Avicultura
Sorvete com frango e ecossistemas do Paraná estão na final do Prêmio Nacional de Inovação
Iniciativa evidencia a força dos ecossistemas regionais e o potencial de pequenas empresas em transformar inovação em oportunidades no agro e na indústria, destacando tecnologias agrícolas e alimentos funcionais.

Um sorvete com proteína de frango criado por uma pequena empresa, ecossistemas de inovação do Sudoeste do Paraná (categoria médio porte), Norte Pioneiro (categoria pequeno porte) e Estação 43 (categoria grande porte), de Londrina, estão entre os finalistas do 9º Prêmio Nacional de Inovação (PNI), uma das principais premiações do país voltadas ao reconhecimento de iniciativas inovadoras. o Paraná ainda tem as empresas TecnoSpeed e a Protium concorrendo entre as finalistas como médias empresas.

A pesquisadora, Ana Maria da Silva, idealizadora de alimentos à base de proteínas animal e vegetal, incluindo o sorvete de frango – Foto: Adriano Oltramari
A final está marcada para o dia 26 de março, em São Paulo, durante o 11º Congresso de Inovação da Indústria, que reunirá empresas, pesquisadores e ambientes de inovação de todo o Brasil. Ao todo, 59 nomes de todo o país disputam a premiação.
As regiões paranaenses disputam a final na categoria “Ecossistemas de Inovação”, em conjunto com iniciativas da Paraíba, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte e Minas Gerais. Além dos três ecossistemas paranaenses, o Estado também é representado por um pequeno negócio inovador do oeste do Paraná. Na categoria Recursos Renováveis – Pequenos Negócios, está entre os finalistas a NILO By Lysis, iniciativa da pesquisadora Ana Maria da Silva, de Marechal Cândido Rondon (PR).
O diretor-técnico do Sebrae/PR, César Reinaldo Rissete, lembra o avanço do estado, que cresce no Índice Brasileiro de Inovação e Desenvolvimento (IBID), calculado pelo Instituto Nacional da Propriedade Intelectual (INPI). E entre 2020 e 2025, o Paraná saiu da 6ª posição em 2020 para ocupar, em 2025, o 3º lugar no pódio nacional, atrás apenas de São Paulo e Santa Catarina. “Nesta semana, junto com o governo do Paraná e parceiros do setor produtivo, iniciamos um movimento para consolidar o estado como referência nacional em desenvolvimento tecnológico pela Jornada Paraná IBID 2030. A grande presença de finalistas no PNI não só corrobora com essa iniciativa, como demonstra o grau de maturidade de todo ecossistema de inovação estadual”, analisa Rissete.
Sorvete com proteína de frango
A categoria Pequenos Negócios – Recursos Renováveis, tem paranaense na final. Doutora em Desenvolvimento Rural Sustentável, mestre em Biotecnologia Marinha e engenheira de Pesca, Ana Maria da Silva transformou um desafio pessoal em inovação. A ideia surgiu quando sua filha, durante tratamento contra o câncer, enfrentava dificuldades para se alimentar de forma saudável. “Tudo começou quando minha filha teve câncer de mama gestacional. Ela comia sorvete para amenizar a dor, mas não conseguia ingerir outros alimentos. Quando a NILO By Lysis surgiu, precisamos de muito apoio para chegar onde chegamos. O Sebrae foi fundamental e é até hoje”, comenta.
A partir dessa experiência, a pesquisadora desenvolveu sorvetes à base de proteínas animal e vegetal, criando uma alternativa nutritiva e inovadora. O alimento tinha a base proteica com frango e arroz. Com o crescimento do negócio, a empresa ampliou o portfólio e hoje também produz sopas, caldinhos, barrinhas de cereais, iogurtes e queijos que utilizam proteína de tilápia.
Atualmente, a empresa conta com cerca de 30 colaboradores terceirizados e vem consolidando sua atuação no mercado com produtos voltados à nutrição saudável. Segundo Ana Maria, o apoio institucional foi fundamental para o desenvolvimento da iniciativa.
Para Ana Maria, estar entre os finalistas do PNI representa o reconhecimento de anos de estudo e dedicação. “O objetivo é continuar crescendo e inovando sempre para conseguir desenvolver mais produtos e dar uma nutrição saudável e adequada para quem necessita em todo o Brasil”, destaca a empreendedora.
Hoje, a empresa, em Marechal Cândido Rondon (PR), conta com 30 colaboradores terceirizados e se destaca na produção de produtos com proteínas animal e vegetal. O cardápio atual é formado por sorvetes com proteínas de frango e arroz, além de sopas e caldinhos, barrinhas de cereais, iogurtes e queijos que utilizam a proteína da tilápia.
Para o coordenador de Inovação do Sebrae/PR, Alan Debus, a inovação trabalhada de forma contínua fortalece cadeias produtiva e gera desenvolvimento. “Esse reconhecimento nacional evidencia a força dos ecossistemas de inovação do Paraná e o potencial das iniciativas que surgem a partir dessa conexão entre instituições, empresas e talentos locais. Quando trabalhamos de forma integrada, conseguimos transformar inovação em desenvolvimento e novas oportunidades com impacto em diversas regiões e nos pequenos negócios”, ressalta Debus.
Sudoeste do Paraná e o trabalho coletivo

Finalista em anos consecutivos do PNI, SRI é alavancado pela colaboração entre 16 cidades do Norte Pioneiro do Paraná – Foto: Thomé Lopes
O presidente do Sistema Regional de Inovação do Sudoeste do Paraná (SRI), Marcelo Rogério da Silva, ressalta que a indicação demonstra a força do trabalho coletivo desenvolvido na região. “Ao longo de 2025 promovemos diversas ações com um objetivo comum: transformar a inovação em um motor de desenvolvimento regional. O projeto inscrito apresenta justamente esse modelo de articulação do ecossistema, mostrando como diferentes instituições trabalham juntas para gerar oportunidades e novos negócios. O foco é criar conexões, apoiar iniciativas inovadoras e estimular uma cultura de inovação cada vez mais forte no sudoeste do Paraná”, ressalta Silva.
Norte Pioneiro e Estação 43
De Londrina, o Estação 43 e o Sistema Regional de Inovação (SRI) Norte Pioneiro também estão na final do PNI representando o estado do Paraná.”O Estação 43 tem uma modelagem única. Somos organizados em 12 governanças com atuações setoriais e independentes, mas que são, também, conectadas e colaborativas. São mais de 350 pessoas que trabalham e discutem a inovação diariamente. Não tenho dúvidas de que atingimos um nível de maturidade que nos coloca a par de concorrer com ecossistemas de capitais que são referência em inovação no País”, pontua Lúcio Kamiji, presidente do Estação 43.
Leandro de Azevedo Lima, presidente do SRI do Norte Pioneiro Paranaense, lembra que em 2022 o SRI foi vencedor do PNI na categoria ecossistemas em estágio inicial. Para ele, o grande diferencial do ecossistema é a união de mais de 50 instituições que trabalham em consenso de crescimento territorial e mudança de paradigma regional. “Quando a gente fala de inovação na região, falamos não só em base tecnológica, mas também de desenvolvimento humano, econômico e agrícola. Se hoje estamos entre os ecossistemas de referência do Brasil e entre os melhores IDHs do estado, isso é fruto de um trabalho norteado pelo Sebrae/PR para o desenvolvimento do Norte Pioneiro”, destaca Leandro.
PNI
O PNI reconhece soluções inovadoras e reforça o papel da inovação na competitividade das empresas e no desenvolvimento do país. O Prêmio tem como propósito reconhecer soluções inovadoras e reforçar a mensagem do papel fundamental da inovação não apenas na produtividade e competitividade dos negócios, como também na sociedade e no desenvolvimento do Brasil.
São sete modalidades: Descarbonização Recursos Renováveis, Digitalização de Negócios, IA para produtividade e Lei do Bem para pequenas, médias e grandes empresas: Ecossistemas de Inovação de pequeno, médio e grande porte; e Pesquisador Empreendedor de pequena, média e grande empresa.
Ao longo de oito edições, o prêmio já contabiliza mais de 16,5 mil inscritos e 113 vencedores em todo o Brasil. Além do troféu e do certificado, os finalistas recebem visibilidade nacional e participam do Congresso de Inovação da Indústria.
Confira aqui todos os finalistas em suas categorias. Além dos ecossistemas e a pequena empresa de Marechal de Cândido Rondon, o Paraná ainda tem a TecnoSpeed e a Protium concorrendo entre as finalistas como média empresas.

Avicultura
Um em cada três frangos abatidos no Brasil sai do Paraná
Estado respondeu por 35% da produção nacional no primeiro trimestre de 2026, período em que o país atingiu o maior volume de abates da série histórica.

O Paraná ampliou sua liderança na avicultura brasileira e respondeu sozinho por mais de um terço de todos os frangos abatidos no país no primeiro trimestre de 2026. Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o estado concentrou 35% do abate nacional no período, mantendo ampla vantagem sobre os demais produtores.

Foto: Ari Dias
Ao todo, o Brasil abateu 1,71 bilhão de frangos entre janeiro e março, resultado 3,6% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Apesar do crescimento anual, houve ligeira retração de 0,5% em relação ao quarto trimestre de 2025.
Ainda assim, o desempenho foi suficiente para garantir o melhor resultado já registrado para um primeiro trimestre desde o início da série histórica do IBGE, em 1997. O mesmo ocorreu com os abates de bovinos e suínos, indicando um começo de ano marcado por volumes recordes nas principais cadeias de proteína animal do país.
A distância do Paraná em relação aos demais estados ajuda a dimensionar a importância da avicultura na economia estadual. Com participação de 35%, o estado produz praticamente três vezes mais do que o quarto colocado nacional.
Na sequência aparecem Santa Catarina, com 13,3% do total abatido, Rio Grande do Sul, com 11,8%, e São Paulo, com 10,9%. Juntos, os quatro estados responderam por mais de 70% do abate nacional de frangos no primeiro trimestre.
Produção de carne cresce acima do ritmo de abate
Além do aumento no número de aves abatidas, a produção de carne de frango registrou expansão ainda maior no

Foto: Ari Dias
início deste ano.
O peso acumulado das carcaças alcançou 3,73 milhões de toneladas no primeiro trimestre de 2026, alta de 6,9% em relação ao mesmo período do ano anterior e de 2,2% frente ao trimestre imediatamente anterior.
O crescimento da produção em ritmo superior ao do abate indica ganho de eficiência na cadeia produtiva, com aves mais pesadas e melhor aproveitamento dos sistemas de criação e processamento.
A avicultura brasileira ocupa posição estratégica no agronegócio nacional. Além de atender ao mercado interno, o setor é fortemente orientado às exportações e possui no Sul do país sua principal base produtiva, sustentada pela integração entre produtores, cooperativas e agroindústrias.
Os números divulgados pelo IBGE reforçam essa concentração. Somente Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul responderam por 60,1% do abate nacional no primeiro trimestre, confirmando a Região Sul como o principal polo da produção brasileira de carne de frango.
Avicultura
Galinhas livres de gaiolas e foco em biossegurança garantem produção de ovos bem-sucedida
Plantel de 500 mil aves, produção sem antibióticos melhoradores de desempenho e certificação em bem-estar animal sustentam o modelo adotado pela Planalto Ovos há oito anos.

Galinhas livres de gaiolas, biosseguridade e a adoção de sistemas preventivos e sustentáveis garantem há oito anos o sucesso da Planalto Ovos, cujos resultados produtivos obtidos ao longo da sua trajetória demonstram a consistência do modelo escolhido para sua operação desde a concepção do projeto. Membro fundadora da Colaboração Brasileira de Bem-Estar Animal (COBEA), a empresa mantém hoje um plantel de aproximadamente 500 mil aves, distribuídas entre diferentes unidades produtivas em Minas Gerais.

Foto: Divulgação
A decisão de adotar a criação de galinhas livres foi influenciada pela experiência prévia dos sócios na avicultura, construída entre 1964 e 2017 na Granja Planalto, e pela avaliação de que o modelo permitiria estruturar uma produção baseada em manejo cuidadoso, disciplina sanitária e qualidade do produto.
Em 2018, o mercado brasileiro de ovos provenientes de sistemas alternativos ainda era pouco desenvolvido. Existiam iniciativas pontuais, muitas vezes de pequena escala e com baixa padronização de processos. Porém, as mudanças observadas em mercados internacionais indicavam que modelos de criação que proporcionassem melhores condições às aves tenderiam a ganhar relevância ao longo do tempo. Esse contexto sinalizava uma oportunidade para a Planalto, que desde o início descartou a ideia de realizar uma transição gradual a partir de estruturas convencionais.
Toda a produção da empresa é desde então conduzida em sistemas livres de gaiolas ou caipira e integralmente certificada em bem-estar animal, para estabelecer um elevado padrão produtivo para todas as aves, independentemente do destino comercial dos ovos. Essa abordagem contribui para maior consistência operacional e reforça o princípio de que as práticas de manejo e as condições de criação devem ser uniformes em todo o plantel.
Biosseguridade como eixo central da produção
Desde a concepção do projeto, a biosseguridade foi estabelecida como um dos principais pilares da operação. Inicialmente havia preocupação de que a criação no piso pudesse ampliar o risco de desafios sanitários. Na prática, a experiência demonstrou que um programa robusto de prevenção, aliado a boas condições de manejo, permite manter estabilidade sanitária e consistência produtiva.

Foto: Divulgação
Um dos desdobramentos dessa abordagem foi conduzir a produção sem utilização de antibióticos como melhoradores de desempenho. Para viabilizar esse modelo, a empresa estruturou um conjunto integrado de medidas preventivas, baseadas em biosseguridade rigorosa, nutrição equilibrada e manejo adequado das aves.
Nesse contexto, são utilizadas alternativas tecnológicas que contribuem para a saúde intestinal e para a estabilidade da microbiota das aves, como probióticos e simbióticos, ácidos orgânicos e óleos essenciais. Essas ferramentas auxiliam na manutenção do equilíbrio microbiológico e reduzem a necessidade de intervenções terapêuticas ao longo do ciclo produtivo.
A abordagem está alinhada ao conceito de Saúde Única, que reconhece a interdependência entre saúde animal, saúde humana e equilíbrio ambiental, reforçando a importância de sistemas produtivos preventivos e sustentáveis.
A estrutura produtiva é compartimentalizada, com unidades fisicamente separadas (fábrica de ração, fazendas e entreposto de ovos), o que, apesar de aumentar a complexidade logística, reduz significativamente o risco de disseminação de patógenos.
O manejo sanitário inclui vacinação, monitoramento, controle de acesso e desinfecção, com atenção adicional, em sistemas no piso, ao manejo da cama, escolha do ninho e prevenção de endoparasitas.
Reconhecimento internacional
Os resultados produtivos obtidos demonstram a consistência do modelo adotado. Um dos marcos mais relevantes foi o reconhecimento de um lote da linhagem Lohmann como o mais produtivo já registrado pela genética, atingindo 593,8 ovos por ave alojada.
A empresa também recebeu em 2024 o Good Egg Award, concedido pelo ONG de bem-estar animal internacional Compassion in World Farming. A premiação reconhece empresas que adotam padrões elevados de criação e práticas alinhadas à melhoria das condições de vida das galinhas poedeiras.

Diretor da Planalto Ovos, Daniel Mohallem: “A viabilidade de sistemas livres de gaiolas depende menos de discurso e mais de execução: planejamento, disciplina sanitária, observação das aves, equipe capacitada e expansão alinhada à demanda” – Foto: Divulgação
Segundo a empresa, esses reconhecimentos demonstram que essas dimensões não são conflitantes, mas que é possível combinar altos níveis de bem-estar animal com alta e consistente produtividade.
Cooperação e perspectivas para o setor
A participação na criação da COBEA está alinhada à visão de que iniciativas colaborativas podem acelerar o aprendizado do setor. A troca de experiências entre empresas, academia e organizações da cadeia produtiva contribui para ampliar o alcance de boas práticas e fortalecer discussões técnicas e estratégicas sobre produção animal.
Na avaliação da Planalto Ovos, o Brasil tem capacidade técnica para avançar, mas enfrenta desafios como acesso a financiamento, custos mais altos e necessidade de melhor organização comercial; nesse contexto, certificações independentes são chave para diferenciar boas práticas e dar transparência ao mercado. “A viabilidade de sistemas livres de gaiolas depende menos de discurso e mais de execução: planejamento, disciplina sanitária, observação das aves, equipe capacitada e expansão alinhada à demanda. Nossa participação na COBEA serve não apenas para compartilhar nossa experiência com outros, mas também para evoluir em conjunto e promover a colaboração necessária em toda a cadeia de valor, o que pode ajudar a acelerar a transição para sistemas de produção que promovam um melhor bem-estar animal”, afirma o diretor da Planalto Ovos, Daniel Mohallem.
Avicultura
Produção de ovos supera 1,2 bilhão de dúzias no Brasil
São Paulo mantém liderança com quase um quarto da produção nacional, enquanto Paraná aparece na terceira posição entre os maiores produtores do país.

A produção brasileira de ovos de galinha atingiu 1,21 bilhão de dúzias no primeiro trimestre de 2026, mantendo-se em um dos maiores patamares da série histórica, embora tenha mostrado sinais de desaceleração na comparação com os meses finais do ano passado.

Foto: Rodrigo Felix Leal
Os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística apontam que o volume produzido entre janeiro e março foi 0,4% superior ao registrado no mesmo período de 2025. Em relação ao quarto trimestre do ano passado, porém, houve retração de 3,5%.
Mesmo com a queda trimestral, a produção permanece acima de 1,2 bilhão de dúzias, evidenciando a dimensão da avicultura de postura brasileira e a capacidade do setor de sustentar elevados níveis de oferta para atender tanto o mercado interno quanto a crescente demanda da indústria alimentícia.
A produção de ovos vem registrando crescimento contínuo nos últimos anos, impulsionada principalmente pelo aumento do consumo doméstico. O alimento ganhou ainda mais espaço na dieta dos brasileiros por apresentar custo relativamente menor em comparação a outras proteínas animais e por sua versatilidade de consumo.
Entre os estados, São Paulo manteve ampla liderança nacional. O estado respondeu por 24,6% de toda a produção

Foto: Rodrigo Felix Leal
brasileira no primeiro trimestre, o equivalente a praticamente uma em cada ოთხro dúzias produzidas no país.
Na sequência aparecem Minas Gerais, com participação de 10,2%, Paraná, com 9,8%, e Espírito Santo, responsável por 7,9% do total nacional. Juntos, os quatro estados concentram mais da metade da produção brasileira de ovos, demonstrando a forte regionalização da atividade.
Consumo interno sustenta produção elevada
Embora a variação anual tenha sido modesta, o desempenho do setor confirma a estabilidade da produção em níveis historicamente elevados. A demanda doméstica segue como principal sustentação da atividade, favorecida pelo aumento do consumo per capita e pela busca dos consumidores por proteínas de menor custo.

Foto: Giovanna Curado
No Paraná, terceiro maior produtor do país, a avicultura de postura desempenha papel relevante na economia agropecuária, com forte presença de granjas tecnificadas e integração com a indústria de alimentos. O estado se mantém entre os principais polos produtores nacionais, ao lado de São Paulo e Minas Gerais.
Os números integram as Pesquisas Trimestrais do Abate de Animais, do Leite, do Couro e da Produção de Ovos de Galinha referentes ao primeiro trimestre de 2026, divulgadas pelo IBGE. O levantamento acompanha a evolução da produção agropecuária brasileira e serve de referência para o monitoramento da oferta de alimentos e da dinâmica das cadeias produtivas do país.



