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State Grid Brazil alerta produtores e pilotos sobre riscos de acidentes com aeroagrícolas
Ação visa reduzir riscos de colisões das aeronaves e máquinas utilizadas na agricultura com as torres e linhas de transmissão

Para alertar pilotos e produtores agrícolas, a State Grid Brazil Holding iniciou um trabalho de conscientização com objetivo de reduzir os riscos das atividades de aeronaves e equipamentos agrícolas em áreas próximas às linhas de transmissão de energia. O Brasil possui a 2ª maior frota de aviões agrícolas do mundo, utilizados na aplicação de insumos e defensivos agrícolas em grandes plantações, como: soja, milho, trigo, algodão, arroz, lavouras florestais e cana-de-açúcar. Segundo dados do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (SINDAG), é representativo o percentual de incidentes com aeroagrícolas resultantes de colisões com rede elétrica.
“Observamos que uma atuação mais próxima de pilotos e produtores agrícolas poderia reduzir os impactos para as duas atividades, tão essenciais para o desenvolvimento da economia regional e nacional. Assim, estamos buscando essa aproximação por meio de uma busca ativa e compartilhamento de informações e materiais que possam ampliar a prevenção a acidentes desse tipo. Essa iniciativa faz parte de um grande esforço da companhia para a garantia da segurança das pessoas e de seus ativos, preservando a vida e o suprimento energético ao Sistema Integrado Nacional de Energia Elétrica”, afirma Jorge Bauer, diretor de O&M da State Grid Brazil Holding.
Além dos aeroagrícolas, são direcionados esforços para busca ativa e comunicação direta com pilotos de helicópteros e operadores de drones e máquinas agrícolas, que também podem se envolver em acidentes pela colisão com linhas de transmissão de energia, as torres e, ainda com os cabos estais, que sustentam as torres. Além do risco à vida dos pilotos e operadores das máquinas e dos danos às aeronaves e equipamentos, esses acidentes podem gerar impacto à toda a população, que pode sofrer interrupções no fornecimento de energia elétrica.
Para minimizar o risco de colisão, nas ações junto aos pilotos, operadores e produtores agrícolas, a State Grid Brazil vem reforçando algumas medidas essenciais, como:
– Certificar-se de que o piloto esteja física e mentalmente apto para voar;
– Realizar um reconhecimento aéreo antes de operar a baixa altitude, buscando possíveis obstáculos, inclusive cabos de energia e estais. O gerenciamento de risco da área é fundamental para observar os obstáculos e riscos que a área pode vir a oferecer;
– Reavaliar os riscos e presença de obstáculos sempre que houver mudança no plano de voo;
– Evitar distrações desnecessárias e retomar o foco sempre que estiver distraído, já que executar tarefas monótonas por muito tempo afeta a capacidade de manter-se atento;
– Procurar ativamente por fios e cabos estais.
Os acidentes aéreos com as linhas de transmissão de energia podem ser fatais, portanto a segurança deve ser sempre priorizada e qualquer emergência deve ser comunicada imediatamente às autoridades e empresas envolvidas.

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Governo federal prepara decreto de salvaguardas para acordo Mercosul-UE
Texto será analisado pela Casa Civil e estabelece mecanismos para proteger produtores nacionais em caso de aumento das importações europeias.

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, afirmou na quarta-feira (25) que o decreto sobre as salvaguardas do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia (UE) será enviado para a Casa Civil, onde passará por análise jurídica antes da publicação. A salvaguardas são instrumentos de proteção a produtores nacionais. 


Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado e Gpoint Studio/Freepik
O texto prevê mecanismos para proteger produtos agrícolas, caso sejam sancionados por organismos europeus. Isso porque, no final do ano passado, o Parlamento Europeu aprovou regras mais rígidas para importações agrícolas vinculadas ao acordo com o Mercosul, cujas medidas seriam acionadas se importações em grande volume causarem ou ameaçarem prejuízo grave aos produtores europeus.
O setor do agronegócio nacional quer que essas salvaguardas sejam assumidas também pelo governo brasileiro, em caso de aumento das importações de produtos europeus concorrentes. “Sempre há uma preocupação de alguns setores. Então, nós estamos encaminhando a proposta, para passar pelos ministérios, o decreto de salvaguardas”, declarou o vice-presidente.
A fala foi feita após reunião com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP), relator do projeto que ratifica o acordo entre o bloco europeu e o sul-americano, que vai criar uma das maiores zonas de livre comércio do planeta, com produção avaliada em US$ 22 trilhões e mercado consumidor de 720 milhões habitantes.
A Casa Civil poderá consultar outros ministérios, como a Fazenda, para depois enviar o decreto para assinatura do presidente da

Bandeira do Mercosul
República, antes que o Senado Federal aprove a ratificação do acordo. O texto da ratificação foi aprovado na quarta-feira pelo plenário da Câmara dos Deputados.
Como funcionam as salvaguardas
Salvaguardas são mecanismos previstos em acordos comerciais que permitem a um país reagir a surtos de importação decorrentes da redução de tarifas negociadas. Caso fique comprovado dano grave à produção nacional, o governo pode:
- Estabelecer cotas de importação;
- Suspender a redução tarifária prevista no acordo;
- Restabelecer o nível de imposto anterior à vigência do tratado.
O decreto deverá definir prazos, procedimentos de investigação e condições para aplicação das medidas.
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Câmara autoriza uso de até R$ 500 milhões do FGO para crédito do Pronaf
Projeto visa ampliar garantias para agricultores familiares sem impactar as contas da União e segue para sanção presidencial.

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (16) o Projeto de Lei 2213/25, que autoriza o uso de recursos do Fundo Garantidor de Operações (FGO) para cobrir ações do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). O texto, de autoria do Senado, segue agora para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil
Administrado pelo Banco do Brasil, o FGO facilita o acesso ao crédito por empresas e setores específicos, diminuindo os riscos para os bancos.
De acordo com o projeto, até R$ 500 milhões do FGO poderão ser utilizados para garantir as operações do Pronaf, que oferece linhas de crédito com condições especiais a agricultores familiares. O texto aprovado altera a Lei 13.999/20, que institui o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe).
Um ato conjunto dos ministérios do Desenvolvimento Agrário e da Fazenda definirá como esses recursos serão alocados, quais limites máximos de garantia poderão ser concedidos, os critérios de elegibilidade dos agricultores familiares e de suas cooperativas.
O ato deve indicar ainda quais operações do Pronaf poderão receber cobertura do FGO. As instituições financeiras autorizadas a operar

Foto: Divulgação/Arquivo OPR
crédito rural no Pronaf poderão solicitar essa garantia, respeitados os limites proporcionais de suas carteiras e o montante efetivamente aportado pela União e pelos demais cotistas.
O relator do projeto, deputado Rogério Correia (PT-MG), disse que a medida não produz impacto orçamentário ou financeiro imediato sobre as contas da União. O deputado citou o Balanço Patrimonial Consolidado do próprio FGO, referente a dezembro de 2024, que mostra que o fundo detinha R$ 43 bilhões em ativos totais, o que demonstra, segundo Correia, que a eventual destinação de até R$ 500 milhões para operações do Pronaf representa uma fração modesta de sua capacidade financeira.
“A medida não afeta sua aptidão [do FGO] para dar cobertura às garantias relacionadas ao Pronampe, nem compromete a estabilidade do fundo. Diante desse cenário, conclui-se que o projeto não produz impacto orçamentário ou financeiro imediato sobre as contas da União, uma vez que apenas autoriza a utilização de recursos já existentes no FGO”, afirmou
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Argentina e Uruguai aprovam Acordo Mercosul-UE; Brasil ainda depende de aval do Senado
Após sessões extraordinárias em Montevidéu e Buenos Aires, países iniciam processo de integração comercial.






