Trump contra supostas “práticas desleais” do Brasil no comércio com os EUA.

Entre outros temas, para justificar a medida, a instituição acusa o Pix de prejudicar “injustamente” empresas estadunidenses que prestam serviços de pagamento eletrônico, como operadoras de cartões de crédito, como MasterCard e Visa, e o Whatsapp Pay. 

Lula afirmou que, agora, vai participar da reunião do G7 em junho na França, o que não estava nos planos. O evento reúne os líderes da Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. O Brasil vai como convidado do anfitrião, o presidente francês, Emmanuel Macron.

“Eu nem ia no G7, agora eu vou. É preciso alguém tentar colocar ordem na casa e parar essa coisa de desmonte do multilateralismo, da democracia e desvalorização das instituições. Se a ONU não está funcionando hoje, não é destruindo a ONU que a gente vai consertar o mundo, é reconstruindo a ONU”, disse Lula, reafirmando sua defesa de fortalecimento das Nações Unidas e da reforma do seu Conselho de Segurança.

Negociação

Foto: Divulgação/Porto de Santos

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) a decisão tarifária dos Estados Unidos ameaça diretamente 21% do total das exportações brasileiras rumo ao mercado norte-americano.

O governo brasileiro e empresas prejudicadas poderão se manifestar sobre o relatório final da USTR até o dia 15 de julho, quando os EUA poderão passar a adotar “medidas corretivas” contra o Brasil.

Para Lula, a atitude dos estadunidenses é insensata já que havia uma negociação em curso entre os dois países. Ele lembrou que, em maio, acordou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um prazo de 30 dias para que se chegasse a um acordo sobre a questão comercial.

Os dois se reuniram na Casa Branca e, na ocasião, o presidente brasileiro entregou documentos que comprovavam a relação comercial favorável dos EUA com o Brasil. Segundo ele, nos últimos 15 anos, o superávit comercial dos Estados Unidos foi US$ 415 bilhões.“Eu saí de lá convencido de que a gente estava estabelecendo uma nova lógica no relacionamento democrático e civilizado entre Brasil e Estados Unidos. E confesso a vocês que fui pego de surpresa ontem com a decisão deles”, disse Lula hoje.

Fonte: Agência Brasil
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EUA propõem tarifas a 60 países, incluindo o Brasil

Escritório de Comércio norte-americano sugere sobretaxas de até 12,5% sobre importações e abre consulta pública antes da decisão final.

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Foto: Allan Santos/PR

O governo dos Estados Unidos deu mais um passo na ampliação de sua política comercial protecionista ao propor novas tarifas sobre produtos importados de 60 países, entre eles o Brasil. A iniciativa foi anunciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e prevê uma sobretaxa de até 12,5% para produtos brasileiros que entram no mercado norte-americano.

Foto: Divulgação

A proposta está vinculada a investigações conduzidas com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos de 1974, instrumento legal que permite ao governo norte-americano apurar práticas consideradas prejudiciais aos interesses comerciais do país e, eventualmente, adotar medidas de retaliação.

Segundo o USTR, a nova rodada de tarifas está relacionada à avaliação das políticas adotadas pelos países investigados para prevenir e combater o comércio de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Na avaliação do órgão, falhas nesses mecanismos podem criar distorções competitivas e restringir o comércio norte-americano.

Brasil entre os países com maior alíquota proposta

Enquanto parte dos países investigados foi enquadrada em uma alíquota adicional de 10%, o Brasil aparece no grupo sujeito à tarifa de 12,5%.

A proposta brasileira está inserida em um conjunto de medidas que alcança outros 44 países analisados pelo governo

Foto: Divulgação

dos Estados Unidos. Já Canadá, União Europeia, México, Indonésia, Paquistão, Argentina, Bangladesh, Camboja, Guatemala, Malásia, Taiwan, Equador e El Salvador integram o grupo que poderá ser submetido à tarifa adicional de 10%.

Caso seja implementada, a medida poderá aumentar os custos de acesso ao mercado norte-americano para diversos produtos exportados pelo Brasil, reduzindo a competitividade frente a concorrentes internacionais.

Instrumento de pressão comercial

A Seção 301 é considerada uma das principais ferramentas de política comercial dos Estados Unidos. O mecanismo ganhou destaque nos últimos anos durante disputas comerciais com diferentes parceiros internacionais e permite ao governo norte-americano impor restrições tarifárias mesmo sem a intermediação de organismos multilaterais.

A atual iniciativa também ocorre em um contexto de retomada de medidas emergenciais defendidas pelo governo Donald Trump. Parte dessas tarifas havia sido anulada anteriormente por decisão da Suprema Corte norte-americana, levando a administração federal a buscar novos caminhos regulatórios para restabelecê-las.

Consulta pública antes da decisão final

As tarifas ainda não estão em vigor. O USTR abriu período de consulta pública para receber contribuições de empresas, entidades e governos potencialmente afetados pelas medidas.

As manifestações poderão ser apresentadas até 06 de julho. No dia seguinte, 07 de julho, está prevista uma audiência pública para discussão das propostas.

Somente após a análise das contribuições o governo norte-americano decidirá se as tarifas serão implementadas e em quais condições, etapa que será acompanhada com atenção por exportadores e setores produtivos dos países envolvidos.

Fonte: O Presente Rural
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