Empresas Genética bovina
Stefan Mihailov assume presidência do grupo CRV no brasil
Otimista com a pecuária brasileira, sua missão é elevar as vendas do grupo no País

Stefan Mihailov, de 56 anos, é o novo diretor-presidente do grupo CRV no Brasil, uma das maiores multinacionais de genética bovina em atuação no mercado nacional. Ele assume o cargo hoje, 10 de abril, em substituição ao holandês Rudi Den Hartog, que liderou o grupo holandês no Brasil nos últimos três anos. Natural de São Paulo (SP), Mihailov é médico veterinário, formado pela UNESP, de Botucatu, e acumula experiência de 30 anos na pecuária brasileira, tendo trabalhado em empresas do setor da nutrição animal, entre elas a Champion, Trouw e Phibro e Fort Dodge/Zoetis.
O grupo CRV no Brasil inclui a CRV e a Central Bela Vista. O desafio de Mihailov é o de ampliar as vendas. Ele está otimista porque, segundo ele, a pecuária brasileira avança rapidamente e está bem-posicionada no mercado mundial. “O Brasil já é o maior exportador mundial de carne e está no caminho de ser o maior produtor mundial, pois temos uma situação muito favorável”, compara ele.
“A Austrália enfrenta problemas de clima, de falta de água, e a Índia tem suas questões religiosas, por exemplo. Não temos esses problemas aqui”, afirma. Além disso, ele diz que ao criar “boi no pasto”, ou em regime semi-intensivo, o Brasil produz carne com qualidade e sabor muito apreciados, dentro da demanda mundial crescente da “carne verde”.
Mihailov também diz que o crescimento da produção de carne não precisa ser buscado com a expansão da área ocupada pela pecuária. “Devemos produzir mais carne por hectare, o que é plenamente possível.” Para ele, o segredo para esse crescimento está em uma abordagem profissional do tripé genética, nutrição e saúde animal.
“A melhoria genética já é uma realidade e pode crescer mais; na alimentação precisamos cuidar melhor dos pastos”, exemplifica. “Saúde é também importante: há poucos meses, um episódio atípico de ‘vaca louca’ deu um susto nos mercados mundiais e afetou temporariamente as exportações impactando preços ao produtor, o que mostra a importância da sanidade da pecuária.”
Para Mihailov, no leite as expectativas são também positivas. “Acredito que nosso potencial no leite é muito grande, ainda que esse setor seja marcado por propriedades familiares, com menos recursos, que podem ter acesso limitado à tecnologia”, compara. “Mesmo assim, os produtores de leite continuam avançando”, diz o novo presidente do Grupo CRV no Brasil.
O crescimento na produção de carne e leite tem que ser acompanhado pelo aumento da lucratividade, afirma ele. “Na pecuária de carne e de leite os produtores têm orgulho do trabalho que realizam, mas precisam lucrar para se manterem na atividade, para prosperar, para repassar o negócio para novas gerações, e isso exige tecnologia, algo que, na CRV, temos de sobra para colocar à disposição de todos”, diz ele. “A tecnologia pecuária cresce rapidamente no Brasil e há muito espaço para avançar nessa área”, conclui.
Empresa reestruturada
Em 2022, ano em que o mercado de genética apresentou retração, o grupo CRV manteve estáveis as vendas de doses de sêmen bovino e cresceu 30% na venda de outros produtos, entre eles os recém-lançados embriões. Em 2022, a Central Bela Vista bateu recordes de produção. “A CRV é um exemplo mundial de tecnologia e qualidade no setor de genética bovina e, no Brasil, contamos com muitas soluções para acelerar o crescimento da produtividade e lucratividade da pecuária brasileira”, diz o novo presidente da empresa.
Nos últimos dois anos, o grupo CRV no Brasil passou por uma profunda reestruturação. A sede da empresa foi transferida de uma fazenda em Sertãozinho (SP) para um escritório moderno e integrado, com comunicação de última geração, em Ribeirão Preto (SP). A equipe de vendas e o portfólio de touros foram ampliados e o marketing reforçado. Já a Bela Vista transformou-se na maior central de coleta e processamento de sêmen bovino da América Latina, incluindo um centro tecnológico de pesquisa em alimentação bovina.
“Tenho certeza de que encontrarei no grupo CRV profissionais muito capacitados”, afirma Mihailov. “Meu trabalho é facilitar o trabalho de todos, individual e coletivamente, para que juntos possamos encontrar mais e melhores soluções para alcançarmos os resultados de crescimento que esperamos.”

Empresas
Topigs Norsvin reforça equipe de produção no Sul e Sudeste com novos coordenadores
Profissionais assumem gestão de multiplicadores no Paraná, São Paulo e Santa Catarina com o objetivo de elevar a excelência técnica e garantir entrega de valor superior aos parceiros

A Topigs Norsvin, referência mundial em genética suína, anuncia a expansão de seu time técnico no Brasil com a contratação de dois novos coordenadores de Produção. Beatriz Quadros e Daniel Cruz chegam para fortalecer a assistência aos parceiros multiplicadores nas regiões Sul e Sudeste, reportando-se diretamente à gerência da área.
A movimentação faz parte de uma estratégia de fortalecimento do capital humano da companhia, visando alinhar performance genética com responsabilidade sanitária e bem-estar animal. Segundo o diretor de Produção da Topigs Norsvin, Leocir A. Macagnam, a chegada dos profissionais tem o objetivo de complementar as competências do time existente.
“O foco central é buscar resultados zootécnicos superiores, alicerçados no envolvimento das pessoas e na produção de suínos reprodutores de alta qualidade genética e sanitária. Com perfis altamente qualificados e experiências consolidadas em campo, a Beatriz e o Daniel atuarão no engajamento e capacitação das equipes nas granjas”, destaca.
Foco estratégico no Paraná e São Paulo
Responsável pelas regiões do Paraná e São Paulo, Beatriz de Carmo de Quadros é graduada em Zootecnia pela USP e cursa atualmente Mestrado Profissional em Produção e Sanidade Animal. Com 11 anos de experiência na suinocultura, a executiva traz uma bagagem focada em diagnóstico técnico e habilitação de equipes.
Em sua nova função, Beatriz supervisionará o desempenho de multiplicadores, garantindo que a produção de fêmeas atenda aos rigorosos padrões da empresa. “Meu foco será atuar de forma estratégica e técnica para assegurar que cada granja alcance suas metas com eficiência, qualidade e consistência. Isso inclui orientar as equipes, apoiar na tomada de decisão e monitorar indicadores”, afirma a nova coordenadora.
Ela ressalta ainda que sua experiência prévia será vital para a cultura de melhoria contínua da Topigs Norsvin. “Espero promover uma gestão próxima, colaborativa e orientada a resultados, fortalecendo o trabalho do time comercial e elevando a satisfação dos clientes finais”, completa Beatriz.
Gestão intensiva em Santa Catarina
Assumindo a coordenação da regional de Santa Catarina, Daniel Moreira Pinto Cruz é médico-veterinário com sólida trajetória em gestão de produção intensiva e passagens por grandes empresas do setor, como Smithfield Foods e JBS. Seu perfil é marcado pela especialização em conceitos de Saúde Única (One Health), compliance sanitário e metas ESG.
O foco do novo coordenador será a gestão conjunta do programa genético com os parceiros, assegurando a disponibilidade de animais de alta qualidade fenotípica nos prazos previstos. “Acredito que minha experiência trabalhando em grandes empresas nacionais e internacionais do ramo, juntamente com a grande expertise dos meus colegas técnicos da Topigs e parceiros multiplicadores, serão decisivos para impulsionar os avanços técnicos que desejamos”, projeta Daniel.
Entre suas atribuições, está também o desenvolvimento das equipes das granjas multiplicadoras alinhado aos objetivos estratégicos da companhia. “Espero contribuir de forma ativa para a evolução de nosso melhoramento genético e indicadores produtivos”, finaliza.
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Nematoides e carrapatos oferecem grande risco a bezerros e vacas em período de pós-parto
Adoção do manejo adequado para o controle dos inimigos da pecuária proporciona impacto produtivo e econômico na propriedade

A produtividade de uma fazenda pecuária com vacas no pós-parto é desafiada pela ação de diversos parasitas, como nematoides e carrapatos. “Caso as matrizes estejam infestadas por vermes, a contaminação ambiental ganha força pela intensa eliminação de ovos no bolo fecal”, informa o médico-veterinário Felipe Pivoto, gerente de Serviços Técnicos para Bovinos e Equinos da Vetoquinol Saúde Animal.
Com condições favoráveis, os ovos eclodem e a propriedade entra num ciclo vicioso de alta proliferação dos parasitas. Jovens e com o sistema de defesa em construção, os bezerros ficam ainda mais expostos aos vermes, que não enfrentam nenhuma resistência para parasitá-los. Uma vez parasitados, os bezerros sofrem severos impactos em termos de crescimento e ganho de peso, com efeito claro no índice de peso ao desmame.
Entre os principais prejuízos causados pelo parasita ao bezerro estão: diarreias, anemia, redução crítica da conversão alimentar, aumento na taxa de mortalidade e perda de peso e cenário favorável para a infestação ambiental – já que os bezerros infectados depositam ainda mais ovos no ambiente.
“Os carrapatos trazem tantos problemas quanto os nematoides. O pós-parto demanda muita energia da vaca, direcionada para sua recuperação física e produção de leite para o recém-nascido. Em caso de infestação por carrapato, a matrizes sofrem perdas fisiológicas importantes, devido a espoliação sanguínea, inflamação cutânea, estresse e desconforto. Fatores que reduzem a eficiência metabólica da vaca, a qual compromete a produção de leite”, explica o veterinário. Com menos acesso ao leite, os bezerros tendem a apresentar menor ganho de peso, atraso no desenvolvimento corporal e, consequentemente, menor peso ao desmama quando comparado aqueles oriundos de matrizes com infestação de carrapato controlada.
“O pecuarista conta com ferramentas eficazes para enfrentar esses problemas e controlar as infestações, como o Contratack® Injetável. O produto é desenvolvido pela Vetoquinol Saúde Animal”, indica Lucas Croffi, gerente de produto da Vetoquinol.
Contando com a ação conjunta dos princípios ativos fluazuron e ivermectina, Contratack® Injetável inibe o desenvolvimento de carrapatos e é altamente efetivo contra verminoses, o que o indica para vacas em períodos de cria. Seu uso protege as matrizes de infestações dos parasitas e garante o fornecimento do leite em quantidade e qualidade ideais para ter bezerros saudáveis.
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Cobb reconhece a Avícola Warnes por alcançar o melhor lote de produção no território boliviano
O resultado evidencia a excelência da empresa em manejo e sua capacidade de atingir indicadores técnicos.

A Cobb-Vantress, empresa de genética avícola mais antiga em operação no mundo, realizou uma cerimônia oficial na Bolívia para reconhecer a Avícola Warnes por ter alcançado o melhor lote de produção de Ovos Totais (OT), em 2024. O resultado evidencia a excelência da empresa em manejo e sua capacidade de atingir indicadores técnicos.
A Avícola Warnes é uma empresa boliviana com ampla trajetória na produção avícola, reconhecida por seu foco técnico, disciplina operacional e compromisso permanente com a eficiência e a melhoria contínua. Seu sólido desempenho fez com que ela se tornasse uma referência no setor avícola do país.
O prêmio foi entregue por Rodolfo Solano, gerente regional da Cobb para Peru, Bolívia e Equador, em um evento que contou com a presença do Dr. Néstor Oropeza, proprietário da Avícola Warnes, bem como dos profissionais Dr. Sevriche e Dr. Daza e de membros da família, que celebraram essa importante conquista.
“Os excelentes resultados da Avícola Warnes são consequência de uma gestão altamente eficiente e da correta implementação das recomendações técnicas fornecidas pela Cobb, o que permitiu que a empresa aproveitasse o potencial genético e alcançasse indicadores de desempenho excepcionais. O desempenho da empresa em 2024 consolida sua posição como referencial técnico no mercado boliviano”, afirma Solano.



